2023 – O Que Me Impactou

Eu não quero me aprofundar novamente nas profundezas da mediocridade musical popularesca brasileira que dominou o ano de 2023. Já falei sobre isso em diversos vídeos ao longo do ano, criticando a indústria da música que nos presenteia com mais um festival de desastres sonoros. Parece que estamos em uma competição para encontrar a música mais insuportável do século.

Mesmo assim, não deixei de ficar impressionado negativamente com o auge de decadência atingido pela música popularesca brasileira. Parece impossível piorar nos próximos anos, dada a quantidade de gente sem talento musical aparecendo em todas as mídias. O autotune e o melodin tornaram-se os melhores amigos desses artistas, uma tentativa desesperada de esconder a falta de talento.

Não foi exclusividade nacional; a música pop mundial também perdeu seu brilho, dando lugar a batidas genéricas e letras que parecem um experimento de um robô tentando imitar emoções humanas. Artistas internacionais invadiram nossos ouvidos, e a música pop tornou-se uma cacofonia de batidas genéricas.

Fenômenos virais poluíram as redes sociais, como os milhões de fãs histéricos de Taylor Swift, transformando-a em um fenômeno financeiro avassalador. As dancinhas bobas continuaram a transformar pessoas em pseudoestrelas, e colaborações bizarras mostraram que artistas de outrora agora se unem a qualquer um disposto a pagar por alguns minutos de fama.

Em 2024, prevejo que esse mercado será ainda mais afetado pela inteligência artificial, permitindo que os fãs interajam ainda mais com seus pseudoartistas preferidos por meio dessa ferramenta.

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