Bruce Springsteen Não “Pegou” no Brasil?

Foi no seu sétimo álbum de estúdio, “Born in the U.S.A.”, que Bruce Springsteen rompeu a bolha, se é que podemos usar um termo atual. Esse disco obteve um sucesso comercial avassalador, vendendo tanto que proporcionalmente deu ao Bruce naquela época um status de fama mundial similar ao que desfrutam hoje artistas como Taylor Swift e Beyoncé. Foi exatamente esse álbum que transformou o artista, já adorado pela crítica e pelo público americano, em um ícone mundial.

Curiosamente, aqui no Brasil, a história foi diferente. Durante sua turnê de 2013, o público foi muito menor do que o esperado, especialmente para alguém acostumado a se apresentar em estádios ao redor do mundo. Mesmo no show do Rio, a plateia foi reduzida.

Os Estados Unidos e o mundo mudaram muito nos últimos 40 anos, para melhor e para pior. Mas isso é um outro papo. O que quero destacar aqui é que “Born in the U.S.A.”, um álbum profundamente ligado aos eventos da história americana das décadas de 60, 70 e 80, não envelheceu um segundo sequer. Mesmo em circunstâncias e contextos tão distintos, Bruce Springsteen se tornou uma figura de consenso mundial a partir do lançamento desse disco.

Por tudo isso, é importantíssimo termos um olhar atento e uma audição cuidadosa para contextualizar as circunstâncias e o próprio legado de um álbum cuja popularidade exagerada o tornou paradoxalmente um divisor de águas, não apenas na carreira de Bruce Springsteen, mas na própria música pop e no universo do rock. Os fãs mais ardorosos de Bruce raramente citam “Born in the U.S.A.” como um de seus favoritos. E sabe por quê? Porque ele soa acessível. E é exatamente por isso que é uma obra contemporânea, que não envelheceu em nenhum aspecto de suas composições.

Assista ao vídeo completo clicando no botão abaixo.

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