LOS HERMANOS
11 – Pepsi On Stage – Porto Alegre
Como já comentei no passado, esse é um daqueles shows que é melhor nem passar no mesmo quarteirão do local. É um festival de músicos desafinados em cima do palco, cantando mal e tendo cúmplices uma plateia horrorosa, que grita a plenos pulmões TODAS as letras do grupo, tornando a apresentação dos caras uma experiência inesquecível em termos de horror. Fuja!
MAURÍCIO PEREIRA
17 – SESC Pinheiros – São Paulo
O ex-integrante do duo Mulheres Negras lançou no ano passado um disco instrumentalmente interessante, Outono no Sudeste, que acabou prejudicado pelos seus vocais incrivelmente desafinados. Se já soou ruim em estúdio, imagine ao vivo! Vá por sua conta e risco, mas depois não diga que eu não avisei…
LUAN SANTANA
17 – Espaço das Américas – São Paulo
Cada época tem o ídolo popular que merece. Este garoto, dono de um repertório mais fraco que sopa de albergue noturno, com canções que trazem os piores clichês desse universo “dor-de-corno-sertaneja” e seus maneirismos em cima do palco, só consegue levar à histeria quem tem menos de quatro neurônios em funcionamento. É o exemplo máximo do ídolo que reina na estupidez da juventude descerebrada nacional. Mesmo que ele agora insista em mostrar um novo visual, com ternos bem cortados e fingindo uma elegância de plástico ao mostrar suas novas músicas, passe longe disso, pelo amor de Deus! Vá viajar, escalar uma montanha, voar de asa-delta. Faça um churrasco com os amigos, lave as suas cortinas, conserte seu chuveiro. Leve a patroa para um piquenique, surpreenda o namorado com uma lingerie bem sexy, lave suas cuecas no tanque. Leia um livro, jogue basquete com seus sobrinhos, assista a uma mesa redonda de futebol na TV. Pinte seu pijama de preto, bata um papo com o porteiro do seu prédio, faça uma galinhada com cerveja para os seus pais. Faça qualquer coisa, menos assistir a este show…
ANNEKE VUUR e DELAIN
17 – Tropical Butantã – São Paulo
O Anneke Vuur é a banda que a vocalista holandesa Anneke van Giersbergen montou agora para dar vazão à sua inquietude musical que vem desde os seus tempos de The Gathering. Agora transitando por uma praia bem mais pesada, ela e seus companheiros fazem um som bastante genérico, que por vezes chega a soar como se a Sandy resolvesse ter o Korzus como sua banda de apoio. Já o Delain é a banda de dois ex-integrantes do horrível Within Temptation – a vocalista Charlotte Wessels e o tecladista Martijn Westerholt – e consegue fazer um som insuportavelmente chato que fazem o Nightwish soar como o Pantera. Sim, você está por sua conta e risco caso queira conferir essa “dobradinha”…
ROUPA NOVA
17 e 18 – Teatro Positivo – Curitiba
É aquela velha história: os caras são músicos extraordinários, com total domínio de seus instrumentos, mas ficaram presos a um mercado que não aceita nada que contenha um mínimo de criatividade musical. Resignada, a banda então vem se rendendo há anos em tocar coisas abomináveis como “Dona” e “Whisky a Go Go”, feitas especialmente para agradar a um público muito pouco exigente. Infelizmente, o Roupa Nova é a prova que todo país tem o Toto que merece…
MILTON NASCIMENTO
17 , 18 e 24 – Vivo Rio – Rio de Janeiro
O célebre cantor/compositor volta aos palcos com um novo show, no qual celebra as mais de quatro décadas de existência de dois álbuns emblemáticos na história da música brasileira: os dois volumes do Clube da Esquina, lançados respectivamente em 1972 e 1978. Tomara que os músicos ofereçam ao repertório uma abordagem mais dinâmica, com um mínimo de ousadia, e que o velho “Bituca” tenha deixado seus tempos de performances sorumbáticas para trás…
SILIBRINA
18 – Blue Note – São Paulo
Um dos mais recentes e surpreendentes nomes da nova música instrumental brasileira, o grupo capitaneado pelo ótimo pianista Gabriel Nóbrega tem apenas dois – e ótimos! – discos na bagagem, O Raio (2017) e o novíssimo Estandarte, recém-lançado. É um som extremamente instigante, muito bem elaborado em sua mistura de jazz, frevo, maracatu e baião, com arranjos surpreendentes. Ao vivo, essa turma deve soar ainda melhor. Não perca!
PINK AND THE BRAIN
18 – The Wall Café – São Paulo
Esse será um show em tributo ao Pink Floyd, com arranjos idênticos aos originais e até mesmo com os mesmos timbres dos instrumentos. E com jogo de luzes a laser e efeitos bem psicodélicos! Se você é fissurado pelo ex-grupo do Roger Waters, aposto que terá uma noite bem divertida…
BENITO DI PAULA
18 – Teatro do Bourboun Country – Porto Alegre
Um dos mais criminosamente injustiçados artistas brasileiros, o pianista, cantor e compositor foi relegado a um ostracismo justamente pelo emburrecimento crescente do público que passou a pensar que samba e “pagode pega-periguete” são a mesma coisa. Dono de um excelente repertório, são justamente suas belas canções o atrativo maior para você ir a este show. Se você não se divertir em “Charlie Brown”, “Se não for Amor” e “Mulher Brasileira”, e não sentir vontade de chorar com a lindíssima “Retalhos de Cetim”, pode assinar o seu atestado de idiota…
IL DIVO
18 – Teatro Guaíra – Curitiba
Realmente, a imensa gama de picaretagens no universo do show business não tem fim. Veja o caso destes “Backstreet Boys em versão ‘Quatro’ Tenores”, formados por um quarteto de sujeitos bem apessoados, vestidos com ternos elegantes e toda aquela pinta “metrossexual”, reunidos por algum empresário malandro para faturar em cima de balzaquianas incautas e sem cérebros, acompanhadas de seus respectivos “conjugues/otários” do momento. Além do ridículo da coisa em si, o repertório é um daqueles troços constrangedores até mesmo se fosse apresentado em uma cantina/pizzaria italiana. Imagine assistindo a isto sentado na plateia. Credo!!!
HOT WATER MUSIC e TERROR
18 – Tropical Butantã – São Paulo
De toda essa juventude mentirosa que se finge de “nervosa” para dizer que faz “punk rock”, os americanos já meio velhacos do Hot Water Music até que tem lá algumas canções bem legais e costuma entregar nos shows uma energia que contagia a molecada “rebelde sem causa”. Já o terror é oriundo daquela cena hardcore de Los Angeles e faz um som pesado, agressivo e seus shows fazem jus ao nome da banda de uma maneira bem intensa. Programa recomendável!
PAULA TOLLER
18 – Tom Brasil – São Paulo
Deixando claro que o Kid Abelha acabou mesmo e que iria se dedicar à carreira solo, a cada vez mais linda Paula Toller continuava com sua vozinha pequenina e claudicante a serviço das canções de seu despretensioso disco, Transbordada. Agora ela reaparece com um novo show e prometendo incluir no repertório várias releituras de Mutantes, Charlie Brown Jr e outros menos cotados, além de canções de sua ex-banda, obviamente. É daqueles shows indicados para quem não tem muito critério na hora de sair de casa: divertido e mais nada. Para quem se contenta com pouco, já está bom.
OSMAR MILITO & BOB WYATT QUINTETO
18 – Blue Note – São Paulo
Caramba, que momento raro! O cantor/pianista/compositor Osmar Milito é uma verdadeira lenda para quem acompanha a história da música brasileira com seriedade e devoção, e estará acompanhando do ótimo quinteto do baterista Bob Wyatt, um tarimbado acompanhante de gente do naipe de João Donato e Chet Baker. Simplesmente imperdível!
“VIRADA CULTURAL 2019”
18 e 19 – capital de São Paulo – São Paulo
Espalhado por todas as regiões da capital paulista, o evento deste ano não traz atrações internacionais, mas se eu tivesse saco para frequentar esse tipo de maratona gigantesca, iria aos show do Sepultura, Sandália de Prata com BNegão, dos pianistas Amaro Freitas e Vítor Araújo, Tom Zé, Som Nosso de Cada Dia, O Terço, Clube do Balanço com a participação de Nereu Mocotó, Plebe Rude, Black Mantra com Gerson King Combo e Thaíde como convidados, Hamilton de Holanda e seu Baile do Almeidinha, Casa das Máquinas, Bacamarte, Pepeu Gomes e assistiria a entrevista do incansável jornalista Bento Araújo – autor dos ótimos volumes de Lindo Sonho Delirante, livros que abordam a história da música psicodélica no Brasil – com o artista Antonio Peticov, autor de inúmeras capas de discos famosos no Brasil, como o Criaturas da Noite, do Terço.
O TERNO
18 e 19 – Auditório Ibirapuera – São Paulo
Juro por Deus: poucas vezes vi uma banda tão ruim na vida. Se os caras fossem apenas desengonçados em cima do palco, ainda vá lá. Só que presenciar um show desses caras é ser testemunha de um tsunami de vocais desafinados, músicas pavorosas, letras horríveis e uma presença de palco que chega próximo do retardamento mental. Caia fora!
GRAVEYARD
18 – Fabrique Club – São Paulo
19 – BCo. Space Makers – Rio de Janeiro
O grupo sueco faz um sonzaço stoner rock que não abre mão de boas doses de psicodelia, o que garante a seus shows uma vibe setentista pesada, vibrante e recheada de ótimas canções, mesmo as mais recentes incluídas no ótimo álbum Peace. Outro show que você não pode perder. Ah, um detalhe: na apresentação do Rio, vão rolar as aberturas dos grupos nacionais Psilocibina e Auramental.
THE GAZETTE
19 – Audio – São Paulo
O Japão é o paraíso das cópias de bandas ocidentais. No caso desse quinteto, o som – copiado do HIM e de outros grupelhos que seguem a mesma fórmula, só que com um pouco mais de peso – é o que menos importa, já que seus integrantes fazem parte de um troço chamado “visual kei”, em que a imagem andrógina, repleta de maquiagens e roupas descoladas é muito mais importante. Boas canções? Pode esquecer. O lance aqui é “abafar no visual”, algo que certamente vai se refletir na plateia débil mental que curte esse tipo de engodo. É um show indicado somente para quem tem miolo mole.
ANGRA
19 – Opinião – Porto Alegre
É uma pena que uma das bandas de metal nacionais mais conhecidas no exterior esteja presa a uma fórmula sonora completamente caduca que hoje, mais do que nunca, é conhecida pejorativamente como “metal melódico”. Contando agora em suas fileiras com um dos vocalistas mais chatos da galáxia – o italiano Fabio Lione (ex-Rhapsody of Fire; ex-Labyrinth) -, é daquelas apresentações indicadas a quem ainda se emociona com cafonices como “Carry On” e outras bobagens.
EUMIR DEODATO
21 – Bourbon Street – São Paulo
Com seu próprio quinteto, o genial Deodato vai mostrar porque sua carreira internacional é respeitadíssima até os dias de hoje, mostrando músicas de todas as fases de sua longa e brilhante trajetória, principalmente aquelas que lhe deram tremenda respeitabilidade nos anos 70 nos Estados Unidos. Imperdível!
SLASH
21 – Opinião – Porto Alegre
há muito tempo que o guitarrista vem mostrando em sua carreira solo que era mesmo a força motora que botava o Guns n’ Roses para fazer boas canções. Seus discos são quase todos muito bons – a exceção é o mais recente, o irregular Living With the Dream, lançado no ano passado –, os shows são animadíssimos, com uma ótima banda de apoio, na qual brilha o vocalista Miles Kenedy, que deveria abandonar o seu outro grupo, o chatíssimo Alter Bridge, e se concentrar em sua parceria com o ‘patrão’. Não perca esse show de forma alguma!
GOLDEN BOYS
22 – Imperator – Rio de Janeiro
Parabéns a quem teve a brilhante de ideia de reunir novamente os integrantes deste ótimo grupo, cujo repertório é dominado por canções maravilhosas. E todos eles ainda estão cantando muito! Tremendo alto astral!
TONI GARRIDO
23 – Bolshoi Pub – Goiânia
Não faço a menor ideia do que o (ainda) vocalista do Cidade Negra pretende apresentar – imagino que vai mostrar canções da banda da qual (ainda) faz parte com outras de sua própria lavra -, mas de uma coisa tenho certeza: seu show vai beirar o insuportável, já que ele é tão desafinado ao vivo que chego a pensar que falta ao moço um senso de ridículo. Depois não diga que não avisei…




Respostas de 21
vc colocando o “Show ou é fria ” tarde assim , não dá tempo da gente comprar os ingressos .Só uma sugestão, numa boa. Coloca logo cedo aí .
Coloco na hora em que eu quiser.
É, esse tal de Paulo Moura deve ser irmão daquele seu amiguinho, o Nando Moura…
Como vc aguenta esses pentelhos, Regis?
Retardados me divertem, Henrique. Só não tolero gente mal educada e paspalho folgado…
Gosto dos seus comentários. Estou também te acompanhando no youtube. Minha música preferida é rock, mas gosto de outros gêneros. Então, é possível fazer um “aposto que você não sabia” sobre Luis Gonzaga. O dos Beatles e do Black Sabbath foram sensacionais!.
Obrigado pela audiência, Valmir. Vou pensar no assunto…
Eu ouvi o Graveyard por recomendação do baixista do Thyrfing…Kimmy Sjölund (certa vez quando trocamos umas ideias pelo Face)…
Excelente banda… Incrível como não é tão conhecida no Brasil…
Recomendo, corroborando com a análise de Regis, assistir este show ..
Los Hermanos não e chato. É inaudível.
Sempre autêntico Régis. Parabéns pelo trabalho!
Obrigado, Douglas.
Boa noite
À guisa de correção:
1) o sobrenome do finado trompetista americano era Baker .
2) O sobrenome do jornalista autor de Lindo Sonho Delirante é Araújo.
Obrigado pelas correções, João. Esse corretor ortográfico do word ainda vai me matar do coração (rs)…
Isso que vc falou sobre a fórmula do Angra vale pra quase todos esses músicos “grandes” de heavy metal do Brasil. Os caras estão presos aos clichês do “metal melódico” até hoje. É por isso que me surpreendi com a sonoridade que a banda Noturnall tentou trazer, pois foge dessa mesmice cafona do “power metal” (a estética é horrorosa, aquelas levadas “tupa-tupa-tupa” de bateria são chatíssimas, duetos de guitarra que lembram guitarra de sertanejo dos anos 80, vocais agudos exagerados… enfim).
Só discordo da parte do Fabio Lione! Particularmente, não o conhecia (nunca fui fã das outras bandas dele), e fui ouvi-lo somente após entrar no Angra… acho que caiu bem pra banda, pois ele tem uma voz mais anasalada e potente do que os outros 2 vocalistas que passaram pela banda, e não canta daquela maneira clichê de power metal.
E Régis… eu não me esqueci que vc falou que terá Guthrie Govan na sua 3ª lista de guitarristas lá no YouTube, hein? hahaha! Estou ansioso. Abraço!
Mais chatos que o Los Hermanos, só seus fãs se achando “intelectuais”. Ninguém merece…
Regis, se aceita sugestões de pauta, gostaria muito de saber sua opinião sobre a carreira solo do Bruce Dickinson. Particularmente, acho muito interessante como ele conseguiu colocar nela o que tinha de melhor no Iron Maiden sem ficar se prendendo às fórmulas prontas da sua banda original. E como conseguiu trafegar por vários estilos de rock e metal mantendo o próprio estilo.
Regis é um daqueles casos raros que mesmo não concordando com suas posições, a leitura é bem agradável. Em um mundo altamente polarizado, se faz necessário. Parabéns.
Obrigado, Paulo.
Sonzaço o do Silibrina, Régis. Um achado mesmo. Obrigado por me fazer conhecê-los. Parabens pelo excelente trabalho e um abraço!
Valeu, Rodrigo.
Um crítico que sempre ignorou os shows e a história da uma das maiores bandas de Heavy Metal do país não merece minha leitura.
Estou falando da banda Pandora 101, do maior youtuber conservador do mundo, que além de um grande analista política, é um dos maiores músicos do Brasil, O Nando Moura. Régis por não conseguir refutar nenhuma das verdades que o Nando diz, ignora a sua banda como um tipo de “vingança”. O Régis é incapaz de compreender as canções do Pandora, que já chegaram a fazer parte de jogos eletrônicos e a ter várias matérias em grandes portais musicais como o Whiplash.
olá régis! gostaria que falasse mais sobre o cd ‘pega vida’ do extinto grupo kid abelha…..e o transbordada da paula toller….obrigado…..
Não é surpresa o Il Divo ser criação do picareta do Simon Cowell, o maior embuste musical do universo!