Bon Jovi – Forever

É evidente que este álbum foi lançado como parte de um pacote que inclui a série documental Thank You, Good Night, visando criar uma conexão emocional com os fãs devotos que choraram e ainda choram pelos sérios problemas vocais de Jon Bon Jovi nos últimos anos. Isso, claro, busca erguer uma empatia superficial para justificar as novas canções do disco como se fossem um triunfo pessoal dele. Sabe aquele papinho de “me engana que eu gosto”? Pois é, é isso aí.

Nas letras, é possível perceber que os versos são bem autobiográficos. No disco inteiro, nota-se claramente que a voz de Bon Jovi foi manipulada para ajustar desafinações, mesmo ele cantando em registros que fogem completamente das regiões mais agudas. As vocalizações são tão parecidas entre si em todas as músicas do álbum que tive a impressão de que, na verdade, o que foi aproveitado neste álbum foram as vozes guias que Bon Jovi gravou.

O que se salva no disco são as performances do guitarrista Phil X e do sempre competente e genial baterista Tico Torres, que tentam emprestar alguma dignidade a um repertório pavoroso. Em todo o disco, há um clima nostálgico e, por vezes, introspectivo, como se o tempo decorrido até os dias atuais fosse um personagem importante dentro das confusões pessoais e da indesculpável, sim, indesculpável acomodação musical da banda.

Para piorar, o trabalho do produtor John Shanks em nada contribuiu para transformar as canções em capítulos interessantes de se acompanhar.

Assista ao vídeo completo clicando no botão abaixo.

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