Clássico indiscutível, “Tapestry” fez de Carole King uma deusa eterna do pop

Carole king Tapestry

Para milhares de mulheres, ela deu forma e pavimentou a estrada que invadiu o universo masculino em busca de respeito, não apenas artístico, mas principalmente como afirmação de um ser humano que usou sua arte para dizer verdades a todos nós. Para mim, ela foi isso e é muito mais: Carole King é um dos mais importantes ícones da música POP (sim, com maiúsculas) em todos os tempos, com uma discografia irretocável! E é aí que entra sua obra-prima, que completa em fevereiro 50 anos de aniversário de seu lançamento.

Ela sacramentou em seu próprio álbum o inegável talento como compositora que já era reconhecido por todo o meio artístico desde o final dos anos 50 – ela compôs hits certeiros para Aretha Franklin – como “(You Make Me Feel Like) A Natural Woman”, incluída também em Tapestry -, Bobby Vee, The Monkees (“Pleasant Valley Sunday”), Dusty Springfield e mais um monte de gente graúda. Até mesmo os Beatles fizeram sua versão de “Chains” em seu disco de estreia, que King compôs com seu então marido/parceiro, Gerry Goffin. Conhece a sensacional versão que o Grand Funk Railroad fez para “The Loco-motion”? Adivinhe quem a foi a moça que compôs a canção original?

Pianista de qualidade superior a qualquer um que se metesse a tocar o instrumento dentro do universo pop daqueles tempos, King martelou divinamente as teclas para criar canções absurdamente espetaculares, como “It’s Too Late”, “I Feel the Earth Move”, “Will You Still Love Me Tomorrow” e “You’ve Got a Friend”, regravada no mesmo ano por James Taylor.

Tapestry é monumental em todos os sentidos. O sentimentalismo nunca resvala para a babaquice açucarada, a descontração sônica aparece na medida certa e a sinceridade com que ela abre seu próprio coração nas letras é de fazer qualquer pessoa chorar em esguicho.

Pare de ler imediatamente o que escrevo e ouça Tapestry de ponta a ponta, de uma vez só. Duvido você sair dessa audição como a mesma pessoa de sempre…

https://www.youtube.com/watch?v=lWbHG5iGZEA

10 respostas

  1. Régis, já ouvi esse disco, o descobri durante a pandemia e o trabalho em casa, e ele realmente é sensacional e atemporal!!!
    E é uma aula de Música para essas pseudo-cantoras metidas a empoderadas , se um dia elas ouvirem esse álbum, vão descobrir como descrever a vida de uma mulher de uma forma sincera e poética!!!
    Vida longa a você e a Catolé King tb!!!
    Abraços

  2. Parábens pelo texto regis, sou um grande admirador do seu trabalho te sigo em todas suas redes sociais. To sempre ligado! Te desejo muita saúde. Abraços meu amigo.🤘

  3. Ontem, segui sua sugestão, comecei ouvir esse álbum e realmente é maravilhoso. Conhecia essa artista, mas uma ou outra música apenas. Já tive um cd antigo de Carly Simon que acredito ter uma afinidade. Sempre gostei do rock mais pauleira, mas depois que comecei ouvir Carpenters fiquei mais interessado em músicas mais melodiosas. Quais outros 2 álbuns de Carole King você sugere para outra deliciosa audição?

  4. Boa noite, Régis! Desculpe entrar em um assunto um pouco fora da curva do seu artigo, mas sempre quando vejo vídeos no seu canal, toda vez acabo sempre parando no famoso vídeo do Sgt. Peppers. Pretende um dia fazer algum artigo comentando a respeito da discografia completa dos Beatles? Seria interessante ver alguém como você opinar sobre, também para aproveitar o embalo do filme sobre as novas gravações de Get Back. Um abraço!

  5. Boa tarde! Vou ouvir. Confesso que da Carolo King só conheço (de memória) “City Streets”, do álbum homônimo de 1989 onde Eric Clapton toca guitarra. Conhece essa? Abraço!

  6. Só conhecia o sucesso “It’s Too Late” deste disco, mas ele realmente é magnífico. E a faixa título faz chorar mesmo de tão triste, e bonita.

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