SEPULTURA

12 – Tom Brasil – São Paulo

É uma ótima oportunidade para você assistir a uma banda que, atualmente, é mais cultuada na Europa e Estados Unidos do que no Brasil – é, a burrice por aqui não é brincadeira. Além de apresentarem um repertório matador – incluindo as canções de seu mais recente e espetacular álbum, Machine Messiah -, o grupo ainda tem no baterista Eloy Casagrande uma atração à parte em termos de peso e técnica. Vai ser um showzaço! Na abertura, vai rolar show do Kisser Clan, com o próprio Andreas Kisser e seu filho Yohan, mais o baterista Amilcar Christófaro, do Torture Squad, e o baixista Gustavo Giglio.

 

“GARAGE SOUNDS”

12 – Hub Rio – Rio de Janeiro

A primeira das 11 edições que vão rolar do evento ainda em 2019 começa com um cast dos mais interessantes, com dezesseis bandas divididas em dois palcos. As atrações conhecidas serão Krisiun, Glória, Surra, Hateen, Zander, Molho Negro, Esteban e mais algumas boas bandas cariocas. É um evento perfeito para quem buscar conhecer bandas novas e se certificar que esse papo de “o rock morreu no Brasil” é pura cascata.

 

WANDA SÁ & ROBERTO MENESCAL

12 – SESC Santo Amaro – São Paulo

Estes show marca as comemorações dos 60 anos da bossa nova e, obviamente, será um ótimo momento para apreciar uma das grandes vozes daquele movimento, juntamente com o extraordinário violonista/arranjador/produtor e uma ótima banda de apoio. É um evento a não se perder. Biscoito fino!

 

THIAGO PETHIT

12 – SESC Pinheiros – São Paulo

Sempre pretensioso e constantemente desafinado, ele vai mostrar canções de seu mais recente disco, Mal dos Trópicos. Se conseguir cantar no tom correto das músicas e deixar de lado afetação infantil de seus discursos, pode vir a ser um show até que divertido.

 

O TERNO

12 e 13 – SESC Vila Mariana – São Paulo

Juro por Deus: poucas vezes vi uma banda tão ruim na vida. Se os caras fossem apenas desengonçados em cima do palco, ainda vá lá. Só que presenciar um show desses caras é ser testemunha de um tsunami de vocais desafinados, músicas pavorosas, letras horríveis e uma presença de palco que chega próximo do retardamento mental. Fuja!

 

… AND YOU WILL KNOW US BY THE TRAIL OF DEAD

12 e 13 – SESC Pompéia – São Paulo

O som dessa excelente banda texana é quase inclassificável. Pesado, experimental, agressivo e sutil ao mesmo tempo, é amada com justiça por todo mundo que adora Sonic Youth e The Mars Volta. Eu não perderia esses shows por nada deste mundo!

 

SANDRA DE SÁ

12 e 13 – SESC Belenzinho – São Paulo

Se tivesse tomado as decisões corretas em termos de repertório, ela poderia ter se tornado uma das melhores cantoras do Brasil naquilo que o pop nacional tinha de mais referente ao verdadeiro funk e à soul music, como uma verdadeira “rainha do soul brazuca”. Só que isto não aconteceu e Sandra se tornou apenas a “cantora dos ‘Olhos Coloridos (Sarará Criolo)’ e ‘Sozinha’”. Neste show ela vai mostrar também várias canções quase desconhecidas de sua discografia, o que não é um atrativo que se preste. Pena…

 

SIMONE

12 e 13 – Theatro NET – Rio de Janeiro

Meu Deus do céu! Um show de uma das cantoras mais chatas da galáxia só com canções do Ivan Lins! Esse show é tão chato, tão desavergonhadamente açucarado, tão insosso, tão fora de propósito dentro do atual panorama da música brasileira, tão… tão… Ah, deixa pra lá! Vai quem quer ser testemunha dessa ‘roubada’ nababesca. Depois não digam que não avisei…

 

ANA CAÑAS

12 a 14 – SESC Belenzinho – São Paulo

Outra boa representante da nova safra de cantoras brasileiras, Ana tem a seu favor um belo timbre de voz e uma postura até certo ponto ousada em termos musicais quando comparada com suas colegas contemporâneas. Isto faz com que seus shows sejam sempre surpreendentes – e no bom sentido. Vale a pena sacar o que ela vai aprontar no lançamento de seu mais recente álbum, Todxs. Outro show que vale uma espiada atenta…

 

LEANDRO LEHART

12 a 14 – SESC Santana – São Paulo

Em um show surpreendentemente intimista, o líder do Art Popular vai mostrar porque sempre foi um artista diferenciado dentro do descartável universo do pagode, resgatando sons do famosos grupo Fundo de Quintal em um formato “violonístico” e com a participação de convidados em cada um dos dias dessaa mini-temporada: o parceiro de composição Cléber Augusto, o intérprete Ronaldinho e Sombrinha, um dos fundadores do grupo, de onde saiu após 14 anos para formar dupla com Arlindo Cruz. Para quem gosta de samba, é uma boa pedida!

 

“SP ROCK SHOW”

13 – palco Ipiranga x 24 de Maio – São Paulo

Na comemoração do tal “Dia Mundial do Rock”, um festival gratuito no meio da região central da capital paulista, reunindo Golpe de Estado, Krisiun, Supla, Edu Falaschi, Jimmy & Rats e Scream of Hate  pode ser um evento divertido. Arrisque!

 

CIDADE NEGRA

13 – Audio – São Paulo

Hoje reduzido a um trio cercado por um monte de músicos contratados, a banda continua a mostrar suas canções envoltas em reggaesoul e pop rock, mas com resultados bastante diluídos em termos de qualidade. Além de um fraquíssimo ‘blablablá’ de amor, consciência política e social nas letras, você vai ter a oportunidade de verificar porque Toni Garrido é um dos vocalistas mais desafinados da história da música brasileira. Na abertura, vai rolar a apresentação da banda Alma Djen.

 

OSWALDO MONTENEGRO & RENATO TEIXEIRA

13 – Auditório Araújo Vianna – Porto Alegre

Não tenho a menor ideia do que pode resultar o encontro entre dois nomes tão díspares em termos de qualidade musical. Tomara que o brilhantismo de Renato não seja contaminado pela chatice estratosférica e ‘pseudocabeça’ de Montenegro. É o mínimo que posso desejar a quem se aventurar a presenciar tal encontro.

 

XANDE DE PILARES

13 – Carioca Club – São Paulo

Por ter boa presença de palco e carisma, ele até poderia ter uma carreira decente se resolvesse construir um repertório bacana, com canções influenciadas pelo samba do passado, e fizesse uma aulas de canto para deixar de desafinar tanto. Em vez disso, prefere chafurdar na vala da descartabilidade com músicas ridículas, que apenas são relevantes para ‘periguetes’ com os cabelos tingidos com água de salsicha e soltar sua voz de maneira ‘qualquer nota’.

 

HUMBERTO GESSINGER

13 – Km de Vantagens Hall – Belo Horizonte

Não se engane: os shows da carreira solo do líder do extinto Engenheiros do Hawaii é exatamente uma extensão da carreira de sua ex-banda. A diferença é que ele não se cerca mais de músicos medíocres. As canções são as mesmas de sempre, com uma ou duas inéditas… Os shows servem apenas para quem já é “convertido” e é desaconselhado para quem nunca suportou as letras “qualquer nota” do cara.

 

JEFF SCOTT SOTO

13 – Manifesto Bar – São Paulo

Ele é um frontman de primeira – chegou a ser cotado para excursionar com o Queen antes da contratação do Paul Rodgers, foi vocalista do Journey, da banda do Yngwie Malmsteen e de mais um monte de grupos -, tem uma ótima voz, presença de palco irrepreensível e um bom humor contagiante. Pena que ele vai mostrar sua canastrice fazendo “show cover” do Queen. Meu Deus, como tem gente que se ilude com essas coisas…

 

CACHORRO GRANDE

13 – Opinião – Porto Alegre

Sim, é o show de despedida dos caras, pois o grupo acabou e eles só estão cumprindo datas previamente agendadas. É a última oportunidade que você terá para comprovar que as canções crescem em termos de intensidade e qualidade quando são transpostas para o palco, uma característica essencial para uma boa banda de rock, certo? Por isto, vale a pena dar um drible no preconceito e conferir o “canto do cisne” do quinteto gaúcho.

 

WOSLOM

13 – SESC 24 de Maio – São Paulo

O quarteto brasileiro de thrash metal faz um som de excelência internacional – não foi à toa que os caras já excursionaram pela América do Sul, Europa e já fizeram shows até na Rússia – bem acima da média em termos de composição. Seus três ótimos álbuns – Time to Rise (2010), Evolustruction (2013) e A Near Life Experience (2016) – vão fornecer repertório de primeira qualidade nesse show. Não perca!

 

FABIANA COZZA

13 – SESC Ipiranga – São Paulo

Um dos bons nomes da nova safra de cantoras brasileiras, ela vai aproveitar esse novo show para mostrar suas reinterpretações de grandes canções do repertório místico-religioso do Brasil. Se mostrar a competência exibida em suas apresentações anteriores com a Banda Mantiqueira, ela vai conquistar a plateia logo na segunda música. Em tempos de descartabilidade musical, nada como ouvir artistas que acreditam que é possível utilizar o astral de antigamente para revitalizar os dias atuais.

 

PAULA FERNANDES

13 Teatro Positivo – Curitiba

Ela é linda. Só. Já suas canções são uma espécie de “versão feminina do Victor & Leo”, ou seja, é um amálgama de “sertanejo” com country, folk e uma pitada de MPB/pop. Tudo é criminosamente insípido, esterilizado, sem um pingo de rusticidade, planejado justamente para agradar pessoas “sensíveis”, apaixonadas e incapazes de sair do limbo da mediocridade sonora. Pena…

 

LEO JAIME

13 – Tom Brasil – São Paulo

Sempre comemorando uma inacreditável longevidade em sua carreira, ele certamente vai desfilar aquele caminhão de hits e se cercar de uma boa banda de apoio. É aquele tipo de show despretensioso que pode ser uma ótima e surpreendente diversão.

 

LINIKER & OS CARAMELLOWS

13 e 14 – SESC Pompéia – São Paulo

Um dos principais nomes da “lacration music” dos últimos tempos, ele e sua banda padecem do mesmo problema de seus colegas de ‘estilo’: canções fraquíssimas são apenas pretextos para um posicionamento mais contundente perante uma sociedade cada vez mais reacionária e conservadora. E quando a música é ruim, o discurso perde muito da força…

 

PAULO FREIRE & LEVI RAMIRO

14 – SESC Bom Retiro – São Paulo

Um dos maiores nomes da nova linguagem da viola, Freire ele é um daqueles músicos cujos shows deveriam ser acompanhados pelas pessoas como se todo mundo estivesse em uma procissão, com a devida reverência e atenção. Além da qualidade musical, o cara ainda é um contador de causos de primeira, ainda mais ao lado do também excelente violeiro Ramiro. Diversão na certa!

 

ANA CAROLINA

13 – Teatro Guaíra – Curitiba

14 – Auditório Araújo Vianna – Porto Alegre

A cantora está presa dentro de uma fórmula sonora da qual não consegue sair, nem mesmo a ponto de deixar de soar como uma versão roqueira da Simone, mesmo no momento em que rompe um silêncio discográfico de seis anos ao lançar o horrível Fogueira em Alto Mar. Ah, e se prepare para inúmeros momentos de “vergonha alheia”, propiciados por moçoilas lésbicas e desbocadas que ficam gritando obscenidades para a cantora o tempo todo. Com o perdão do trocadilho, “um tremendo pé no saco”.

 

FAFÁ DE BELÉM

14 – Teatro do Bourbon Country – Porto Alegre

Dona de uma das vozes mais lindas da história da MPB, ela tem tudo para fazer um bom espetáculo. O problema será o repertório, coisa que Fafá nunca soube escolher muito bem ao longo de sua carreira. Torça para que ela esteja inspirada tanto na hora de abordar as canções de seu mais recente disco, do qual só ouvi uma horrível versão de “Toda Forma de Amor”, do Lulu Santos. Sinto que a plateia vai testemunhar toda a cafonice que sempre marcou grande parte de suas interpretações…

 

AMARO FREITAS

15 – SESC Consolação – São Paulo

O trabalho deste pianista pernambucano é uma das mais surpreendentes revelações dos últimos tempos. Em seus dois álbuns, Sangue Negro (2016) e Rasif, lançado no ano passado, ele criou um amálgama sonoro que uniu o jazz a ritmos tradicionalmente nordestinos de uma maneira exuberante. Não tenho dúvida de que ele vai reproduzir no palco a excelência de suas composições de seus discos. Resumindo: não perca essa apresentação de maneira alguma, ainda mais porque o espetáculo será gratuito!

 

SILVA

17 e 18 – Teatro Bradesco – São Paulo

Depois de lançar um quarto álbum interessante – Júpiter, em 2015 – e tentar dar um golpe de popularidade midiático ao revisitar o repertório de Marisa Monte com uma abordagem bem diferente das canções originais no disco seguinte, o fraquíssimo Silva canta Marisa (2016), ele reaparece insistindo novamente no erro de tentar aumentar a amplitude de seu público a qualquer preço com o álbum Brasileiro, lançado em maio passado. Nem que tenha que cantar de modo cada vez mais ‘adocicado’ e fazer duetos com Anitta ou quem mais for famosa nos dias atuais. Que decepção…

 

CAMARONES ORQUESTRA GUITARRÍSITICA e HUEY

18 – Centro Cultural São Paulo – São Paulo

Duas das melhores bandas de rock nacional da atualidade se apresentam em uma mesma noite e devem fazer shows que tem tudo para ser um evento memorável. A primeira vem lá do Rio Grande do Norte e faz um som divertidíssimo – mistura rock, ska, rockabilly e surf music – e até mesmo bastante pesado, com três guitarristas muito bons e uma base rítmica potente. A segunda faz um som mais denso e bem mais pesado, meio difícil de rotular. Não perca estas apresentações de forma alguma!

 

FREJAT

18 – Teatro J. Safra – São Paulo

A opção de assistir a um show do ex-guitarrista/vocalista do Barão Vermelho sempre foi interessante, pois ele é um compositor acima da média, bom guitarrista e cantor competente. O problema é que esse show será no esquema “voz & violão”, o que certamente vai dar uma esfriada nos ânimos roqueiros da plateia. Se resolver dar uma espiada, estará por sua conta e risco…