“CELEBRATING DAVID BOWIE” com ADRIAN BELEW

19 – Memorial da América Latina – São Paulo

Esse papo de “shows-tributo” costuma soar como picaretagem na maioria dos casos, mas aqui o papo é diferente justamente pela qualidade do espetáculo. Além de um repertório matador, as presenças do sensacional guitarrista Adrian Belew – que foi integrante da banda de Bowie antes de se tornar celebrado por seus trabalhos com o King Crimson – e do carismático vocalista do grupo Fishbone, Angelo Moore, ao lado de um time de apoio muito bom, garantem um espetáculo muito divertido. Pena que dois outros parceiros de Bowie – a ótima baixista Gail Ann Dorsey e o lendário guitarrista Earl Slick – não estão nessa formação que virá ao Brasil… Pode ir sem susto!

 

BARANGA

19 – Manifesto Bar – São Paulo

Uma de minhas bandas de rock and roll favoritas nos dias de hoje aqui no Brasil está com seu baterista original de volta – Paulão Thomaz – e vai continuar a metralhar a sua cabeça e ouvidos com um punhado de canções “cafajestes” de seus discos anteriores e mostrar as mais recentes, incluídas no novo CD, Motor Vermelho. Não perca!

 

MIÚCHA

19 – SESC Pompéia – São Paulo

Em comemoração a uma carreira que já dura inconstantes quatro décadas, a competente cantora montou um repertório caprichado e um roteiro que inclui várias histórias compartilhadas com gente do naipe de Tom Jobim, Chico Buarque, Vinícius de Moraes e João Gilberto, entre outros. O mais legal é que ela estará acompanhada de uma banda de primeira grandeza: o pianista Cristóvão Bastos, o baixista Jamil Joanes (ex-Banda Black Rio, ex-Som Imaginário) e o baterista Ricardo Costa. Vale a pena!

 

MARILIA MENDONÇA

19 – Auditório Araújo Vianna – Porto Alegre

De tempos em tempos nossos sentidos são assaltados por porcarias musicais que parecem ter sido criadas por alguns produtores tão sádicos quanto oportunistas. Veja o caso desta moça cuja voz esganiçada é um dos troços mais pavorosos a surgir na música brasileira em muitas décadas, sempre a serviço de canções tão cretinas que chega a provocar dores insuportáveis nos ouvidos. Não é à toa que um de seus hits tem como título “Hoje Eu Tô Terrível”. Não é só ‘hoje’ não, minha filha…

 

LÔ BORGES

19 – Circo Voador – Rio de Janeiro

Esta é uma rara oportunidade de tomar contato com a obra de um dos melhores artistas da música brasileira. Oriundo do famoso Clube da Esquina, ele tem uma discografia curta e excelente, cheia de canções maravilhosas que nem mesmo a sua voz irregular consegue tirar o brilho. Como estas apresentações fazem parte da divulgação do DVD Tênis + Clube – Ao Vivo no Circo Voador, pode ter certeza que o famoso “Disco do Tênis” – o primeiro trabalho solo de Borges – será apresentado na íntegra ao lado das composições que ele emplacou no álbum Clube da Esquina. Pode ir sem susto… Ah, na abertura vai rolar a apresentação de um tal de Phill Veras, do qual nunca ouvi falar.

 

PÉRICLES

19 – Km de Vantagens Hall – Rio de Janeiro

Ele é um cara carismático e dono de uma bela voz. Com o fim do Exaltasamba, Péricles iniciou sua carreira solo e eu torço sinceramente para que ele se afaste completamente do som que fazia com seu finado grupo, voltando a fazer um samba de raiz com letras que tenham uma maior profundidade poética. A julgar pela música mais recente que lançou, “Até que Durou”, que estará presente em seu novo disco, infelizmente parece que isto não vai acontecer tão cedo. Pena…

 

IRA!

19 – Teatro do Bourbon Country – Porto Alegre

Aqui está uma ótima oportunidade para quem ainda viu a dupla Nasi e Edgard Scandurra novamente em ação, pois ambos e mais alguns músicos de apoio vão apresentar na íntegra o – tardiamente – celebrado álbum Psicoacústica, que completou recentemente seu 30º aniversário de lançamento. Vá com tudo!

 

PAULA TOLLER

19 – Teatro Castro Alves – Salvador

Deixando claro que o Kid Abelha acabou mesmo e que iria se dedicar à carreira solo, a cada vez mais linda Paula Toller continuava com sua vozinha pequenina e claudicante a serviço das canções de seu despretensioso disco, Transbordada. Agora ela reaparece com um novo show e prometendo incluir no repertório várias releituras de Mutantes, Charlie Brown Jr e outros menos cotados, além de canções de sua ex-banda, obviamente. É daqueles shows indicados para quem não tem muito critério na hora de sair de casa: divertido e mais nada. Para quem se contenta com pouco, já está bom.

 

RAÇA NEGRA

19 Teatro Positivo – Curitiba

É uma pena ver que o grupo, outrora um digno representante da então “nova geração do samba”, não só acabou se transformando em um dos artífices desse pagode “mela-cueca”, chegando aos dias de hoje soando exatamente como seus imitadores. E não adianta colocar instrumentos diferentes e outras papagaiadas, porque as canções que o Raça Negra faz hoje são rasas e sem um pingo de originalidade. Ainda mais agora que ainda continuam a fazer shows baseados no pavoroso CD/DVD Raça Negra & Amigos, de janeiro do ano passado. Passe reto.

 

TUNAI, JANE DUBOC & WAGNER TISO

19 – Vivo Rio – Rio de Janeiro

Três nomes importantes da música brasileira em todos os tempos se reúnem para revisitar várias e belas canções do passado. Como Tunai e Tiso são parceiros há vários anos – foram celebrados recentemente pelo sucesso do espetáculo Saudade da Elis (As Aparências Enganam) – e Duboc e Tunai gravaram juntos “Sina de Amor”, uma antiga canção que este compôs em 1982 para Elis e Milton Nascimento cantarem juntos, mas que a morte da cantora impossibilitou, a ligação entre os três vai render também a apresentação do novíssimo EP Bala Perdida, além de grande parte do repertório da própria Elis. Biscoito fino!

 

JOHNNY HOOKER

19 a 21 – SESC Vila Mariana – São Paulo

Seus discos são pretensiosos e chatos pra cacete, sua tentativa em imitar o timbre de voz da Cássia Eller é irritante e… e… Quer saber? Hooker é daqueles caras que julgam que “esquisitice” é o caminho mais fácil para a adoração de baba-ovos – vide o terrível e afetado Eu vou Fazer uma Macumba Pra Te Amarrar, Maldito! Nem a pau que eu indicaria um show desse sujeito para quem quer se divertir e ouvir um som bacana. Vá fazer outra coisa!

 

VERONICA FERRIANI

19 – SESC Pompéia – São Paulo

Ótima cantora da nova safra da MPB, ela vai mostrar em seu novo show algumas canções de seu mais recente disco, Aquário, além de outras de seus ótimos trabalhos anteriores. Você vai sair deste show com as esperanças renovadas a respeito da qualidade da música brasileira feita nos dias de hoje.

 

BETO GUEDES

19 e 20 – Teatro Rival Petrobrás – Rio de Janeiro

Embora em seus shows ele sempre tenha apresentado uma performance que deixava a desejar em termos de afinação e até mesmo de postura em cima do palco – esquecendo letras, falando coisas sem nexo -, aqui a esperança é de que ao apresentar as canções de seus álbuns mais antigos, como A Página do Relâmpago Elétrico (1977), Amor de Índio (1978) e Sol de Primavera (1979), o mineiro tenha se endireitado e mostre que os tempos confusos ficaram para trás. Torça muito por isto…

 

TIA CARROLL

19 – MHJB Club – Maringá (PR)

20 – Bolshoi Pub – Goiânia

É inacreditável que uma cantora sensacional como esta californiana seja completamente desconhecida no Brasil e até mesmo em seu próprio país. Dona de um timbre blues soberbo, ela ainda se dá ao luxo de se apresentar por aqui acompanhado do ótimo guitarrista Igor Prado e sua banda, com um repertório que vai deixar você de queixo caído. Não perca esses shows de forma alguma!

 

GYPSY KINGS

19 – Espaço das Américas – São Paulo

20 – Vivo Rio – Rio de Janeiro

23 – Auditório Araújo Vianna – Porto Alegre

Contando apenas com dois integrantes da formação original – o vocalista Nicolas Reyes e o violonista Tonino Baliardo -, o grupo de ‘ciganos’ vai entregar um repertório de canções horríveis do tipo “bamboleôooo”, cantadas de modo histriônico e tão chato quanto ouvir um tenor gritando receitas de risoto. Fuja dessa roubada!

 

AGAINST ME!

19 – Jokers – Curitiba

20 – Carioca Club – São Paulo

21 – Beach Club – Natal

A banda é muito mais conhecida por ter um transexual como vocalista – Laura Jane Grace – do que pela qualidade do seu pop punk, que é bem tocado no palco, mas está sempre a serviço de canções bem medíocres. Indicado só para fãs e gente a fim de demonstrar seu espírito ‘lacrador’.

 

“DARK DIMENSIONS FOLK FESTIVAL II”

20 – Espaço 555 – São Paulo

Um evento voltado ao chamado “folk/viking metal” – nem me pergunte o que é isso – certamente não é para qualquer fã de heavy metal, muito menos para quem não ideia do som das duas principais atrações: o grupo russo Arkona e o Týr, que vem das longínquas Ilhas Faroé. Contando ainda com a presença das bandas paulistas Hugin Muni e Burning Christmas, mais espetáculos de ‘lutas medievais’ e vendas de bugigangas que lembram os tempos do Rei Arthur, é daquelas ‘roubadas’ que podem até se tornar divertidas, dependendo do seu estado de espírito. Vá por sua conta e risco…

 

FERNANDA ABREU

20 – Audio – São Paulo

Acompanhada por uma ótima banda de apoio, ela vai mostrar as boas canções de seu repertório – que incluem algumas de seu mais recente álbum, Amor Geral – com uma abordagem orgânica e eletrônica ao mesmo tempo. Pode funcionar bem se ela tiver corrigido as terríveis desafinações que costumava exibir no passado. Será que melhorou? Um atrativo a mais será a participação do lendário Afrika Bambaataa e outros convidados.

 

ROUPA NOVA

20 – Auditório Araújo Vianna – Porto Alegre

É aquela velha história: os caras são músicos extraordinários, com total domínio de seus instrumentos, mas ficaram presos a um mercado que não aceita nada que contenha um mínimo de criatividade musical. Resignada, a banda então vem se rendendo há anos em tocar coisas abomináveis como “Dona” e “Whisky a Go Go”, feitas especialmente para agradar a um público muito pouco exigente. Infelizmente, o Roupa Nova é a prova que todo país tem o Toto que merece…

 

HUEY & TEST

20 – Centro Cultural São Paulo – São Paulo

Quer saber como anda o panorama do rock brasileiro nos dias de hoje? Então assista aos shows dessas duas excelentes bandas paulistanas que fazem um som extremante pesado, mas totalmente afastado do heavy metal que você está acostumado. Seus integrantes até avisaram que vão tocar juntos no mesmo palco em alguns momentos. Se tiver curiosidade, vai se surpreender de uma maneira absurda.

 

O TERNO

20 – Circo Voador – Rio de Janeiro

Juro por Deus: poucas vezes vi uma banda tão ruim na vida. Se os caras fossem apenas desengonçados em cima do palco, ainda vá lá. Só que presenciar um show desses caras é ser testemunha de um tsunami de vocais desafinados, músicas pavorosas, letras horríveis e uma presença de palco que chega próximo do retardamento mental. Fuja!

 

RENATO TEIXEIRA & ALMIR SATTER

20 – Km de Vantagens Hall – Belo Horizonte

Em uma época em que qualquer dupla de zé-ruelas pode se vestir de caubói e sair por aqui grasnando canções pseudoromânticas e chamar de “sertanejo”, um show reunindo dois “monstros” da autêntica “música de raiz” deveria ser saudado com o soar de milhares de trombetas, exatamente como acontece quando Renato se une a Sérgio Reis. E pode apostar que a apresentação dos dois veteranos cantores/compositores também traz um repertório quase perfeito, com arranjos excelentes e um time de músicos de suporte de primeira grandeza. Showzaço!

 

SORRISO MAROTO

20 – Espaço das Américas – São Paulo

Meu Jesus na cruz… Isto é horrível. Como é que uma banda destas consegue desenvolver uma carreira inteira dependente de um meio musical que prima pelo vazio criativo e que inequivocamente dá seus últimos suspiros é algo que deveria ser estudado. Talvez a explicação esteja no fato de que sua música é feita para pessoas que acham que o amor é aquilo que se vê nas novelas da Globo. Meu Jesus na cruz… Ah, foi anunciada a participação de um tal de Thiago Martins. Quem é esse cara?

 

PITTY

20 – Fundição Progresso – Rio de Janeiro

Os shows da cantora e de sua boa banda sempre foram relevantes apenas para quem tinha idade mental inferior a dezessete anos. A questão agora é que ela está em uma nova fase, aberta a outras sonoridades, o que é um perigo no caso dela – vide as pavorosas músicas novas que ela lançou recentemente, “Contramão” e “Te Conecta”. É óbvio que ela vai manter a pegada roqueira de seus trabalhos anteriores em cima do palco, mas… Bem, vá por sua conta e risco. Vai rolar participação de Tássia Reis e a abertura ficará a cargo do ótimo grupo potiguar Far From Alaska.

 

GANGRENA GASOSA

20 – SESC Pompéia – São Paulo

Com uma sonoridade ímpar, que mistura punk, metal e letras inacreditáveis com temáticas macumbeiras, umbandistas e do candomblé, o grupo vai mostrar algumas canções de seu mais recente disco, Gente Ruim Só Manda Lembrança Pra Quem Não Presta, lançado no início do ano, sem esquecer clássicos do passado como “Benzer Até Morrer”, “Se Deus é 10, Satanás é 666”, “Exu Noise Terror” e, claro, “Troops of Olodum”. É um show hilário e um tapa na cara nos fanáticos pelo politicamente incorreto que empesteiam o Brasil inteiro. Não deixe de assistir!

 

PATO FU

20 – Teatro Guaíra – Curitiba

As apresentações da banda são a prova de que é possível fazer um som “bacaninha” e alegre com um frescor sonoro bem vindo, ainda mais quando se apresentam tocando instrumentos de brinquedo, como é o caso aqui, já que estão divulgando o álbum Música de Brinquedo 2. As composições são muito acima da média do que a gente ouve por aí na cena pop/rock nacional, a turma manda bem em cima do palco e a plateia sempre é receptiva às canções. Resumindo: show alto astral e competente.

 

FÁBIO JR.

20 – Teatro Castro Alves – Salvador

Não adianta anunciar a estreia de um “novo show”. Da mesma forma como acontece com Roberto Carlos, Fábio Jr. também vem há muito tempo apresentando um show bastante burocrático. Mas ao contrário do “Rei”, o pai do tal de Fiuk é um roqueiro enrustido e sacana, que sabe que um pouco de espontaneidade é caminho certo para cativar ainda mais as suas fãs, que nunca cessam de gritar em suas apresentações. De uma coisa você pode ter certeza: a banda de apoio do cantor é sempre um time de primeira grandeza em termos instrumentais. Já as músicas…

 

DANIEL

20 Teatro Positivo – Curitiba

Infelizmente, ele não se cansa de endereçar sua voz para quem pensa que “romantismo” é ouvir letras tão consistentes quanto um pote de canjica, e ainda faz uma força descomunal para parecer um “bom moço” em cima do palco, secundado por uma banda de apoio competente. Nada além disso.

 

TERESA CRISTINA

20 – Theatro NET – São Paulo

Apadrinhada por Caetano Veloso, ela é uma cantora de boa voz, sem sombra de dúvidas. Se neste espetáculo ela se propôs a revisitar o repertório de Noel Rosa, a probabilidade de você encontrar uma bela e delicada apresentação ao som do violão de Carlinhos Sete Cordas é muito grande. Arrisque!

 

CAPITAL INICIAL

20 – Tom Brasil – São Paulo

Podem acusar a banda de qualquer coisa, menos de ser incompetente em cima do palco e de fraquejar na hora de propiciar um show animado. Por ser o único grupo remanescente da cena roqueira brasileira dos anos 80 que conseguiu reciclar o seu público, o quarteto certamente vai exibir um desfile de hits para todo mundo cantar junto e se esbaldar. Isso, claro, para quem tem idade mental inferior a dezessete anos e não se irrita ao ver o vocalista Dinho Ouro Preto falar a palavra “cara” em cada frase que pronuncie…

 

INOCENTES

20 – Kazebre – São Paulo

A ótima e subestimadíssima banda está comemorando três décadas de existência e evidentemente, vai transparecer tal celebração em cada canção que apresentar. E se tem algo em que estes caras são bons e na hora de elaborar seu repertório para shows: é uma pedrada atrás da outra. Não perca isto de forma alguma! Na abertura, vão rolar as apresentações do Cólera e do Vespas.

 

RENATO BRAZ

20 e 21 – Auditório Ibirapuera – São Paulo

Com as participações especiais de Dori Caymmi, Miúcha, Eduardo Gudin, Cristovão Bastos e Luciana Rabello, as apresentações do talentoso cantor/violonista oferecem muito mais que canções decentes e uma performance correta. Se você tiver um mínimo de sensibilidade, vai se perguntar por que Braz não mereceu até hoje uma atenção maior por parte da crítica e, principalmente, do público.

 

ROBERTA SÁ & YURI QUEIROGA

20 e 21 – SESC Pompéia – São Paulo

Uma das poucas cantoras brasileiras que valem realmente a pena ver e ouvir nos dias de hoje, Roberta faz parte de uma safra musical que privilegia o samba com tintas “mpbezísticas”, mas com canções consistentes o suficiente para chamar a atenção. De sua parte, Queiroga é um multiinstrumentista digno para oferecer suporte harmônico e melódico bastante intimista para a bela voz dela. Como ambos vão se concentrar no repertório de Lupicínio Rodrigues, coisa boa vai sair…

 

JOÃO DONATO & FABIANA COZZA

21 – SESC Bom Retiro – São Paulo

A união do genial pianista e da talentosa cantora tem como atrativo especial justamente o repertório, já que inúmeras composições apresentadas permaneciam inéditas até o recente lançamento de A Mad Donato, um box contendo um material fabuloso. É daqueles shows a não se perder em hipótese alguma!

 

FRESNO

21 – Opinião – Porto Alegre

Com exceção de uma ou outra música realmente mais contundente em termos de som, as canções continuam fracas e endereçadas a um público infanto-juvenil que ainda não cresceu intelectualmente. Mesmo lançando um novo trabalho, Natureza Caos, a banda vai precisar ser mais ousada do que apenas tentar imitar o som do Muse se quer realmente provar que vive um período de maturidade em cima do palco.

 

BELO

21 – Teatro Castro Alves – Salvador

Sempre penso que anos atrás ele passou uma temporada na cadeia pelos motivos errados: quem ‘cantava’ as ‘músicas’ que o sujeito mostrava nos shows não merecia outra coisa senão passar um bom tempo tomando água de caneca e tendo duas horas de sol por dia. Uma verdadeira aberração musical para quem gosta de samba, Belo continua impunemente nos dias de hoje a personificar o que de pior aquele troço que ficou conhecido como “pagode” propiciou. Suas péssimas canções fazem jus às interpretações que costuma cometer em cima dos palcos, o que torna cada um de seus shows – agora risivelmente batizados como “Belo In Concert” e com quase duas horas e meia de duração – uma espécie de castigo sonoro para quem se atreve a testemunhar essa presepada. Fuja disso!

 

SHAKIRA

21 – Allianz Parque – São Paulo

23 – Arena do Grêmio – Porto Alegre

Ela tinha tudo para fazer um trabalho diferenciado, mas em determinado momento da carreira se deixou convencer que poderia se transformar em uma “Beyoncé latina”. Apesar de ter conquistado um sucesso mundial, sua qualidade artística é tão vazia quanto um pastel sem recheio. Você vai perceber isso ao testemunhar essas apresentações, que para piorar terão como atração de abertura o Cat Dealers, duo brasileiro formado por dois irmãos “DJs de pendrive”. Que pena…

 

ROGER WATERS

21 – Estádio do Mineirão – Belo Horizonte

24 – Estádio do Maracanã – Rio de Janeiro

Aqui está mais um exemplo de que a grandiosidade visual de alguns shows não permite mais que sejam assistidos de perto pela plateia. Ao contrário, as apresentações do eterno ex-baixista do Pink Floyd necessitam de certa distância do palco para que todo o conceito do espetáculo – agora rebatizado como “Us + Them”, com canções de seu mais recente trabalho, o bom Is This the Life We Really Want?, mescladas com as canções de sua ex-banda – seja compreendido. Como experiência sensorial, é imperdível!

 

PAULA & JAQUES MORELENBAUM

23 – Bourbon Street – São Paulo

Dona de uma voz bonita e afinada, a cantora carioca – junto com seu cultuado marido Jaques – tem na beleza dos arranjos de suas canções uma forte aliada na tarefa de expandir os horizontes de sua carreira, o que resulta sempre em um show delicado e repleto de ótimas melodias. No caso destes shows, a dupla vai mostrar as canções do álbum Casa, lançado em 2001 e gravado na casa de Tom Jobim, com quem trabalharam ao longo de praticamente uma década. Promete ser uma apresentação “classuda”…

 

LAURA JANE GRACE & THE DEVOURING MOTHERS

23 – Teatro Odisseia – Rio de Janeiro

25 – Centro Cultural São Paulo – São Paulo

A vocalista do Against Me! aproveitou que a sua banda viria fazer shows por aqui e agendou apresentações de seu projeto paralelo, que faz um som bem mais legal que o seu grupo titular, diga-se de passagem. Soa como um Placebo maios acelerado, o que não é de todo mal. Tomara que mantenham a pegada nos shows…