Tenho que confessar que sempre me diverti – e ainda me divirto muito! – com os comentários gerados a partir de cada texto que escrevi até hoje. Principalmente aqueles que tentam desancar as minhas opiniões com argumentos típicos de quem tem idade mental em torno de  14 anos e uma capacidade de raciocínio semelhante ao de um texugo – não necessariamente vivo, diga-se de passagem…

Alguns dos mais engraçados e ridículos ao mesmo tempo sempre apareceram quando ousei tecer críticas ao trabalho de cantoras como Lana Del Rey, Lorde e, claro, Beyoncé . Lembro que recebi este tipo de “feedback” retardado, por exemplo, também ao criticar Ana Carolina, Maria Bethânia e, obviamente, a Anitta. Dentre todas as barbaridades que recebi de gente indignada, algumas chamaram a minha atenção pelo inusitado: débeis mentais chegaram a me acusar de “não gostar de vozes femininas”, um absurdo tão grande que me fez cair na gargalhada.

Lembrei disso hoje porque resolvi trazer aqui exemplos de cantoras pop que, ao contrário daquelas que citei acima, têm um trabalho absolutamente consistente e  repleto de qualidade. Optei até por colocar aqui nomes bem desconhecidos do grande público, na esperança de que vocês possam olhar um pouco além dos limites de sua “caixinha”…

 

AIMEE MANN

Desde os tempos em que liderava o bom grupo pop new wave ‘Til Tuesday nos anos 80, esta linda cantora/baixista que ilustra este post já dava sinais de ser alguém diferenciada em termos de composição. Quando a banda acabou e ela enveredou pela carreira solo, seus álbuns passaram a impressionar pela sonoridade madura e lindamente adornada com melodias extasiantes, com letras de uma intensidade surpreendente. Ouça os exemplos que coloquei abaixo com muita atenção!

 

 

 

 

KATHRYN WILLIAMS

É curioso perceber como tem muita gente que associa a sonoridade de uma canção à sua letra, sem perceber os significados ocultos. É o caso do trabalho desta cantora/compositora inglesa, dona de uma discografia razoavelmente extensa para os padrões pop. Seu som “poppy” é falsamente adocicado, já que traz letras com um sentido poético muitas vezes perturbador. Que ela então faça a estreia em sua cabeça neste exato momento!

 

 

 

 

TRACY BONHAM

Antes que você pergunte: não, ela não é parente do falecido baterista do Led Zeppelin, John Bonham. Essa americana chegou até a fazer algum sucesso nos anos 90 com o hit “Mother, Mother”, mas seu trabalho transcende as facilidades do pop com uma energia quase pesada. Dê uma sacada em uma de suas melhores canções, “Behind Every Good Woman”, e mais duas que escolhi a dedo:

 

 

 

 

Agora faça a sua parte e ouça tudo o que puder dessas cantoras. Você não vai se arrepender…