Não preciso lembrar a você que o modelo tradicional de negócios do setor musical simplesmente desmoronou anos atrás com a então crescente pirataria de CDs e os downloads ilegais. Estes, por sua vez, entraram em colapso quando surgiram os serviços de streaming, que estão aí até hoje fazendo a alegria de milhões de consumidores. Até aí, nenhuma novidade. O que você não sabe é que tudo isso pode acabar de uma hora para outra. Surpreso em saber que todos os serviços que você conhece podem desaparecer do mapa em um piscar de olhos? Pois é… E o tio aqui vai explicar o motivo…

O fato que você tem que saber é que TODOS os serviços de streaming musical dão prejuízo. Todos, sem exceção. E tal situação vem desde os tempos em cada serviço foi criado. Sim, é isso mesmo: nenhum deles jamais deu lucro, nunca saíram “do vermelho”. Ficou de queixo caído, né?

Vamos pegar o caso do serviço mais famoso, o Spotify, que alcançou no final do ano passado a ótima marca de 193 milhões de usuários em todo o planeta. O primeiro problema é que não mais que a metade deles paga pelo serviço e mesmo com receita vinda de anunciantes, a conta não fecha.

Quer um exemplo? Até o segundo trimestre do ano passado o prejuízo da empresa sueca foi de inacreditáveis 394 milhões de euros, sendo que esse enorme rombo vem sendo coberto desde o início com a grana de investidores. A pergunta é: até quando essa turma vai segurar essa bucha?

Fontes fidedignas revelam que 85% de toda a receita obtida pelo Spotify é torrada em royalties e distribuição, sem contar salários, verba de marketing, desenvolvimento de produtos e outros custos que não vem ao caso. E olha que a plataforma é uma das piores pagadoras de artistas por título transmitido – algo em torno de US$ 0,00397 por transmissão.

A situação não melhora quando olhamos para suas concorrentes. O cenário é o mesmo: nenhuma delas conseguiu sair “do vermelho” até hoje. Todas precisam o tempo todo de operação de resgate financeiro para manter seus respectivos funcionamentos. A pergunta é: até quando?

Vários serviços desse tipo não suportaram a realidade é deixaram de existir, como Rdio, MOG e Songza. Ano passado, o SoundCloud só não fechou as portas porque foi salvo por um investimento de 170 milhões de dólares por parte de dois poderosos grupos financeiros internacionais, The Raine Group e Temasek Capital Management. Outro concorrente do Spotify, o Deezer, foi salvo da extinção pela chegada de 185 milhões de seus investidores sauditas, um deles a Rotana, a maior gravadora de todo o Oriente Médio, que pretende dominar o mercado de streaming daquela imensa região, incluindo todo o norte da África.

Volto a perguntar: até quando os investidores vão continuar injetando uma grana absurda e não receber nada? Por isso, fique esperto: seus dias de usuário podem estar no fim…