SUBLIME WITH ROME

14 – Audio – São Paulo

Este é um daqueles shows em que 99% da uma plateia formada por pseudosurfistas e pseudoskatistas só conhece duas músicas – a boa “What I Got” e a insuportável “Santeria” – e não se importa em passar tempo todo ‘galinhando’ as garotas que babam ovos para os tipos citados – e elas estão lá pelos mesmíssimos motivos – até que estas duas canções sejam apresentadas. Posto isto e sabendo que o som da banda nada mais é que uma mistura inofensiva de Jack Johnson com Red Hot Chili Peppers, vou mais é ficar em casa ouvindo meus discos do Ben Harper e bebendo tequila ao lado de umas amigas bacanas. Quanto a você, vá por sua conta e risco, mas depois não diga que eu não avisei…

 

CLARA MORENO & AMILTON GODOY

14 – SESC Belenzinho – São Paulo

A união entre a cantora e o lendário pianista do Zimbo Trio será mostrada em três partes distintas, com uma pequena apresentação solo do instrumentista, seguida da interação entre ambos em meio a temas de samba e bossa nova. Por fim, Clara e sua banda tocam as canções de seu mais recente trabalho, Samba Esquema Novo, De Novo, em que regravou de modo bem pessoal o lendário álbum que Jorge Ben lançou em 1963, além de preciosidades do sambalanço de Wilson Simonal, João Donato e outros. Deve ser um show divertido e classudo ao mesmo tempo…

 

DUOFEL

14 – JazzB – São Paulo

O magistral duo de violonistas – formado por Fernando Melo e Luiz Bueno – está comemorando quatro décadas de carreira incessante e apresenta novamente um show intimista em que utilizam uma série de violões e violas diferentes para exibir um repertório brilhante. É um espetáculo que você não pode perder caso tenha a mente aberta!

 

STELA CAMPOS e BETINA
14 – Picles Cardeal – São Paulo

Gosto bastante do trabalho que Stela em seus discos – o mais recente, o sexto de sua carreira, autointitulado, saiu meses atrás -, pois ela não tem medo de experimentar sonoridades pouco usuais em suas estranhas e belas composições. Como não conheço as canções da cantora/compositora curitibana Betina – ela lançou recentemente seu segundo álbum, Hotel Vülcânia -, é uma boa oportunidade para que eu e você sejamos positivamente surpreendidos em um mesmo evento, não?

 

CORCIOLLI

14 – Auditório Ibirapuera – São Paulo

Comemorando 25 anos de carreira, o tecladista/ compositor que sempre foi um dos maiores porta-vozes musicais da “new age” no Brasil vai tocar temas de dois de seus álbuns, Unio Mystica (1995) e Unio Celestia (1999), e também outras composições ainda inéditas que farão parte de seu próximo trabalho. Para quem curte sonoridades contemplativas e apoteóticas ao mesmo tempo com uma abordagem… digamos… “careta”, será um prato cheio. Ah, vai rolar a participação do vocalista André Matos. Portanto, você já sabe qual será a “vibe” do show…

 

VICTOR & LEO

14 – Km de Vantagens Hall – Belo Horizonte

A dupla vai dar uma “pausa prolongada” – ou seja, vai encerrar suas atividades e ver o que acontece lá na frente – agora no final do mês, principalmente para que o público esqueça as confusões extrapalco em que Vitor se meteu nos últimos tempos, como os sites de fofocas alardearam de maneira insana.  Musicalmente, o que você pode esperar dessa “despedida” é a constatação que a dupla não conseguiu escapar das armadilhas do ridículo mundo sertanejo, principalmente por relegar a um segundo plano o diferenciado acento pop/folk que os diferenciava dos “Brunos & Marrones da vida”, quando colocavam disfarçadamente em seu som elementos sonoros de canções de Neil Young e Bruce Springsteen. Obviamente, ninguém do seu público retardado percebia isso. Bem, isso agora parecer não ter mais a menor importância, né?

 

SELVAGENS À PROCURA DE LEI

14 – SESC Avenida Paulista – São Paulo

Uma das interessantes bandas da chamada “nova safra do rock nacional”, o quarteto cearense vai dar uma repassada nos repertórios de seus bons discos e contar com as participações de Daniel Groove e Projeto Rivera para propiciar um evento que certamente propiciará um alento para quem ainda curte as bandas brasileiras do gênero. Arrisque!

 

DÓRIS MONTEIRO, ELLEN DE LIMA & LUCIENE FRANCO

14 – Theatro NET – Rio de Janeiro

Três das grandes cantoras da época gloriosa do rádio brasileiros nos anos 50 e 60 foram reunidas para mostrar às novas gerações um repertório de grandes sucessos daqueles tempos e não foram escolhidas por acaso: tanto Dóris como Ellen e Luciene ainda estão com vozes arrebatadoras. É um show indicado para saudosistas e para quem não se conforma com a indigência desafinada da grande maioria das cantoras atuais.

 

DEMÔNIOS DA GAROA

14 – Teatro J. Safra – São Paulo

Para um grupo formado em 1943, estes intérpretes dos sambas de Adoniran Barbosa continuam bastante entrosados e bem humorados. Embora a formação esteja bem diferente daquela consagrada, os caras ainda são capazes de resgatar a velha sonoridade do choro e do samba de uma São Paulo que não existe mais. Se você quer entender isto um pouco mais, vale a pena dar uma checada no som dos “velhinhos”…

 

ADRIANO GRINEBERG

14 – Café Society – São Paulo

Poucos músicos no Brasil tratam o blues e seus estilos derivados com tamanha competência e qualidade quanto este tecladista especializado no órgão Hammond e em suas inúmeras sonoridades. Irreverente e chegado em uma interatividade com a plateia, ele convidou a vocalista Graça Cunha – que fez parte da banda do Serginho Groisman no programa Altas Horas -, mais a guitarrista Tatiana Pará, a percussionista Michelle Abu (ex-Lobão, ex-Mercenárias) e a saxofonista Mayara Almeida para, ao lado de sua própria banda, prestar um tributo ao repertório de ícones do passado, como Ray Charles, Marvin Gaye, Jerry Lee Lewis, Etta James, Billie Holiday e Janis Joplin, entre outros. Não perca isto de maneira alguma!

 

VITOR ARAÚJO
14 – SESC Pompéia – São Paulo

Este jovem pianista pernambucano se destacou no cenário instrumental brasileiro quando passou a injetar altas doses de improvisação dentro de obras eruditas famosas e a mostrar interpretações personalíssimas para canções conhecidas do repertório nacional e até mesmo para composições de bandas como o Radiohead, por exemplo. Mostrando as composições de seu mais recente e belo trabalho, Levaguiã Terê, de 2016, ele certamente vai mostrar um show desconcertante usando o seu piano ao lado de sonoridades percussivas, eletrônicas e orquestrais, junto com uma banda de apoio formada por integrantes dos grupos Mombojó, Cordel do Fogo Encantado e Baleia. Recomendo!

 

ADRIANA CALCANHOTO

14 – Teatro do Bourbon Country – Porto Alegre

15 – Teatro Guaíra – Curitiba

Ela vai apresentar um novo show que, segundo ela, “foi idealizado como ‘concerto-tese’, ou seja, uma conclusão de minha residência artística na Universidade de Coimbra, em Portugal, onde estive nos últimos dois anos entre cursos e apresentações”. Seja lá o que isso signifique, uma coisa é certa: se tiver mais solta no palco e menos preocupada com sua performance, a cantora pode proporcionar uma experiência bem interessante para a plateia.

 

IRA!

14 e 15 – SESC Belenzinho – São Paulo

Aqui está uma ótima oportunidade para quem ainda viu a dupla Nasi e Edgard Scandurra novamente em ação, pois ambos e mais alguns músicos de apoio vão apresentar na íntegra o – tardiamente – celebrado álbum Psicoacústica, que completou recentemente seu 30º aniversário de lançamento. Vá com tudo!

 

ALCIONE

14 e 15 – Auditório Araújo Vianna – Porto Alegre

A “Marrom” canta muito. Isto é fato. O problema é que ela parece ter tanta certeza disto que acha que pode cantar qualquer coisa e todo mundo irá babar. Ledo engano. Um repertório que privilegie o samba e não canções “dor de corno” fazem com que a qualidade de seus espetáculos aumente consideravelmente. Espero que isso ocorra agora, no momento em que ela está comemorando 45 anos de carreira e 70 de idade.

 

ARMANDINHO

14 e 15 – Opinião – Porto Alegre

Só em saber que este cidadão foi o criador de uma das mais asquerosas composições da História da música brasileira em todos os tempos – “Desenho de Deus” – já é motivo suficiente para que você fique em casa lendo um bom livro e dando um pouco mais atenção ao seu amor e seus filhos.

 

PAULINHO DA VIOLA

14 e 15 – Vivo Rio – Rio de Janeiro

Nesses dias, se você não fizer nada além de estar presente ao show do eterno “Príncipe do Samba” – que já comemorou inacreditáveis 50 anos de carreira -, sentadinho, quietinho e absorvendo todos os detalhes da aula de harmonia e melodia que ele vai ministrar em seu novo show – no qual promete cantar várias canções inéditas que vem compondo nos últimos tempos e até mesmo apresentar um bloco só com temas instrumentais -, sua vida já terá feito algum sentido. É sério.

 

CANNIBAL CORPSE e NAPALM DEATH

14 – Circo Voador – Rio de Janeiro 

15 – Carioca Club – São Paulo

16 – Music Hall – Belo Horizonte

18 – Opinião – Porto Alegre

19 – Hermes Bar – Curitiba

Um evento que reúna duas das bandas mais… ahn… “românticas” da cena do heavy metal em todas as suas vertentes só pode ser definida com duas palavras: “disgracêra apocalíptica”. Assista aos vídeos abaixo e veja se estou mentindo:

 

KOMATSU

14 – Two Tone Pub – São José do Rio Preto (SP)

15 – Plebe Bar – Indaiatuba (SP)

16 – Sebastian Bar – Campinas (SP)

18 – Jai Club – São Paulo
19 – Sujinhos Bar – Rio Claro (SP)

20 – Jokers Pub – Curitiba (SP)

O ótimo quarteto holandês de stoner volta ao Brasil para divulgar seu mais recente álbum,  New Horizon, que será oficialmente lançado no próximo mês e certamente terá canções tão legais quanto aquelas que costumam apresentar em seus intensos shows. Não perca essas apresentações de jeito algum!

 

EDGAR

15 – SESC Pompeia – São Paulo

Confesso que fiquei incrivelmente surpreso com a qualidade do material que este rapper lançou em seu novo álbum, o ótimo Ultrassom, produzido por Pupillo, o baterista e um dos mentores do grupo Nação Zumbi, em que as pesadas e intensas sonoridades eletrônicas do hip hop se aliam a influências da música do Nordeste e a uma série de outras vertentes, tudo costurado com letras MUITO acima da média dentro do gênero. Como o referido disco será tocado na íntegra, não tenho dúvidas: este é mais um show imperdível!

 

JOYCE MORENO

15 – Tupi – São Paulo

Ótima e delicada cantora e compositora, Joyce vai certamente apresentar um repertório de altíssimo nível, fazendo um apanhado de sua extensa carreira e ainda contando com uma banda de apoio excelente, com destaque para o seu marido, o cultuado baterista Tutty Moreno. Vale a pena presenciar esse show!

 

DADO VILLA-LOBOS & MARCELO BONFÁ

15 – Km de Vantagens Hall – Rio de Janeiro

Parece que a dupla não pode mais usar qualquer menção ao nome “Legião Urbana” por medida judicial impetrada pelo filho maquiavélico do falecido Renato Russo. O que ambos não podem fazer é cometer os erros bisonhos que apresentaram em cima do palco em todas as ocasiões em que se meteram a revisitar o repertório do grupo. Dito isto, espero que a plateia se divirta com o prometido – a execução na íntegra dos álbuns Dois e Que País é Este? – e não entre no clima histérico que acomete os fãs dos Los Hermanos, por exemplo.

 

TEATRO MÁGICO

15 – Fundição Progresso – Rio de Janeiro
Poucas coisas eram tão chatas quanto assistir a um show destes caras. O clima de “apresentação musical/teatral/poética/papo-cabeça de fim de ano de colégio estadual” era um dos troços mais insuportáveis que você possa imaginar, ainda mais acompanhado de canções muito fracas, mas que são cantadas em uníssono por fãs que morrem de saudade dos Los Hermanos. Só que minha impressão a respeito do som da banda melhorou bastante depois que ouvi o álbum da banda, Grão do Corpo (2014), que tem boas canções, por mais incrível que possa parecer. Quando achei que os caras engrenariam finalmente, soltaram o pavoroso Allehop. Assim não dá! E duvido que as coisas tenham melhorado mesmo agora, quando o grupo comemora quinze anos de existência e ainda coloca o tal de Francisco El Hombre na abertura. Assim não dá…

 

PEDRO MARIANO

15 – Teatro Bradesco – São Paulo

O grande problema deste cantor é a sua total falta de carisma. È um problema tão sério que isto acaba contagiando suas canções, que acabam soando como se o Jorge Vercillo resolvesse parar de imitar o Djavan e passar a fazer uma versão mais adocicada do Maurício Manieri. Nesse novo show ele vai mostrar o repertório de sempre e até mesmo tocar bateria e cantar ao mesmo tempo. Vale pela curiosidade…

 

KLB

15 Teatro Positivo – Curitiba

O que posso escrever a respeito deste show sem gargalhar por horas seguidas? Como posso olhar para a cara de alguém que sai de casa para assistir a um show do trio sem sentir um misto de pena, tédio e desprezo? E os três rapazes são bem gente fina pessoalmente, mas o som é simplesmente h-o-r-r-o-r-o-s-o, feito especialmente para meninas com sacos de confete no lugar do cérebro. Não dá, porra…

 

ZECA PAGODINHO

15 – P12 Parador Internacional – Florianópolis
Podem falar o que quiserem, mas quando o assunto é “samba de verdade”, ninguém tem a autoridade de Zeca Pagodinho na atualidade. O cara é carismático, sabe botar aquela voz bêbada com perfeição dentro das ótimas composições que permeiam seu repertório, tem sempre uma banda de apoio consistente ao seu lado… E os shows são sempre divertidos justamente pela espontaneidade. Vá na boa…

 

ANDRÉ ABUJAMRA

15 – SESC Itaquera – São Paulo

Aqui o velho maluco – no bom sentido, claro – vai mostrar as canções de seu mais recente projeto musical. Omindá, em que mais uma vez se propôs a misturar a música brasileira com sonoridades da península dos Bálcãs e da Armênia, ritmos africanos e latinos, reggae, música indiana e o que mais pintar em sua cabeça doida. Não é um show para quem tem dificuldades em assimilar diversas informações sonoras e cênicas ao mesmo tempo, da mesma forma que as canções não são palatáveis para gostos redundantes. É sim indicado para quem tem a mente e os ouvidos abertos e sem preconceitos.

 

TRUPE CHÁ DE BOLDO

15 – SESC Vila Mariana – São Paulo

O grupo representa tudo o que de pior existe dentro da cena underground da musical brasileira: canções chatíssimas, vocais semitonados ao extremo em suas apresentações ao vivo, músicos tão carismáticos quanto um monte de cactos secos, som ‘perninha’, presença de palco sorumbática, pretensão “cabeça” nas letras… Assistir a um show dessa turma faz qualquer apresentação de alunos universitários em alguma “verdurada” de final de ano parecer um show do Rage Against the Machine. Indicado para quem tem terríveis problemas de insônia e quer voltar a dormir em questão de segundos…

 

RODRIGO CAMPOS

15 – SESC Pompéia – São Paulo

Compositor diferenciado dentre a nova geração da música brasileira, o cantor e também multiinstrumentista sempre apresentou canções que jamais deixam o ouvinte com a sensação de indiferença no cérebro. Agora, ao fazer um show para divulgar um novo disco, 9 Sambas, com repertório centrado no referido gênero, ele reafirma sua posição como artista inquieto. E isso é muito bom!

 

MATANZA

15 – Tropical Butantã – São Paulo
O grupo já anunciou que está encerrando suas atividades com uma “turnê de despedida”. Assim, ainda dá tempo de comprovar que nos shows os caras ainda mandam bem e que as canções fazem muito mais sentido no palco do que aquilo que você ouve no CD. È claro que você precisa entrar na vibe “Johnny Cash metal caminhoneiro cafajeste” para se divertir, mas como o fim é eminente, vá também pela curiosidade…

 

ROBERTA MIRANDA

15 – Tom Brasil – São Paulo

Não dá para enganar: este é daqueles típicos shows em que uma boa cantora como ela afunda em um oceano de breguice estética/musical que chega a comover. Roberta tinha tudo para ser uma artista diferenciada, mas sabe-se lá por quais motivos insiste em um repertório simplesmente pavoroso. É uma apresentação indicada apenas para pessoas com pouquíssima exigência musical.

 

ZÉLIA DUNCAN & JAQUES MORELEMBAUM

15 e 16 – Theatro NET – Rio de Janeiro

Cantora razoável com timbre de voz extremamente característico, ela vai mostrar nestes shows um repertório totalmente calcado na obra de Milton Nascimento, acompanhada apenas pelo celebrado multiinstrumentista. É daquelas apresentações que exalam simpatia justamente pela qualidade de ambos os envolvidos em mostrar que ainda é possível fazer música brasileira com um nível de qualidade acima da média. Arrisque!

 

“SAMSUNG BEST OF BLUES”

15 – Anfiteatro Pôr do Sol – Porto Alegre

16 – Auditório Ibirapuera – São Paulo

Um evento gratuito que ocorre em duas capitais e que reúne artistas tão díspares quanto importantes dentro da atual cena musical nacional e internacional não pode ser desprezado por ninguém. Evidentemente que os destaques ficam para os shows dos sensacionais guitarristas Tom Morello e John 5 – o primeiro vem divulgar seu novíssimo álbum solo, The Atlas Underground, que será lançado no próximo mês e que traz inúmeros convidados da nova cena do hip hop, ao passo que o segundo aproveita uma brecha na turnê que faz atualmente tocando na banda do Rob Zombie para mostrar composições de sua carreira solo -, mas os shows da guitarrista Isa Nielsen e do espetacular Camarones Orquestra Guitarrística vão surpreender de maneira extremamente positiva. Se jogue no evento sem qualquer restrição!

 

AMELINHA

16 – SESC Pinheiros – São Paulo

Depois de quase uma década de afastamento do show business e retornar com um disco bem interessante, Janelas do Brasil, exibindo uma voz ainda potente e bonita, ela continua a fazer shows divulgando o bom trabalho que lançou no ano passado, De Primeira Grandeza – As Canções de Belchior. Portanto, esteja preparado para ouvir boas versões de “Paralelas”, “Alucinação”, “A Palo Seco” e “Mucuripe” em alternância com canções de seu próprio repertório, como as já clássicas “Foi Deus que Fez Você”, “Mulher Nova Bonita e Carinhosa…” e “Frevo Mulher”, obviamente.

 

CORDEL DO FOGO ENCANTADO

16 – SESC Itaquera – São Paulo

Tive a oportunidade de assistir a dois shows desse grupo e posso afirmar com propriedade: é uma das experiências mais aterrorizantes que já presenciei. Tudo é tão chato e pretensioso que vi algumas pessoas da plateia dormindo não apenas em pé, mas plantando bananeiras em cima das poltronas. É daqueles shows que faz o Teatro Mágico parecer o Behemoth perto dessa turma. Deus me livre de assistir a esse troço de novo!

 

MAWACA

16 – SESC Vila Mariana – São Paulo

Se você não é do tipo preguiçoso em termos musicais, sugiro que aproveite esses shows para tomar contato com um grupo bastante instigante, que faz interessantes pesquisas a respeito de sons de outras culturas. Prova disso é o espetáculo Nama Pariret, em que as cantoras mostram um repertório belo e estranhíssimo ao mesmo tempo, apenas com cantos de mulheres da Mongólia, italianas, africanas e até de tribos de pigmeus. É daquelas experiências desconcertantes e necessárias para a gente abrir as nossas cabeças musicais.

 

MILTON NASCIMENTO

16 – concha acústica do Teatro Castro Alves – Salvador

O célebre cantor/compositor volta aos palcos com um novo show e respaldado por uma banda em que brilham as presenças do baterista Lincoln Cheib, do baixista Alexandre Ito e do pianista Kiko Continentino. Tomara que os músicos ofereçam ao repertório uma abordagem mais dinâmica, com um mínimo de ousadia, e que o velho “Bituca” tenha deixado seus tempos de performances sorumbáticas para trás.

 

WORST

16 – Fabrique Club – São Paulo
Uma das bandas mais pesadas e agressivas do cenário nacional, o Worst está lançando mais um álbum extremamente intenso, Deserto, e com uma sonoridade perfeita para derreter cérebros desavisados, principalmente pelo estupendo desempenho do baterista Fernando Schaefer, ex-Korzus, ex-Rodox e ex-mais um monte de outros grupos. Na abertura vão rolar apresentações dos grupos John Wayne, Oponente, Inherence e Laboratori, ou seja, vai ser uma maratona de fúria quase incontrolável. Ótima pedida!

 

RICHARD BONA

19 – Teatro Castro Alves – Salvador

O extraordinário baixista de Camarões rapidamente se transformou em um dos mais requisitados instrumentistas do universo jazzístico na última década. Ele vem ao Brasil mais uma vez para fazer aquilo que mais gosta: unir o jazz ao universo musical africano e, a partir daí, explorar as mais diversas sonoridades daquilo que chamamos de “world music”. Show imperdível!

 

GUINGA convida ZÉLIA DUNCAN

19 e 20 – SESC 24 de Maio – São Paulo

Um dos grandes — e subestimados — mestres do violão brasileiro, o carioca Guinga volta a fazer apresentação em que traz cantoras como convidadas. Assim como já fez com Mônica Salmaso, a portuguesa Maria João e a italiana Maria Pia de Vitto, ele agora chama Zélia Duncan e também o clarinetista Nailor Proveta e o violonista Jean Charneaux para tocar um repertório bastante extenso, que inclui algumas composições de seu mais recente álbum, Passo e Assovio. Guinga vai oferecer o de sempre: um espetáculo elegante e riquíssimo em lindas harmonias e melodias. Pode apostar que será uma apresentação “classuda” e surpreendente…

 

MATUTO MODERNO

20 – Caixa Cultural – São Paulo

Um dos primeiros grupos a unir explicitamente o som da viola caipira com o rock no final dos anos 90 – não é à toa que dois de seus integrantes, os violeiros Ricardo Vignini e Zé Helder, hoje são cultuados por conte de seu duo Moda de Rock -, o sexteto volta aos palcos para comemorar duas décadas de existência e tendo como convidado especial o igualmente multifacetado André Abujamra. Outra boa pedida para ouvidos menos preconceituosos em termos musicais.

 

“SAMPA JAZZ FEST 2018”

20 a 22 de setembro – Espaço Itaú de Cinema Augusta e Casa das Caldeiras – São Paulo

Este é mais um evento a propor a derrubada de barreiras musicais, já que a escalação de nomes como Hermeto Pascoal, o baixista camaronês Richard Bona, o saxofonista Esdras Nogueira e os grupos Bixiga 70 e Nelson Ayres Big Band, mais a presença de nomes menos conhecidos como Carol Panesi, Meretrio e Dani Gurgel, pode ser considerada como um grande cardápio de finas iguarias sonoras. Deixe a preguiça de lado e vá cuidar um pouco melhor de seus ouvidos!

 

DILSINHO

20 – Km de Vantagens Hall – Rio de Janeiro

Com uma barba que parece milimetricamente pintada com carvão, como as crianças costumavam fazer nas festas juninas, este sujeito poderia ser ridicularizado apenas por sua completa falta de noção estética, mas tudo fica ainda pior quando a gente ouve uns troços que ele mesmo chama de “música”. Como neste show ainda vai rolar gravação de DVD, o cenário está pronto: pode vir, Apocalipse!

 

GAÚCHO DA FRONTEIRA

20 – Credicard Hall – São Paulo

A esta altura dos acontecimentos, sair de casa para assistir a um show e gravação de DVD de uma das figuras mais folclóricas e simpáticas da história da música brasileira não deixa de ter lá seus atrativos. Eu mesmo não sei quais seriam eles, mas quem sabe o que pode parecer uma ‘roubada’ do tamanho do rio Guaíba seja o prenúncio de uma noite bizarra e divertida? Quem sabe…

 

ROBERTO CARLOS
20 – Espaço das Américas – São Paulo

Vamos encarar a verdade? Ok, lá vai: se você viu um show do Roberto Carlos, viu todos. Infelizmente, ele é incapaz de mudar um único detalhe de suas apresentações e esta postura já dura há décadas. As músicas são as mesmas, os arranjos são os mesmos, a comunicação com a plateia é a mesma, as rosas distribuídas para as senhoras tresloucadas que se sentam nas primeiras fileiras já são de praxe, a leitura descarada das letras em um teleprompter, o pieguismo romântico… Tudo rigorosamente igual. Se você não se incomoda com isso, bom proveito! Mas se é para saborear sempre a mesma iguaria, prefiro comer pastel de queijo na feira…

 

DANILO CAYMMI

20 – Imperator – Rio de Janeiro

O multiinstrumentista/cantor/compositor faz delicada e interessante homenagem aos festivais da canção dos anos 60 e 70, quando novos artistas e compositores eram alçados ao sucesso por conta da qualidade de seus trabalhos e não por questões “lacradoras” e “rebolativas” dos dias atuais. Ao resgatar canções consagradas naqueles eventos – algumas delas defendidas por seus irmãos Dori e Nana Caymmi -, Danilo vai oferecer uma experiência musical rica e cheia de classe. Não desperdice tal oportunidade.

 

PABLO VITTAR

20 – Pepsi On Stage – Porto Alegre

Já sei onde NÃO estarei.

 

E A TERRA NUNCA ME PARECEU TÃO DISTANTE

20 – SESC Pompéia – São Paulo

Outra banda que faz um som bem interessante dentro da nova cena do rock nacional, o quarteto usa de experimentalismos sônicos e de timbres inusitados para fazer um som instrumental ‘viajandão’ que jamais resvala para a chatice. É umas melhores guitar bands em atividade nos dias de hoje no Brasil. Não deixe de assistir!

 

MART’NÁLIA

20 – SESC Bom Retiro – São Paulo

A filha de Martinho da Vila canta bem, tem bossa meio ‘maloqueira’ no palco e está sempre acompanhada de bons músicos. Nos últimos tempos, abandonou uma momentânea pseudosofisticação e voltou a colocar espontaneidade em seu samba. Melhor assim…

 

VANESSA DA MATA

20 a 22 – SESC Belenzinho – São Paulo

Taí um daqueles shows que deixam todo mundo com sorriso no rosto e com vontade de cantar as músicas. Esqueça bobagens como “Ai Ai Ai”. Há uma delicadeza brejeira na voz de Vanessa que funciona perfeitamente dentro de suas canções. Suas apresentações são sempre corretas, com banda afiada e direção segura. É uma boa pedida para quem quer impressionar a(o) parceira(o) recém-conquistada(o), principalmente porque neste show ela vai o resultado de seu mais recente trabalho, o CD/DVD Caixinha de Música, gravado ao vivo em São Paulo.