Belo Volta ao Soweto

A notícia de que o grupo de pagode Soweto reapareceu, saindo de seu devido ostracismo, para anunciar uma turnê comemorativa de 30 anos, contando com o retorno de Belo como vocalista, pode ter gerado grande entusiasmo nas fãs que resistiram à passagem do tempo e, talvez, à maturidade. No entanto, para mim e para todos que sempre abominaram o tal pagode romântico, essa turnê provoca risadas e a constatação de que esse tipo de oportunismo comemorativo se tornou uma tendência, começando com a volta de Sandy & Junior.

A notícia de que Belo está de volta ao Soweto, depois de 23 anos, para reforçar a turnê comemorativa de 30 anos, parece ser o combustível necessário para marcar muitos shows. Essa iniciativa de comemoração do Soweto parece ter evitado o ridículo de ser cancelada sem a presença de Belo. Afinal, quem em sã consciência sairia de casa hoje para assistir a um grupo de pagode em total decadência, com apenas um integrante da formação original, tocando músicas que constrangem até mesmo alguns artistas do verdadeiro samba?

É importante notar que, durante minhas conversas nos corredores do SBT durante as gravações do programa “Rulio”, ouvi artistas expressarem desconforto com a qualidade das músicas do Soweto. Perto deles, o Fundo de Quintal soa como os Originais do Samba no auge. Já vi jornalistas respeitados escreverem que Belo, ao assumir como vocalista após o assassinato de Robson Buiu em 1997, imprimiu um fraseado no canto do pagode que evoca o soul norte-americano, influenciando gerações de pagodeiros como Thiaguinho. Com todo respeito, isso parece uma sandice completa.

O pagode romântico sempre foi considerado um dos elementos mais questionáveis da música brasileira, e os trajes da época, usados por esses grupos, eram absolutamente ridículos. Para uma análise mais detalhada e opiniões sobre essa situação, clique no botão abaixo e assista ao vídeo completo.

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