11 a 17/10

KARD

11 – Tom Brasil – São Paulo

15 – Opinião – Porto Alegre

O que você acha que eu posso escrever a respeito de mais uma dessas “salsichas musicais” do k-pop? Sério. Pense bem…

 

CURUMIN

11 – Blue Note – São Paulo

Ótimo baterista e um dos mais requisitados instrumentistas da atualidade, Curumin vai mostrar neste show algo inusitado: um repertório só com canções de Stevie Wonder. Dada à sua excelência musical, sugiro que você vá e se prepare para uma excelente surpresa, já que as músicas são ótimas e Curumin não deve fazer feio.

 

MARCELO FALCÃO e MANEVA

11 – Auditório Araújo Vianna – Porto Alegre

O ex-vocalista do Rappa está agora em carreira solo promovendo seu primeiro álbum sem seus ex-amigos, o terrível Viver. Como vai mostrar canções desse trabalho e não vai abrir mão de tocar sucessos de sua ex-banda como “Pescador de Ilusões” e “Me Deixa”, esse show é indicado apenas para quem é ‘seguidor’ do cara. Na abertura, o Maneva vai mostrar mais uma vez que é mais uma das provas vivas de que o reggae no Brasil é tratado como se fosse um ritmo em que é permitido fazer um som totalmente asséptico, sem um pingo de rusticidade sônica, com letras tão poéticas quanto a bula de um remédio, perfeito para embalar romances de casais de namorados que não vêem a hora de abrir um crediário para começar a comprar as tralhas que vão equipar o apartamento em que irão morar assim que saírem das casas de seus respectivos pais. E ainda tem gente que fica brava quando digo/escrevo que o reggae brasileiro é uma piada muito sem graça…

 

THIAGO PETHIT

11 – SESC Bom Retiro – São Paulo

Sempre pretensioso e constantemente desafinado, ele vai mostrar canções de seu mais recente disco, Mal dos Trópicos. Se conseguir cantar no tom correto das músicas e deixar de lado afetação infantil de seus discursos, pode vir a ser um show até que divertido.

 

BETO GUEDES

11 – Teatro Castro Alves – Salvador

Embora em seus shows ele sempre tenha apresentado uma performance que deixava a desejar em termos de afinação e até mesmo de postura em cima do palco – esquecendo letras, falando coisas sem nexo -, aqui a esperança é de que ao apresentar as canções de seus álbuns mais antigos, como A Página do Relâmpago Elétrico (1977), Amor de Índio (1978) e Sol de Primavera (1979), o mineiro tenha se endireitado e mostre que os tempos confusos ficaram para trás. Torça muito por isto…

 

RACIONAIS MC’S

11 e 12 – Credicard Hall – São Paulo

Se você for daquelas pessoas com a mente aberta em termos musicais, certamente vai gostar de ver a maior banda de rap do Brasil em cima do palco. Evidentemente, é preciso que se deixe de lado certos parâmetros cênicos do que significa um show para sacar os grooves muito bem escolhidos e as letras certeiras de Mano Brown. Deixe de lado o preconceito e encare esta apresentação como uma “experiência sonoro/literária”. Aí o lance tomará outra – e melhor – proporção… Atenção: vai rolar gravação de DVD, o que pode fazer com que o grupo repita algumas canções.

 

“SESC JAZZ”

11 a 17 – SESC Pompeia – São Paulo

A segunda edição do festival vai rolar até o próximo dia 27, com uma programação bem eclética para quem curte o gênero, com atrações nacionais e internacionais de alto nível. Nos dias e local apresentados aqui, recomendo que você não perca de forma alguma aa apresentações da baterista Terri Lyne Carrington com o seu grupo Social Science Community, do pianista/tecladista inglês Kamaal Williams, do gaitista brasileiro Maurício Einhorn e do trompetista israelense Avishai Cohen.

 

SANDY & JUNIOR

12 – Allianz Parque – São Paulo

A tal “volta” dos irmãos provocou uma das maiores ondas de infantilização explícita que pudemos constatar em um universo teoricamente adulto. É aquele tipo de evento indicado somente para gente com enormes carências emocionais e que não se sentem felizes enfrentando uma realidade repleta de boletos para pagar, filhos na escola, almoço de domingo com a sogra e outras “bordoadas”. De minha parte, já sei onde NÃO estarei…

 

ROUPA NOVA

12 – Auditório Araújo Vianna – Porto Alegre

É aquela velha história: os caras são músicos extraordinários, com total domínio de seus instrumentos, mas ficaram presos a um mercado que não aceita nada que contenha um mínimo de criatividade musical. Resignada, a banda então vem se rendendo há anos em tocar coisas abomináveis como “Dona” e “Whisky a Go Go”, feitas especialmente para agradar a um público muito pouco exigente. Infelizmente, o Roupa Nova é a prova que todo país tem o Toto que merece…

 

ANA CAROLINA

12 – Km de Vantagens Hall – Rio de Janeiro

A cantora está presa dentro de uma fórmula sonora da qual não consegue sair, nem mesmo a ponto de deixar de soar como uma versão roqueira da Simone, mesmo no momento em que rompe um silêncio discográfico de seis anos ao lançar o horrível Fogueira em Alto Mar. Ah, e se prepare para inúmeros momentos de “vergonha alheia”, propiciados por moçoilas lésbicas e desbocadas que ficam gritando obscenidades para a cantora o tempo todo. Com o perdão do trocadilho, “um tremendo pé no saco”.

 

“BALACLAVA FEST”

13 – Audio – São Paulo

Um evento que tenha como atrações os shows de Elza Soares, Kelela, Battles, Boogarins e outros menos votados é uma ótima oportunidade de ficar em casa, economizar uma grana e dar uma atenção extra aos seus familiares e amigos.

 

MARTINHO DA VILA

12 – Vivo Rio – Rio de Janeiro

Que ele é um sambista de primeira grandeza, não qualquer dúvida, mas já faz tempo que os shows do malemolente Martinho carecem de algum tipo de novidade.  Tomara que tal estado de coisas mude nestas apresentações, nas quais ele vai mostrar algumas canções de seu mais recente álbum, De Bem com a Vida, além de inserir algumas canções clássicas de seu repertório. Arrisque!

 

PALAVRA CANTADA

12 – Tom Brasil – São Paulo

13 – Auditório Araújo Vianna – Porto Alegre

É muito legal ver gente trabalhando a cabeça da criançada com músicas legais e criativas em termos poéticos, longe da lavagem cerebral feita pelas “Xuxas da vida”. E é justamente o que faz este projeto capitaneado pelo violonista Paulo Tatit e pela boa cantora Sandra Peres. Faça um favor a seus filhos: leve-os a este show e coloque os pirralhos para trilhar um ótimo caminho musical.

 

SOM NOSSO DE CADA DIA

13 – Centro Cultural São Paulo – São Paulo

Um dos grandes nomes da cena roqueira dos anos 70, o grupo agora conta apenas com um integrante de sua formação original – o baixista/vocalista Pedro Baldanza -, mas conta com um time de substitutos muito bom: o guitarrista Marcello Schevano (Patrulha do Espaço, Casa das Máquinas, Golpe de Estado e Carro Bomba), o tecladista Fernando Cardoso (Violeta de Outono) e o baterista Edson Ghilardi. Isso, aliado ao fato de que o repertório antigo e sensacional estará presente nesse show ao lado de novíssimas composições de um novo álbum, Mais Um Dia, garante uma noitada interessante para quem for realmente um “aventureiro do rock”.

 

ALEXANDRE PIRES

13 – Teatro Castro Alves – Salvador

Só tem uma coisa que é tão ruim quanto esse “pagode xexelento” que anda por aí: é alguém que faz um “pagode xexelento” ainda mais romântico e travestido de uma “classe” tão verdadeira quanto uma nota de R$ 30. Assim é um show do ex-vocalista do Só Pra Contrariar, um negócio tão açucarado que, para evitar acidentes, deveria ter um detector de diabéticos na porta do show. Só que agora ele percebeu que isso não cola mais e resolveu piorar ainda mais as coisas com um tal de “Bailão do Nego Veio”, no qual ele resgata canções dos anos 90, tipo “O Canto da Cidade da Daniela Mercury, “Liberar Geral” do Terra Samba, “Cheia de Mania” do Raça negra” e “Domingo” de sua ex-banda, o Só Pra Contrariar! E ainda promete fazer três horas de show!!! Se isso não for o Apocalipse, não sei mais o que será…

 

ANITTA

13 Teatro Positivo – Curitiba

Nem preciso externar a minha opinião aqui a respeito das canções dessa moça. Todas as músicas são simplesmente horríveis e representam o que há de pior dentro do que poderíamos chamar de “pop brasileiro”, mesmo quando se apresenta com uma picaretagem intitulada “Show das Poderosinhas” – que é o caso aqui -, com a pretensa intenção de cativar a criançada. Os fãs retardados é que devem aproveitar e assistir às suas apresentações antes que a carreira dela entre em declínio – o que irá acontecer em breve. Quem avisa, amigo é…

 

BRANT BJORK

17 – Fabrique Club – São Paulo

Fundador dos cultuados grupos Kyuss e Fu Manchu, ele certamente vai entregar nesse show o que sempre mostrou em suas bandas: um som pesado e melódico ao mesmo tempo, que formou as bases daquilo que viemos a conhecer mais tarde como “stoner rock”. No seu lugar, eu não perderia isso…

 

RITCHIE

17 – Bourbon Street – São Paulo

Como ele é dono de elegância musical inquestionável e seu repertório é excelente – ainda mais porque está comemorando os 35 anos de lançamento de seu álbum Vôo de Coração -, então já sabe: pode comprar o ingresso sem susto.

 

ZEZÉ DI CAMARGO & LUCIANO

17 – Credicard Hall – São Paulo

Entra ano, sai ano… E a dupla continua a não mostrar qualquer novidade significativa em suas apresentações? Dá para esperar que os irmãos mostrem canções inusitadas, arranjos novos que fujam da mesmice e interpretações menos cafonas? Claro que não. Resumindo: quem assistir a este show vai ter uma incrível experiência de ver e ouvir o mesmo desfile de tédio sonoro, mesmo que algumas canções novas tenham sido enxertadas no repertório. Deus, que troço chato…

 

BLACK ALIEN

17 – Opinião – Porto Alegre

Se existe alguém que adquiriu um status de “cult/maldito” dentro da cena hip hop nacional é este cara. Ex-integrante do Planet Hemp em priscas eras e figura presente no encarte de discos de gente como Paralamas do Sucesso, Charlie Brown Jr., Fernanda Abreu e Raimundos, ele parece ter vencido uma batalha contra seus demônios internos e reapareceu depois de um longo tempo ausente. Agora inclui as composições de seu mais recente álbum, o estranho Abaixo de Zero: Hello Hell. É daqueles shows que tendem a ser tornar enfadonhos para os ‘não iniciados’.