FILIPE CATTO

13 – SESC Pinheiros – São Paulo

Fico impressionado com as irregularidades de toda uma geração de ‘artistas’ incensados muito mais por seus posicionamentos ‘lacradores’ do que pela qualidade da música em si. É o caso desse cidadão, cuja voz é tão chata que faz qualquer pessoa assinar um documento em branco com a promessa de a audição de seus ‘gorgeios’ sejam imediatamente interrompidos. Para piorar, ela está sempre a serviço de canções cuja importância histórica no futuro será a mesma de um prato de alpiste mofado. Fuja desse show!

 

PAULA TOLLER

13 – Km de Vantagens Hall – Belo Horizonte

Deixando claro que o Kid Abelha acabou mesmo e que iria se dedicar à carreira solo, a cada vez mais linda Paula Toller continuava com sua vozinha pequenina e claudicante a serviço das canções de seu despretensioso disco, Transbordada. Agora ela reaparece com um novo show e prometendo incluir no repertório várias releituras de Mutantes, Charlie Brown Jr e outros menos cotados, além de canções de sua ex-banda, obviamente. É daqueles shows indicados para quem não tem muito critério na hora de sair de casa: divertido e mais nada. Para quem se contenta com pouco, já está bom.

 

FERNANDA ABREU

13 – Imperator – Rio de Janeiro

Acompanhada por uma ótima banda de apoio, ela vai mostrar as boas canções de seu repertório – que incluem algumas de seu mais recente álbum, Amor Geral – com uma abordagem orgânica e eletrônica ao mesmo tempo. Pode funcionar bem se ela tiver corrigido as terríveis desafinações que costumava exibir no passado. Será que melhorou? Ah, vai rolar gravação de DVD ao vivo, ou seja, algumas músicas fatalmente serão repetidas ao longo do espetáculo…

 

VERA FIGUEIREDO

13 – JazzB – São Paulo

Ela foi muito mais que a baterista do grupo do programa Altas Horas. Vera é uma instrumentista tão espetacular que tanto suas próprias composições quanto as homenagens que presta ao abordar de forma personalíssima algumas composições de Edu Lobo, Jacob do Bandolim e Tom Jobim são um deleite para ouvidos mais refinados. Outro show absurdamente imperdível!

 

THE TOASTERS

13 – SESC Belenzinho – São Paulo

A veteraníssima banda de ska fundada em 1981 e ainda liderada por seu criador, o vocalista/guitarrista inglês Rob Bucket Hingley está antecipando as comemorações de suas quatro décadas de existência apresentando o que sabe fazer de melhor: uma experiência única e insubstituível em termos de animação dentro desse gênero. Se jogue!

 

PARALAMAS DO SUCESSO

13 e 14 – Circo Voador – Rio de Janeiro

O que mais pode ser dito a respeito de uma apresentação dos caras? Excelência técnica, performances arrebatadoras, toneladas de canções antológicas, sinergia entre banda e plateia, exemplo vivo da força de viver de um cara que poderia ter se conformado com sua tragédia pessoal, mas que preferiu lutar contra isso em cima de um palco, junto com seus “irmãos”. Pode ir ao show, que é diversão na certa. E ver João Barone tocando bateria é presenciar um workshop rítmico como bônus.

 

ZECA PAGODINHO

13 e 14 – Vivo Rio – Rio de Janeiro

Podem falar o que quiserem, mas quando o assunto é “samba de verdade”, ninguém tem a autoridade de Zeca Pagodinho na atualidade. O cara é carismático, sabe botar aquela voz bêbada com perfeição dentro das ótimas composições que permeiam seu repertório, tem sempre uma banda de apoio consistente ao seu lado… E os shows são sempre divertidos justamente pela espontaneidade. Vá na boa…

 

HELLACOPTERS

14 – Carioca Club – São Paulo

Mais de quinze anos depois de sua primeira passagem pelo Brasil, a extraordinária banda sueca liderada por Nicke Andersson aporta novamente por aqui depois de se reunir depois da separação em 2008 e da morte do guitarrista Robert Dahlqvist em 2017. Como os caras tem uma presença de palco muito boa e contam com um repertório de primeira grandeza, não tenho a menor dúvida de que será um dos melhores shows de 2020. Pode apostar!

 

OSWALDO MONTENEGRO

14 – Tom Brasil – São Paulo

Já vi muitos músicos ruins na vida. Ruins, muito ruins. Mas talvez seja pior ver um artista chato, que faz canções chatas, com letras chatas, que prega um discurso chato e faz arranjos chatos. Músicos ruins podem ser engraçados, mas o artista chato é apenas… chato. Ninguém personifica isso como Oswaldo Montenegro. Não importa que ele esteja estreando um novo show, batizado como Serenata. Ele sempre é capaz de fazer adormecer uma manada de rinocerontes enfurecidos, de fazer gente dormir plantando bananeiras nas cadeiras dos teatros. Deus, como isto é chato…

 

ELZA SOARES

14 – Casa Natura Musical – São Paulo

Assistir a uma apresentação desta outrora grande cantora é testemunhar o quão bizarro pode ser o show business brasileiro. Até concordo que a voz dela é inconfundível. Só que a esta altura do campeonato, isto não significa algo agradável. Pelo contrário. Elza continua exagerando absurdamente em suas cantorias, desafinando horrores e, para piorar, ela vai mostrar algumas canções de seu mais recente álbum, o horrível Planeta Fome. Vergonha alheia em grau master, principalmente por sempre haver bobalhões “baba ovos” na plateia. Fuja disso!

 

BANDA MANTIQUEIRA

14 – Blue Note – São Paulo

Fundado em 1991 pelo clarinetista Nailor Proveta, o grupo voltou à ativa há alguns anos depois de um longo hiato. Desde então faz jus á fama que obteve no passado por conta da excelência musical de cada integrante e, principalmente, pela abordagem “big band” que os caras fazem para composições de Tom Jobim, Pixinguinha, Noel Rosa, Cartola e João Bosco. Se você não conhece, vai ter uma agradável surpresa em todos os sentidos. Pode ir que é sonzaço!

 

MARIA BETHANIA

14 – Unimed Hall – São Paulo

Confesso que nunca fui fã da temperamental cantora baiana, mas ela agora surge com um novo show, no qual comemora meio século de carreira. Seu repertório deve apresentar uma retrospectiva de sua safra de canções amealhadas ao longo deste tempo. Torça para ela tenha um mínimo de bom senso e deixe de lado alguns registros constrangedores de seus álbuns passados e saiba aproveitar a excelência instrumental de sua banda de apoio, sempre competente, sem abusar daqueles maneirismos histriônicos que levam qualquer um à loucura.

 

PEDRO MARIANO

14 – Imperator – Rio de Janeiro

O grande problema o cantor era a sua total falta de carisma, um problema tão sério que acabava contagiando suas canções, que sempre soavam como se o Jorge Vercillo resolvesse parar de imitar o Djavan e passasse a fazer uma versão mais adocicada do Maurício Manieri. Incrivelmente, ele vinha driblando isso com um novo show, mas volta agora com um novo formato, acompanhado apenas pelo guitarrista/violonista Conrado Goys, a premissa de uma apresentação completamente intimista e com repertório formado por canções de Djavan, Lulu Santos, Fabio Junior, Rita Lee e Roupa Nova, é bem preocupante. Não sei, não…

 

HAMMOND GROOVES

14 – JazzB – São Paulo

Aqui está um exemplo de apresentação que você não pode perder em hipótese alguma. Depois de uma extensa agenda de shows pela Europa, o trio capitaneado por Daniel Latorre – um dos maiores experts em órgãos Hammond da América Latina – traz de volta seus shows sempre espetaculares, mais uma vez tendo o lendário instrumento guiando baixo e bateria em levadas instrumentais sensacionais. Para “piorar”, o repertório é lotado de composições de Jimmy Smith, Booker T & The MG’s, Wes Montgomery, John Patton, Dr. Lonnie Smith, George Benson, Jimmy McGriff, Miles Davis, John Coltrane, Medeski, Martin &Wood e mais um monte de coisas bacanas do “jazz boogaloo”. Além disso, preste muita atenção aos sons do primeiro álbum dos caras, Funktastic. Simplesmente imperdível!

 

JARDS MACALÉ

14 – SESC Pinheiros – São Paulo

Um dos mais irrequietos compositores da História da música brasileira, ele vai apresentar grandes canções de sua carreira e algumas de seu mais recente CD, Besta Fera,. Só que isto não significa que o velho Jards vai deixar de mexer com a cabeça e os sentidos da plateia. E isto é bem legal…

 

VÍRUS

14 – SESC Belenzinho – São Paulo

Uma das bandas pioneiras do metal brasileiro – foi fundada em 1982 – só agora conseguiu lançar seu primeiro álbum, Contágio, que evidentemente será a base do show. Muito influenciado pelo som do Rainbow, o grupo pelo menos é honesto em sua proposta de resgatar antigas sonoridades do heavy metal e com letras em português. Para os saudosistas, é um prato cheio…

 

JOHN CALE e JUÇARA MARÇAL

14 – SESC Pompéia – São Paulo

Artistas dos mais inquietos, o co-fundador do Velvet Underground – juntamente com Lou Reed – faz um som que mesmo hoje é considerado quase como “inclassificável”, tamanha é o jorro de estilos multifacetados que ele sempre coloca em suas composições. É daquelas apresentações em que se deve ir com a mente aberta, pois pode acontecer de tudo. Na abertura, Juçara vai se concentrar no repertório da cantora vanguardista Brigitte Fontaine, o que significa que vem muita maluquice sonora pela frente e um tipo de sonoridade para pouquíssimos ouvidos. Vá por sua conta e risco…

 

NÁ OZZETTI

15 – SESC Pinheiros – São Paulo

Muito distante do estereótipo “cantora gostosona de voz grossa” que impera nos dias de hoje, ela se tornou uma das mais subestimadas artistas das últimas décadas justamente por não se render aos fáceis apelos do comercialismo. Nessa apresentação ela vai repassar canções de sua carreira que já dura quatro décadas e entremear cada uma delas com pequenos contos, o que certamente dará uma atmosfera um pouco mais teatral ao show. É uma boa pedida para quem quer ouvir MPB de alto nível.

 

OVERLOAD BEER FEST

15/3 – Carioca Club – São Paulo

Um evento que tenha em sua programação shows com o lendário D.R.I. e a estreia do Periferia S.A. banda formada Jão e Boka, do Ratos de Porão, mais o ex-colega de grupo Jabá, tocando repertório próprio e pérolas do RDP, não dá para perder, né? Para melhorar ainda mais, na abertura vão rolar verdadeiras pauladas sonoras das bandas Surra, Desalmado, Manger Cadavre? e Cerberus Attack. Será daqueles eventos de causar alegres dores no corpo.

 

BACKSTREET BOYS

15 – Allianz Parque – São Paulo
O quêeeee??? Esses caras não se cansaram de ser motivo de vergonha alheia e ainda insistem em pagar as suas contas de água e luz em cima da estupidez de suas fãs? HAHAHAHAHAHAHA!!!! E ainda tem gente trouxa que vai pagar um dinheirão para ficar na “fila do gargarejo”, gritando a plenos pulmões por esses velhuscos que ainda tentam fingir que são jovens e cheios de saúde? HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!!! Isto sim vai ser o festival da menopausa!!! HAHAHAHAHAHAHAHAHA HAHAHAHAHAHAHAHA!!!

 

BETWEEN THE BURIED AND ME

15 – Fabrique Club – São Paulo

Como é? Sair de casa para assistir a um pastiche de Dream Theater com vocalista de death metal? Lamento, mas tenho mais o que fazer. Lavar meu aquário, por exemplo. Ah, na abertura, vai rolar show da boa banda brasileira JohnWayne. Talvez isso salve a noite de quem não é fã da banda americana…

 

YANIEL MATOS

16 – SESC Consolação – São Paulo

Este jovem pianista cubano é um dos mais brilhantes multi-instrumentistas presentes no cenário musical brasileiro. Dono de uma técnica extraordinária e de um senso melódico difícil de encontrar nos dias de hoje, ele vai deixar toda a plateia de queixo caído com uma sonoridade que transita pelo jazz, pela MPB instrumental e, claro, pelos ritmos e harmonias da música cubana. Outro show imperdível! E gratuito!

 

PAT METHENY

17 – Vivo Rio – Rio de Janeiro

Não tenho a menor ideia do que ele irá tocar, mas sei que sempre está acompanhado de uma ótima banda e que seu repertório é de uma qualidade inquestionável dentro do imenso espectro sonoro, a ponto de suas apresentações se tornarem imprescindíveis de assistir. Não perca por nada nesse mundo!

 

TURILLI/LEONE RHAPSODY

17 – Opinião – Porto Alegre

Era só o que faltava para completar a chegada do coronavírus no Brasil: um show de “metal espadinha” dos ex-integrantes do pavoroso e moribundo Rhapsody. Será um evento tão imperdível como assistir uma corrida de ratos no meio de um canavial.

 

DIRE STRAITS LEGACY

18 – Unimed Hall – São Paulo

Conhece o termo “banda cover de luxo”? Pois ele pode ser perfeitamente aplicado a esse caça-níqueis que há muito tempo arrasta correntes por aí buscando o público saudosista dos tempos em que o líder incontestável do Dire Straits, Mark Knopfler, ainda se importava em soar de modo pop. Hoje, esse “cover oficial” tem músicos incríveis e bastante conhecidos em sua formação – o lendário saxofonista Mel Collins, o produtor/baixista Trevor Horn, o baterista Steve Ferrone, o tecladista Alan Clark, entre outros – que, obviamente, vão se divertir por saber que estão ganhando muita grana para tocar ‘babas’ como “Money for Nothing”, “So Far Away”, “Sultans of Swing”, “Walk of Life” e outras canções menos votadas do passado do grupo original. Se você não se incomoda em assistir a um “show genérico”…

 

THE FEVERS

18 – SESC Pompéia – São Paulo

É claro que o grupo merece verbetes na história do rock brasileiro, mas a verdade precisa ser dita: este é daqueles shows em que só os músicos em cima do palco se divertem. Pode apostar que a coisa vai parecer aquele churrasco de tiozões roqueiros meio ‘borratchos’, cantando e tocando músicas mais manjadas que pastel de queijo na feira. Se você for daqueles saudosistas dos tempos do Chacrinha, é provável que assista a isto com um sorriso nos lábios. Caso contrário, fique em casa.

 

ALEXANDRE PIRES

18 – Teatro do Bourbon Country – Porto Alegre

Só tem uma coisa que é tão ruim quanto esse “pagode xexelento” que anda por aí: é alguém que faz um “pagode xexelento” ainda mais romântico e travestido de uma “classe” tão verdadeira quanto uma nota de R$ 30. Assim é um show do ex-vocalista do Só Pra Contrariar, um negócio tão açucarado que, para evitar acidentes, deveria ter um detector de diabéticos na porta do show. Só que agora ele percebeu que isso não cola mais e resolveu piorar ainda mais as coisas com um tal de “Bailão do Nego Veio 2”, no qual ele resgata horríveis canções dos anos 90! E ainda promete fazer três horas de show!!! Se isso não for o Apocalipse, não sei mais o que será…

 

RENAISSANCE e CURVED AIR

19 – Espaço das Américas – São Paulo

Duas veteraníssimas e adoradas bandas da cena progressiva dos anos 70, lideradas por vocalistas outrora conhecidas por suas vozes maravilhosas – Annie Haslan e Sonja Kristina, respectivamente – e que hoje comandam times de músicos contratados (com exceção do guitarrista Kirby Gregory, do Curved Air, que fez parte da formação que gravou o álbum Air Cut, de 1973) precisam provar que seus “trinados” ainda continuam dignos mesmo com a idade avançada, ao contrário do que demostraram suas apresentações mais recentes. Mesmo com dúvidas, tem que ir…

 

THE WAILERS

19 – Opinião – Porto Alegre

Primeiro, é preciso esclarecer que este é um dos dois The Wailers que andam excursionando por aí, liderado pelo baixista original da banda de Bob Marley, o baixista Aston “Family Man” Barrett – o outro conta com dois guitarristas que tocaram com Marley, Al Anderson e Junior Marvin. O grupo é garantia certa de reggae de boa qualidade e só em presenciar as sensacionais linhas de baixo de Barrett já vale o ingresso.

 

BLACK ALIEN

19 – SESC Bom Retiro – São Paulo

Se existe alguém que adquiriu um status de “cult/maldito” dentro da cena hip hop nacional é este cara. Ex-integrante do Planet Hemp em priscas eras e figura presente no encarte de discos de gente como Paralamas do Sucesso, Charlie Brown Jr., Fernanda Abreu e Raimundos, ele parece ter vencido uma batalha contra seus demônios internos e reapareceu depois de um longo tempo ausente, agora inclui as composições de seu mais recente álbum, o estranho Abaixo de Zero: Hello Hell. É daqueles shows que tendem a ser tornar enfadonhos para os ‘não iniciados’.

 

DJAVAN

19 – Teatro do Bourbon Country – Porto Alegre

Sempre muito rigoroso com relação aos seus shows, Djavan certamente vai apresentar um espetáculo de alto nível, com músicos de apoio ultracompetentes, cenografia e iluminações caprichadas e com som de qualidade. O problema pode ser o repertório, que sempre traz excelentes canções ao lado de outras de nível muito inferior. A diversidade será dada pelas músicas do novo álbum, o irregular Vesúvio. Nesse sentido, o show é uma loteria. A não ser que você seja pouco exigente e trate apenas de saborear o que o artista lhe apresentar. Neste caso, boa sorte!