TONY BABALU

15 –Centro Cultural Olido – São Paulo
Figura conhecidíssima na história do rock nacional por conta de seu trabalho com o grupo Made in Brazil, o guitarrista lançou dois belos álbuns – Live Sessions at Mosh (2014) e Live Sessions II (2017), nos quais demonstrou sua habilidade e ecletismo musical ao lado de uma ótima banda de apoio. Ele vem repetindo a experiência em cima do palco com shows excelentes, com doses perfeitamente equilibradas de rock, blues e temas que resvalam levemente até mesmo no fusion. Vá, leve a família e se surpreenda!

 

JORGE & MATEUS

15 – Km de Vantagens Hall – Rio de Janeiro

Você já ouviu em demasia estas duplas sertanejas que empesteiam os nossos ouvidos de uns tempos para cá? Já não aguenta mais ouvir falar em Bruno & Marrone e outras porcarias? Está cansado de ver gente vestida de cowboys que só vê terra úmida quando chove no bairro onde mora? Tem vontade de esganar alguém quando ouve músicas que falam “da paixão que sinto por você” e outras “mimimis de dor-de-corno”? Então passe longe do show desta dupla, pois eles apresentam o que de pior pode haver dentro de deste universo sertanejo de araque. Cruz credo!

 

CRIOLO

15 – Espaço das Américas – São Paulo

Ele batizou sua nova turnê como “Boca de Lobo”, título de uma música lançada recentemente que chamou mais a atenção por conta do clipe cheio de efeitos especiais do que pela excelência da canção em si. O que isso quer dizer? Nada. Vai ser o mesmo show de sempre.

 

LEILA PINHEIRO

15 – Imperator – Rio de Janeiro

Ainda uma excelente cantora, ela vai mostrar um repertório contendo belas canções de sua carreira e várias outras de gente que ajudou a moldar o seu próprio estilo, tudo no formato “voz e piano”. Pode apostar que será um espetáculo classudo.

 

ANDRÉ MEHMARI TRIO

15 – JazzB – São Paulo

O ótimo pianista, arranjador, compositor e multiinstrumentista vai apresentar com seu trio as canções do disco que lançou recentemente, Na Esquina do Clube com o Sol na Cabeça , uma homenagem explícita ao famoso “Clube da Esquina” com uma sonoridade mista de MPB e jazz de alta qualidade. Pode ir sem susto!

 

EDUARDO ARAÚJO

15 – SESC Campo Limpo – São Paulo

O veterano cantor/compositor que foi um dos nomes mais emblemáticos da Jovem Guarda antes de mergulhar de cabeça no universo da country music trata agora revisitar sua pluralidade musical ao resgatar temas sertanejos antigos, fazendo versões de clássicos de Tião Carreiro & Pardinho, Zé Rico, Renato Teixeira & Almir Sater, e também alguns de seus mais famosos sucessos dos tempos de “Goiabão” e “Rua Augusta”. Pode ser bem divertido…

 

IZZY GORDON

15 – SESC Bom Retiro – São Paulo

Uma das mais criminosamente subestimadas cantoras doas últimas décadas, ela está lançando mais um disco bastante interessante, Pra Vida Inteira, com uma pegada samba/jazz/soul. Não perca, pois você irá se surpreender! Ah, vai rolar a participação especial da também cantora Anna Tréa…

 

NEGRA LI

15 e 16 – SESC Pompéia – São Paulo

A talentosa e subestimada cantora sempre mostra uma elegância ímpar na hora de apresentar seu amálgama de hip hopsoulr&b, samba e funk dos anos 70, tudo apoiado por bases bem sacadas. Para quem não conhece o seu trabalho espalhado ao longo de três bons álbuns – Guerreiro, Guerreira (2004), Negra Livre (2006) e Tudo de Novo (2012), será uma surpresa e das boas!

 

ZÉ RAMALHO

15 – Teatro Guaíra – Curitiba

16 – Auditório Araújo Vianna – Porto Alegre

Se existe um artista brasileiro com um repertório acima de qualquer suspeita na hora de montar um show, este é Zé Ramalho. Principalmente porque ele não é daqueles que deita nos louros do passado e está sempre compondo novas e instigantes canções. Pode apostar que o show será bem legal, com toneladas de hits e qualidade sonora impecável.

 

BACO EXU DO BLUES

16 – Circo Voador – Rio de Janeiro

De vez em quando a mídia e alguns “mudérnussss” – principalmente os “caetanos velosos da vida”- elegem umas figuras queridinhas que passam a ser adorados por uma parcela “mudérnna” de um tipo de público que baba-ovo para qualquer coisa ‘antenada’, ‘mudéerna’. A bola de vez é esse sujeito metido a “rapper”, dono de um repertório formado por canções com a mesma batida e letras “ishpértas” mais fracas que café com leite de orfanato. Um troço simplesmente horrível. Felizmente, o ‘hype’ vai durar pouco…

 

EDU FALASCHI

16 – Opinião – Porto Alegre

Já faz certo tempo que o ex-vocalista do Angra vem se apresentando por aí ao lado de outro ex-integrante do grupo, o baterista Aquilles Priester. O repertório, claro, não poderia ser outro: praticamente todas as canções do álbum que gravaram juntos naqueles tempos, Temple of Shadows. É daqueles shows indicados apenas para fãs saudosistas de um tempo que não volta mais…

 

MARCELO GROSS

16 – SESC Santana – São Paulo

O ex-guitarrista do Cachorro Grande vai mostrar as canções de seus dois bons discos em carreira solo, Use o Assento Para Flutuar (2014) e Chumbo & Pluma (2017), ao lado de uma banda de apoio bem interessante. É uma boa pedida pelo simples fato de que ele consegue incutir em seu som as influências de Faces, Rolling Stones e de outros nomes do blues rock sem abrir mão de sua própria personalidade como guitarrista.

 

DANIEL

16 Teatro Positivo – Curitiba

Infelizmente, ele não se cansa de endereçar sua voz para quem pensa que “romantismo” é ouvir letras tão consistentes quanto um pote de canjica, e ainda faz uma força descomunal para parecer um “bom moço” em cima do palco, secundado por uma banda de apoio competente. Nada além disso.

 

SAXON

16 – Tropical Butantã – São Paulo

Apesar de ter lançado um bom disco no ano passado, Thunderbolt, todo mundo que vai a um show do grupo inglês quer mesmo ouvir os grandes clássicos do passado, um festival de canções antológicas que fazem escorrer uma lágrima no rosto de quem é saudoso da época da new wave of british heavy metal. De minha parte, já vi um bom número de apresentações da banda para sair de casa novamente para conferir mais um show, mas se você ainda não viu o quinteto em cima do palco, recomendo e muito!

 

ISABELLA TAVIANI

16 – Vivo Rio – Rio de Janeiro

Não dá para engolir mais um clone da Ana Carolina, agora em versão “atração de diretório acadêmico de faculdade”. Tão espontâneo quanto um cacto seco, seu som – agora reduzido a voz e violão, em mais uma daquelas presepadas ditas “intimistas” – busca desesperadamente encontrar espaço dentro de um nicho de público que idolatra o engajamento musical dentro do universo da diversidade sexual. Deu para entender o que eu quis dizer, né? É um show indicado para quem curte as canções da Simone, Zélia Duncan, Maria Gadú e da própria Ana Carolina. Bem entendido?

 

RUÍDO/MM

16 – Centro Cultural São Paulo – São Paulo

“Desconcertante” é pouco para definir o som instrumental deste excelente grupo de Curitiba, que constrói cada uma de suas composições em camadas sobrepostas, tudo com um brilhantismo raro de se ouvir hoje em dia. Se está a fim de experimentar um espetáculo diferente em termos musicais, esta é uma ótima pedida.

 

TERESA CRISTINA

16 e 17 – SESC Bom Retiro – São Paulo

Apadrinhada por Caetano Veloso, ela é uma cantora de boa voz, sem sombra de dúvidas. Se neste espetáculo ela se propôs a revisitar o repertório de Noel Rosa, a probabilidade de você encontrar uma bela e delicada apresentação ao som do violão de Carlinhos Sete Cordas é muito grande. Arrisque!

 

BLACKBEAR

16 – Audio – São Paulo

17 – Sacadura 154 – Rio de Janeiro

Nunca tinha ouvido falar desse sujeito até receber a informação de que ele estará fazendo shows por aqui. Foi então que descobri que ele cantor/compositor/produtor que já trabalhou com Justin Bieber, Nick Jonas e Linkin Park, entre outros. Fui então ouvir as canções do cara e me deparei com um dos chororôs mais desagradáveis dos últimos tempos, um ‘popizinho’ de merda que faz os redivivos Jonas Brothers soarem como o Immortal. Deus do céu, que lixo!

 

 THE JACKSONS

16 – Espaço das Américas – São Paulo

19 – Auditório Araújo Vianna – Porto Alegre

Em tempos em que o filme póstumo do irmão mais novo está mais tostado que carne no forno esquecida por uma semana a 280º, é um alívio saber que os outros irmãos estão em plena forma, cantando bem, apoiados por uma ótima banda e com um repertório quase irrepreensível. É sério: não perca esse show!

 

PEDRO MARIANO

16 e 17 – Imperator – Rio de Janeiro

O grande problema o cantor era a sua total falta de carisma, um problema tão sério que acabava contagiando suas canções, que sempre soavam como se o Jorge Vercillo resolvesse parar de imitar o Djavan e passasse a fazer uma versão mais adocicada do Maurício Manieri. Incrivelmente, ele vem driblando isso com um novo show que se não chega a ser espetacular, não faz feio para quem deseja a assistir a uma apresentação mais “classuda”, na qual chega a tocar bateria e cantar ao mesmo tempo. Vale pela curiosidade…

 

TERRA CELTA

17 – Bourbon Street – São Paulo

Este grupo faz um show bem animado, já que sua música tem profundas influências das canções mais tradicionais da Irlanda, Escócia e Bretanha, e tudo é tocado com aquela sonoridade característica, com muitos instrumentos típicos, como violino, gaita de fole, acordeom, banjo, mandolin, tin whistle, clarinete, bouzoukie muitos outros. Vale a pena!

 

ANDRE GERAISSATI

17 – Itaú Cultural – São Paulo

Um dos mais brilhantes violonistas brasileiros de todos os tempos, ele vai relembrar os tempos em que foi integrante do ótimo trio de violões D’Alma e também mostrar algumas extraordinárias composições de sua carreira solo iniciada na primeira metade dos anos 80. Não perca!

 

TAKING BACK SUNDAY

17 – Fabrique Club – São Paulo

Apesar de ter um peso instrumental bem interessante, o grupo de Nova York é apenas mais um integrante da turma “poppy punk chororô’ que infesta o planeta em todos os cantos. Para piorar ainda mais, os timbres do vocalista Adam Lazzara trazem aquela pavorosa atmosfera de “pedido de desculpas com lágrimas raivosas”, o que torna cada canção absolutamente insuportável para quem tem mais que dezesseis anos de idade. É um show indicado apenas para meninas que ainda sentem saudades daquela cena emo que, graças a Deus, sumiu do mapa.

 

FANTASTIC NEGRITO

19 – Cine Joia – São Paulo

Nem tem o que falar: é showzaço!!! Não perca a apresentação desse monstro da atual cena blues hard rock soul que anda rolando por aí. É sério: perigas ser um dos melhores momentos musicais do ano no Brasil!

 

HAMILTON DE HOLANDA

19 e 20 – SESC 24 de Maio – São Paulo

Um dos mais extraordinários instrumentistas da nova geração, ele deu ao bandolim uma linguagem absolutamente nova, quase revolucionária, a ponto de estabelecer uma até então inesperada ponte entre o chorinho e o jazz. Ele certamente vai deixar a plateia de queixo caído nestas apresentações que homenageiam o centenário do nascimento de Jacob do Bandolim. É um show indispensável para quem quer fugir do comodismo musical que impera nos dias de hoje.

 

PEPPINO DI CAPRI

19 – Teatro Guaíra – Curitiba

21 – Credicard Hall – São Paulo

Quase 60 anos de carreira não é para qualquer um. É sinal de que muita gente continua a alimentar o merca do musical voltado a veteraníssimos cantores, seja pela memória afetiva, seja por pura ignorância, já que eu duvido que alguém presente a este show conheça outra música do lendário cantor que não seja a pavorosa “Champagne”. Pois é…

 

MPB 4

20 – Imperator – Rio de Janeiro

Um dos importantes grupos vocais da história da música brasileira está de volta e esbanjando categoria. Ainda afinadíssimos, o grupo mostra grandes composições do passado e alguns clássicos da MPB. Tudo bem, o repertório é meio datado, mas ver quatro senhores de idade dando verdadeiras aulas de canto deveria ser uma lição obrigatória para esta molecada indie dos dias de hoje, que parece ter uma cacatua morta no lugar das amígdalas.

 

DEAD FISH

21 – Imperator – Rio de Janeiro

Erroneamente considerado como um grupo “emo” por fãs adolescentes retardados, esta banda capixaba faz um som bastante honesto em termos de peso, embora suas letras apresentem certa dose de ingenuidade engajada. Tudo bem que é um som que só entusiasma quem tem menos de dezessete anos de idade, mas…

 

NAÇÃO ZUMBI

21 – Opinião – Porto Alegre

A verdade é uma só: se você assistiu uma única ao grupo em cima de um palco, pode apostar que viu todos, pois as suas apresentações sempre guardam pouquíssimas surpresas. É bem provável que você, que teve a oportunidade de assistir a algum show anterior, perceba isso nessa apresentação gratuita dos caras. Quem nunca viu tem aqui uma boa oportunidade de conferir a irregularidade do repertório, que alterna bons momentos do passado com as terríveis versões incluídas no mais recente álbum, Radiola NZ Vol.1, no qual literalmente assassinaram canções como “Amor” (Secos & Molhados) e “Refazenda” (Gilberto Gil). Esteja avisado!