BELL MARQUES

10 – Espaço das Américas – São Paulo

Quando resolveu abandonar – ou ser expulso, até hoje não sabemos a verdade – do Chiclete com Banana, ele conseguiu duas proezas admiráveis: 1) ingressou em uma carreira solo insignificante, da qual ninguém dá bola; 2) afundou a agenda de shows de sua ex-banda. Palmas para Bell Marques que ele merece! Palmas! Mais palmas!!!

 

TURMA DO PAGODE

10 – Auditório Araújo Vianna – Porto Alegre

Quem se importa com mais um dos 3.769 grupos de “pagode chifrudo” que existem por aí? Quem se importa com um grupo que só sabe cantar “lelelê”, “laialaiá” e mais um monte de letras ginasiais a respeito de dor do corno? Eu não. E você?

 

IZA

10 – Audio – São Paulo

Lançando seu álbum Dona de Mim, ela certamente está tentando ocupar a mesma área da Anitta, só que com um trabalho bem melhor elaborado e mais próximo do hip hop. Ainda não conseguiu criar algo realmente consistente dentro da cena pop brasileira, mas está no caminho certo dentro do que se propõe a fazer. Basta ter o aconselhamento certo, que pode levá-la para outro patamar. Tente sacar isso neste show, que vai contar com as participações especiais de Marcelo Falcão (ex-Rappa), Rincon Sapiência e Gloria Groove. Talvez você se surpreenda…

FUNK COMO LE GUSTA

10 – Auditório Ibirapuera – São Paulo

Esta ótima banda paulistana, que sabe misturar soul, funk, jazz, MPB, ska e o que mais vier pela frente, continua a divulgar seu mais recente disco – o ótimo A Nave Mãe Segue Viagem -, com temas executados de modo brilhante, que transformam cada show em um grande baile. Em vez de perder tempo com picaretagens do naipe do Monobloco e outras porcarias do tipo, vá assistir às apresentações destes caras e veja como técnica e suingue podem caminhar lado a lado, sem conflitos.

PÉRICLES

10 – Carioca Club – São Paulo

Ele é um cara carismático e dono de uma bela voz. Com o fim do Exaltasamba, Péricles iniciou sua carreira solo e eu torço sinceramente para que ele se afaste completamente do som que fazia com seu finado grupo, voltando a fazer um samba de raiz com letras que tenham uma maior profundidade poética. A julgar pela música mais recente que lançou, “Até que Durou”, que estará presente em seu novo disco, infelizmente parece que isto não vai acontecer tão cedo. Pena…

CRIOLO e MANO BROWN

10 – Pepsi On Stage – Porto Alegre

A união dos dois nomes mais incensados da cena do hip hop nacional poderia ter dado muito errado, mas acabou resultando em um show vibrante, com uma pegada bem mais “orgânica” graças ao ótimo grupo de músicos arregimentado para oferecer o suporte sonoro a ambos. Obviamente, o repertório será calcado nas canções que os dois fizeram em suas respectivas carreiras, mas outras escolhas podem surgir e surpreender positivamente. Pode ir: é diversão na certa!

MUNDO LIVRE S/A

10 – SESC Pompéia – São Paulo

Há três décadas este grupo pernambucano tenta, tenta e não consegue cativar mais do que meia dúzia de fãs com pouco discernimento musical. Talvez as chatíssimas canções, aliadas aos vocais desafinadíssimos do líder Fred 04, tenham a ver com isto. Isto sem contar o total desequilíbrio entre o excesso de pretensão e as condições de transformar isto em boas músicas. É um sonzinho fuleiro, mas no pior sentido do termo, que não melhorou em nada com o lançamento recente de mais um fraco álbum, A Dança dos Não Famosos. Vá por sua conta e risco…

 

IGOR PRADO BAND & JUST GROOVE

10 – SESC Vila Mariana – São Paulo

Um dos melhores guitarristas da nova safra do blues nacional, ele colheu os louros do sucesso internacional de seu excelente álbum Way Down South, lançado nos EUA pela gravadora Delta Groove e que recebeu muitos elogios da crítica especializada. Só que nesta apresentação a tônica será a mistura de blues, soul e funk (o verdadeiro!) com as sonoridades brasileiras ao lado de sua ótima banda de apoio, além de bem sacadas releituras de temas de BB King, Jorge Ben, Bezerra da Silva e até Justin Timberlake. Vá ao show e entenda o motivo de tanta badalação em cima do guitarrista…

SANDÁLIA DE PRATA

10 – SESC Vila Mariana – São Paulo

Sem sacanagem: este é o melhor grupo de samba-rock/soul/MPB em atividade no Brasil. Todos os músicos são excelentes, a cantora Ully Costa tem um timbre belíssimo e o show, baseado nos três excelentes discos que lançaram – Samba Pesado (2010), Desafio ao Galo (2013) e o mais recente, Maloqueiro e Elegante – vai deixar você de queixo caído e com o esqueleto exausto de tanto dançar. A banda está comemorando quinze anos de atividade e vai trazer como convidados especiais Edi Rock (Racionais MC’s) e Wilson Simoninha. Vá sem susto!

 

VÂNIA ABREU

10 – SESC Bom Retiro – São Paulo

A cantora baiana, dona de voz interessante, avisa que a sonoridade dessa apresentação será eminentemente acústica, abordando seu próprio repertório e algumas canções de Djavan, Flávio Venturini, Caetano Veloso e Tom Jobim, além de contar algumas histórias a respeito de sua carreira, o que deve tornar tudo uma experiência intimista. Arrisque…

 

ANGELA RO RO

10 – SESC Pinheiros – São Paulo

A cantora de voz inconfundível continua a divulgar o pavoroso álbum que lançou no ano passado, Selvagem, que evidenciou o quanto ela está cantando mal mesmo dentro do ambiente de um estúdio, em que desafinações e semitonações podem ser corrigidas – no caso dela, até certo ponto. Como ela também deve mostrar no show algumas de suas versões para canções de Cazuza, Caetano Veloso, João Donato e até Cole Porter, e prepare para uma experiência: pode acontecer de tudo, para o bem ou para o mal. Arrisque!

 

PAULINHO DA VIOLA

10 – Teatro Castro Alves – Salvador

Para quem está acostumado a presenciar os shows do eterno “Príncipe do Samba” em seus mais de 50 anos de carreira, sentadinho, quietinho e absorvendo todos os detalhes da aula de harmonia e melodia que ele costuma ministrar, esta apresentação vai surpreender a todos. Trata-se de uma espécie de “bloco de salão”, em que Paulinho, ao lado de sua filha Beatriz, vai adentrar por seu repertório com uma abordagem “carnavalesca das antigas”. Promete ser animado, principalmente para quem não aguenta mais o clima de retardamento mental que impera no Carnaval da atualidade.

 

MARCOS & BELUTTI

10 Teatro Positivo – Curitiba

O que posso escrever a respeito de mais uma das 2.764 duplas que cantam músicas horríveis a respeito do velho papinho “vou sair na balada e me dar”, “você jurou que ia me amar para sempre” e outras bobagens que só emocionam quem tem guardanapo mofado no lugar do cérebro. Por que o Brasil precisa de mais uma dupla “sertaneja” que só chega perto de um cavalo quando vai levar os filhos para andar em carrossel de parquinho de diversões? Fique em casa que você ganha mais…

 

TOQUINHO & IVAN LINS & MPB-4

10 – Tom Brasil – São Paulo

Embora seja um exímio violonista e um cantor até que razoável, já faz muito tempo que Toquinho se acomodou musicalmente, sempre fazendo shows com o mesmíssimo repertório – “Tarde em Itapoã”, “Regra Três”, “Testamento”, “Como Dizia o Poeta”, “Meu Pai Oxalá”, “Que Maravilha”, “Caderno” e, claro, “Aquarela”. E é ainda mais lamentável saber que qualquer esperança de ousadia seja sepultada pelas próprias plateias, que querem sempre ouvir as mesmas coisas. E aqui ele irá se apresentar juntamente com seus amigos Ivan Lins e a turma do MPB-4. Se o seu lance é presenciar encontros de compadres, então vá.

 

ALCIONE

10 – Vivo Rio – Rio de Janeiro

A “Marrom” canta muito. Isto é fato. O problema é que ela parece ter tanta certeza disto que acha que pode cantar qualquer coisa e todo mundo irá babar. Ledo engano. Um repertório que privilegie o samba e não canções “dor de corno” fazem com que a qualidade de seus espetáculos aumente consideravelmente.

 

TOY DOLLS

10 – Hermes Bar – Curitiba

11 – Centro Cultural Martim Cererê – Goiânia

12 – Carioca Clube – São Paulo

Não perca estes shows em hipótese alguma! Não perca estes shows em hipótese alguma! Não perca estes shows em hipótese alguma! Não perca estes shows em hipótese alguma! Não perca estes shows em hipótese alguma! Não perca estes shows em hipótese alguma! Não perca estes shows em hipótese alguma!

TRIBALISTAS

10 – Centro de Convenções de Pernambuco – Olinda (PE)

11 – Northeast Olympic Training Center – Fortaleza

É inacreditável que depois do total fracasso do segundo e autointitulado álbum lançado no ano passado o trio formado por Marisa Monte, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes – secundado por inúmeros músicos contratados, incluindo Dadi, baixista da A Cor do Som – tenha a ousadia de se apresentar em grandes palcos espalhados pelo País. Não é possível que alguém se disponha a gastar uma grana preta para aire de casa e ouvir em cima do palco uma sucessão de canções horríveis e pretensiosas em sua “exibição de simplicidade”, um troço tão falso quanto uma nota de R$ 7. Passe longe desse ‘mamute apodrecido’!

 

CRISTOVÃO BASTOS

10 a 12 – SESC 24 de Maio – São Paulo

Compositor, pianista e arranjador de primeira grandeza, ele foi muito mais que parceiro de gente graúda da MPB – Chico Buarque, Edu Lobo, Fafá de Belém, Gal Costa e Paulinho da Viola, entre tantos outros -, pois também foi o pianista e um dos fundadores da lendária Banda Black Rio. Por conta de tudo isso, recomendo que você saia de casa para prestigiá-lo nas apresentações em que vai abordar apenas as canções de Chico Buarque por um viés instrumental. Pode ser uma experiência deveras interessante tomar contato com canções tão ligadas às letras por intermédio de outros caminhos sonoros…

 

CAPITAL INICIAL

11 – Auditório Araújo Vianna – Porto Alegre

Podem acusar a banda de qualquer coisa, menos de ser incompetente em cima do palco e de fraquejar na hora de propiciar um show animado. Por ser o único grupo remanescente da cena roqueira brasileira dos anos 80 que conseguiu reciclar o seu público, o quarteto certamente vai exibir um desfile de hits para todo mundo cantar junto e se esbaldar. Isso, claro, para quem tem idade mental inferior a dezessete anos e não se irrita ao ver o vocalista Dinho Ouro Preto falar a palavra “cara” em cada frase que pronuncie…

 

ERASMO CARLOS

11 – Circo Voador – Rio de Janeiro

Ao lado de uma competentíssima banda de apoio, Erasmo ainda consegue mostrar porque é o “Tremendão”. Revigorado por conta de seus mais recentes discos, ele ainda exala a velha simpatia e o seu amor incondicional ao rock and roll com um repertório com vários hits e algumas boas canções de sua nova lavra, algumas com uma surpreendente jovialidade – ele está lançando um novo disco, O Amor é Isso.  Pode ir que é diversão na certa…

 

DIOGO NOGUEIRA

11 – Credicard Hall – São Paulo

Ele até tenta seguir os passos do pai – o lendário e falecido João Nogueira -, mas além de não ter voz condizente com o gênero, Diogo Nogueira tem carisma zero e faz um tipo de samba que não só passa a anos-luz de distância daquilo que Zeca Pagodinho e Jorge Aragão – estes sim representantes do “resgate do samba de raiz” -, como também soa como um Alexandre Pires mais rústico. Não perca seu tempo.

 

NOVOS BAIANOS

11 – Km de Vantagens Hall – Belo Horizonte

Simplesmente imperdível! Simples assim…

 

THIAGUINHO

11 – Km de Vantagem Hall – Rio de Janeiro

Pouco importa que ele esteja lançando um novo disco/DVD ou o que quer que seja. Embora seja um cara carismático em cima do placo, Thiaguinho desperdiça isto com um repertório de porcarias vexaminosas, que só entusiasma periguetes e candidatas a tal. Sem contar que, ao vivo, sua voz não é lá essas coisas, o que não ajuda em nada a tornar seu show um evento imperdível. Pelo contrário: é preferível ficar em casa assistindo ao videotape de Sampaio Correa x Remo, disputado em uma terça-feira chuvosa.

 

VELHAS VIRGENS

11 – Opinião – Porto Alegre

No Brasil, ninguém personifica o delicioso lado cafajeste do rock n’ roll como esta banda. Tudo bem, de vez em quando a coisa descamba para a baixaria pura e simples, mas não deixa de ser 4engraçado ver/ouvir um desfile de ofensas e pensamentos politicamente incorretos contra tudo e todos. E os caras ainda por cima tocam bem dentro da proposta de som. Assistir a este show pode ser muito divertido ou muito chocante. Vai depender da sua moral e de seu bom humor. Ou da ausência de ambos…

 

ED MOTTA

11 – SESC Santo Amaro – São Paulo

Aqui também você tem garantia de boa música. Ed Motta sabe das coisas, é uma enciclopédia ambulante e trata de colocar todo o seu conhecimento nas canções e arranjos que constrói. O repertório é repleto de canções internacionais de bandas e artistas razoavelmente obscuros para o povaréu brasileiro que tocaram muito nas rádios das décadas de 70 e 80 – tipo os ótimos Shalamar, McFadden &Whitehead, BB&Q Band e muitos outros -, juntamente com algumas poucas canções do próprio Ed, tudo tocado com um esmero de deixar qualquer um de queixo caído. Não perca esse show de forma alguma!

DUOFEL + ELLEN OLEWRIA

11 – SESC Osasco – Osasco (SP)

Este magistral duo de violonistas – formado por Fernando Melo e Luiz Bueno – vai novamente se jogar em aventuras musicais surpreendentes, como é o caso deste show, que vai contar com a presença da ótima cantora Ellen Oléria, do saxofonista Carlos Malta e do lendário baterista/percussionista Robertinho Silva, que promete ser concentrado no clássico álbum Os Afro-Sambas, de Baden Powell e Vinicius de Moraes, lançado originalmente em 1966. Biscoito fino e imperdível!

 

ROBERTA CAMPOS

11 – SESC Pinheiros – São Paulo

Ela já deixou de ser uma menina, mas ainda está a caminho de se tornar uma grande artista. Suas canções passam longe da babaquice adolescente, ela nitidamente sabe o que fazer com seu violão e tem certa doçura em cima do palco. Roberta precisa apenas tomar cuidado com extinguir completamente as desafinações que sempre marcaram seus shows. Quem sabe esta apresentação, na qual irá mostrar algumas canções de seu mais recente disco, Todo Caminho é Sorte, de 2016, e versões para canções de repertórios alheios já mostre que tal defeito não existe mais…

 

BETO GUEDES

11 – Teatro Bradesco – São Paulo

Embora em seus shows ele sempre tenha apresentado uma performance que deixava a desejar em termos de afinação e até mesmo de postura em cima do palco – esquecendo letras, falando coisas sem nexo -, aqui a esperança é de que o mineiro tenha se endireitado e mostre que os tempos confusos ficaram para trás. Torça muito por isto…

 

PAULA & JAQUES MORELENBAUM convidam CALOS LYRA

11 e 12 – SESC Santana – São Paulo

Dona de uma voz bonita e afinada, a cantora carioca – junto com seu cultuado marido Jaques – tem na beleza dos arranjos de suas canções uma forte aliada na tarefa de expandir os horizontes de sua carreira, o que resulta sempre em um show delicado e repleto de ótimas melodias. No caso destes shows, a dupla vai mostrar as canções do álbum Casa, lançado em 2001 e gravado na casa de Tom Jobim, com quem trabalharam ao longo de praticamente uma década. Vai rolar também uma homenagem a um dos mais importantes compositores da bossa nova, Carlos Lyra. Promete ser uma apresentação “classuda”…

 

MASSACRATION

12 – Bolshoi Pub – Goiânia

Uma piada que ganhou vida e se tornou uma banda, o Massacration é apenas a prova que cada país tem o Manowar que merece. A vantagem é que a trupe de humorista não se leva a sério, enquanto o quarteto liderado pelo canastrão Joey DeMaio… Bem, nem preciso escrever, né?

 

OS REPLICANTES

12 – SESC Pompéia – São Paulo

Embora com metade da formação original – o guitarrista Claudio Heinz e seu irmão, o baixista Heron Heinz (baixo) – o som de uma das bandas mais divertidas da cena punk brasileira de outrora continua tão tosco como era antigamente. Indicado somente para quem não se incomoda em ouvir “Surfista Calhorda” e “Festa Punk” de qualquer jeito…

 

LÔ BORGES

12 – SESC Itaquera – São Paulo

Esta é uma rara oportunidade de tomar contato com a obra de um dos melhores artistas da música brasileira. Oriundo do famoso Clube da Esquina, ele tem uma discografia excelente, cheia de canções maravilhosas que nem mesmo a sua voz irregular consegue tirar o brilho. Recomendo bastante!

 

SEBASTIÃO TAPAJÓS

12 – SESC Pinheiros – São Paulo

Brilhante violonista, ele já vem mergulhando há décadas no riquíssimo universo rítmico e folclórico da música brasileira, a ponto de já ter gravado com figuras luminares do jazz, como Gerry Mulligan, Astor Piazzolla, Oscar Peterson e Paquito D’Rivera, além de suas colaborações como o Zimbo Trio, Maurício Einhorn e Hermeto Pascoal. Depois de enfrentar sérios problemas de saúde, Tapajós volta aos palcos ainda dotado de extrema sensibilidade harmônica e melódica e tendo como convidada a celebrada cantora Jane Duboc. Quem não conhece sua obra vai se surpreender…

 

RENATA MONTANARI TRIO

12 – SESC Belenzinho – São Paulo

A violonista é mais um dos bons nomes da nova safra de instrumentistas brasileiros a merecer uma carreira internacional, visto que seu álbum Entre o Som e o Silêncio traz interessantes arranjos para composições de Milton Nascimento e Hermeto Pascoal, além de belos temas de sua autoria. Acompanhada por Rui Saleme, um dos integrantes do lendário Grupo D’Alma que influenciou a formação de duos e trios de violão a partir dos anos 80 – como aquele formado por Paco De Lucia, Al Di Meola e John McLaughlin -, pelo saxofonista/flautista Mané Silveira e pelo percussionista Danilo Moura, Renata tem tudo para fazer uma ótima apresentação. Tomara que você possa testemunhar isso…

JAMES BLOOD ULMER & VERNON REID

14 e 15 – SESC Pompéia – São Paulo

De cara, um aviso: se você não for familiarizado com o free jazz, não precisa ficar precavido para assistir às apresentações desses extraordinários guitarristas. Apesar de Ulmer ter tocado com o saxofonista Ornette Coleman durante muito tempo, o negócio do velhinho é mesmo o blues, e tendo a companhia de Reid, que todo mundo sabe que é o guitarrista do Living Colour – e que foi o produtor dos álbuns de Ulmer -, o que vai rolar mesmo são shows de despojamento, mas não desprovidos de sonoridades estranhas. Se eu fosse você, iria…

DANIEL

14 e 15 – Teatro do Bourbon Country – Porto Alegre

Infelizmente, ele não se cansa de endereçar sua voz para quem pensa que “romantismo” é ouvir letras tão consistentes quanto um pote de canjica, e ainda faz uma força descomunal para parecer um “bom moço” em cima do palco, secundado por uma banda de apoio competente. Nada além disso.

 

NUNO MINDELIS

15 – Bourbon Street – São Paulo

Um dos maiores representantes do blues da América do Sul é angolano de nascimento e brasileiro de coração, toca muito, é um compositor de mão cheia e, sabe-se lá por qual motivo, desenvolve uma carreira — internacional, inclusive – muito aquém de seu talento. Se você é daqueles que despreza a linguagem nacional para gêneros estrangeiros, sugiro comparecer a este show e dar o braço a torcer para o som deste excelente guitarrista. Ótima pedida!

 

STEFANO BOLLANI

15- Cine Theatro Brasil – Belo Horizonte

Lançando um novo álbum, Que Bom, gravado com músicos brasileiros – incluindo Caetano Veloso e João Bosco -, o pianista italiano é bastante conhecido na Europa por conta de sua parceria com o trompetista Enrico Rava, com quem tem quatro discos gravados pelo lendário selo ECM. As influências que absorveu de Bill Evans, Art Tatum e Keith Jarrett são colocadas a serviço de um repertório divertido. Outro atrativo nesse show será a presença de uma banda de apoio de primeira linha: o baixista Jorge Helder, o baterista Jurim Moreira e os percussionistas Armando Marçal e Thiago da Serrinha. Vale uma boa espiada!

 

MARCO PEREIRA & PAULO BELLINATI

15 – SESC 24 de Maio – São Paulo

Os dois ótimos violonistas vão apresentar um show baseado no bom álbum que gravaram juntos, Xodós, no qual registraram temas inéditos e versões peculiares para composições de Dominguinhos e Dilermando Reis. Se você é um entusiasta das sonoridades das seis cordas, pode se esbaldar aqui…

 

MALLU MAGALHÃES

15 – Theatro NET – Rio de Janeiro

Se pelo menos em disco ela conseguiu corrigir a rota nas composições – seu mais recente trabalho, Vem, lançado no ano passado, tem lá algumas boas canções -, ao vivo pouca coisa mudou, principalmente as terríveis desafinações que parecem ser uma marca registrada da ex-menina que se transformou em uma bela mulher. Adoraria ser surpreendido, mas creio que ainda não será desta vez…

 

TERRA CELTA

16 – Bolshoi Pub – Goiânia

Este grupo faz um show bem animado, já que sua música tem profundas influências das canções mais tradicionais da Irlanda, Escócia e Bretanha, e tudo é tocado com aquela sonoridade característica, com muitos instrumentos típicos, como violino, gaita de fole, acordeom, banjo, mandolin, tin whistle, clarinete, bouzoukie muitos outros. Vale a pena!

CEUMAR

16 – SESC do Carmo – São Paulo

Esta subestimada cantora vai dar uma revisitada no repertório de seus discos anteriores e mostrar algumas composições de sexto álbum, Silencia, feito em parceria com o violoncelista francês Vincent Ségal. O que pode acontecer é uma incógnita, mas a boa voz de Ceumar compensa qualquer deslize em termos de repertório.

 

FÁBIO JR.

16 Teatro Positivo – Curitiba

Não adianta anunciar a estreia de um “novo show”. Da mesma forma como acontece com Roberto Carlos, Fábio Jr. também vem há muito tempo apresentando um show bastante burocrático. Mas ao contrário do “Rei”, o pai do tal de Fiuk é um roqueiro enrustido e sacana, que sabe que um pouco de espontaneidade é caminho certo para cativar ainda mais as suas fãs, que nunca cessam de gritar em suas apresentações. De uma coisa você pode ter certeza: a banda de apoio do cantor é sempre um time de primeira grandeza em termos instrumentais. Já as músicas…

 

SLEEPING WITH SIRENS

16 – Tropical Butantã – São Paulo

Mais uma dessas ‘bandecas’ americanas metidas a fazer um som ‘nervosinho’ tão genuíno quanto um iceberg pintado de preto e que levam apenas meninas ‘revoltadinhas’ com cabelos tingidos com guache colorido ao delírio. Fuja desta porcaria.

 

HENRY THREADGILL’S ZOOID

16 e 17 – SESC Pompéia – São Paulo

Dono de um estilo quase inclassificável dentro do universo jazzístico, o saxofonista americano vem ao Brasil com seu quinteto Zooid e certamente vai dar uma ampliada na mente de cada pessoa na plateia. Não perca!