SIDNEY MAGAL

15 – Espaço das Américas – São Paulo

Não sei nem o que dizer… Sério. O cara é tão gente fina que nem dá vontade de escrever que a cafonice reinante em seus shows é um negócio que só vai agradar a quem for muito fã dele. Apesar de ele ter um repertório que vai muito além de “Sandra Rosa Madalena” e “Se Te Agarro com Outro”, o tratamento pasteurizado faz com que tudo soe como uma mistura do Daniel com o José Augusto. Que pena…

 

MONOBLOCO

15 – Audio – São Paulo

É um dos troços mais sem personalidade do momento. A mistura de Carnaval, escola de samba, mangue beat, rock, chorinho, pagode, música brega… é feita apenas para impressionar playboys e patricinhas metidas a “descoladas”. É uma micareta para gente bronzeada com Tang de tangerina e com sorriso de plástico. Apesar de bem tocado, o som o Monobloco é a extensão dessa onda “o novo samba da Lapa” que o Rio de Janeiro vem tentando levar a outros Estados, ou seja, um troço chato pra cacete, que serve apenas para dar uma aura de intelectualidade a algo que mais se assemelha a uma micareta com pose de grã-fina. Evidentemente, é o show ideal para playboys e pseudogaranhões pegarem umas “periguetes patricinhas”…

 

ORQUESTRA JAZZ SINFÔNICA

15 e 16 – Auditório Ibirapuera – São Paulo

Agora sob a regência do maestro Luis Gustavo Petri, essa excelente orquestra vai dar uma aula de competência ao abordar temas de Noel Rosa, Dorival Caymmi, Ary Barroso, Monsueto e Chico Buarque, entre outros, com arranjos especiais e participação da ótima cantora Fabiana Cozza. Não vou escrever nada além disto: um show da Jazz Sinfônica equivale a 743 aulas de música. Não preciso me alongar no assunto, certo? Programão!

 

HERMETO PASCOAL & BIG BAND

15 e 16 – SESC Pinheiros – São Paulo

Não importa saber o que o grande bruxo sonoro vai tocar. Você tem apenas é que estar preparado para uma experiência sônica que vai fazer o seu cérebro rodopiar dentro da calota craniana. Serão shows absolutamente imperdíveis e imprevisíveis, ainda mais porque ele estará acompanhado por uma big band imensa e promovendo o álbum Natureza Universal, lançado em 2017. Repito: tudo pode acontecer. E para melhor!

 

PAULO RICARDO

15 e 16 – Teatro J. Safra – São Paulo

Não adianta. O cara tenta, tenta, tenta, diz que finalmente gravou um álbum de rock como sempre sonhou, que seus shows agora serão mais intensos, aquele bla bla blá todo… Aí na hora de ouvir e assistir, é aquela sensação de constrangimento, de “vergonha alheia” em grau “master”. Será que não existe uma alma caridosa no mundo que chegue nesse rapaz e diga “filho, tá tudo errado, comece de novo e ouça os conselhos de gente sincera, por favor…”

 

CORDEL DO FOGO ENCANTADO

15 a 17 – SESC Pompéia – São Paulo

Tive a oportunidade de assistir a dois shows desse grupo e posso afirmar com propriedade: é uma das experiências mais aterrorizantes que já presenciei. Tudo é tão chato e pretensioso que vi algumas pessoas da plateia dormindo não apenas em pé, mas plantando bananeiras em cima das poltronas. É daqueles shows que faz o Teatro Mágico parecer o Behemoth perto dessa turma. Deus me livre de assistir a esse troço de novo!

 

STONE TEMPLE PILOTS e BUSH

15 – Km de Vantagens Hall – Rio de Janeiro

17 – Km de Vantagens Hall – Belo Horizonte

Não foram poucas as pessoas que cravaram o fim da banda depois da morte melancólica do vocalista Scott Weiland. Todas estavam enganadas, pois seus integrantes recrutaram um novo vocalista, Jeff Gutt, descoberto em uma das edições do programa The X Factor, e com ele gravaram um disco muito bom, lançado no ano passado e batizado com o nome da banda. Se o sujeito mandar bem ao vivo, perigas você assistir a uma ótima apresentação dos caras, que são bons músicos e tem um repertório recheado de ótimas canções. Na abertura vai rolar o show de uma das bandas mais insuportáveis de todos os tempos, o Bush, que voltou à ativa em 2010 sem ninguém pedir e desembarca no Brasil com seu insuportável vocalista metido a galã, Gavin Rossdale. Será uma noite “roleta-russa”! Ah, e abrindo todo o evento a plateia terá o show do grupo brasileiro República.

 

É O TCHAN

16 – Audio – São Paulo

Sem comentários. Vou ali vomitar e já volto…

 

JÃO

16 – Circo Voador – Rio de Janeiro

Não, não é o guitarrista do Ratos de Porão em carreira solo. É mais um desses moleques que algum empresário esperto tenta emplacar como a “nova esperança do pop brasileiro”, mas que só atrai a atenção de meninas que estão aprendendo a se masturbar. O fato de ter sido vencedor de um ‘prêmio’ como o MTV MIAW na categoria “Revelação” diz bem a respeito do tipo de som ridículo que esse moço faz. Nem pense em deixar sua filha assistir a esse troço…

 

NANDO REIS

16 – P12 Parador Internacional – Florianópolis

O ex-Titãs vem mostrando que deu uma boa melhorada em suas apresentações. Mais conciso, sem as loucuras do passado, ele tem dado provas de que finalmente aprendeu a valorizar seu bom trabalho e volta a ter Os Infernais como sua banda de apoio para divulgar seu mais recente disco, Jardim-Pomar. Pode ter certeza que será bem mais legal do que as apresentações “voz & violão” que ele vinha fazendo nos últimos tempos…

 

ISABELLA TAVIANI

16 – Theatro NET – São Paulo

Não dá para engolir mais um clone da Ana Carolina em versão “atração de diretório acadêmico de faculdade”. Tão espontâneo quanto um cacto seco, seu som – agora reduzido a voz e violão, em mais uma daquelas presepadas ditas “intimistas” – busca desesperadamente encontrar espaço dentro de um nicho de público que idolatra o engajamento musical dentro do universo da diversidade sexual. Deu para entender o que eu quis dizer, né? É um show indicado para quem curte as canções da Simone, Zélia Duncan, Maria Gadú e da própria Ana Carolina. Bem entendido?

 

FAFÁ DE BELÉM

16 – Vivo Rio – Rio de Janeiro

Dona de uma das vozes mais lindas da história da MPB, ela tem tudo para fazer um bom espetáculo. O problema será o repertório, coisa que Fafá nunca soube escolher muito bem ao longo de sua carreira. Torça para que ela esteja inspirada tanto na hora de abordar as canções de seu mais recente disco, o fraco Do Tamanho Certo Para o Meu Sorriso, como ao resgatar temas anteriores de sua longa carreira. Caso contrário, vai testemunhar toda a cafonice que sempre marcou grande parte de suas interpretações.

 

JOÃO DONATO

16 – Teatro Rival Petrobrás – Rio de Janeiro

Ver o extraordinário pianista em ação é presenciar uma maravilhosa página da história da música brasileira sendo apresentada na sua frente, ao vivo. Mesmo que não exiba mais a exuberante técnica e destreza do passado, Donato ainda é capaz de nos emocionar com pérolas extraídas de seu imenso repertório, em que o samba e o jazz formam uma única linguagem. Com uma banda de apoio sensacional – Robertinho Silva (bateria), Luiz Alves (contrabaixo), Ricardo Pontes (sax/flauta), José Arimatéa (trompete) – ao lado do bloco carnavalesco Cordão do Boitatá, ele vai tocar com muita alegria e emoção. Quem ganha é o público…

 

MAURÍCIO PEREIRA

16 – Centro Cultural São Paulo – São Paulo

O ex-integrante do duo Mulheres Negras lançou no ano passado um disco instrumentalmente interessante, Outono no Sudeste, que acabou prejudicado pelos seus vocais incrivelmente desafinados. Se já soou ruim em estúdio, imagine ao vivo! Vá por sua conta e risco, mas depois não diga que eu não avisei…

 

“ROCK ‘N’ ROLL EXPERIENCE”

16 – Jai Club – São Paulo

O evento é uma excelente oportunidade para você presenciar shows com bandas nacionais que merecem – e muito! – a sua atenção: o veterano King Bird e os novos Hot Devilles e Cosmic Rover, todos adeptos de uma sonoridade musculosa e contagiante. Se jogue!

 

 

RÔMULO FRÓES

16 e 17 – SESC 24 de Maio – São Paulo

Figura carimbada na cena da música brasileira underground, o cantor/compositor nunca primou pela afinação na hora de colocar sua voz grave em qualquer microfone, o que sempre tornou suas apresentações uma experiência próxima do suplício. Menos mal que ele faça uso de harmonias e melodias fora dos padrões mais convencionais, uma característica acentuada em várias canções de seu mais recente álbum, O Disco das Horas. Com a participação especialíssima do lendário Jards Macalé, até que dá para arriscar. Quem sabe o Rômulo não andou passando um pouco de mel nas amígdalas?

 

TARANCÓN

16 e 17 – SESC Pompéia – São Paulo

Poucos grupos buscaram valorizar a sonoridade da América Latina mais tradicional em seu cancioneiro como essa banda. Seus integrantes não têm medo de soarem datados em um mundo totalmente dominado pela efervescência cosmopolita. Para quem tem genuíno interesse pelo folclore sul-americano, é um show que vale como um workshop.

 

CLAUDIA LEITTE

17 – P12 Parador Internacional – Florianópolis

Evidentemente, ela deixou de ser uma figura carismática até para os padrões rasos da axé music. Para piorar, Claudia Leitte não é uma boa cantora, seu repertório é muito ruim e a falta de uma “assessoria de bom gosto” a faz colocar bailarinos patéticos com coreografias ridículas – que fariam o falecido apresentador Bolinha ter outro ataque do coração – e a se vestir muitas vezes como uma “Lady Gaga do Recôncavo Baiano”. É um daqueles shows só para fãs retardados baba-ovos e para quem gosta de micaretas em forma de aula de aeróbica, que no fundo são os mesmos. Já sei onde NUNCA estarei…

 

HAMILTON DE HOLANDA & ARMANDINHO

17 – SESC Vila Mariana – São Paulo

Assistir a esses dois exímios instrumentistas esmerilhando no bandolim é garantia de música de ótima qualidade – ambos vão tocar temas de Pixinguinha, Jacob do Bandolim, Ernesto Nazareth e até Jimi Hendrix – , destreza técnica e sensibilidade melódica/harmônica/rítmica. Vai ser uma viagem sui generis ao universo sonoro que une samba, choro, jazz, pop e rock.  O que você quer mais para sair de casa e presenciar tudo isso?

 

ZÉ GERALDO, GUARABYRA, VIGNINI & TUIA

17 – SESC Pinheiros – São Paulo

Depois de lançarem recentemente um álbum bem interessante, Nós do Rock Rural, o quarteto acima – mais o cultuado Tavito, que não vai poder se apresentar por problemas de saúde – sobe ao palco para mostrar a interação entre diferentes gerações de adeptos do folk brasileiro. Não faço ideia de como tudo irá soar ao vivo, mas a julgar pela credibilidade e competência dos envolvidos, não tem como dar errado.

 

BANDA MANTIQUEIRA

19 – Bourbon Street – São Paulo

Fundado em 1991 pelo clarinetista Nailor Proveta, esse grupo voltou à ativa há alguns anos depois de um longo hiato. Desde então faz jus á fama que obteve no passado por conta da excelência musical de cada integrante e, principalmente, pela abordagem “big band” que os caras fazem para composições de Tom Jobim, Pixinguinha, Noel Rosa, Cartola e João Bosco. Se você não conhece, vai ter uma agradável surpresa em todos os sentidos. Pode ir que é sonzaço!

 

MARCOS VALLE

20 – Imperator – Rio de Janeiro

Nem tenho muito o que comentar a respeito da apresentação de um dos maiores nomes da história da música brasileira, dono de uma discografia de altíssimo nível desde os anos 60 e que ainda consegue fazer shows cativantes, tamanha é a quantidade de ótimas composições que apresenta em seu repertório. Não deixe de assistir de maneira alguma!

 

RAEL

21 – Bourbon Street – São Paulo

Um dos nomes mais interessantes da moderna cena do hip hop nacional, ele vai mostrar algumas de suas novas canções, incluídas no álbum Coisas do Meu Imaginário, e alguns sons mais antigos, todos colocados por sobre bases rítmicas bem sacadas. Vale a pena dar uma arriscada…

 

HAMILTON DE HOLANDA

21 – Circo Voador – Rio de Janeiro

Um dos mais extraordinários instrumentistas da nova geração, ele deu ao bandolim uma linguagem absolutamente nova, quase revolucionária, a ponto de estabelecer uma até então inesperada ponte entre o chorinho e o jazz. Aqui ele mostra um show batizado como “Baile do Almeidinha”, no qual mostra suas habilidades interpretando forrós, sambas, frevo, choros, xotes e outros ritmos brasileiros. É um show indispensável para quem quer fugir do comodismo musical que impera nos dias de hoje.

 

ZECA BALEIRO

21 – SESC Vila Mariana – São Paulo

Apesar de seus detratores alegarem que ele não faz nada de novo, a verdade é que Zeca Baleiro – que ainda vem divulgando seu mais recente trabalho, O Disco do Ano, lançado no ano passado – é um daqueles caras que podem ser acusados de qualquer coisa, menos de ser preguiçoso em relação ao seu trabalho musical. Sempre produzindo boas canções, com arranjos que muitas vezes fogem dos padrões tradicionais e com um discurso encorpado em termos poéticos, ele injeta certa dose de inconformismo dentro de uma cena que se mostra excessivamente passiva. Isto tudo sem contar a banda de apoio de primeiríssima qualidade. Pode arriscar que você vai se dar bem…

 

ROBERTA SÁ

21 – SESC Bom Retiro – São Paulo

Uma das poucas cantoras brasileiras que valem realmente a pena ver e ouvir nos dias de hoje, Roberta faz parte de uma safra musical que privilegia o samba com tintas “mpbezísticas”, mas com canções consistentes o suficiente para chamar a atenção. Seu espetáculo é enxuto e coeso, e agora traz as canções de seu mais recente trabalho, Delírio, composto e canções de outros artistas, como Martinho da Vila, Adriana Calcanhoto, Capinam, Ataulfo Alves e outros. Além disto, ela tem na excelente banda de apoio um suporte digno de nota para a sua bela voz. Recomendado!

 

5 A SECO

21 – Theatro NET – São Paulo

Quando assisti a um show do grupo tempos atrás, fiquei com a impressão que seria uma atração perfeita para festa de final de ano de grêmio estudantil de alguma faculdade de Letras, um tipo de evento que sempre fugi como os vampiros se afastam das cruzes e da luz do sol. Bem, só por isso já dá para sacar o que penso a respeito das apresentações da banda, né?

 

WILLIE WALKER

21 – Café Society – São Paulo

O cantor Americano é mais um daqueles veteranos nomes criminosamente ignorados no show business internacional. Dono de uma voz estupenda, ele passeia pelo soul e pelo blues com uma elegância ímpar, principalmente ao estar acompanhado pela banda de apoio liderada pelo estupendo guitarrista Igor Prado. Não perca esse show de forma alguma!