ZÉ NETO & CRISTIANO

14 – Espaço das Américas – São Paulo

Ao vivo, os dois formam uma das duplas mais desafinadas que já surgiram nesse universo “sertanejo que nunca montou em um cavalo na vida” e ambos não tem o menor pudor em transformar porcarias musicais como “Ferida Curada”, “Bebi Minha Bicicleta” e “Largado às Traças” em verdadeiras sessões de tortura para ouvidos a té mesmo com um mínimo de exigência. É daquelas experiências transformadoras de vidas – para pior, claro.

 

BELO

14 – Carioca Club – São Paulo

Sempre penso que anos atrás ele passou uma temporada na cadeia pelos motivos errados: quem ‘cantava’ as ‘músicas’ que o sujeito mostrava nos shows não merecia outra coisa senão passar um bom tempo tomando água de caneca e tendo duas horas de sol por dia. Uma verdadeira aberração musical para quem gosta de samba, Belo continua impunemente nos dias de hoje a personificar o que de pior aquele troço que ficou conhecido como “pagode” propiciou. Suas péssimas canções fazem jus às interpretações que costuma cometer em cima dos palcos, o que torna cada um de seus shows uma espécie de castigo sonoro para quem se atreve a testemunhar essa presepada. Fuja disso!

 

SHAMAN

14 – Circo Voador – Rio de Janeiro

A inesperada reunião do quarteto com ¾ de sua formação original – com  o excepcional vocalista Alírio Neto, do Queen Extravaganza, substituindo o falecido André Matos – vem sendo devidamente aguardada pelos fãs. E só por eles, evidentemente. Como essa nova formação vai se sair ainda é uma incógnita, mas a inclusão de canções dos álbuns Ritual (2002) e Reason (2005) devem propiciar sensação de orgasmo na plateia mais entusiasmada. Então tá…

 

PAU BRASIL

14 – JazzB – São Paulo

Um dos melhores grupos instrumentais brasileiros de todos os tempos vai fazer o show de lançamento do Caixote Pau Brasil, contendo a discografia completa dos caras e ainda comemorar três décadas de existência artística. Se você ainda não viu o pianista Nelson Ayres, o baixista Rodolfo Stroeter, o violonista Paulo Bellinati, o flautista/saxofonista Teco Cardoso e o baterista Ricardo Mosca em ação, recomendo muito, principalmente para quem é músico.

 

RASHID

14 – SESC Pinheiros – São Paulo

Ele é um dos melhores nomes da nova geração do hip hop nacional. Lançando o repertório de seu mais recente álbum, Tão Real, e mais as canções que fizeram grande sucesso na comunidade do gênero incluídas em sua mixtape Confundindo Sábios, ele vai na contramão de seus pares nesta apresentação. Nada de cantar em cima de playbacks: Rashid vai levar uma banda inteira para o palco. Para quem deseja saber como anda os meandros do rap nacional, é daqueles shows a não se perder.

 

LÔ BORGES

14 e 15 – SESC Bom Retiro – São Paulo

Esta é uma rara oportunidade de tomar contato com a obra de um dos melhores artistas da música brasileira. Oriundo do famoso Clube da Esquina, ele tem uma discografia curta e excelente, cheia de canções maravilhosas que nem mesmo a sua voz irregular consegue tirar o brilho. Como vai apresentar um repertório centrado justamente em sua parceria com Milton Nascimento e algumas canções de sua própria lavra, pode ir sem susto…

 

RINCON SAPIÊNCIA

14 e 15 – SESC Pompéia – São Paulo

Suas canções até que tem letras bem interessantes e rimas bem sacadas, mas o som… Lamentavelmente, Rincon opta por reciclar batidas mais condizentes com o pop funk carioca em vez de botar seu discurso cobre bases mais pesadas e com maior influência do hip hop. Quando botar mais Public Enemy e Cypress Hill em seu caldeirão sonoro, aí sim perigas soar como gente grande. Por enquanto, parece um tiozão tentando impressionar a molecada. Passo.

 

LACUNA COIL

14 – Toinha Brasília

15 – Carioca Club – São Paulo

16 – Circo Voador – Rio de Janeiro

Tenho a mais absoluta certeza de que se o Roxette fosse uma banda de metal com leves tintas góticas, o resultado seria muito próximo do som deste grupo italiano. Nenhuma das canções são muito agressivas, a junção da voz feminina da gostosíssima Cristina Scabbia com as vocalizações masculinas e sem carisma de Andrea Ferro forma um dueto desprovido de intensidade e o som resultante é aquele troço que agrada a headbangers sensíveis e mocinhas pseudogóticas. É o show perfeito para embalar e criar “romances roqueiros” na plateia… Ah, como atração de abertura vão rolar os shows do Uncured, banda de metal formada por quatro moleques americanos que acabaram de soltar uma versão para “Roots Bloody Rooots”, do Sepultura. Dê uma arriscada!

 

DAVE BICKLER

15 – Toinha – Brasília

Anunciar que o ex-vocalista do Survivor – sim, é dele a voz na conhecidíssima “Eye of the Tiger” – estará no Brasil “cantando seus clássicos” é a típica mistura de piada/fake news que tanto prolifera por aí. É óbvio que todo seu repertório será centrado nas canções que gravou com o grupo em seus quatro primeiros álbuns – que não são ruins, diga-se de passagem – e ali não há clássico algum a não ser a canção que citei. Portanto, vá mais pela curiosidade e não por conta de anúncios fantasiosos…

 

BETO GUEDES, 14 BIS e MARCUS VIANNA

15 – Km de Vantagens Hall – Rio de Janeiro

Três shows distintos em uma mesma noite? É quase um minifestival com uma vibe mineira indiscutível. Se você for fã dessa turma, arrisque, mas espere por apresentações memoráveis…

 

MARIA RITA

15 – Fundição Progresso – Rio de Janeiro

Demorou um pouco para que grande parte do público levasse a filha de Elis Regina a sério como cantora. E não há nada de errado com o mundo quando se percebe que ela melhorou muito como cantora e, principalmente, na escolha do repertório de seus shows – vide o que vai apresentar neste show, batizado como “Samba da Maria”. Há uma dose maior de espontaneidade em suas apresentações e sua banda de apoio é eficientíssima. Para quem nunca a viu em cima do palco, vale a pena dar uma arriscada…

 

MAURÍCIO PEREIRA

15 – Itaú Cultural – São Paulo

O ex-integrante do duo Mulheres Negras lançou no ano passado um disco instrumentalmente interessante, Outono no Sudeste, que acabou prejudicado pelos seus vocais incrivelmente desafinados. Se já soou ruim em estúdio, imagine ao vivo! Vá por sua conta e risco, mas depois não diga que eu não avisei…

 

BLUES ETÍLICOS

15 – Teatro Rival Petrobrás – Rio de Janeiro

Uma dos bons nomes da cena blues/rock que temos no Brasil, o grupo carioca está comemorando três décadas de existência com o lançamento de mais um CD gravado ao vivo. Tomara que a irregularidade de suas apresentações em cima dos palcos tenha ficado para trás e que este show marquem uma nova etapa na errática carreira dos caras. Repertório para isto eles têm…

 

HERMETO PASCOAL

15 – Blue Note – São Paulo

Não importa saber o que o grande bruxo sonoro vai tocar. Você tem apenas é que estar preparado para uma experiência sônica que vai fazer o seu cérebro rodopiar dentro da calota craniana. Serão shows absolutamente imperdíveis e imprevisíveis…

 

LEANDRO LEHART

16 – SESC Itaquera – São Paulo

Em um show surpreendentemente intimista, o líder do Art Popular vai mostrar porque sempre foi um artista diferenciado dentro do descartável universo do pagode, resgatando sons do famosos grupo Fundo de Quintal em um formato “violonístico” e com a participação de convidados em cada um dos dias dessa minitemporada: o parceiro de composição Cléber Augusto, o intérprete Ronaldinho e Sombrinha, um dos fundadores do grupo, de onde saiu após 14 anos para formar dupla com Arlindo Cruz. Para quem gosta de samba, é uma boa pedida!

 

EROS RAMAZZOTTI

16 – Vivo Rio – Rio de Janeiro

18 – Espaço das Américas – São Paulo

Com exceção do trabalho do Zucchero, música pop italiana é um dos troços mais chatos da galáxia. Quando cantada por uma das vozes mais irritantes deste planeta Terra, então a coisa toda se transforma em uma hecatombe sideral. Cada canção deste popstar italiano é um tormento indescritível para qualquer ouvido. Para piorar, chega uma hora em que a gente pensa que o cara está tocando novamente as mesmas músicas, tamanha é a falta de dinâmica de suas interpretações. Passe muito longe.

 

ROBERTINHO DO RECIFE

18 – Theatro NET – Rio de Janeiro

O talentoso guitarrista subirá ao palco para mostrar suas composições que acabaram gravadas por outros artistas tão díspares como Fagner, José Augusto, Marisa Monte e Amelinha. Portanto, prepara-se para se divertir ou passar nervoso, dependendo do seu tipo de gosto musical…

 

LINIKER & OS CARAMELLOWS

20 – Blue Note – São Paulo

Um dos principais nomes da “lacration music” dos últimos tempos, ele e sua banda padecem do mesmo problema de seus colegas de ‘estilo’: canções fraquíssimas são apenas pretextos para um posicionamento mais contundente perante uma sociedade cada vez mais reacionária e conservadora. E quando a música é ruim, o discurso perde muito da força…