BACO EXU DO BLUES

22 – Audio – São Paulo

De vez em quando a mídia e alguns “mudérnussss” – principalmente os “caetanos velosos da vida”- elegem umas figuras queridinhas que passam a ser adorados por uma parcela “mudérnna” de um tipo de público que baba-ovo para qualquer coisa ‘antenada’, ‘mudéerna’. A bola de vez é esse sujeito metido a “rapper”, dono de um repertório formado por canções com a mesma batida e letras “ishpértas” mais fracas que café com leite de orfanato. Um troço simplesmente horrível. Felizmente, o ‘hype’ vai durar pouco…

 

FÁBIO JR.

22 – Espaço das Américas – São Paulo

Não adianta anunciar a estreia de um “novo show”. Da mesma forma como acontece com Roberto Carlos, Fábio Jr. também vem há muito tempo apresentando um show bastante burocrático. Mas ao contrário do “Rei”, o pai do tal de Fiuk é um roqueiro enrustido e sacana, que sabe que um pouco de espontaneidade é caminho certo para cativar ainda mais as suas fãs, que nunca cessam de gritar em suas apresentações. De uma coisa você pode ter certeza: a banda de apoio do cantor é sempre um time de primeira grandeza em termos instrumentais. Já as músicas…

 

MONOBLOCO

22 – Fundição Progresso – Rio de Janeiro

É um dos troços mais sem personalidade do momento. A mistura de Carnaval, escola de samba, mangue beat, rock, chorinho, pagode, música brega e mais um monte de porcarias é feita apenas para impressionar playboys e patricinhas metidas a “descoladas”. É uma “micareta para gente bronzeada com Tang de tangerina e com sorriso de plástico”. Apesar de bem tocado, o som o Monobloco é a extensão dessa onda “o novo samba da Lapa” que o Rio de Janeiro vem tentando levar a outros Estados, ou seja, um troço chato pra cacete, que serve apenas para dar uma aura de intelectualidade a algo que mais se assemelha a uma micareta com pose de grã-fina. Evidentemente, é o show ideal para playboys e pseudogaranhões pegarem umas “periguetes patricinhas”…

 

BIANCA GISMONTI TRIO

22 – JazzB – São Paulo

Conheço o trabalho da filha do mítico Egberto Gismonti por intermédio do excelente Duo Gisbranco, que ela tem em parceria com a também pianista Claudia Castello Branco. Posso atestar que sua habilidade e sutileza como instrumentista são de cair o queixo. Por isso, uma apresentação dela com seu próprio trio é daqueles eventos absolutamente imperdíveis!

 

HAMMOND GROOVES & WEJAM AUDIO BIG BAND

22 – Jazznos Fundos/CCMI – São Paulo

Aqui está um exemplo de apresentação que você não pode perder em hipótese alguma. Este trio – capitaneado por Daniel Latorre, um dos maiores experts em órgãos Hammond da América Latina – sempre faz shows espetaculares justamente tendo este lendário instrumento guiando baixo e bateria em levadas instrumentais sensacionais. Para “piorar”, o repertório é lotado de composições de Jimmy Smith, Booker T & The MG’s, Wes Montgomery, John Patton, Dr. Lonnie Smith, George Benson, Jimmy McGriff, Miles Davis, John Coltrane, Medeski, Martin &Wood e mais um monte de coisas bacanas do “jazz boogaloo”. Além disso, preste muita atenção aos sons do primeiro álbum dos caras, Funktastic. E o show será ainda muito especial mesmo, pois o trio estará acompanhado de uma big band! Simplesmente imperdível!!!

 

COURTNEY BARNETT

22 – Opinião – Porto Alegre

Sinceramente, nunca tinha ouvido falar no nome dessa moça australiana até o anúncio de seu show no Brasil. E a julgar por aquilo que ouvi de seus discos, seu som indie prima por melodias e harmonias bem interessantes, que casam bem com a voz meio sonolenta que ela apresenta em todas as canções. Não vi ao vivo, mas aposto que a qualidade do repertório deve segurar bem a onda de quem deseja assistir a um show e se divertir.

 

REAL FRIENDS

22 – Teatro Odisseia – Rio de Janeiro

23 – Jai Club – São Paulo

É incrível que em pleno ano de 2019 ainda existam bandas emo, mesmo que disfarçadas por guitarras mais distorcidas que o habitual, como faz esse quarteto americano. Claro que os vocais de Dan Lambton trazem aquele chororô insuportável, o que faz com que tudo seja indicado apenas para meninas adolescentes metidas a rebeldes que acabaram de descobrir os “prazeres solitários”, ou seja, não é programa para adultos. Na abertura, vai rolar o show de uma banda brasileira, Phone Trio.

 

CRIOLO

22 e 23 – Circo Voador – Rio de Janeiro

Ele batizou sua nova turnê como “Boca de Lobo”, título de uma música lançada recentemente que chamou mais a atenção por conta do clipe cheio de efeitos especiais do que pela excelência da canção em si. O que isso quer dizer? Nada. Vai ser o mesmo show de sempre.

 

JOHNNY HOOKER

22 e 23 – SESC Pinheiros – São Paulo

Seus discos são pretensiosos e chatos pra cacete, sua tentativa em imitar o timbre de voz da Cássia Eller é irritante e… e… Quer saber? Hooker é daqueles caras que julgam que “esquisitice” é o caminho mais fácil para a adoração de baba-ovos. Nem a pau que eu indicaria um show desse sujeito para quem quer se divertir e ouvir um som bacana. Ainda mais porque ele vai mostrar canções do horrível álbum Coração e vai contar com a participação do igualmente pavoroso Jaloo. Deus me livre!  Vá fazer outra coisa!

 

KARINA BUHR

22 e 23 – SESC Pompéia – São Paulo

Esta cantora ainda tem na sua voz terrivelmente desafinada um ponto fraco tão preponderante que chega mesmo a atrapalhar a apreciação da boa parte instrumental de suas canções. Aliás, este é um defeito recorrente em 88,4% das bandas ditas “indies” brasileiras. Se já é imperdoável um instrumentista se meter a cantar sem obedecer ao tom da música, imagine isto vindo de uma cantora propriamente dita. Menos mal que o repertório vai trazer novidades, como algumas canções de seu mais recente álbum, Selvática.

 

BELO

22 – Tropical Butantã – São Paulo

23 – Carioca Club – São Paulo

Sempre penso que anos atrás ele passou uma temporada na cadeia pelos motivos errados: quem ‘cantava’ as ‘músicas’ que o sujeito mostrava nos shows não merecia outra coisa senão passar um bom tempo tomando água de caneca e tendo duas horas de sol por dia. Uma verdadeira aberração musical para quem gosta de samba, Belo continua impunemente nos dias de hoje a personificar o que de pior aquele troço que ficou conhecido como “pagode” propiciou. Suas péssimas canções fazem jus às interpretações que costuma cometer em cima dos palcos, o que torna cada um de seus shows – agora risivelmente batizados como “Belo In Concert” e com quase duas horas e meia de duração – uma espécie de castigo sonoro para quem se atreve a testemunhar essa presepada. Fuja disso!

 

ZECA BALEIRO

22 a 24 – SESC Vila Mariana – São Paulo

Apesar de seus detratores alegarem que ele não faz nada de novo, a verdade é que Zeca Baleiro – que agora vem divulgando seu mais recente trabalho, O Amor no Caos, lançado no ano passado – é um daqueles caras que podem ser acusados de qualquer coisa, menos de ser preguiçoso em relação ao seu trabalho musical. Sempre produzindo boas canções, com arranjos que muitas vezes fogem dos padrões tradicionais e com um discurso encorpado em termos poéticos, ele injeta certa dose de inconformismo dentro de uma cena que se mostra excessivamente passiva. Isto tudo sem contar a banda de apoio de primeiríssima qualidade. Pode arriscar que você vai se dar bem…

 

PAULO RICARDO

23 – Bolshoi Pub – Goiânia

Não adianta. O cara tenta, tenta, tenta, diz que finalmente gravou um álbum de rock como sempre sonhou, que seus shows agora serão mais intensos, aquele bla bla blá todo… Aí na hora de ouvir e assistir, é aquela sensação de constrangimento, de “vergonha alheia” em grau “master”. Será que não existe uma alma caridosa no mundo que chegue nesse rapaz e diga “filho, tá tudo errado, comece de novo e ouça os conselhos de gente sincera, por favor…”

 

KARNAK

23 – Centro Cultural São Paulo – São Paulo

Um dos grupos mais chatos e pretensiosos da música brasileira nas últimas décadas resolveu voltar à ativa atendendo a pedidos inexistentes. Nessa apresentação eles anunciam a execução de uma “ópera-rock” (sic) batizada como Nikodemus – O Rei que Inventa Tudo o que Não Existe e de antigas bobagens como “Alma Não Tem Cor”, “O Mundo”, “Juvenar” e “Comendo Uva na Chuva”. Se quiser saber como uma mistura de ritmos, estilos musicais e teatralidade pode soar enfadonha e acionar em você o “modo dorminhoco”, basta ter a disposição de trocar um bom sexo com o seu amor para presenciar esse troço. Aí o problema é todo seu…

 

BOOGARINS e TULIPA RUIZ

23 – Cine Joia – São Paulo

Essa é uma boa oportunidade para você conferir que a “babação de ovo” em cima do Boogarins é absolutamente injustificada, seja pelas canções chatíssimas, pelos vocais desafinados, pela execução instrumental capenga e pela fluência sonora que nunca se consuma. Típico caso de “hype hipster” que já deu no saco, né? Já no caso da Tulipa, você tem a chance de comprovar que ela continua como um dos grandes destaques da nova geração de cantoras brasileiras, se tornando um exemplo de como uma grande voz pode propiciar um belo show. O repertório é bacana – centrado agora em seu mais recente e ótimo álbum, Dancê -, Tulipa é carismática e a banda que a acompanha segura muito bem a onda. Você vai sair do show com vontade de comprar o disco da garota. Pode apostar!

 

“BLOCO DO SAFADÃO”

23 – Credicard Hall – São Paulo

Como é? Show de Carnaval com Wesley Safadão e um tal de “Dilsinho”?  Deus me livre!!! Com sorte, não estarei sequer no bairro em que se localiza o local que vai abrigar esse troço!

 

LECI BRANDÃO

23 – SESC Parque Dom Pedro II – São Paulo

Nesse show, a tradicionalíssima cantora vai interpretar sambas de sua autoria, que resgatam uma sonoridade há muito tempo deixada de lado pelas novas gerações, que vivem a cultuar “pagodeiros açucarados” cultuados por periguetes sem cérebro. Além disto, Leci vai dar aula de samba ao interpretar de composições de Tom Jobim, Cartola e Paulinho da Viola. Quer aprender o que é samba de verdade? Essa é uma boa oportunidade…

 

CARLOS WALKER

23 – SESC Belenzinho – São Paulo

Em 1975, ele lançou um álbum que, na época, ninguém deu o devido valor. Hoje, A Frauta de Pã – sim, “frauta” mesmo! – é objeto de culto de colecionadores espalhados pelo planeta, todos maravilhados pelo trabalho extremamente poético, com fortes influências barrocas e com canções singelas e bucólicas, com um trabalho de orquestração muito bom. Pois o próprio Walker vai tocar esse álbum na íntegra e sabe-se lá Deus como as canções vão soar depois de tanto tempo. É uma aposta arriscada, mas que vale a pena ser conferida. Sabe-se lá quando tal show será apresentado novamente…

 

ADRIANA CALCANHOTTO

23 – Vivo Rio – Rio de Janeiro

Ela vai apresentar um novo show que, segundo ela, “foi idealizado como ‘concerto-tese’, ou seja, uma conclusão de minha residência artística na Universidade de Coimbra, em Portugal, onde estive nos últimos dois anos entre cursos e apresentações”. Seja lá o que isso signifique, uma coisa é certa: se tiver mais solta no palco e menos preocupada com sua performance, a cantora pode proporcionar uma experiência bem interessante para a plateia.

 

GERSON CONRAD

23 – Teatro Olido – São Paulo

Em um show gratuito, o ex-integrante do lendário trio Secos & Molhados vai mostrar canções de sua nova safra – que é bem irregular, diga-se de passagem – e relembrar seus tempos ao lado de Ney Matogrosso e João Ricardo. Tomara que a banda de apoio tenha deixado de comprometer algumas músicas interessantes com arranjos e abordagens equivocadas…

 

GANG 90

23 e 24 – SESC Pompéia – São Paulo

Confesso que sou muito – muito MESMO! – desconfiado de bandas que voltam à ativa sem um integrante sequer da formação original, como é o caso aqui, em que apenas membros de formações posteriores – no caso, a vocalista Taciana Barros e o baixista Lepetit – assumem o nome e tratam de revisitar o passado. Nem mesmo as participações especiais prometidas ajudam a me animar, pois sei que Edgard Scandurra não vai fazer feio, ao contrário do vocalista Rodrigo Carneiro (ex-Mickey Junkies) e do pavoroso Filipe Catto. Quer arriscar? OK, mas depois não diga que não avisei…

 

GISBRANCO & JAQUES MORELENBAUM

23 e 24 – SESC 24 de Maio – São Paulo

O ótimo duo de pianistas Claudia Castelo Branco e Bianca Gismonti – filha do extraordinário Egberto Gismonti – faz um som excelente, registrado com esmero nos álbuns Gisbranco (2008) e Flor de Abril (2011), nos quais apresentam uma mistura de jazz, MPB e música erudita de primeira grandeza. Com a presença do extraordinário violoncelista e arranjador Jaques Morelenbaum em ambas as apresentações, pode apostar que você testemunhará espetáculos de rara beleza. Não deixe de assistir!

 

VAV

24 – Carioca Club – São Paulo

Mais uma dessas bandas de k-pop que surgem como baratas em todos os cantos do planeta fazendo apresentações patéticas em playback para fãs histéricas e retardadas, que consomem músicas horríveis com a falta de critério típica de quem tem um monte de merda bem mole e fedida no lugar do cérebro. Simples assim…

 

FORGOTTEN BOYS

24 – Centro Cultural São Paulo – São Paulo

Desde que surgiu em 1997, o grupo paulistano vinha gravando discos e fazendo shows bastante subestimados pelo público, que perdia a oportunidade de tomar contato com boas canções influenciadas por MC5, Iggy Pop e Queens of the Stone Age na medida mais que correta. Depois de anos sem tocar, a banda voltou à ativa e, para ser sincero, não sei o que poderá acontecer nessa apresentação, já que o som mudou bastante. Teremos que conferir, né?

 

DEAD FISH

24 – Cine Joia – São Paulo

Erroneamente considerado como um grupo “emo” por fãs adolescentes retardados, a banda capixaba faz um som bastante honesto em termos de peso, embora suas letras apresentem certa dose de ingenuidade engajada. Tudo bem que é um som que só entusiasma quem tem menos de dezessete anos de idade, mas essa é outra história. O grupo será a atração principal de um evento batizado como “Antifolia 2019”, que vai contar também com atrações como Deb and The Mentals, Brvnks e os DJs Thiago Deejay e Jalapeño Sociedad, duo formado Fabrício Nobre e um tal de “Mexicano”. Vá por sua conta e risco…

 

BNEGÃO & SELETORES DE FREQUENCIA

24 – SESC Itaquera – São Paulo

Já faz muito tempo que BNegão deixou de ser apenas um “ex-integrante do Planet Hemp”. Ao lado do grupo Seletores de Frequência, ele vai apresentar as canções de seu mais recente – e bom – disco, TransmutAção, e dar uma boa revisitada em canções significativas de seus dois álbum de estreia, Enxugando o Gelo e Sintoniza Lá. A julgar por aquilo que já vi e ouvi, o show será muito bom e animado, principalmente pela ‘mistureba’ sônica que os caras sempre apresentam em cima do palco, sempre tocada com eficiência.

 

ANELIS ASSUMPÇÃO

24 – SESC Belenzinho – São Paulo

A filha do falecido Itamar Assumpção tem boas canções e banda afiada. Só por isto o seu show já valeria a pena. Como “bônus”, há uma interessante mistura de ritmos e gêneros – samba, reggaehip hop e o que mais lhe der na telha. Como a base do show são as canções de seu mais recente álbum, o bom Taurina, recomendo uma boa espiada na apresentação.

 

SIMONE SOU

25 – SESC Consolação – São Paulo

Talentosa percussionista – já tocou com os Mutantes, Jards Macalé, Zeca Baleiro, Elza Soares e muitos outros -, Simone vai mostrar algumas canções de seu único disco solo, Sim One Sou, lançado originalmente em 2009, ao lado de outros sons bem interessantes. Vale a pena dar uma espiada…

 

ARRIGO BARNABÉ interpreta Roberto e Erasmo Carlos

25 – SESC do Carmo – São Paulo

Juro por Deus: não faço a menor ideia do que pode acontecer em um show desse naipe. Tentarei ir para conferir…

 

MARIA RITA

28 – Circo Voador – Rio de Janeiro

Demorou um pouco para que grande parte do público levasse a filha de Elis Regina a sério como cantora. E não há nada de errado com o mundo quando se percebe que ela melhorou muito como cantora e, principalmente, na escolha do repertório de seus shows – vide o que vai apresentar neste show, batizado como “Samba da Maria”. Há uma dose maior de espontaneidade em suas apresentações e sua banda de apoio é eficientíssima. Para quem nunca a viu em cima do palco, vale a pena dar uma arriscada…