Billie Eilish – Hit Me Hard and Soft

Quando saiu o primeiro single desse disco, uma canção intitulada “LUNCH”, lançada inclusive antes do álbum ser oficialmente lançado, essa música causou em mim uma sensação razoavelmente positiva, já que é uma boa canção eletropop com uma sonoridade retrô nas timbragens dos instrumentos. Aliás, as timbragens foram muito bem escolhidas para embalar a cantora, que canta uma letra bem apelativa sobre sua própria bissexualidade. Esse é um tema que poderia ter sido abordado de uma maneira muito mais poética, mas como vivemos em tempos em que fãs sentem dores de cabeça quando precisam usar o cérebro, a artista optou por ser a mais explícita possível para não adentrar na pornografia pura.

A primeira faixa desse disco é a canção chamada “SKINNY”. Ela já começa com um chororô insuportável, com aquela voz docinha e tristezinha, desfiando suas lamúrias com aquele timbre de voz usado por 8 milhões de cantoras da atualidade. Nem mesmo um bonito arranjo de cordas na porção final da canção salva a audição dessa música. Depois da já comentada “LUNCH”, vem uma canção chamada “CHIHIRO”, que foi batizada com o nome de uma personagem do desenho animado japonês “A Viagem de Chihiro”, que aliás é um desenho muito legal. Nessa música, a cantora colocou vocais etéreos com uma certa influência do estilo da Elizabeth Fraser, que era vocalista do Cocteau Twins, sobre uma base eletrônica suave e interessante, bem próxima de algo que poderíamos chamar de techno house. Tudo é costurado por uma letra que remete exatamente às sensações que a cantora tem em relação ao desenho em si, que ela adora.

Essa sonoridade eletrônica reaparece em uma canção não mais do que simpática intitulada “BIRDS OF A FEATHERr”, que tem uma letra na linha do chororô romântico, repleta de clichês surrados. É daquelas músicas facilmente esquecíveis dentro do repertório de qualquer álbum pop. Isso também acontece nas duas canções seguintes, que são eminentemente acústicas: “WILDFLOWER” e “THE GREATEST”, conduzidas por aqueles violões que costumam ser tocados em volta da fogueira numa praia. Ainda que “THE GREATEST” tenha uma parte final que tenta soar de um modo apoteótico, ela retorna ao violãozinho.

Para assistir ao vídeo completo, clique no botão abaixo.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

plugins premium WordPress