BLACKBERRY SMOKE

10 – Opinião – Porto Alegre

11- Tropical Butantã – São Paulo
O ótimo quinteto americano rapidamente se transformou em uma das bandas preferidas dos amantes do tradicional southern rock que sempre teve os Allman Brothers e o Lynyrd Skynyrd como principais expoentes. E não foi por acaso. Seus álbuns são excelentes e as apresentações ao vivo nunca são menos que formidáveis. É seríssimo candidato naquelas listas de “melhores shows de 2019” que vão rolar no final do ano. Não perca isso de maneira alguma!

 

IL DIVO

10 e 11 – Credicard Hall – São Paulo

12 – Vivo Rio – Rio de Janeiro

14 – Km de Vantagens Hall – Belo Horizonte

Realmente, a imensa gama de picaretagens no universo do show business não tem fim. Veja o caso destes “Backstreet Boys em versão ‘Quatro’ Tenores”, formados por um quarteto de sujeitos bem apessoados, vestidos com ternos elegantes e toda aquela pinta “metrossexual”, reunidos por algum empresário malandro para faturar em cima de balzaquianas incautas e sem cérebros, acompanhadas de seus respectivos “conjugues/otários” do momento. Além do ridículo da coisa em si, o repertório é um daqueles troços constrangedores até mesmo se fosse apresentado em uma cantina/pizzaria italiana. Imagine assistindo a isto sentado na plateia. Credo!!!

 

LINIKER & OS CARAMELLOWS

10 – Circo Voador – Rio de Janeiro

Um dos principais nomes da “lacration music” dos últimos tempos, ele e sua banda padecem do mesmo problema de seus colegas de ‘estilo’: canções fraquíssimas são apenas pretextos para um posicionamento mais contundente perante uma sociedade cada vez mais reacionária e conservadora. E quando a música é ruim, o discurso perde muito da força…

 

SORRISO MAROTO

10 – Carioca Club – São Paulo

Meu Jesus na cruz… Isto é horrível. Como é que uma banda destas consegue desenvolver uma carreira inteira dependente de um meio musical que prima pelo vazio criativo e que inequivocamente dá seus últimos suspiros é algo que deveria ser estudado. Talvez a explicação esteja no fato de que sua música é feita para pessoas que acham que o amor é aquilo que se vê nas novelas da Globo. Meu Jesus na cruz…

 

CÉU

10 – SESC Avenida Paulista – São Paulo

Boa cantora em disco e um pouco irregular ao vivo, ela se tornou um dos mais celebrados nomes da nova safra de cantoras brasileiras. Neste show ela vai mostrar canções de seus bons álbuns – incluindo o mais recente, Tropix -, o que é uma excelente pedida para quem não acredita que a música nacional vai além das “Anittas da vida”…

 

CHICO PINHEIRO

10 – SESC Bom Retiro – São Paulo

Desde que começou a ser notado por suas participações nas bandas de Chico César, Pedro Mariano e Maria Rita, este extraordinário violonista/guitarrista passou a cativar a todo mundo que tomou contato com alguns de seus discos em carreira solo. É daqueles shows que deixam a plateia surpresa positivamente.

 

ROBERTA SÁ

10 – Teatro Castro Alves – Salvador

Uma das poucas cantoras brasileiras que valem realmente a pena ver e ouvir nos dias de hoje, Roberta faz parte de uma safra musical que privilegia o samba com tintas “mpbezísticas”, mas com canções consistentes o suficiente para chamar a atenção. Seu espetáculo é enxuto e coeso, e agora traz as canções de seu mais recente trabalho, Giro, composto ao lado de Gilberto Gil e outros parceiros. Além disto, ela tem na excelente banda de apoio um suporte digno de nota para a sua bela voz. Recomendado!

 

MPB 4

10 e 11 – SESC Ipiranga – São Paulo

Um dos importantes grupos vocais da história da música brasileira está de volta e esbanjando categoria. Ainda afinadíssimos, o grupo mostra grandes composições do passado e alguns clássicos da MPB. Tudo bem, o repertório é meio datado, mas ver quatro senhores de idade dando verdadeiras aulas de canto deveria ser uma lição obrigatória para esta molecada indie dos dias de hoje, que parece ter uma cacatua morta no lugar das amígdalas.

 

“BOURBON FESTIVAL PARATY”

10 a 12 – Centro Histórico – Paraty (RJ)

Ainda um dos eventos mais importantes do calendário artístico, cultural e turístico do combalido Estado do Rio de Janeiro, o tradicional festival vai reunir pela cidade shows de artistas muito interessantes, principalmente para quem tem pouco contato com o mundo musical. Recomendo que o pessoal de lá não perca as apresentações da cantora de blues Dawn Tyler Watson, Zeca Baleiro – que vai mostrar um repertório só de blues -, do acordeonista Toninho Ferragutti, do vocalista do projeto Playing for Change, Clarence Bekker, do extraordinário pianista americano Kenny Barron, do ótimo guitarrista americano Mark Lambert e mais uma série de artistas dignos de nota. Se estiver por lá, não perca!

 

RUMBORA

11 – The House – São Paulo

Sem ninguém pedir, a banda voltou às atividades e promete resgatar canções de seu passado, nenhuma delas memorável ou que justificasse um retorno. Indicado só para saudosistas de uma época em que o rock brasileiro já apresentava uma irregularidade impressionante…

 

LABIRINTO

11 – Centro Cultural São Paulo – São Paulo

Desconcertante. Este é o termo exato que define com exatidão o estado das pessoas que tomam contato pela primeira vez com o som deste grupo. A atmosfera musical elaborada por esta turma, cheia de efeitos etéreos e por vezes amedrontadores, sugere uma paisagem sonora que pode ser a trilha sonora de um filme, de um passeio pela encosta de um vulcão prestes a entrar em erupção ou do próprio fim do mundo. O evento marca o lançamento de um novo álbum, Divino Afflante Spiritu. De uma coisa você pode ter certeza: quem assiste ao show do grupo sai diferente do teatro.

 

HAMMOND GROOVES

11 – JazzB – São Paulo

Aqui está um exemplo de apresentação que você não pode perder em hipótese alguma. Este trio – capitaneado por Daniel Latorre, um dos maiores experts em órgãos Hammond da América Latina – sempre faz shows espetaculares justamente tendo este lendário instrumento guiando baixo e bateria em levadas instrumentais sensacionais. Para “piorar”, o repertório é lotado de composições de Jimmy Smith, Booker T & The MG’s, Wes Montgomery, John Patton, Dr. Lonnie Smith, George Benson, Jimmy McGriff, Miles Davis, John Coltrane, Medeski, Martin &Wood e mais um monte de coisas bacanas do “jazz boogaloo”. Além disso, preste muita atenção aos sons do primeiro álbum dos caras, Funktastic. Simplesmente imperdível!

 

LOS HERMANOS

11 – Pepsi On Stage – Porto Alegre

Como já comentei no passado, esse é um daqueles shows que é melhor nem passar no mesmo quarteirão do local. É um festival de músicos desafinados em cima do palco, cantando mal e tendo cúmplices uma plateia horrorosa, que grita a plenos pulmões TODAS as letras do grupo, tornando a apresentação dos caras uma experiência inesquecível em termos de horror. Fuja.

 

BENITO DI PAULA

11 – Teatro Castro Alves – Salvador

Um dos mais criminosamente injustiçados artistas brasileiros, o pianista, cantor e compositor foi relegado a um ostracismo justamente pelo emburrecimento crescente do público que passou a pensar que samba e “pagode pega-periguete” são a mesma coisa. Dono de um excelente repertório, são justamente suas belas canções o atrativo maior para você ir a este show. Se você não se divertir em “Charlie Brown”, “Se não for Amor” e “Mulher Brasileira”, e não sentir vontade de chorar com a lindíssima “Retalhos de Cetim”, pode assinar o seu atestado de idiota…

 

HUMBERTO GESSINGER

11 – Vivo Rio – Rio de Janeiro

Não se engane: os shows da carreira solo do líder do extinto Engenheiros do Hawaii é exatamente uma extensão da carreira de sua ex-banda. A diferença é que ele não se cerca mais de músicos medíocres. As canções são as mesmas de sempre, com uma ou duas inéditas… Os shows servem apenas para quem já é “convertido” e é desaconselhado para quem nunca suportou as letras “qualquer nota” do cara. Ah, um detalhe: o show do primeiro dia será no formato “acústico”, enquanto que a apresentação do dia seguinte será “elétrica”. Então, já sabe…

 

DJAVAN

11 e 12 – concha acústica do Teatro Castro Alves – Salvador

Sempre muito rigoroso com relação aos seus shows, Djavan certamente vai apresentar um espetáculo de alto nível, com músicos de apoio ultracompetentes, cenografia e iluminações caprichadas e com som de qualidade. O problema pode ser o repertório, que sempre traz excelentes canções ao lado de outras de nível muito inferior. A diversidade será dada pelas músicas do novo álbum, o irregular Vesúvio. Nesse sentido, o show é uma loteria. A não ser que você seja pouco exigente e trate apenas de saborear o que o artista lhe apresentar. Neste caso, boa sorte!

 

MUNDO LIVRE S/A

11 e 12 – SESC Avenida Paulista – São Paulo

Há três décadas este grupo pernambucano tenta, tenta e não consegue cativar mais do que meia dúzia de fãs com pouco discernimento musical. Talvez as chatíssimas canções, aliadas aos vocais desafinadíssimos do líder Fred 04, tenham a ver com isto. Isto sem contar o total desequilíbrio entre o excesso de pretensão e as condições de transformar isto em boas músicas. É um sonzinho fuleiro, mas no pior sentido do termo, que não melhorou em nada com o lançamento recente de mais um fraco álbum, A Dança dos Não Famosos. Vá por sua conta e risco…

 

RON CARTER

12 – Bourbon Street – São Paulo

Ele é um dos mais extraordinários baixistas de jazz de todos os tempos e seus shows são imperdíveis. Não importa o tipo de som que ele irá tocar, nem quem são os integrantes de sua banda de apoio – se você quer mesmo saber, ele será acompanhado por dois músicos igualmente extraordinários, o guitarrista Russel Malone e o pianista Donald – já que… Ele é o Ron Carter, pô! Tem que assistir. Ponto final.

 

BANDA MANTIQUEIRA

14 – Bourbon Street – São Paulo

Fundado em 1991 pelo clarinetista Nailor Proveta, este grupo voltou à ativa há alguns anos depois de um longo hiato. Desde então faz jus á fama que obteve no passado por conta da excelência musical de cada integrante e, principalmente, pela abordagem “big band” que os caras fazem para composições de Tom Jobim, Pixinguinha, Noel Rosa, Cartola e João Bosco. Se você não conhece, vai ter uma agradável surpresa em todos os sentidos. Pode ir que é sonzaço!

 

ARMANDINHO

15 – Fundição Progresso – Rio de Janeiro

Só por saber que este cidadão é aquele que canta uma das mais asquerosas composições da História da música brasileira em todos os tempos – “Desenho de Deus” – já é motivo suficiente para você ficar em casa, lendo um livro e dando um pouco mais atenção ao seu amor e aos seus filhos.

 

MARK FARNER

10 – Teatro Gamaro – São Paulo

11 – Teatro Bom Jesus – Curitiba

12 – Toinha Brasil Show – Brasília

15 – Theatro NET – Rio de Janeiro

Pode parecer incrível, mas o ex-líder do Grand Funk estava com a voz intacta, cantando com os mesmos timbres agudos e potentes dos anos 70. Isso, aliado a um repertório lotado de clássicos da sua ex-banda e a um trio de apoio firme e preciso, certamente vai fazer com que você se lembre desses shows para sempre.

 

OTTO

16 – Bourbon Street – São Paulo

Este pernambucano maluco continua o mesmo em cima do palco: cantando mal, fazendo e dizendo coisas inesperadas que tendem à ‘vergonha alheia’ e, claro, provocando gargalhadas na plateia, sempre acompanhado de uma boa banda de apoio, que sempre tenta segurar as pontas quando Otto desanda a falar. Esta apresentação, na qual vai cantar as canções do álbum Canta Canta, Minha Gente, do Martinho da Vila, é ainda mais imprevisível.

 

ARTO LINDSAY e RODRIGO COELHO

16 – Centro Cultural São Paulo – São Paulo

Multiinstrumentista inquieto em termos artísticos, o americano Lindsay sempre teve sua atenção voltada ao Brasil, pois sempre se mostrou intrigado com a riqueza bruta de nossa música e constantemente se propôs a fazer uma ponte disto com o resto do mundo, desde os tempos de seu grupo Ambitious Lovers. Nesse show, ele continua a exercitar seu experimentalismo, até mesmo quando resolve tocar sambas de compositores como Batatinha, Wilson Batista e Paulinho da Viola. Pode apostar que é um daqueles espetáculos sem meio termo: ou se ama ou se detesta. Na abertura, o produtor e músico pernambucano vai prestar um tributo ao genial maestro Moacir Santos. Vale a pena assistir…