MARTINHO DA VILA

17 – Tom Brasil – São Paulo

Que ele é um sambista de primeira grandeza, não qualquer dúvida, mas já faz tempo que os shows do malemolente Martinho carecem de algum tipo de novidade.  Tomara que tal estado de coisas mude nestas apresentações, nas quais ele vai mostrar algumas canções de seu mais recente álbum, De Bem com a Vida, além de inserir algumas canções clássicas de seu repertório. Arrisque!

 

VANESSA DA MATA

17 – Circo Voador – Rio de Janeiro

Taí um daqueles shows que deixam todo mundo com sorriso no rosto e com vontade de cantar as músicas. Esqueça bobagens como “Ai Ai Ai”. Há uma delicadeza brejeira na voz de Vanessa que funciona perfeitamente dentro de suas canções. Suas apresentações são sempre corretas, com banda afiada e direção segura. É uma boa pedida para quem quer impressionar a(o) parceira(o) recém-conquistada(o), principalmente porque neste show ela vai mostrar o resultado de seu mais recente trabalho, o EP Quando Deixamos Nossos Beijos na Esquina.

 

DESERT CROWS

17 – Whiplash Bar – São Paulo

Logo em seu disco de estreia, o ótimo Age of Despair, esse trio de Goiânia mostrou que seu stoner rock está pronto para alçar vôos internacionais. É um som pesadíssimo, muito bem tocado e repleto de canções empolgantes, que costumam se tornar ainda mais agressivas em cima do palco. Pode apostar: os shows são imperdíveis!

 

MILTON NASCIMENTO

17 e 18 – Espaço das Américas – São Paulo

O célebre cantor/compositor volta aos palcos com um novo show, no qual celebra as mais de quatro décadas de existência de dois álbuns emblemáticos na história da música brasileira: os dois volumes do Clube da Esquina, lançados respectivamente em 1972 e 1978.  Tomara que os músicos ofereçam ao repertório uma abordagem mais dinâmica, com um mínimo de ousadia, que os convidados – Lô Borges, Wagner Tiso, Flávio Venturini, Maria Rita, Criolo e Maria Gadú – mandem bem e que o velho “Bituca” tenha deixado seus tempos de performances sorumbáticas para trás.

 

MONOBLOCO

18 – Audio – São Paulo

É um dos troços mais sem personalidade do momento. A mistura de Carnaval, escola de samba, mangue beat, rock, chorinho, pagode, música brega… é feita apenas para impressionar playboys e patricinhas metidas a “descoladas”. É uma “micareta para gente bronzeada com Tang de tangerina e com sorriso de plástico”. Apesar de bem tocado, o som o Monobloco é a extensão dessa onda “o novo samba da Lapa” que o Rio de Janeiro vem tentando levar a outros Estados, ou seja, um troço chato pra cacete, que serve apenas para dar uma aura de intelectualidade a algo que mais se assemelha a uma micareta com pose de grã-fina. Fuja!

 

ANA CAROLINA

18 – Circo Voador – Rio de Janeiro

A cantora está presa dentro de uma fórmula sonora da qual não consegue sair, nem mesmo a ponto de deixar de soar como uma versão roqueira da Simone, mesmo no momento em que rompe um silêncio discográfico de seis anos ao lançar o horrível Fogueira em Alto Mar. Ah, e se prepare para inúmeros momentos de “vergonha alheia”, propiciados por moçoilas lésbicas e desbocadas que ficam gritando obscenidades para a cantora o tempo todo. Com o perdão do trocadilho, “um tremendo pé no saco”.

 

NEY MATOGROSSO

18 – Vivo Rio – Rio de Janeiro

Ele apresenta mais uma vez o espetáculo Bloco na Rua, no qual mostra um repertório que fica meio longe de seus tradicionais hits, já que inclui versões de canções alheias, aliado a arranjos quase brilhantes. É ainda um show com uma abordagem mais pop, em que Ney resgata “Eu Quero é Botar Meu Bloco Na Rua”, clássico de Sergio Sampaio, “O Beco”, dos Paralamas do Sucesso e “Mulher Barriguda”, dos Secos & Molhados. É obrigatório para quem gosta de música como arte. Pena que tenha gente que não entenda isso e fique gritando “te amo”, “gostoso” e outras babaquices nos intervalos entre as canções e até mesmo durante as mesmas, o que é um porre…

 

INOCENTES

18 – SESC Pompéia – São Paulo

Essa ótima – e subestimadíssima banda – está comemorando quatro décadas de existência e evidentemente, vai transparecer tal celebração em cada canção que apresentar. E se tem algo em que estes caras são bons e na hora de elaborar seu repertório para shows: é uma pedrada atrás da outra. Não perca isto de forma alguma, ainda mais porque os caras voltaram azeitados de uma turnê europeia, acabaram de lançar um bom EP e avisaram que vão relançar a álbum Miséria e Fome com músicas inéditas que não foram incluídas no cultuado disco. Ah, e a abertura ficará por conta da banda punk americana Exotica.

 

TTNG

18 – Fabrique ClubSão Paulo

Vindo ao Brasil pela primeira vez, a banda britânica é representante do tal “math rock”, um rótulo que designa um monte de grupos fazendo um som chato pra cacete, propositalmente complicado e pesado para enganar os mais incautos e disfarçar a incapacidade de fazer boas canções sem apelar para o velho truque da “colcha de retalhos musical”. Se você não se importa em ouvir músicas que são completamente esquecidas assim que terminam os últimos acordes, embarque nessa, mas depois não diga que eu não avisei…

 

ARNALDO ANTUNES

18 – Blue Note – São Paulo

Inquieto como sempre, ele retorna aos palcos agora apresentando canções de seu mais recente trabalho, Rstuvxz, e algumas versões, incluindo “Exagerado” (Cazuza) e “Vou Festejar” (Beth Carvalho), ou seja, ele certamente vai entregar algo ‘surpreendente’. Huuum, não sei não…

 

BACO EXU DO BLUES

18 – concha acústica do – Teatro Castro Alves – Salvador

De vez em quando a mídia e alguns “mudérnussss” – principalmente os “caetanos velosos da vida”- elegem umas figuras queridinhas que passam a ser adorados por uma parcela “mudérnna” de um tipo de público que baba-ovo para qualquer coisa ‘antenada’, ‘mudéerna’. A bola de vez é esse sujeito metido a “rapper”, dono de um repertório formado por canções com a mesma batida e letras “ishpértas” mais fracas que café com leite de orfanato. Um troço simplesmente horrível. Felizmente, o ‘hype’ vai durar pouco… Ah, na verdade vai rolar apresentação de Nara Couto e duo DKVPZ.

 

14 BIS

19 – Bourbon Street – São Paulo

A subestimada banda mineira – que se formou a partir das cinzas do O Terço – se reagrupou tempos atrás e obviamente vai dar uma repassada em várias boas canções de sua carreira nesse show que é totalmente acústico. É um bom programa para quem valoriza a memória afetiva…

 

ANAVITÓRIA

19 – concha acústica do Teatro Castro Alves – Salvador

Meu Deus, que sono…. que sono… que… zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz….

 

EDUARDO COSTA

23 Teatro Positivo – Curitiba

Esse cantor é mais um destes “sertanejos” a infestar o show business com músicas dor-de-corno e aquele romantismo piegas que só impressiona quem tem miolo mole. Para piorar, o cara tenta imitar o Leonardo na cara dura. Deus do céu, quando este tipo de praga vai acabar?