NEY MATOGROSSO

16 e 17 – Espaço das Américas – São Paulo

Ele apresenta agora um novo espetáculo, Bloco na Rua, no qual vai mostrar um repertório que fica meio longe de seus tradicionais hits, incluindo versões de canções alheias, aliado a arranjos quase brilhantes. É ainda um show com uma abordagem mais pop, em que Ney resgata “Eu Quero é Botar Meu Bloco Na Rua”, clássico de Sergio Sampaio, “O Beco”, dos Paralamas do Sucesso e “Mulher Barriguda”, dos Secos & Molhados. É um show obrigatório para quem gosta de música como arte. Pena que tenha gente que não entenda isso e fique gritando “te amo”, “gostoso” e outras babaquices nos intervalos entre as canções e até mesmo durante as mesmas, o que é um porre…

 

SAULO

16 – Cine Joia – São Paulo

 Um dos cantores mais chatos dos últimos milênios mostrando canções insuportáveis e com arranjos nada criativos é motivo para você sair de casa e pagar ingresso para assisti-lo? Depois não se queixe da vida…

 

ARMANDINHO

16 – Auditório Araújo Vianna – Porto Alegre

Só por saber que este cidadão é aquele que canta uma das mais asquerosas composições da História da música brasileira em todos os tempos – “Desenho de Deus” – já é motivo suficiente para você ficar em casa, lendo um livro e dando um pouco mais atenção ao seu amor e aos seus filhos.

 

MASSACRATION

16 – Opinião – Porto Alegre

Uma piada que ganhou vida e se tornou uma banda, o Massacration é apenas a prova que cada país tem o Manowar que merece. A vantagem é que a trupe de humorista não se leva a sério, enquanto o quarteto liderado pelo canastrão Joey DeMaio… Bem, nem preciso escrever, né?

 

DUOFEL

16 – SESC Bom Retiro – São Paulo

Este magistral duo de violonistas – formado por Fernando Melo e Luiz Bueno – está na ativa há mais de quatro décadas de carreira incessante e apresenta novamente o show em que utilizam uma série de violões e violas diferentes para exibir um repertório brilhante. É um espetáculo que você não pode perder caso tenha a mente aberta.

 

DONATINHO

16 – SESC 24 de Maio – São Paulo

O filho do lendário pianista João Donato é músico dos mais talentosos e um pianista/tecladista bastante inquieto artisticamente. Tanto isso é verdade que ele deixa sua carreira solo um pouco de lado e sobe ao palco armado de uma ótima banda de apoio para prestar um belo tributo à fase elétrica de um de seus ídolos, o mitológico Herbie Hancock. Então, pode apostar que vão rolar temas dos Headhunters – a banda que Hancock teve nos anos 70 – e mais um monte de temas legais repleto de malemolência funk. Vá sem susto!

 

PEPEU GOMES

16 e 17 – SESC Pompéia – São Paulo

Um dos maiores guitarristas da história musical brasileira + banda excelente, com a “cozinha rítmica” formada por seus talentosíssimos irmãos – o baixista Didi e o baterista Jorginho Gomes, e mais o filho do homem, o também guitarrista Pedro Baby – + repertório lotado de canções legais espalhadas ao longo de uma carreira de mais de 40 anos + simpatia contagiante + som pesado e melodioso ao mesmo tempo + mistura perfeita de rock, samba, fusion e o cacete a quatro = show imperdível.

 

ZIZI POSSI

16 a 18 – SESC Pinheiros – São Paulo

Por sempre ter sido uma cantora elegante e jamais ter baixado o nível das composições presentes em seus discos, dá para cravar que este show é daquelas ocasiões raras para se conferir uma grande artista em ação. Para quem acompanha a história da MPB, é um capítulo que não dá para perder.

 

PAULO RICARDO

17 – Bolshoi Pub – Goiânia

Não adianta. O cara tenta, tenta, tenta, diz que finalmente gravou um álbum de rock como sempre sonhou, que seus shows agora serão mais intensos, aquele bla bla blá todo… Aí na hora de ouvir e assistir, é aquela sensação de constrangimento, de “vergonha alheia” em grau “master”. Será que não existe uma alma caridosa no mundo que chegue nesse rapaz e diga “filho, tá tudo errado, comece de novo e ouça os conselhos de gente sincera, por favor…”

 

XUXA

17 – Credicard Hall – São Paulo

Nem preciso escrever nada, né? A não ser que a minha frase “show retardado para plateia retardada” seja uma novidade para você…

 

PLEBE RUDE toca The Who

17 – SESC Parque Dom Pedro II – São Paulo

O repertório é ótimo – só canções da icônica banda inglesa – e certamente será a curiosidade de assistir o quarteto tentar repetir, pelo menos em parte, a execução pesada, energética e digna que cada canção exige. No seu lugar, eu iria…

 

EDGARD SCANDURRA & IF6

17 – SESC Parque Dom Pedro II – São Paulo

O guitarrista do Ira! montou uma banda só com garotas para prestar tributo a um de seus maiores ídolos: Jimi Hendrix. É uma boa oportunidade – e gratuita! – para você descobrir que as boas canções nunca envelhecem, principalmente na mão de alguém que sabe muito bem o que faz.

 

LULU SANTOS

17 – Teatro Guaíra – Curitiba

Show de Lulu Santo sempre é garantia de caminhão de hits bem tocados, performances energéticas e precisas, gente incapaz de ficar sentada na plateia e muita cantoria. Ele também vai apresentar algumas canções de seu mais recente projeto, o disco e o show Para Sempre. Quem é fã, deve conferir; quem nunca viu show dele e tem curiosidade, vai se se surpreender.

 

CESAR MENOTTI & FABIANO

17 Teatro Positivo – Curitiba

A simpática dupla não costuma decepcionar em termos de animação em seus shows. Muito disso ocorre porque os caras são carismáticos e divertidos, que conseguem injetar doses de sinceridade naquele velho papo de corações partidos, amores não correspondidos e dor de corno, assuntos mais que manjados no universo sertanejo atual. Secundados por uma ótima banda de apoio, a dupla faz aquele tipo de apresentação que certamente vai extasiar quem gosta dessa enxurrada de romantismo aguado.

 

JOSÉ AUGUSTO

17 – Tom Brasil – São Paulo

Depois de anos enterrado em um profundo ostracismo, eis que um dos maiores representantes do “romantismo piegas com cafonice explícita” ressurge sabe-se lá de onde para nos assombrar com canções horrorosas e uma voz carregada das piores características que se pode dar à palavra “sentimento”. Meu Jesus Cristo, o que as pessoas não fazem para poder pagar as contas…

 

JOÃO BOSCO

17 – Blue Note – São Paulo

Ao ultrapassar quatro décadas de carreira e lançar mais um disco com novas canções, Mano que Zuera, um dos maiores violonistas do planeta – não, não estou brincando, é sério – também vai dar uma repassada em seu imenso repertório de maneira técnica e brilhante. Preste atenção ao domínio que ele tem do instrumento, algo próximo do assombroso.

 

ZECA BALEIRO

17 e 18 – SESC Consolação – São Paulo

Apesar de seus detratores alegarem que ele não faz nada de novo, a verdade é que Zeca Baleiro – que agora vem divulgando seu mais recente trabalho, O Amor no Caos, lançado no ano passado – é um daqueles caras que podem ser acusados de qualquer coisa, menos de ser preguiçoso em relação ao seu trabalho musical. Sempre produzindo boas canções, com arranjos que muitas vezes fogem dos padrões tradicionais e com um discurso encorpado em termos poéticos, ele injeta certa dose de inconformismo dentro de uma cena que se mostra excessivamente passiva. Isto tudo sem contar a banda de apoio de primeiríssima qualidade. Pode arriscar que você vai se dar bem. Ah, o show em São Paulo será diferente: um espetáculo infantil, intitulado “Zoró Zureta”, com canções para a criançada, histórias e brincadeiras. Leve seus filhos sem susto!

 

ED MOTTA

17 e 18 – SESC 24 de Maio – São Paulo

Aqui também você tem garantia de boa música. Ed Motta sabe das coisas, é uma enciclopédia ambulante e trata de colocar todo o seu conhecimento nas canções e arranjos que constrói. O repertório é repleto de canções internacionais de bandas e artistas razoavelmente obscuros para o povaréu brasileiro que tocaram muito nas rádios das décadas de 70 e 80 – tipo os ótimos Shalamar, McFadden &Whitehead, BB&Q Band e muitos outros -, juntamente com algumas poucas canções do próprio Ed, tudo tocado com um esmero de deixar qualquer um de queixo caído. Não perca esse show de forma alguma!

 

JOAO CARLOS MARTINS com CHITÃOZINHO & XORORÓ

18 – Allianz Parque Hall – São Paulo

Hein? Música erudita junto com sertanejo em um mesmo evento? Deus me livre presenciar esse troço!!! Estarei visitando parentes em Júpiter nesse dia…


I
ZZY GORDON & ELLEN OLÉRIA

18 – SESC Parque Dom Pedro II – São Paulo

Como é? As duas ótimas cantoras apresentando um repertório só com canções do Sly & The Family Stone? Pô, isso sim dá vontade de sair de casa para assistir!

 

ROBERTINHO DO RECIFE convida Felipe Cordeiro

18 – SESC Parque Dom Pedro II – São Paulo
O talentoso guitarrista subirá ao palco para prestar tributo a Carlos Santana ao lado de um dos mais conhecidos nomes da nova música do Pará, sendo que nenhum dos dois tem qualquer tipo de familiaridade com um repertório fortemente calcado na latinidade “chicana”. Hum, não sei não… Bem arriscado presenciar essa “maionese”, hein?

 

JOTA QUEST

18 – Teatro Castro Alves – Salvador

Não há nada mais a dizer a respeito dos shows deste grupo: é o exemplo de como uma banda que poderia fazer um som sensacional se transformou em uma espécie de “Luciano Huck do pop/rock nacional”. E agora vão insistir em fazer mais um show no formato “acústico”! É, não tenho mesmo nada mais a escrever a respeito…

 

SILIBRINA

20 – Bourbon Street – São Paulo

Um dos mais recentes e surpreendentes nomes da nova música instrumental brasileira, o grupo capitaneado pelo ótimo pianista Gabriel Nóbrega tem apenas dois – e ótimos! – discos na bagagem, O Raio (2017) e o novíssimo Estandarte, recém-lançado. É um som extremamente instigante, muito bem elaborado em sua mistura de jazz, frevo, maracatu e baião, com arranjos surpreendentes. Ao vivo, essa turma deve soar ainda melhor. Não perca!

 

AIR SUPPLY

22 – Espaço das Américas – São Paulo

Poucas coisas são tão asquerosas na história da Música universal quanto os discos do Air Suply. Agora multiplique isto à enésima potência e você terá uma ideia do suplício que é assistir a um show desta dupla australiana, tão careta e cafona que faz o Cauby Peixoto parecer o Ozzy Osbourne. Além da absurda quantidade de sacarose presente em suas terríveis canções – uma espécie de “Viagra ao contrário” -, a presença de palco dos dois manés deveria ser considerada como um crime contra a Humanidade. Não vá e impeça qualquer pessoa amiga de testemunhar esta bizarrice canastrona.

 

SILVA

22 – SESC Pompéia – São Paulo

Depois de lançar um quarto álbum interessante – Júpiter, em 2015 – e tentar dar um golpe de popularidade midiático ao revisitar o repertório de Marisa Monte com uma abordagem bem diferente das canções originais no disco seguinte, o fraquíssimo Silva canta Marisa (2016), ele reaparece insistindo novamente no erro de tentar aumentar a amplitude de seu público a qualquer preço com o álbum Brasileiro, lançado em maio passado. Nem que tenha que cantar de modo cada vez mais ‘adocicado’ e fazer duetos com Anitta ou quem mais for famosa nos dias atuais. Que decepção…

 

LEILA PINHEIRO

22 – Theatro NET – São Paulo

Ainda uma excelente cantora, ela vai mostrar um repertório contendo belas canções de sua carreira e várias outras de gente que ajudou a moldar o seu próprio estilo, tudo no formato “voz e piano” – ocasionalmente, ela empunha o violão – e acompanhada pelo músico João Felippe e seu cavaquinho de cinco cordas. Pode apostar que será um espetáculo classudo.