RATOS DE PORÃO

2 – SESC Pompéia – São Paulo

Uma das melhores bandas brasileiras de todos os tempos vai desfilar o seu tradicional festival de pancadaria sonora com a competência de sempre. É daqueles shows para não se perder, indicado para ouvidos “selecionados”. Os amantes da sutileza devem passar longe. Ah, na abertura, vai rolar show da boa banda Surra.

 

ROBERT CRAY

2 – Vivo o Rio – Rio de Janeiro

Dizem que ele não faz blues e sim música pop. E quem disse que o blues tem que soar sempre com aquela abordagem sonora rústica e presa à tradição dos doze compassos? É por isso que um show desse ótimo guitarrista/vocalista americano precisa ser visto por quem está com suas raízes fincadas no passado. Será uma apresentação elegante e muito divertida. Não deixe de ver!

 

MARIA GADÚ

2 – Circo Voador – Rio de Janeiro

Erroneamente chamada de “a nova Cássia Eller”, ela faz aquele tipo de som bem quadradinho, asséptico, sem risco, ideal para quem idolatra o Ivan Lins. O show costuma ter uma dinâmica meio arrastada e chega a dar sono em determinados momentos, pois fica a impressão de que ela passa o tempo inteiro cantando uma mesma música. Tomara que não inclua a pavorosa “Shimbalaiê” em suas apresentações. Vá por sua conta e risco…

 

CLARICE FALÇÃO

2 – Opinião – Porto Alegre

Por favor, me acordem quando este show chatíssimo terminar, sim? Obrigado. Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz… Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz…. Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz…

 

ALAÍDE COSTA

2 – SESC Santo Amaro – São Paulo

Infelizmente, as novas gerações desconhecem o maravilhoso trabalho desta cantora no passado, uma das vozes mais significativas do samba-canção e da bossa nova. Com o vozeirão ainda intacto, ela vai mostrar aqui músicas exclusivamente extraídas do repertório de Chico Buarque e Edu Lobo. É como assistir ao vivo um belo capítulo da história da música brasileira.

 

MARIA BETHANIA

2 e 3 – Credicard Hall – São Paulo

Confesso que nunca fui fã da temperamental cantora baiana, mas ela agora surge com um novo show, no qual comemora meio século de carreira. Seu repertório deve apresentar uma retrospectiva de sua safra de canções amealhadas ao longo deste tempo. Torça para ela tenha um mínimo de bom senso e deixe de lado alguns registros constrangedores de seus álbuns passados e saiba aproveitar a excelência instrumental de sua banda de apoio, sempre competente, sem abusar daqueles maneirismos histriônicos que levam qualquer um à loucura.

 

MARGARETH MENEZES

2 e 3 – SESC Belenzinho – São Paulo

Boa cantora ela sempre foi. Injustiçada na carreira? Também. Por isto, esta é uma boa oportunidade para você sacar o quanto ela tem a oferecer agora, quando mostra o resultado de sua carreira que comemora três décadas de existência. Experimente…

 

“Festival BBSeguros de Blues e Jazz”

3 – Parque da Cidade – Brasília

O evento gratuito é uma boa oportunidade de você assistir a bons shows junto com a família e os amigos. O destaque é o ótimo guitarrista norte-americano, Robert Cray, que faz um blues/pop de primeira categoria, mas o encontro de dois dos maiores guitarristas brasileiros – Sérgio Dias e Luiz Carlini – também deve ser prioritário no seu raio de ação visual e auditivo. Não perca!

 

SYMPHONY X

3 – Tropical Butantã – São Paulo

Se você acha que um show de heavy metal vale mais pela habilidade técnica dos integrantes da banda do que pela presença de um repertório cheio de canções memoráveis, então esta apresentação foi trazida para cá especialmente para você. Realmente, os caras da banda tocam muito — especialmente o ótimo guitarrista Michael Romeo -, mas suas canções, com toda uma grandiloqüência fajuta e pré-fabricada, fazem o grupo parecer um arremedo de Dream Theater — vide as canções do mais recente disco, Underworld, lançado há quatro anos. Que troço chato!

 

DIOGO NOGUEIRA

3 – Auditório Araújo Vianna – Porto Alegre

Ele até tenta seguir os passos do pai – o lendário e falecido João Nogueira -, mas além de não ter voz condizente com o gênero, Diogo Nogueira tem carisma zero e faz um tipo de samba que não só passa a anos-luz de distância daquilo que Zeca Pagodinho e Jorge Aragão – estes sim representantes do “resgate do samba de raiz” -, como também soa como um Alexandre Pires mais rústico. Não perca seu tempo.

 

PÉRICLES e LECI BRANDÃO

3 – Carioca Club – São Paulo

Ele é um cara carismático e dono de uma bela voz. Com o fim do Exaltasamba, Péricles iniciou sua carreira solo e eu torço sinceramente para que ele se afaste completamente do som que fazia com seu finado grupo, voltando a fazer um samba de raiz com letras que tenham uma maior profundidade poética. A julgar pela música mais recente que lançou, “Até que Durou”, que estará presente em seu novo disco, infelizmente parece que isto não vai acontecer tão cedo. Pena… Já Leci vai interpretar sambas de sua autoria, que resgatam uma sonoridade há muito tempo deixada de lado pelas novas gerações, que vivem a cultuar “pagodeiros açucarados” cultuados por periguetes sem cérebro. Além disto, Leci vai dar aula de samba ao interpretar de composições de Tom Jobim, Cartola e Paulinho da Viola. Quer aprender o que é samba de verdade? Esta é uma boa oportunidade…

 

FÁBIO JR.

3 – Km de Vantagens Hall – Belo Horizonte

Não adianta anunciar a estreia de um “novo show”. Da mesma forma como acontece com Roberto Carlos, Fábio Jr. também vem há muito tempo apresentando um show bastante burocrático. Mas ao contrário do “Rei”, o pai do tal de Fiuk é um roqueiro enrustido e sacana, que sabe que um pouco de espontaneidade é caminho certo para cativar ainda mais as suas fãs, que nunca cessam de gritar em suas apresentações. De uma coisa você pode ter certeza: a banda de apoio do cantor é sempre um time de primeira grandeza em termos instrumentais. Já as músicas…

 

ELLEN OLÉRIA

3 – SESC Santo Amaro – São Paulo

Uma das cantoras mais incríveis e criminosamente subestimadas dos últimos tempos no Brasil, ela agora promete usar suas raízes jazz/funk/samba/hip hop para abordar o repertório de… Beyoncé!!! Tomara que ela consiga fazer isso com energia e balanço, com arranjos pessoais e impactantes. Caso contrário, o que poderia ser legal pode soar constrangedor…

 

KARINA BUHR

3 – SESC Pinheiros – São Paulo

Esta cantora ainda tem na sua voz terrivelmente desafinada um ponto fraco tão preponderante que chega mesmo a atrapalhar a apreciação da boa parte instrumental de suas canções. Aliás, este é um defeito recorrente em 88,4% das bandas ditas “indies” brasileiras. Se já é imperdoável um instrumentista se meter a cantar sem obedecer ao tom da música, imagine isto vindo de uma cantora propriamente dita. Menos mal que o repertório vai trazer novidades, como algumas canções de seu mais recente álbum, Desmanche.

 

SKANK

3 Teatro Positivo – Curitiba

Canções bacanas, instrumentistas competentes, astral animado e simpatia espontânea. São exatamente estas características que sempre estão presentes em qualquer show do grupo mineiro, que agora se propõe a montar um repertório unicamente centrado em seus três primeiros álbuns: Skank (1993), Calango (1994) e Samba Poconé (1996). É inegável que você vai passar o tempo com um sorriso estampado no rosto. Vá e divirta-se!

 

OSWALDO MONTENEGRO & RENATO TEIXEIRA

3 – Tom Brasil – São Paulo

Não tenho a menor ideia do que pode resultar o encontro entre dois nomes tão díspares em termos de qualidade musical. Tomara que o brilhantismo de Renato não seja contaminado pela chatice estratosférica e ‘pseudocabeça’ de Montenegro. É o mínimo que posso desejar a quem se aventurar a presenciar tal encontro.

 

PAULINHO DA VIOLA

3 – Vivo Rio – Rio de Janeiro

Nesse dia, se você não fizer nada além de estar presente ao show do eterno “Príncipe do Samba” – que já comemorou inacreditáveis 50 anos de carreira -, sentadinho, quietinho e absorvendo todos os detalhes da aula de harmonia e melodia que ele vai ministrar em seu novo show – no qual promete cantar várias canções inéditas que vem compondo nos últimos tempos e até mesmo apresentar um bloco só com temas instrumentais -, sua vida já terá feito algum sentido. É sério.

 

TOQUINHO

3 – Blue Note – São Paulo

Embora seja um exímio violonista e um cantor até que razoável, já faz muito tempo que Toquinho se acomodou musicalmente, sempre fazendo shows com o mesmíssimo repertório – “Tarde em Itapoã”, “Regra Três”, “Testamento”, “Como Dizia o Poeta”, “Meu Pai Oxalá”, “Que Maravilha”, “Caderno” e, claro, “Aquarela”. E é ainda mais lamentável saber que qualquer esperança de ousadia seja sepultada pelas próprias plateias, que querem sempre ouvir as mesmas coisas. Que pena…

 

VINNY APPICE

3 e 4 – SESC Belenzinho – São Paulo

O ex-baterista do Black Sabbath e do Heaven & Hell vem ao Brasil para fazer catar uma grana com esse “show cover de luxo”, pois vai se apresentar ao lado de uma ótima banda de apoio – o ex-guitarrista do Dr. Sin, Edu Ardanuy, mais o vocalista Nando Fernandes (ex-Hangar) e o baixista Fernando Giovannetti, ex-Armored Dawn – para tocar na íntegra um dos melhores e mais subestimados álbuns de sua ex-banda, Mob Rules, de 1981. Resumindo: vale pela curiosidade e se você não se importar em ser cúmplice desse “passa o chapéu”…

 

MARCELO JENECI

3 e 4 – SESC Pompeia – São Paulo

Um dos melhores nomes da nova – e boa – safra da música brasileira, este cantor, compositor e instrumentista vai mostrar algumas canções de seu mais recente disco, Guaia. Dono de uma veia melódica e harmônica que faria o Guilherme Arantes sorrir, ele é daqueles artistas que consegue capturar a atenção unicamente pela qualidade de suas composições. Vá sem susto!

 

MASSACRATION

4 – Bolshoi Pub – Goiânia

Uma piada que ganhou vida e se tornou uma banda, o Massacration é apenas a prova que cada país tem o Manowar que merece. A vantagem é que a trupe de humorista não se leva a sério, enquanto o quarteto liderado pelo canastrão Joey DeMaio… Bem, nem preciso escrever, né?

 

XANDE DE PILARES

8 – Auditório Araújo Vianna – Porto Alegre

Por ter boa presença de palco e carisma, ele até poderia ter uma carreira decente se resolvesse construir um repertório bacana, com canções influenciadas pelo samba do passado, e fizesse uma aulas de canto para deixar de desafinar tanto. Em vez disso, prefere chafurdar na vala da descartabilidade com músicas ridículas, que apenas são relevantes para ‘periguetes’ com os cabelos tingidos com água de salsicha e soltar sua voz de maneira ‘qualquer nota’.