WATAIN

18 – Carioca Club – São Paulo

Se você não faz a menor ideia de como rola um legítimo show de black metal de qualidade, sugiro não perder o show desse excelente grupo sueco, que está promovendo mais uma pedrada em forma de álbum, Trident Wolf Eclipse. É um pandemônio sonoro difícil de explicar em palavras, só estando presente é que você vai entender. Você vai sair do show querendo fazer “corpse paint” ou ingressar imediatamente em alguma igreja evangélica picareta. Indiferente não vai ficar…

JÃO

18 – Audio – São Paulo

Não, não é o guitarrista do Ratos de Porão em carreira solo. É mais um desses moleques que algum empresário esperto tenta emplacar como a “nova esperança do pop brasileiro”, mas que só atrai a atenção de meninas que estão aprendendo a se masturbar. O fato de ter sido vencedor de um ‘prêmio’ como o MTV MIAW na categoria “Revelação” diz bem a respeito do tipo de som ridículo que esse moço faz. Nem pense em deixar sua filha assistir a esse troço…

NANDO REIS & PETROBRÁS SINFÔNICA

18 – Espaço das Américas – São Paulo

Nem sei o que dizer… Juro por Deus!

BANDA BLACK RIO com HYLDON

18 – SESC Osasco – Osasco (SP)

Embora esteja completamente descaracterizada em relação a sua formação original, esta reencarnação do lendário grupo dos anos 70 faz um show até que animado, mas feito para agradar apenas a quem não faz a menor ideia da história da banda. Quem conhece o som “das antigas” vai simplesmente odiar o que estes caras estão fazendo. Só que a participação especial do lendário Hyldon pode fazer a diferença. Sugiro uma olhadela para que você se posicione.

ROBERTO MENESCAL & QUARTETO DO RIO

18 – SESC Pinheiros – São Paulo

Um dos nomes mais importantes da bossa nova e da música brasileira em geral vai mostrar várias das canções presentes no álbum Mr. Bossa Nova, lançado em 2017 pelo Quarteto do Rio, formado por instrumentistas que participaram das últimas formações do grupo vocal Os Cariocas. Como Menescal foi o homenageado no disco e participou dele, nada mais justo do que levar tudo para o palco. Além disso, a turma vai recriar canções de Tom Jobim, Carlos Lyra, Vinícius  de  Moraes,  Chico Buarque, João Bosco, Dorival Caymmi e Milton Nascimento. Boa pedida!

ANTHARES

18 – SESC Belenzinho – São Paulo

Quem acompanha atentamente a história do heavy metal nacional sabe muito bem que esse quinteto paulistano foi um dos pioneiros da cena no Brasil desde 1985. Depois de encerrar suas atividades em 1996 e voltar à ativa oito anos depois, o grupo vai aproveitar o show para mostrar as canções dos dois únicos álbuns que lançaram – No Limite da Força em 1987 e O Caos da Razão em 2015 – e mais alguns petardos mais recentes e inéditos. Eu particularmente nunca curti o som dos caras, mas se você for um saudosista daqueles tempos, já sabe o que fazer hoje à noite…

CRIOLO

18 – Teatro Castro Alves – Salvador

Ele batizou sua nova turnê como “Boca de Lobo”, título de uma música lançada recentemente que chamou mais a atenção por conta do clipe cheio de efeitos especiais do que pela excelência da canção em si. O que isso quer dizer? Nada. Vai ser o mesmo show de sempre.

PAULINHO DA VIOLA

18 – Tom Brasil – São Paulo

Nesses dias, se você não fizer nada além de estar presente ao show do eterno “Príncipe do Samba” – que já comemorou inacreditáveis 50 anos de carreira -, sentadinho, quietinho e absorvendo todos os detalhes da aula de harmonia e melodia que ele vai ministrar em seu novo show – no qual promete cantar várias canções inéditas que vem compondo nos últimos tempos e até mesmo apresentar um bloco só com temas instrumentais -, sua vida já terá feito algum sentido. É sério.

ZEZÉ MOTTA

18 – Teatro J. Safra – São Paulo

Ela lançou um disco recentemente, O Samba Mandou Me Chamar, e vai mostrar algumas canções pinçadas do repertório dele, além de músicas de seu passado musical. Como ela continua uma boa cantora, é bem provável que você assista a uma apresentação honesta e competente.

NEY MATOGROSSO

18 e 19 – Vivo Rio – Rio de Janeiro

Ele apresenta agora um novo espetáculo, Bloco na Rua, no qual vai mostrar um repertório que fica meio longe de seus tradicionais hits, incluindo versões de canções alheias, aliado a arranjos quase brilhantes. É ainda um show com uma abordagem mais pop, em que Ney resgata “Eu Quero é Botar Meu Bloco Na Rua”, clássico de Sergio Sampaio, “O Beco”, dos Paralamas do Sucesso e “Mulher Barriguda”, dos Secos & Molhados. É um show obrigatório para quem gosta de música como arte. Pena que tenha gente que não entenda isso e fique gritando “te amo”, “gostoso” e outras babaquices nos intervalos entre as canções e até mesmo durante as mesmas, o que é um porre…

JORGE VERCILLO

18 a 20 – Imperator – Rio de Janeiro

O maior imitador de Djavan da América Latina tem uma carreira que incrivelmente já dura duas décadas – o que só mostra como tem gente sem critério na hora de ouvir música – com todas aquelas canções para “pentear os ouvidos” dos mais incautos, tudo adocicado com letras que mais parecem “poesia de escada de faculdade” e arranjos que não oferecem o menor sinal de ousadia e criatividade. É um daqueles shows ideais para se assistir bebericando uísque falsificado e comendo uma porção de provolone à milanesa com data de validade vencida…

NAÇÃO ZUMBI

18 a 20 – SESC Vila Mariana – São Paulo

A verdade é uma só: se você assistiu uma única ao grupo em cima de um palco, pode apostar que viu todos, pois as suas apresentações sempre guardam pouquíssimas surpresas. É bem provável que você, que teve a oportunidade de assistir a algum show anterior, perceba isso nessa apresentação gratuita dos caras. Quem nunca viu tem aqui uma boa oportunidade de conferir a irregularidade do repertório, que alterna bons momentos do passado com as terríveis versões incluídas no mais recente álbum, Radiola NZ Vol.1, no qual literalmente assassinaram canções como “Amor” (Secos & Molhados) e “Refazenda” (Gilberto Gil). Esteja avisado!

MONOBLOCO

19 – Audio – São Paulo

Esse troço sempre teve uma total ausência de personalidade. A mistura de Carnaval, escola de samba, mangue beat, rock, chorinho, pagode, música brega é feita apenas para impressionar playboys e patricinhas metidas a “descoladas”. É uma “micareta para gente bronzeada com Tang de tangerina e com sorriso de plástico”. Apesar de bem tocado, o som o Monobloco é a extensão da onda “o novo samba da Lapa” que o Rio de Janeiro tentou levar a outros Estados, ou seja, um troço chato pra cacete, que serve apenas para dar uma aura de intelectualidade a algo que mais se assemelha a uma micareta com pose de grã-fina. Anunciado como “ensaios” do grupo o Carnaval, é um evento ideal para playboys e pseudogaranhões pegarem umas “periguetes patricinhas”.

REINALDO

19 – Carioca Club – São Paulo

Autodenominado “príncipe do pagode”, ele já é um veterano dessa cena e seus shows repetem os mesmos terríveis erros das gerações mais novas: tudo soa como uma mesma música tocada 32 vezes seguidas. Não tenho saco para esse tipo de som. E você?

CORDEL DO FOGO ENCANTADO

19 – Circo Voador – Rio de Janeiro

Tive a oportunidade de assistir a dois shows desse grupo e posso afirmar com propriedade: é uma das experiências mais aterrorizantes que já presenciei. Tudo é tão chato e pretensioso que vi algumas pessoas da plateia dormindo não apenas em pé, mas plantando bananeiras em cima das poltronas. É daqueles shows que faz o Teatro Mágico parecer o Behemoth perto dessa turma. Deus me livre de assistir a esse troço de novo!

“SAMBA RAP FESTIVAL” com ELZA SOARES, DIOGO NOGUEIRA e RINCON SAPIÊNCIA

19 – Fundição Progresso – Rio de Janeiro
Esse evento deveria se chamar “Produtores Desesperados por Grana Chamam Três Atrações Diferentes para Tentar Trazer Mais Público”. Como dizia a minha querida mãe, a saudosa Dona Irene, “para bom entendedor, meia palavra basta”…

SORRISO MAROTO

19 – P12 Parador Internacional – Florianópolis

Meu Jesus na cruz… Isto é horrível. Como é que uma banda destas consegue desenvolver uma carreira inteira dependente de um meio musical que prima pelo vazio criativo e que inequivocamente dá seus últimos suspiros é algo que deveria ser estudado. Talvez a explicação esteja no fato de que sua música é feita para pessoas que acham que o amor é aquilo que se vê nas novelas da Globo. Meu Jesus na cruz…

PLEBE RUDE

19 – SESC Itaquera – São Paulo

O repertório é ótimo – com a inclusão de algumas canções de seu mais recente álbum, o bom Nação Daltônica -, a execução em cima do palco é pesada, energética e digna, e a banda de Brasília ainda tem o reforço de Clemente, dos Inocentes. No seu lugar, eu não perderia isto em hipótese alguma!

MARINA DE LA RIVA

19 – Teatro J. Safra – São Paulo

A boa cantora reaparece nos palcos com um novo show, Memórias de um Jardim, em que reforça sua relação com a música cubana com novas composições de sua autoria e interpretações curiosas de músicas de artistas tão díspares como o saudoso sambista Roberto Ribeiro e a cantora Gloria Estefan. Vale a pena ver até pela curiosidade…

NELSON AYRES BIG BAND

19 e 20 – SESC Bom Retiro – São Paulo

Quando surgiu na primeira metade dos anos 70, muita gente não entendeu a proposta do excelente pianista em montar uma orquestra que não era indicada para casais dançarem e sim para que as plateias ficassem sentadas e tomando contato com belos temas de jazz e de música brasileira, tudo meio misturado. Só que o sucesso foi tamanho que essa big band ficou quase dez anos em cartaz e tocando direto em diversas casas noturnas de São Paulo. Reativada recentemente, faz um espetáculo tão belo quanto abrangente em suas influências.

ROSA DE SARON

20 – Carioca Club – São Paulo

Era só o que faltava: turnê de despedida de integrante de banda católica! A ‘façanha’ é desse grupo cujos integrantes, apesar de bons músicos, só conseguem fazer canções muito chatas. É um chororô que beira o insuportável, ainda mais porque o grupo anda agora sendo muito influenciado em termos sonoros pelo pavoroso Creed. Pois os caras agora resolveram fazer shows para que os fãs dêem adeus ao vocalista Guilherme de Sá, o que certamente acarretará mais uma turnê adiante para apresentar um novo vocalista e assim a coisa vai continuar girando para tirar uma grana dos fãs retardados. Ê, laiá…

SÁ & GUARABYRA

20 – Bourbon Street – São Paulo

Em mais de 40 anos de carreira, esta dupla foi fundamental para a sedimentação de um estilo que passou a ser conhecido como “rock rural”, uma mistura country, sertanejo “de raiz”, baião, xote e xaxados. Construíram um repertório repleto de ótimas canções, muitas delas verdadeiros exercícios de sofisticação harmônicas nordestinas e com letras com achados poéticos de primeira grandeza. Não perca!

HAMILTON DE HOLANDA

20 – Circo Voador – Rio de Janeiro

Um dos mais extraordinários instrumentistas da nova geração, ele deu ao bandolim uma linguagem absolutamente nova, quase revolucionária, a ponto de estabelecer uma até então inesperada ponte entre o chorinho e o jazz. Aqui ele mostra um show batizado como “Baile do Almeidinha”, no qual mostra suas habilidades interpretando forrós, sambas, frevo, choros, xotes e outros ritmos brasileiros. É um show indispensável para quem quer fugir do comodismo musical que impera nos dias de hoje.

JOTA QUEST

20 – P12 Parador Internacional – Florianópolis

Não há nada mais a dizer a respeito dos shows deste grupo: é o exemplo de como uma banda que poderia fazer um som sensacional se transformou em uma espécie de “Luciano Huck do pop/rock nacional”. É, não tenho mesmo nada mais a escrever a respeito. Menos ainda porque esse show será em formato “acústico”, o que piora ainda mais.

TONINHO FERRAGUTTI & SALOMÃO SOARES

20 – SESC Belenzinho – São Paulo

Dois instrumentistas dos mais talentosos, o acordeonista e o pianista gravaram um disco bem interessante, fortemente influenciado por nomes tão díspares e geniais como Hermeto Pascoal, Egberto Gismonti, Tom Jobim e Jacob do Bandolim. O resultado ficou tão legal que tenho certeza que essa apresentação deve incentivar a busca pela música brasileira de qualidade, facilitando e auxiliando o trabalho de quem deseja se educar musicalmente. Recomendo!

THIAGUINHO

22 – Audio – São Paulo

Embora seja um cara carismático em cima do palco, Thiaguinho desperdiça isto com um repertório de porcarias vexaminosas, que só entusiasma periguetes e candidatas a tal. Sem contar que, ao vivo, sua voz não é lá essas coisas, o que não ajuda em nada a tornar seu show um evento imperdível. Pelo contrário: é preferível ficar em casa assistindo ao videotape de Sampaio Correa x Remo, disputado em uma terça-feira chuvosa. Na abertura, vão rolar apresentações de uns tais de “Gaab” – filho do marombado Rodriguinho, ex-Travessos – e “DJ Guuga”, o que só aumenta a necessidade de você ficar em casa.

FREJAT

22 – Theatro NET – Rio de Janeiro

A opção de assistir a um show do ex-guitarrista/vocalista do Barão Vermelho sempre foi interessante, pois ele é um compositor acima da média, bom guitarrista e cantor competente. O problema é que esse show será no esquema “voz & violão”, o que certamente vai dar uma esfriada nos ânimos roqueiros da plateia. Se resolver dar uma espiada, estará por sua conta e risco…

JOSÉ GONZÁLEZ

22 – Circo Voador – Rio de Janeiro

23 – Audio – São Paulo

As singelas canções acústicas desse cantor sueco fazem a alegria dos fãs de indie folk e até que soam bonitinhas para ouvidos mais veteranos como os do tio aqui, mas duvido esse show de “voz e violão” não cause um profundo sono na plateia depois de vinte minutos.  Na abertura, a banda mineira Moons exibe sua sonoridade igualmente “folk marcha lenta”, ou seja, a noite toda será uma ode ao “soninho”. Leve um travesseiro…

RENATO E SEUS BLUE CAPS

23 – Imperator – Rio de Janeiro

É claro que o grupo merece verbetes na história do rock brasileiro, mas a verdade precisa ser dita: este é daqueles shows em que só os músicos em cima do palco se divertem. Pode apostar que a coisa vai parecer aquele churrasco de tiozões roqueiros meio ‘borratchos’, cantando e tocando músicas mais manjadas que pastel de queijo na feira. Se você for daqueles saudosistas dos tempos do Chacrinha, é provável que assista à apresentação com um sorriso nos lábios; caso contrário, fique em casa.

WANDA SÁ, MARCOS VALLE & ROBERTO MENESCAL

23 a 24 – SESC 24 de Maio – São Paulo

Um espetáculo reunindo três figuras maiúsculas da História da Música Brasileira reunidas em um mesmo espetáculo é noitada de boa música que jamais deve ser perdida. Vá sem susto!

PABLO VITTAR & KAROL CONKÁ

24 – Audio – São Paulo

Aproveite a véspera de feriado na cidade e vá viajar. Saia um pouco mais cedo para não pegar trânsito. Com sorte, você estará bem longe da capital no horário em que essa aberração musical em dose dupla estiver rolando…

CLAUDIA LEITTE & BANDA EVA

24 – Espaço das Américas – São Paulo

Vale aqui o texto que escrevi imediatamente acima. Sem mais.

TONY TORNADO homenageia Tim Maia

24 – Imperator – Rio de Janeiro

Esqueça o ator de novelas. Para quem não sabe, ele foi um dos maiores nomes da cena black/soul/funk brasileira no início dos anos 70 e retorna agora aos palcos com a voz relativamente intacta, uma ótima banda de apoio e várias canções muito legais, daquelas que você ouve hoje dia, mas não faz ideia que é do repertório dele. Como nesse show ele vai prestar uma tremenda homenagem a Tim Maia, não tem que pestanejar: compre o ingresso e divirta-se a valer!

YANIEL MATOS

24 – JazzB – São Paulo

O jovem pianista cubano é um dos mais brilhantes instrumentistas presentes no cenário musical brasileiro. Dono de uma técnica extraordinária e de um senso melódico difícil de encontrar nos dias de hoje, ele vai deixar toda a plateia de queixo caído com uma sonoridade que transita pelo jazz, pela MPB instrumental e, claro, pelos ritmos e harmonias da música cubana. Nessa apresentação o repertório será constituído apenas por temas de uma das bandas mais famosas de Cuba, Irakere. Outro show imperdível!