LIVING COLOUR

14 – Tropical Butantã – São Paulo
Não há a menor importância que a banda esteja no Brasil sem a preocupação de divulgar seu mais recente disco de estúdio – o bom Shade, de 2017 -, pois você vai ter a oportunidade de ver o extraordinário quarteto em ação tocando na íntegra o seu cultuadíssimo álbum de estreia, Vivid. As performances individuais são arrebatadoras e bem-humoradas e o fato de tocarem em um lugar relativamente “pequeno” vai ser uma ótima pedida para o público. Será um showzaço, daqueles imperdíveis!

 

ROBERTA SÁ

14 – Circo Voador – Rio de Janeiro

Uma das poucas cantoras brasileiras que valem realmente a pena ver e ouvir nos dias de hoje, Roberta faz parte de uma safra musical que privilegia o samba com tintas “mpbezísticas”, mas com canções consistentes o suficiente para chamar a atenção. Seu espetáculo é enxuto e coeso, e agora traz as canções de seu mais recente trabalho, Giro, composto ao lado de Gilberto Gil e outros parceiros. Além disto, ela tem na excelente banda de apoio um suporte digno de nota para a sua bela voz. Recomendado!

 

BELO

14 – Km de Vantagens Hall – Rio de Janeiro

Sempre penso que anos atrás ele passou uma temporada na cadeia pelos motivos errados: quem ‘cantava’ as ‘músicas’ que o sujeito mostrava nos shows não merecia outra coisa senão passar um bom tempo tomando água de caneca e tendo duas horas de sol por dia. Uma verdadeira aberração musical para quem gosta de samba, Belo continua impunemente nos dias de hoje a personificar o que de pior aquele troço que ficou conhecido como “pagode” propiciou. Suas péssimas canções fazem jus às interpretações que costuma cometer em cima dos palcos, o que torna cada um de seus shows – agora risivelmente batizados como “Belo In Concert” e com quase duas horas e meia de duração – uma espécie de castigo sonoro para quem se atreve a testemunhar essa presepada. Fuja disso!

 

ANAVITÓRIA

14 – Espaço das Américas – São Paulo

Meu Deus, que sono… que sono… que… zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz….

 

BOCATO

14 – SESC Avenida Paulista – São Paulo

Figura carimbada na história da música paulistana, o ótimo trombonista mostra nesta apresentação a sua peculiar maneira em interpretar grandes canções compostas por Wayne Shorter, o lendário saxofonista americano que foi um dos líderes do não menos cultuado Weather Report. Tudo com a assistência de uma ótima banda de apoio. Não perca de forma alguma!

 

LÍNGUA DE TRAPO

14 e 15 – SESC 24 de Maio – São Paulo

Você acharia graça em um sujeito que passou anos e anos contando as mesmas piadas e que, depois de um longo período de inatividade, volta a contar as mesmíssimas piadas esperando que todo mundo morra de rir? Mesmo lançando um novo disco – O Último CD da Terra – depois de 24 anos, as graças continuam as mesmas, enquanto as canções pioraram muito. Já viu, né?

 

THE NEIGHBOURHOOD

14 – Tom Brasil – São Paulo

16 – Vivo Rio – Rio de Janeiro

Nunca tinha ouvido falar desse grupo californiano. Fui dar uma ouvida nos álbuns e o som deu a impressão de ser uma “versão feliz” do Interpol. Lamento, mas isso tipo de “vibe” jamais conseguirá me tirar de casa. Na abertura vai rolar de um tal de Health, do qual eu também nunca tinha ouvido falar e que soa como uma versão eletrônica do… Interpol! Aí não dá, né?

 

LUCKY PETERSON

14 – Bolshoi Pub – Goiânia

19 – Bourbon Street – São Paulo

Nem pense em perder as apresentações desse extraordinário guitarrista/tecladista, um dos grande nomes da história do blues americano! Ele continua em plena forma, cantando e tocando como um garoto, e botando todas as platéias de queixo caído com seus shows arrasadores. Não vacile!

 

ORQUESTRA JAZZ SINFÔNICA

14 e 15 – Auditório Ibirapuera – São Paulo

Agora sob a regência do maestro João Maurício Galindo, essa excelente orquestra vai dar uma aula de competência ao abordar temas de Noel Rosa, Dorival Caymmi, Ary Barroso, Monsueto e Chico Buarque, entre outros, com arranjos especiais e participação da ótima cantora Fabiana Cozza. Não vou escrever nada além disso: um show da Jazz Sinfônica equivale a 743 aulas de música. Não preciso me alongar no assunto, certo? Programão!

 

NANDO REIS

14 e 15 – Credicard Hall – São Paulo

Mais conciso, sem as loucuras do passado, Nando vinha dando provas de que finalmente tinha aprendido a valorizar seu trabalho, tendo novamente Os Infernais como sua (boa) banda de apoio. O problema é que ele está divulgando seu mais recente disco, o horrível Não Sou Nenhum Roberto, mas às Vezes Chego Perto, no qual se meteu a regravar canções de Roberto Carlos com resultados sofríveis e muito desafinados. É claro que ele vai apresentar também as suas próprias composições, o que significa que você está por sua conta e risco caso resolva encarar a parada…

 

FÁBIO JR.

14 Teatro Positivo – Curitiba

15 – Auditório Araújo Vianna – Porto Alegre

Não adianta anunciar a estreia de um “novo show”. Da mesma forma como acontece com Roberto Carlos, Fábio Jr. também vem há muito tempo apresentando um show bastante burocrático. Mas ao contrário do “Rei”, o pai do tal de Fiuk é um roqueiro enrustido e sacana, que sabe que um pouco de espontaneidade é caminho certo para cativar ainda mais as suas fãs, que nunca cessam de gritar em suas apresentações. De uma coisa você pode ter certeza: a banda de apoio do cantor é sempre um time de primeira grandeza em termos instrumentais. Já as músicas…

 

ANA CAROLINA

14 – Vivo Rio – Rio de Janeiro

15 – Km de Vantagens Hall – Belo Horizonte

A cantora está presa dentro de uma fórmula sonora da qual não consegue sair, nem mesmo a ponto de deixar de soar como uma versão roqueira da Simone. E é exatamente isso que você vai perceber neste novo show, em que ela promete mostrar algumas canções inéditas e seus famigerados “grandes sucessos”. Ah, e se prepare para inúmeros momentos de “vergonha alheia”, propiciados por moçoilas lésbicas e desbocadas que ficam gritando obscenidades para a cantora o tempo todo. Com o perdão do trocadilho, “um tremendo pé no saco”.

 

“Festival BB Seguros de Blues e Jazz”

15 – Parcão do MON – Curitiba

Taí um belo evento para quem gosta de ambos os gêneros, pois vão rolar shows de gente veterana que valem a pena ser conferidos, como o cultuado bluesman americano Jimmy Burns, o encontro entre os guitarristas Sérgio Dias, André Christovam e Luiz Carlini, mais o trombone espetacular de Raul de Souza, e outras atrações interessantes. E o mais legal: com entrada franca! Não dá para perder!

 

DEAD FISH

15 – Audio – São Paulo

Erroneamente considerado como um grupo “emo” por fãs adolescentes retardados, esta banda capixaba faz um som bastante honesto em termos de peso, embora suas letras apresentem certa dose de ingenuidade engajada. Tudo bem que é um som que só entusiasma quem tem menos de dezessete anos de idade, mas como a banda está lançando um novo álbum, Ponto Cego, e não conta mais com a presença do carismático baixista Alyand, vale a pena dar uma conferida na nova fase da banda em cima dos palcos. Ah, na abertura vai ter show do grupo Braza, do qual eu nunca ouvi falar…

 

DIOGO NOGUEIRA

15 – Carioca Club – São Paulo

Ele até tenta seguir os passos do pai – o lendário e falecido João Nogueira -, mas além de não ter voz condizente com o gênero, Diogo Nogueira tem carisma zero e faz um tipo de samba que não só passa a anos-luz de distância daquilo que Zeca Pagodinho e Jorge Aragão – estes sim representantes do “resgate do samba de raiz” -, como também soa como um Alexandre Pires mais rústico. Não perca seu tempo.

 

FAGNER

15 – Espaço das Américas – São Paulo

Dono de algumas canções mais bonitas da história da música brasileira, este cearense continua na ativa e bem. Com o suporte de uma excelente banda ao seu lado, Fagner desfia canções lindíssimas com sua voz característica e repleta de poesia de primeira grandeza. Showzão!

 

ARMANDINHO

15 – Fundição Progresso – Rio de Janeiro

Só por saber que este cidadão é aquele que canta uma das mais asquerosas composições da História da música brasileira em todos os tempos – “Desenho de Deus” – já é motivo suficiente para você ficar em casa, lendo um livro e dando um pouco mais atenção ao seu amor e aos seus filhos.

 

PIN UPS

15 – SESC Pompéia – São Paulo

Uma das bandas mais influentes dentro da cena underground brasileira nos anos 90, o quarteto voltou – mais uma vez! – às atividades recentemente e mostra aqui o repertório de seus sete álbuns, incluindo o mais recente, Long Time No See, contando ainda com a presença de inúmeros convidados. Boa pedida!

 

ZEZÉ DI CAMARGO & LUCIANO

15 – Teatro Guaíra – Curitiba

Entra ano, sai ano… E a dupla continua a não mostrar qualquer novidade significativa em suas apresentações? Dá para esperar que os irmãos mostrem canções inusitadas, arranjos novos que fujam da mesmice e interpretações menos cafonas? Claro que não. Resumindo: quem assistir a este show vai ter uma incrível experiência de ver e ouvir o mesmo desfile de tédio sonoro, mesmo que algumas canções novas tenham sido enxertadas no repertório. Deus, que troço chato…

 

JORGE VERCILLO

15 – Teatro Castro Alves – Salvador

O maior imitador de Djavan da América Latina tem uma carreira que incrivelmente já dura duas décadas – o que só mostra como tem gente sem critério na hora de ouvir música – com todas aquelas canções para “pentear os ouvidos” dos mais incautos, tudo adocicado com letras que mais parecem “poesia de escada de faculdade” e arranjos que não oferecem o menor sinal de ousadia e criatividade. É um daqueles shows ideais para se assistir bebericando uísque falsificado e comendo uma porção de provolone à milanesa com data de validade vencida…

 

VANESSA DA MATA

15 – Tom Brasil – São Paulo

Taí um daqueles shows que deixam todo mundo com sorriso no rosto e com vontade de cantar as músicas. Esqueça bobagens como “Ai Ai Ai”. Há uma delicadeza brejeira na voz de Vanessa que funciona perfeitamente dentro de suas canções. Suas apresentações são sempre corretas, com banda afiada e direção segura. É uma boa pedida para quem quer impressionar a(o) parceira(o) recém-conquistada(o), principalmente porque neste show ela vai mostrar o resultado de seu mais recente trabalho, o EP Quando Deixamos Nossos Beijos na Esquina.

 

GILBERTO GIL

15 – Vivo Rio – Rio de Janeiro

Quando resolve fazer o som que realmente gosta, tocando músicas bacanas independentemente do formato que apresente, Gil tem a manha de ainda fazer um show bastante interessante. No caso aqui, ele vai mostrar algumas das canções de seu bom e mais recente disco, OK OK OK, lançado em 2018, e obviamente não faltarão ótimas músicas do passado. Torça apenas para que ele esteja com a voz em dia, sem estar propenso a afinações indesejadas…

 

NENHUM DE NÓS

15 – Teatro J. Safra – São Paulo

Perto de algumas bandinhas indie mixurucas que são incensadas por críticos com interesses escusos, o som do Nenhum de Nós soa como o U2. Algumas de suas canções são bastante subestimadas – como é o caso da boa “Camila, Camila” – e a banda costuma não fazer feio em cima do palco. Só que para essa apresentação o grupo avisou que vai privilegiar as canções de dois de seus álbuns anteriores, Paz e Amor e Paz e Amor – Acústico. Sei não…

 

WANDER WILDNER

15 – Teatro Odisséia – Rio de Janeiro

Até hoje não consigo entender porque uma dúzia de gatos pingados idolatra este cara como se fosse um “segundo Messias”. O gaúcho ex-vocalista dos Replicantes tem uma carreira solo horrorosa, canta mal pra cacete, se julga um “punk brega” e vai tocar neste show várias músicas de seu mais recente trabalho, Existe Alguém Aí?, que tem lá seus bons momentos, mas insuficientes para apagar a má impressão. Vá por sua conta e risco.

 

AMARO FREITAS

15 – Blue Note – São Paulo

O trabalho deste pianista pernambucano é uma das mais surpreendentes revelações dos últimos tempos. Em seus dois álbuns, Sangue Negro (2016) e Rasif, lançado no ano passado, ele criou um amálgama sonoro que uniu o jazz a ritmos tradicionalmente nordestinos de uma maneira exuberante. Não tenho dúvida de que ele vai reproduzir no palco a excelência de suas composições de seus discos. Resumindo: não perca essa apresentação de maneira alguma!

 

CAVALERA

16 – Audio – São Paulo

É duro escrever isso, mas é a verdade: desde que resolveram resgatar o repertório do Sepultura, os irmãos Max e Iggor Cavalera só evidenciam o quanto o verdadeiro grupo comandado por Andreas Kisser recebe todas as honras devidas pela sobrevivência digna. Com apresentações MUITO abaixo de suas possibilidades – Max nem consegue cantar mais, optando por balbuciar as letras com uma interpretação monótona e sem energia -, a dupla só consegue entusiasmar os fãs mais desatentos. Que pena…

 

ORQUESTRA BRASILEIRA DE MÚSICA JAMAICANA

16 – Auditório Ibirapuera – São Paulo

O noneto formado por excelentes instrumentistas ainda está promovendo seu mais recente trabalho interessante, o EP #Dez, lançado no ano passado, e continua a oferecer interessantes versões de clássicos da música brasileira e suas próprias composições em ritmos jamaicanos, como o reggae e o rocksteady. Mesmo que você não curta esse tipo de sonoridade, os arranjos são tão bons que qualquer preconceito é derrubado na metade do show. Vale a pena conferir…

 

ROMERO LUBAMBO convida DIANNE REEVES

16 – Bourbon Street – São Paulo

Violonista/guitarrista extraordinário e com sólida carreira internacional – inclusive, ele mora há mais de 30 anos nos EUA -, Romero é daquelas umidades musicais que não age como um “ditador de estilo” com seu instrumento. Pelo contrário, ele sempre mantém sua mente aberta às mais diversas sonoridades, o que resulta em ótimos trabalhos como o seu mais recente álbum, Sampa. Tocando com o tradicional formato de trio, ele vai levar a plateia a um grau de fantasia sonora inebriante porque estará acompanhando a uma das mais sensacionais cantoras de todos os tempos, a americana Dianne Reeves, uma legítima sucessora de mitos como Carmen McRae e Dinah Washington. Show imperdível!

 

PICTURE

16 – Manifesto Bar – São Paulo

Você tem sim que prestar atenção ao ótimo Picture, que vai mostrar como se fazia New Wave of British Heavy Metal de qualidade nos anos 80 mesmo sendo originário da Holanda. Os caras estão com a formação do álbum Eternal Dark (1983), mas será na hora em que tocarem as canções do lendário Diamond Dreamer (1982) que a coisa vai pegar fogo. Imperdível!

 

PEDRO MARIANO

16 – Teatro Castro Alves – Salvador

O grande problema o cantor era a sua total falta de carisma, um problema tão sério que acabava contagiando suas canções, que sempre soavam como se o Jorge Vercillo resolvesse parar de imitar o Djavan e passasse a fazer uma versão mais adocicada do Maurício Manieri. Incrivelmente, ele vem driblando isso com um novo show que se não chega a ser espetacular, não faz feio para quem deseja a assistir a uma apresentação mais “classuda”, na qual chega a tocar bateria e cantar ao mesmo tempo. Vale pela curiosidade…

 

SKULL FIST

17 – Manifesto Bar – São Paulo

O heavy metal feito por esse quarteto canadense é um pretenso resgate de todas aquelas sonoridades que o estilo tinha na primeira metade dos anos 80 na Inglaterra, ou seja, o show será perfeito para quem curte Saxon, Raven, Riot e tantas outras bandas que eram adoradas naqueles tempos. Se essa for a sua ‘praia’, se jogue nela…

 

ALICE C AYMMI

18 e 19 – Centro Cultural São Paulo – São Paulo

Da doçura da família Caymmi a Alice não tem nada. Sua voz é repleta de uma intensidade quase agressiva e a sua marcante presença de palco faz com que suas boas canções ganhem um atrativo a mais. O som é pop, mas não é babaca. Ótima pedida, principalmente para quem não a conhece.

 

MANEVA

19 – Carioca Club – São Paulo

Esse grupo é mais uma das provas vivas de que o reggae no Brasil é tratado como se fosse um ritmo em que é permitido fazer um som totalmente asséptico, sem um pingo de rusticidade sônica, com letras tão poéticas quanto a bula de um remédio, perfeito para embalar romances de casais de namorados que não vêem a hora de abrir um crediário para começar a comprar as tralhas que vão equipar o apartamento em que irão morar assim que saírem das casas de seus respectivos pais. E ainda tem gente que fica brava quando digo/escrevo que o reggae brasileiro é uma piada muito sem graça…

 

JAY VAQUER

19 – Imperator – Rio de Janeiro

Ainda promovendo seu décimo álbum, Ecos do Acaso e Casos de Caos, o cantor e compositor carioca tenta mais uma vez emplacar o seu som insosso e sem personalidade. Para piorar, ele continua tão carismático quanto um garçom em seu primeiro dia de trabalho em um novo bar. Duvido que seja desta vez que prestaremos atenção ao que ele canta e toca.

 

WYNTON MARSALIS & JAZZ AT LINCOLN CENTER ORCHESTRA

19 – SESC Consolação – São Paulo

Como é que é? O maior trompetista da atualidade ao lado de uma orquestra espetacular, tocando novos arranjos para clássicos de mitos como Duke Ellington, Thelonious Monk, Charles Mingus e Dizzy Gillespie, Wayne Shorter e Freddie Hubbard? E com ingressos gratuitos? Pelo amor de Deus, acampe na porta!

 

KIM KEHL & OS KURANDEIROS

20 – Santa Sede – São Paulo

Ex-integrante do Made in Brazil, o guitarrista já vem há tempos se apresentando com sua banda e buscando perpetuar com dignidade todas as influências do rock e do blues que moldaram sua maneira de tocar. E ele consegue fazer isso muito bem. Se você anda reclamando da ausência do rock n’ roll básico na agenda cultural da cidade, sugiro dar uma boa espiada nesse show, ainda mais porque ele será gratuito!

 

MICHALE GRAVES

20 – Circo Voador – Rio de Janeiro

O ex-vocalista dos Misfits entre 1995 e 2000, Michael Graves – sei lá por quê ele usa o nome artístico de “Michale” – vai tocar na íntegra dois álbuns de seu ex-grupo, American Psycho e Famous Monsters. Diversão garantida para quem não for muito exigente…

 

ULISSES ROCHA & UR320 – JazzB – São Paulo
Um dos mais extraordinários violonistas que este País já produziu, ele montou o trio UR3 para apresentar alguns dos temas que serão incluídos no álbum que vão lançar em breve. Ainda não ouvi qualquer som desse grupo, mas como conheço bem a obra de Ulisses, duvido que ele não venha com algo no mínimo sensacional. Pode ir sem susto e voltar para casa de queixo caído.

 

EMICIDA

20 – Opinião – Porto Alegre

Indo em uma direção oposta ao mau humor de certa corrente do rap nacional, Emicida procura usar da poesia inteligente, com uma qualidade muito acima do se ouve por aí. Para melhorar ainda mais, seu DJ manda ver em bases pesadas, bem na linha “old school”, lembrando uma época em que o hip hop ainda usava o som da caixa de bateria e não palmas para marcar o ritmo. Só que nestes show a tônica será dada pelo mais recente álbum do cara, Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa, gravado em Angola e Cabo Verde e com a participação de músicos locais. O resultado é bem diferente daquilo que você ouviu até agora. Experimente.

 

IVAN CONTI “MAMÃO”

20 – SESC Santana – São Paulo

O cultuado baterista do Azymuth sempre foi um músico de mente bem aberta – não foi à toa que ele foi um dos músicos que mais participaram de gravações de todos os gêneros e estilos no Brasil – e vai tornar isso ainda mais evidente nesse show ao lado do produtor/baixista/tecladista Rodrigo Coelho (conhecido como “grassman”) e de seu próprio filho, Thiago Gim. A apresentação vai se concentrar em experiência rítmicas e eletrônicas que certamente  vão surpreender a quem se aventurar nas viagens de “Mamão”. Vale a pena arriscar!