ZEZÉ DI CAMARGO & LUCIANO

18 – Credicard Hall – São Paulo

Entra ano, sai ano… E a dupla continua a não mostrar qualquer novidade significativa em suas apresentações? Dá para esperar que os irmãos mostrem canções inusitadas, arranjos novos que fujam da mesmice e interpretações menos cafonas? Claro que não. Resumindo: quem assistir a este show vai ter uma incrível experiência de ver e ouvir o mesmo desfile de tédio sonoro, mesmo que algumas canções novas tenham sido enxertadas no repertório. Deus, que troço chato…

 

BELO

18 – Carioca Club – São Paulo

Sempre penso que anos atrás ele passou uma temporada na cadeia pelos motivos errados: quem ‘cantava’ as ‘músicas’ que o sujeito mostrava nos shows não merecia outra coisa senão passar um bom tempo tomando água de caneca e tendo duas horas de sol por dia. Uma verdadeira aberração musical para quem gosta de samba, Belo continua impunemente nos dias de hoje a personificar o que de pior aquele troço que ficou conhecido como “pagode” propiciou. Suas péssimas canções fazem jus às interpretações que costuma cometer em cima dos palcos, o que torna cada um de seus shows uma espécie de castigo sonoro para quem se atreve a testemunhar essa presepada. Fuja disso!

 

BRYAN ADAMS

18 – Allianz Parque – São Paulo

Divulgando por aqui seu mais recente álbum – o medíocre Shine a Light, lançado há alguns meses -, o carismático canadense vai mostrar que: a) na hora de tocar rocks, ele sabe fazer de tudo de maneira musculosa e distorcida para os padrões pop; b) na ‘arte’ de compor baladas horríveis, ele é quase insuperável. Vá por sua conta e risco…

 

“REGGAE LIVE STATION” com Planta & Raiz, Maneva, Armandinho e Tribo de Jah

18 – Espaço das Américas – São Paulo

Minha ‘congratulações’ a quem conseguiu reunir em um mesmo evento a ‘nata’ do que pior existe em termos de reggae nacional. Meu Deus do céu, como conseguiram juntar tantas porcarias musicais em uma única noite? Incrível…

 

SORRISO MAROTO

18 Teatro Positivo – Curitiba

Meu Jesus na cruz… Isto é horrível. Como é que uma banda destas consegue desenvolver uma carreira inteira dependente de um meio musical que prima pelo vazio criativo e que inequivocamente dá seus últimos suspiros é algo que deveria ser estudado. Talvez a explicação esteja no fato de que sua música é feita para pessoas que acham que o amor é aquilo que se vê nas novelas da Globo. Meu Jesus na cruz…

 

ZÉ RAMALHO

18 e 19 – Teatro Castro Alves – Salvador

22 a 24 – Teatro Bradesco – São Paulo

Se existe um artista brasileiro com um repertório acima de qualquer suspeita na hora de montar um show, este é Zé Ramalho. Principalmente porque ele não é daqueles que deita nos louros do passado e está sempre compondo novas e instigantes canções. Pode apostar que o show será bem legal, com toneladas de hits e qualidade sonora impecável.

 

ANA CAROLINA

19 – concha acústica do Teatro Castro Alves – Salvador

A cantora está presa dentro de uma fórmula sonora da qual não consegue sair, nem mesmo a ponto de deixar de soar como uma versão roqueira da Simone, mesmo no momento em que rompe um silêncio discográfico de seis anos ao lançar o horrível Fogueira em Alto Mar. Ah, e se prepare para inúmeros momentos de “vergonha alheia”, propiciados por moçoilas lésbicas e desbocadas que ficam gritando obscenidades para a cantora o tempo todo. Com o perdão do trocadilho, “um tremendo pé no saco”.

 

“FESTIVAL BEM ALI”

19 – Ahãdu Eventos – Palmas (Tocantins)

O evento será uma interessante mostra de como anda o rock brasileiro da região central do Brasil em termos de stoner, psicodelia, trap e até com uma abordagem da tradicional MPB, com um elenco bem diversificado: Joe Silhueta, Molho Negro, Stolen Byrds, Wizened Tree, Almirante Shiva, Desert Crows, Big Marias, Soprü e Indxxr. Vale a pena dar uma espiada…

 

THIAGUINHO

19 – Carioca Club – São Paulo

Embora seja um cara carismático em cima do palco, Thiaguinho desperdiça isto com um repertório de porcarias vexaminosas, que só entusiasma periguetes e candidatas a tal. Sem contar que, ao vivo, sua voz não é lá essas coisas, o que não ajuda em nada a tornar seu show um evento imperdível. Pelo contrário: é preferível ficar em casa assistindo ao videoteipe de Guarani de Bagé x Íbis, disputado em uma terça-feira chuvosa.

 

ANITTA

19 – Km de Vantagens Hall – Rio de Janeiro

Nem preciso externar a minha opinião aqui a respeito das canções dessa moça. Todas as músicas são simplesmente horríveis e representam o que há de pior dentro do que poderíamos chamar de “pop brasileiro”, mesmo quando se apresenta com uma picaretagem intitulada “Show das Poderosinhas” – que é o caso aqui -, com a pretensa intenção de cativar a criançada. Os fãs retardados é que devem aproveitar e assistir às suas apresentações antes que a carreira dela entre em declínio – o que irá acontecer em breve. Quem avisa, amigo é…

 

MELIM

19 – Km de Vantagens Hall – Belo Horizonte

Meu Deus do céu! Era só o que faltava: uma “versão Natiruts” do duo Anavitória!!! Jesus Cristo, que troço ruim do caralho! As canções são tão bobas e inofensivas que fazem a Mallu Magalhães soar como o Siouxsie & The Banshees no auge do pós-punk. Meu Jesus Cristo, quem criou esse troço?

 

ALEXANDRE PIRES

19 – Espaço das Américas – São Paulo

Só tem uma coisa que é tão ruim quanto esse “pagode xexelento” que anda por aí: é alguém que faz um “pagode xexelento” ainda mais romântico e travestido de uma “classe” tão verdadeira quanto uma nota de R$ 30. Assim é um show do ex-vocalista do Só Pra Contrariar, um negócio tão açucarado que, para evitar acidentes, deveria ter um detector de diabéticos na porta do show. Só que agora ele percebeu que isso não cola mais e resolveu piorar ainda mais as coisas com um tal de “Bailão do Nego Veio”, no qual ele resgata canções dos anos 90, tipo “O Canto da Cidade da Daniela Mercury, “Liberar Geral” do Terra Samba, “Cheia de Mania” do Raça negra” e “Domingo” de sua ex-banda, o Só Pra Contrariar! E ainda promete fazer três horas de show!!! Se isso não for o Apocalipse, não sei mais o que será…

 

VANESSA DA MATA

19 – Opinião – Porto Alegre

Taí um daqueles shows que deixam todo mundo com sorriso no rosto e com vontade de cantar as músicas. Esqueça bobagens como “Ai Ai Ai”. Há uma delicadeza brejeira na voz de Vanessa que funciona perfeitamente dentro de suas canções. Suas apresentações são sempre corretas, com banda afiada e direção segura. É uma boa pedida para quem quer impressionar a(o) parceira(o) recém-conquistada(o), principalmente porque neste show ela vai mostrar o resultado de seu mais recente trabalho, o EP Quando Deixamos Nossos Beijos na Esquina.

 

ALCIONE

19 Teatro Positivo – Curitiba

A “Marrom” canta muito. Isto é fato. O problema é que ela parece ter tanta certeza disto que acha que pode cantar qualquer coisa e todo mundo irá babar. Ledo engano. Um repertório que privilegie o samba e não canções “dor de corno” fazem com que a qualidade de seus espetáculos aumente consideravelmente. Espero que isso ocorra agora, no momento em que ela resolve montar uma apresentação “acústica”, como é o caso desse show.

 

EMMERSON NOGUEIRA

19 – Tom Brasil – São Paulo

É difícil acreditar que alguém saia de casa para assistir a um show em que um cantor/violonista sem o menor carisma apresente um típico repertório “pseudoclassic rock” de barzinho sem a menor ousadia nos arranjos e muito menos sem qualquer traço de criatividade até mesmo em suas interpretações. É o caso de pensar se determinadas plateias realmente não têm o menor senso crítico ou se Emerson é um gênio maquiavélico que hipnotiza as pessoas para que estas sirvam de cobaias para experimentos sônicos que ninguém ainda entendeu quais são. Sou mais a primeira hipótese.

 

ARTURO SANDOVAL e GARY BARTZ

19 e 20 – SESC Pompéia – São Paulo

Em uma mesma noite e local, você pode ter a maravilhosa experiência de sacudir o corpo e a mente ao som do excepcional trompetista cubano e do saxofonista americano em dois shows completamente distintos em suas abordagens jazzísticas, mas igualmente instigantes para quem deseja ampliar seus horizontes sonoros. Será uma dobradinha imperdível!

 

IL VOLO

19 – Teatro Guaíra – Curitiba

22 – Auditório Araújo Vianna – Porto Alegre

24 – Unimed Hall – São Paulo

Realmente, a imensa gama de picaretagens no universo do show business não tem fim. Veja o caso destes “Jonas Brothers em versão Três Tenores”, formados por um trio de adolescentes reunidos por algum empresário ‘picaretaço’ tentando faturar em cima de gente incauta e sem cérebro. Além do ridículo da coisa em si, o repertório é um daqueles troços constrangedores até mesmo se fossem apresentados em uma cantina/pizzaria italiana. Imagine assistindo isto sentado na plateia. Credo!!!

 

PIN UPS

20 – Centro Cultural São Paulo – São Paulo

Uma das bandas mais influentes dentro da cena underground brasileira nos anos 90, o quarteto voltou – mais uma vez! – às atividades recentemente e mostra aqui o repertório de seus sete álbuns, incluindo o mais recente, Long Time No See, contando ainda com a presença de inúmeros convidados. Boa pedida! Ah, na abertura vai rolar show do grupo mineiro Miêta.

 

FUNDO DE QUINTAL

20 – Auditório Araújo Vianna – Porto Alegre

Embora seja bastante veterano – na verdade, um dos primeiros grupos de samba a ingressar no universo do que passou a se chamar pagode -, esta rapaziada se contenta em apenas fazer aquele sonzinho sem vergonha para derreter corações de ‘piriguetes’ com mini-saias e cabelo tingido com água de salsicha. Samba que é bom mesmo… Nada!

 

ULTRAJE A RIGOR

20 – Carioca Club – São Paulo

A banda de Roger Moreira, que estava prestes a encerrar a carreira do grupo quando foi contratada para ser coadjuvante no novo programa de TV do pseudohumorista Danilo Gentili, tem em sua formação atual uma boa e azeitada máquina sonora, além de um caminhão de hits sensacionais, alto astral, gozações e transmissão de energia para a plateia de modo incontestável. Vá sem susto: é programaço!

 

DEAD FISH

20 – Opinião – Porto Alegre

Erroneamente considerado como um grupo “emo” por fãs adolescentes retardados, esta banda capixaba faz um som bastante honesto em termos de peso, embora suas letras apresentem certa dose de ingenuidade engajada. Tudo bem que é um som que só entusiasma quem tem menos de dezessete anos de idade, mas como a banda está lançando um novo álbum, Ponto Cego, e não conta mais com a presença do carismático baixista Alyand, vale a pena dar uma conferida na nova fase da banda em cima dos palcos.

 

MARCELO GROSS

20 – SESC Interlagos – São Paulo

O ex-guitarrista do Cachorro Grande vai mostrar as canções de seus dois bons discos em carreira solo, Use o Assento Para Flutuar (2014) e Chumbo & Pluma (2017), ao lado de uma banda de apoio bem interessante. É uma boa pedida pelo simples fato de que ele consegue incutir em seu som as influências de Faces, Rolling Stones e de outros nomes do blues rock sem abrir mão de sua própria personalidade como guitarrista.

 

TIAGO IORC

20 – Teatro Castro Alves – Salvador

Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz…. Meu Deus, que sono eu sinto só em escrever o nome desse rapaz… Imagine então como é o show, baseado em um Acústico da MTV… Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz…

 

“TRIBUTO A BADEN POWELL” com ARMANDINHO & MARCEL POWELL

22 – Bourbon Street – São Paulo

A união entre um dos maiores guitarristas/bandolinistas da história da música brasileira com o talentoso violonista e filho do “homem”, prestando uma justa homenagem àquele que foi um dos mais extraordinários violonistas todos os tempos, não é daqueles espetáculos que devem ser ignorados. Ver a dupla resgatando temas como “Berimbau”, “Consolação”, “Canto de Ossanha” e “Um Abraço no Trio Elétrico”, incluindo ainda uma série de clássicos do chorinho, pode funcionar como uma verdadeira aula de música brasileira do passado. Altamente recomendável!

 

SÁ & GUARABYRA

22 e 23 – SESC 24 de Maio – São Paulo

Em mais de 40 anos de carreira, a dupla foi fundamental para a sedimentação de um estilo que passou a ser conhecido como “rock rural”, uma mistura country, sertanejo “de raiz”, baião, xote e xaxados. Construíram um repertório repleto de ótimas canções, muitas delas verdadeiros exercícios de sofisticação harmônicas nordestinas e com letras com achados poéticos de primeira grandeza. Não perca!

 

JOHN ZORN & NEW MASADA QUARTET

22 a 24 – SESC Pompéia – São Paulo

Poucos sons são tão insuportáveis quanto aqueles que saem do instrumento desse saxofonista americano, que conseguiu a proeza de transformar o já abominável “free jazz” em uma experiência que beira a tortura. Agora ele trata de repaginar sua nefasta sonoridade com a montagem de um grupo que traz como um de suas influências a tradicional música celebratória judaica. É uma barulheira desgraçada capaz de unir israelenses e palestinos em prol do silêncio.

 

DOUBLE YOU

23 – Bolshoi Pub – Goiânia

Tenho certeza que o cantor William Naraine, que carrega o nome do grupo desde que surgiu nos anos 90 com uma versão dançante da balada “Please Don’t Go”, do KC & The Sunshine Band, deve morar no Brasil e trabalhar em outro emprego. O cara parece vagar o tempo todo por aqui fazendo ‘trocentos’ shows nos lugares mais inóspitos de nossa terrinha, o que é uma façanha em tempos tão bicudos para as agendas de todos os artistas. É óbvio que o show é uma ‘roubada’ babilônica, né? Pelo amor de Deus, fique em casa…

 

KRISIUN

23 – SESC Bom Retiro – São Paulo

A banda brasileira que mais shows faz no exterior tem como tradição sonora mandar uma paulada death metal que assusta até mesmo os já iniciados no estilo, embora seus mais recentes discos – como o extraordinário Forged in Fury (2015) e o mais recente, igualmente sensacional Scourge of the Enthroned, lançado no ano passado – tenham adquirido uma cadência menos veloz, mas extremamente poderosa. É showzaço que você não deve perder e não recomendado para quem acredita que música é instrumento da paz e da alegria campestre.

 

CAETANO VELOSO

23 e 24 – Teatro Castro Alves – Salvador

Em um show chamado de “Ofertório”, ele se apresenta ao lado de seus filhos Moreno, Zeca e Tom. Ainda não tive a oportunidade de assistir a essa “reunião em família”, mas uma apresentação de Caetano Veloso jamais deve ser ignorada. Para o bem e para o mal…

 

EAGLE-EYE CHERRY

23 – Cine Joia – São Paulo

24 – Circo Voador – Rio de Janeiro

Filho do cultuado trompetista Don Cherry e irmão da espevitada cantora Neneh Cherry, ele é dono de uma carreira muito digna, com bons discos – como aquele de sua estreia, Desireless (1997) – e shows vibrantes e extremamente melódicos, sempre apoiados em canções bem legais como “Falling in Love Again”, “Streets of You” e, claro, “Save Tonight”. Se isso não lhe motivar a sair de casa para conferir a apresentação dele, então vá dormir e não encha o saco…

 

THE MIST

24 – Manifesto Bar – São Paulo

Depois de muito tempo parada, a banda do ex-guitarrista do Sepultura, Jairo Guedz, volta à ativa para comemorar uma pretensa existência de 30 anos da banda e certamente vai mostrar um repertório centrado em seu álbum mais celebrado, The Hangman Tree (1991), para muitos considerado um dos pontos altos da história do metal nacional. Se seus integrantes não tiverem perdido a pegada, será um show bem pesado, agressivo e divertido.