Baixarias Sertanejas

Tempos atrás, algumas pessoas enviaram para mim um vídeo de uma suposta cantora chamada Linda Mel, da qual eu nunca tinha ouvido falar. No vídeo, ela jogava vodka dentro da própria calcinha, como se fosse um filtro de papel, para que uma moça da plateia bebesse a mistura coada. Tudo isso por causa de uma música que ela chama de “Cachaça na Calcinha”. Obviamente, o vídeo viralizou, e, ao contrário do que você possa imaginar, eu não fiquei surpreso com isso.

Isso acontece porque há muito tempo pseudos artistas sertanejos vêm se dedicando a inundar o mercado do gênero com conteúdos totalmente vulgares que nem são engraçados. Mesmo se fossem vulgares e engraçados, ainda assim seria questionável. Fora a abordagem explícita sobre sexo, consumo de álcool e comportamentos questionáveis, coisas que outrora estavam presentes em algumas canções de rock do passado e que foram adaptadas e elevadas a enésima potência por outros gêneros, como o Funk carioca.

Décadas atrás, e tudo isso que estou falando acontece também no meio sertanejo. Há um imenso mercado consumidor desse tipo de abordagem na música sertaneja no Brasil atual. O que mais se vê e se ouve em shows e canções desse universo musical sertanejo nos dias de hoje são letras absolutamente abomináveis em termos poéticos. Isso envolve diversos aspectos do atual mercado consumidor do Brasil. Essas letras são feitas para satisfazer o público que as consome, e é importante entender que é o mercado que determina o tipo de produto, não o contrário. Músicas de baixa qualidade só surgem depois de se constatar o potencial consumidor desse tipo de conteúdo, que é justamente o mercado que ouve música sertaneja hoje nos dias atuais. Para uma análise mais aprofundada sobre o estado atual da música sertaneja e seu impacto na cultura, clique no botão abaixo e assista ao vídeo completo.

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