Daniel Alves em Liberdade?

Eu e todas as pessoas de caráter honrado estamos absolutamente indignados com a decisão do tribunal de Barcelona que aceitou a liberação provisória de Daniel Alves mediante o pagamento de uma fiança de 1 milhão de euros, equivalente a cerca de R$5.5 milhões de reais. Não importa que a medida proíba Daniel de se aproximar da vítima a uma distância inferior a 1 km de sua residência, local de trabalho ou qualquer outro local frequentado por ela. Também não importa que ele não possa se comunicar com a vítima de forma alguma até que seja proferida a sentença definitiva. Não importa que seus passaportes brasileiro e espanhol tenham sido retidos, que ele esteja proibido de deixar a Espanha e que tenha que comparecer semanalmente ao tribunal provincial, além de comparecer quantas vezes for convocado pela autoridade judiciária.

Tudo isso não importa, porque é um total absurdo que a pena tenha sido inacreditavelmente reduzida em relação ao que foi solicitado pela promotoria (9 anos) e pelo Ministério Público (12 anos). Mesmo considerando que ele tenha ficado preso preventivamente por 14 meses e que já tenha cumprido 1/4 da pena imposta (4 anos e 6 meses de prisão). Sim, eu sei que cabe recurso e que tanto a defesa quanto a acusação já estão preparando seus documentos para contestar essa pena para mais ou para menos, mas é um absurdo total.

O fato de que Daniel Alves teve sua pena significativamente reduzida porque fez um pagamento de 150.000 euros, inclusive com a ajuda da família de Neymar, é uma ofensa gritante a quem combate a desigualdade e o desrespeito à lei. Não é apenas a liberdade de um indivíduo que está em jogo nesse caso, mas a própria essência da justiça, corroída pela influência do dinheiro. A mensagem é clara: para a justiça espanhola, o valor monetário é mais importante do que a aplicação imparcial da lei. Daniel Alves foi beneficiado por sua riqueza e escapará da punição por ser milionário, enquanto um cidadão comum é deixado à mercê do sistema legal.

Daniel Alves é um estuprador rico, assim como Robinho, que só conseguiu fugir para o Brasil porque tem muito dinheiro. Se fossem estupradores pobres, teriam as mesmas regalias? Claro que não.

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