“É Show ou é Fria”: 12/10 a 18/10

FRANZ FERDINAND

12 – Tom Brasil – São Paulo

A banda sempre fez bons e animados shows em todas as ocasiões que veio ao Brasil e isso deve se repetir com mais intensidade agora, visto que vão apresentar várias canções de seu mais recente e eletrônico álbum, Always Ascending, lançado meses atrás. Além disso, a banda agora é um quinteto, já que o guitarrista Nick McCarthy foi despedido e substituído por Dino Bardot (ex-1990) e entrou um tecladista, Julian Corrie, que se apresentava na cena dance como “Miaoux Miaoux”. Conferir essa nova fase dos caras pode ser interessante…

 

BADI ASSAD

12 – SESC Pompéia – São Paulo

Talentosíssima violonista brasileira com carreira internacional, ela vai fazer uma rara aparição por terras nacionais mostrando sons e histórias de seu livro Volta ao Mundo em 80 Artistas, recentemente lançado. Com a participação especial do insosso Filipe Catto – um dos protagonistas de um dos capítulos da obra -, o show apresenta um repertório contendo composições de diversos estilos e etnias em simbiose com o material da própria Badi, ou seja, vai ser um “samba do crioulo doido”. O domínio dela sobre o instrumento é absurdo, embora deixe um pouco a desejar quando começa a fazer firulas vocais. Torça para que ela tenha abandonado isso e se concentre apenas em cantar o que cada canção pede e manter o foco no violão. Aí sim a coisa toda pode funcionar. Caso contrário…

 

JOÃO BOSCO

12 a 14 – SESC 24 de Maio – São Paulo

Com mais de quatro décadas de carreira, um dos maiores violonistas do planeta – não, não estou brincando, é sério – vai dar uma repassada em seu imenso repertório de maneira técnica e brilhante, agora com uma abordagem mais intimista: apenas ele e seu violão. Vai tocar muitas de suas canções mais famosas e certamente vai conversar com a plateia, explicando detalhes a respeito dos arranjos, compositores e da maneira como ele pensou cada uma delas. Preste atenção ao domínio que ele tem do instrumento, algo próximo do assombroso. Imperdível!

 

ANITTA

12 – Km de Vantagens Hall – Belo Horizonte

13 – Credicard Hall – São Paulo

14 – Km de Vantagens Hall – Rio de Janeiro

Nem preciso externar a minha opinião aqui a respeito das canções dessa moça. Todas as músicas são simplesmente horríveis e representam o que há de pior dentro do que poderíamos chamar de “pop brasileiro”, mesmo quando se apresenta com uma picaretagem intitulada “Show das Poderosinhas” – que é o caso aqui -, com a pretensa intenção de cativar a criançada. Os fãs retardados é que devem aproveitar e assistir às suas apresentações antes que a carreira dela entre em declínio – o que irá acontecer em breve. Quem avisa, amigo é…

 

ZUMBIS DO ESPAÇO

12 – Jai Club – São Paulo
13 – Empório – Curitiba
14 – Sebastian Bar – Campinas (SP)

Com uma carreira meio longa e uma discografia bem irregular, o grupo paulista ainda está fazendo shows para promover o álbum que lançaram em 2016, o interessante Em uma Missão de Satanás, agora tendo como abertura a banda carioca Carbona. Para quem gosta de um som descabelado, divertido e sem muito compromisso, pode ser uma noitada bem divertida…

 

TIA CARROLL

12 – Villa Blues – Botucatu (SP)

13 – Espaço 7 – São Carlos (SP)

14 – Blues na Montanha – Águas da Prata (SP)

17 – Teatro Guarany – Santos (SP)

18 – Café Society – São Paulo

É inacreditável que uma cantora sensacional como esta californiana seja completamente desconhecida no Brasil e até mesmo em seu próprio país. Dona de um timbre blues soberbo, ela ainda se dá ao luxo de se apresentar por aqui acompanhado do ótimo guitarrista Igor Prado e sua banda, com um repertório que vai deixar você de queixo caído. Não perca esses shows de forma alguma!

 

TONY BABALU

13 – SESC Belenzinho – São Paulo

Figura conhecidíssima na história do rock nacional por conta de seu trabalho com o grupo Made in Brazil, o guitarrista lançou dois belos álbuns – Live Sessions at Mosh (2014) e Live Sessions II (2017), nos quais demonstrou sua habilidade e ecletismo musical ao lado de uma ótima banda de apoio. Ele vem repetindo a experiência em cima do palco com shows excelentes, com doses perfeitamente equilibradas de rock, blues e temas que resvalam levemente até mesmo no fusion. Vá, leve a família e se surpreenda!

 

TEATRO MÁGICO

13 – Opinião – Porto Alegre

Poucas coisas eram tão chatas quanto assistir a um show destes caras. O clima de “apresentação musical/teatral/poética/papo-cabeça de fim de ano de colégio estadual” era um dos troços mais insuportáveis que você possa imaginar, ainda mais acompanhado de canções muito fracas, mas que são cantadas em uníssono por fãs que morrem de saudade dos Los Hermanos. Só que minha impressão a respeito do som da banda melhorou bastante depois que ouvi o álbum da banda, Grão do Corpo (2014), que tem boas canções, por mais incrível que possa parecer. Quando achei que os caras engrenariam finalmente, soltaram o pavoroso Allehop. Assim não dá! Nem assisti ainda ao novo show, mas tenho quase certeza que irei odiar…

 

PATO FU

13 – SESC Parque Dom Pedro II – São Paulo

14 – SESC Itaquera – São Paulo

O quinteto mineiro continuar a provar que é possível fazer um som “bacaninha” e alegre com um bem vindo frescor sonoro. O repertório nos shows traz sempre composições muito acima da média do que a gente ouve por aí na cena pop/rock nacional, a turma manda bem em cima do palco e a plateia sempre é receptiva às canções. Resumindo: show alto astral e competente.

 

WOSLOM

13 – SESC Santo André – Santo André (SP)

O quarteto brasileiro de thrash metal faz um som de excelência internacional – não foi à toa que os caras já excursionaram pela América do Sul, Europa e já fizeram shows até na Rússia – bem acima da média em termos de composição. Seus três ótimos álbuns – Time to Rise (2010), Evolustruction (2013) e A Near Life Experience (2016) – vão fornecer repertório de primeira qualidade nesse show. Não perca!

 

GERALDO AZEVEDO

13 e 14 – SESC Pompéia – São Paulo

Completando meio século de carreira, um dos grandes – e subestimados – nomes do que de melhor a música brasileira produziu a partir dos anos 70 vai se apresentar com sua banda em um formato acústico. Pela qualidade de seu repertório, sugiro que você não deixe de assistir a essas apresentações. Simples assim.

 

“ABRAXAS FEST 2018” com EYEHATEGOD e SAMSARA BLUES EXPERIMENT

13 – Fabrique Club – São Paulo

14 – Cais da Imperatriz – Rio de Janeiro

O evento vai contar com shows de duas ótimas bandas internacionais, ambas fazendo sons que são verdadeiras cacetadas nos sentidos: o quarteto americano Eyehategod e os alemães do Samsara Blues Experiment, dois ótimos expoentes da moderna cena pesada do metal que não usam qualquer tipo de artifício visual para cativar as plateias. Em São Paul vão rolar também apresentações dos bons grupos nacionais Noala e Into the Dust, enquanto que no Rio a abertura estará a cargo dos igualmente competentes paulistanos do Jupiterian e dos curitibanos Pantanum. É uma excelente pedida para quem está a fim de encarar uma minimaratona de peso e fúria sonora.

 

“Z FESTIVAL 2018”

14 – Allianz Parque – São Paulo

Como é? Um festival com Ana Vitória, Iza, um pseudosurfista surfista metido a cantor chamado Vitor Kley – que mais parece um cruzamento do Felipe Dylon com o Lion, dos Thundercats -, um “come ninguém” conhecido pela alcunha de “Zeeba”, uma “DJ de pendrive” chamada Sabrina Bastos e, para ‘coroar’, um show com Camila Cabello, ex-integrante daquela pavorosa armação do Fifth Harmony? Meu Deus do céu! Quem organizou um evento desse naipe só pode estar a mando de alguma entidade maligna devoradora de almas de gente que tem vapor quente de banheiro no lugar do cérebro…

 

SPYAIR

14 – Audio – São Paulo

Ao contrário dessas picaretagens de kpop que vem aparecendo por aqui, esse quarteto é japonês e toca de verdade. O som é bem propício para meninas que estão com saudades do finado Restart e que são chegadas ao mesmo tempo nessas bandinhas chinfrins de poppy punk que estavam na moda anos atrás. Showzinho inofensivo…

 

ACCEPT

14 – Carioca Club – São Paulo

Depois de surpreender a todos com discos e shows muito decentes com o novo vocalista Mark Tornillo, o grupo alemão retorna ao Brasil com o seu “Brian Johnson” e vai desfilar o mesmo repertório de sempre, alternado boas canções mais recentes com as clássicas pauladas de sempre, de “Fast as a Shark” a “Balls to the Wall”, de “Metal Heart” a “Princess of the Dawn”. Em cima do palco, a banda manda um som encorpadíssimo e absurdamente bem tocado. Não deixe de ver!

 

NICK CAVE & THE BAD SEEDS

14 – Espaço das Américas – São Paulo

Esse é um daqueles típicos shows imperdíveis, mas não para qualquer ouvido. Tudo porque a sonoridade do carismático/soturno Cave e de sua icônica banda transita por searas lúgubres e apoteóticas ao mesmo tempo, uma característica que se acentua ainda mais em cima dos palcos. Tenha a certeza que será uma apresentação catártica no melhor sentido da palavra.

 

KRISIUN

14 – Opinião – Porto Alegre

A banda brasileira que mais shows faz no exterior tem como tradição sonora mandar uma paulada death metal que assusta até mesmo os já iniciados no estilo, embora seus mais recentes discos – como o extraordinário Forged in Fury (2015) e o mais recente, igualmente sensacional Scourge of the Enthroned, lançado no mês passado – tenham adquirido uma cadência menos veloz, mas extremamente poderosa. É showzaço que você não deve perder e não recomendado para quem acredita que música é instrumento da paz e da alegria campestre.

 

QUARTETO EM CY

15 – Theatro NET – Rio de Janeiro

Um dos melhores grupos vocais de todos os tempos na história da música brasileira volta à ativa e trata de comemorar meio século de carreira com um show delicado e repleto de belas harmonias, tudo a serviço de um repertório recheado de clássicos. Resumindo: aula de canto à vista!

 

BANDA MANTIQUEIRA

16 – Bourbon Street – São Paulo

Fundado em 1991 pelo clarinetista Nailor Proveta, este grupo voltou à ativa há alguns anos depois de um longo hiato. Desde então faz jus á fama que obteve no passado por conta da excelência musical de cada integrante e, principalmente, pela abordagem “big band” que os caras fazem para composições de Tom Jobim, Pixinguinha, Noel Rosa, Cartola e João Bosco. Se você não conhece, vai ter uma agradável surpresa em todos os sentidos. Pode ir que é sonzaço!

 

MILTON NASCIMENTO & MARIA GADU

16 – Teatro Renault – São Paulo

Não faço a menor ideia do que vai rolar nesse show. A única coisa que sei é que as canções serão conduzidas por uma orquestra. Ou seja, tudo pode acontecer, para o bem ou para o mal. Considere-se avisado: vá por sua conta e risco!

 

ROGER WATERS

17 – Arena Fonte Nova – Salvador

Aqui está mais um exemplo de que a grandiosidade visual de alguns shows não permite mais que sejam assistidos de perto pela plateia. Ao contrário, as apresentações do eterno ex-baixista do Pink Floyd necessitam de certa distância do palco para que todo o conceito do espetáculo – agora rebatizado como “Us + Them”, com canções de seu mais recente trabalho, o bom Is This the Life We Really Want?, mescladas com as canções de sua ex-banda – seja compreendido. Como experiência sensorial, é imperdível!

 

GYPSY KINGS

18 – Espaço das Américas – São Paulo

Contando apenas com dois integrantes da formação original – o vocalista Nicolas Reyes e o violonista Tonino Baliardo -, o grupo de ‘ciganos’ vai entregar um repertório de canções horríveis do tipo “bamboleôooo”, cantadas de modo histriônico e tão chato quanto ouvir um tenor gritando receitas de risoto. Fuja dessa roubada!

 

MIÚCHA

18 – SESC Pompéia – São Paulo

Em comemoração a uma inconstante carreira que já dura mais de quatro décadas, a competente cantora montou um repertório caprichado e um roteiro que inclui várias histórias compartilhadas com gente do naipe de Tom Jobim, Chico Buarque e Caetano Veloso. Show indicado apenas para os saudosistas de plantão…

 

ARNALDO ANTUNES

18 – SESC Bom Retiro – São Paulo

Inquieto como sempre, ele retorna aos palcos agora apresentando canções de seu mais recente trabalho, Rstuvxz, e algumas versões, incluindo “Exagerado” (Cazuza) e “Vou Festejar” (Beth Carvalho), ou seja, ele certamente vai entregar algo ‘surpreendente’. Huuum, não sei não…

 

LUIZA POSSI

18 – Teatro do Bourbon Country – Porto Alegre

Para quem deseja ardentemente ser um amálgama sonoro de Ana Carolina com Maria Rita, ela vai se arriscar bastante nessa apresentação, pois pretende mostrar canções de seus discos bastante fracos no formato “voz e piano”. Com sua falta de carisma e voz tremendamente irregular, é arriscado até mesmo para a plateia. Se quiser encarar, aí é por sua conta…

2018-10-12T09:50:05+00:00

5 Comments

  1. Renato di LAscio 12 de outubro de 2018 at 16:59 - Reply

    ” Vitor Kley mais parece um cruzamento do Felipe Dylon com o Lion, dos Thundercats ” ….Essa frase merecia um quadro !!!
    Obrigado por fazer meu feriado insosso ficar mais divertido com suas bem escritas palavras, Régis…..

    • Regis Tadeu 13 de outubro de 2018 at 02:42 - Reply

      Valeu, Renato!

  2. Rodrigo 13 de outubro de 2018 at 21:33 - Reply

    Régis, adoro os posts “É Show ou É Fria”. Mas eu gostava mais ainda quando você fazia os vídeos sobre isso.

    • Regis Tadeu 14 de outubro de 2018 at 02:17 - Reply

      Talvez eu volte a fazê-los em breve…

  3. Alexandre Siulfe 13 de outubro de 2018 at 21:59 - Reply

    Sobre o show do Roger Waters, concordo que quanto mais na frente, o público perde parte do potencial do show. Assisti do fundão do Morumbi na arquibancada e sai encantado com os efeitos que eram distribuídos por todo o estádio, fora a visão plena daquele telão imenso. Dessa vez deixei passar a excursão dele por aqui. Assisti o Uli Roth e o Setembro Negro na noite do Coven. Abraço!

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