STICK MEN

24 – Carioca Clube – São Paulo
Tem muita gente pensando que o grupo formado pelo baixista Tony Levin e pelo baterista Pat Mastelotto, ambos do King Crimson, vai se apresentar no Brasil só para tocar o repertório da banda liderada pelo guitarrista Robert Fripp. Ledo engano.  Primeiro que Levin, juntamente com o também multiinstrumentista Markus Reuter, vai se ocupar de tocar o stick, um estranhíssimo instrumento que pode soar como guitarra, teclado e contrabaixo ao mesmo tempo. Depois, é preciso que você saiba que o trio tem vários discos lançados, inclusive um gravado ao vivo com o convidado especial, o violinista David Cross, também ex-integrante do “Rei Escarlate”, intitulado Midori e lançado em 2015. É óbvio que várias composições do King Crimson serão tocadas com arranjos surpreendentes, mas pode apostar que vão rolar outras maravilhas no repertório. Uma coisa é certa: é um show absolutamente imperdível!

 

THIAGUINHO, FERRUGEM e SAMPRAZER

24 – Audio – São Paulo

Embora seja um cara carismático em cima do placo, Thiaguinho desperdiça isto com um repertório de porcarias vexaminosas, que só entusiasma periguetes e candidatas a tal. Sem contar que, ao vivo, sua voz não é lá essas coisas, o que não ajuda em nada a tornar seu show um evento imperdível. Pelo contrário: com as participações inaceitáveis do tal de “Ferrugem” e do péssimo grupo Samprazer, o evento é daquelas ocasiões para se ficar em casa e com as janelas fechadas.

 

GUSTTAVO LIMA

24 – Espaço das Américas – São Paulo

O que pode ser pior que o Luan Santana? Um imitador, claro! E dos mais incompetentes, já que suas canções jamais ultrapassam os limites do patético, o que certamente reflete a idade mental de seu público, que não consegue distinguir um asno de um extintor de incêndio. É a prova viva de que um pseudoartista pode usar de uma “estupidez poética” para enganar um público cada vez mais descerebrado. Passe longe disso, pelo amor de Deus!

 

HERMETO PASCOAL

24 – Casa Natura Musical – São Paulo

Não importa saber o que o grande bruxo sonoro vai tocar. Você tem apenas é que estar preparado para uma experiência sônica que vai fazer o seu cérebro rodopiar dentro da calota craniana. Serão shows absolutamente imperdíveis e imprevisíveis!

 

VENTANIA

24 – Jai Club – São Paulo

Sei que pode parecer incrível, mas há uma espécie de “culto” a esse sujeito, que nada mais é que um imitador do Raul Seixas, só que em versão “hippie vendedor de miçangas de praça do interior que precisa urgentemente de um banho”. O sujeito é tão desafinado e metido a “mutcho loco” que chega até a ser engraçado. Não, mentira, não é engraçado porra nenhuma! É simplesmente patético. E quem for ao show pode assinar tranquilamente um atestado de vegetal ambulante “mutcho loco”, com um cogumelo mofado no lugar que deveria ser ocupado pelo cérebro.

 

DANIEL DAIBEM

24 – JazzB – São Paulo

O guitarrista se tornou razoavelmente conhecido depois de apresentar durante muito tempo um programa de jazz na Rádio Eldorado FM aqui em São Paulo, no qual procurava explicar o gênero de um modo bem fácil para o ouvinte leigo. Esta é uma boa oportunidade de conferir seus dotes como instrumentista a serviço de um repertório que, além de conter suas próprias composições, traz interessantes releituras de temas de grandes nomes do ficou conhecido como “soul jazz”, gente do porte de Grant Green, Ray Charles, Wes Montgomery e George Benson, entre outros. Ótima pedida, principalmente para quem, como o tio aqui, curte esse tipo de som.

 

BANDA BLACK RIO

24 – JazzNosFundos – São Paulo

Embora esteja completamente descaracterizada em relação a sua formação original, esta reencarnação do lendário grupo dos anos 70 faz um show até que animado, mas feito para agradar apenas a quem não faz a menor ideia da história da banda. Quem conhece o som “das antigas” vai simplesmente odiar o que estes caras estão fazendo. Sugiro uma olhadela no show para que você se posicione.

 

TRIBALISTAS

24 – Anfiteatro Beira-Rio – Porto Alegre

25 – Pedreira Paulo Leminski – Curitiba

É inacreditável que depois do total fracasso do segundo e autointitulado álbum lançado no ano passado o trio formado por Marisa Monte, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes – secundado por inúmeros músicos contratados, incluindo Dadi, baixista da A Cor do Som – tenha a ousadia de se apresentar em grandes palcos espalhados pelo País. Não é possível que alguém se disponha a gastar uma grana preta para aire de casa e ouvir em cima do palco uma sucessão de canções horríveis e pretensiosas em sua “exibição de simplicidade”, um troço tão falso quanto uma nota de R$ 7. Passe longe desse ‘mamute apodrecido’!

 

PONTO DE EQUILÍBRIO

24 – Opinião – Porto Alegre

O cenário do reggae no Brasil é uma lástima, com dezenas de grupo fazendo um som chinfrim e com uma postura de palco tão carismática quanto um cacto seco. Este octeto carioca – que alega ter uma carreira de dezoito anos! – não é exceção. As letras são terríveis, o discurso “igualdade, amor e justiça” provoca vergonha alheia em quem realmente segue a “filosofia rasta” e som medíocre, que dá a impressão de ser uma única música tocada em “loop”, só não é pior que o timbre do vocalista Hélio Bentes, que canta como se tivesse engolido uma bexiga de aniversário não muito cheia de ar. Para quem, como eu, que adora o reggae de Bob Marley, Peter Tosh, Dennis Brown, Gregory Isaacs e de bandas como Steel Pulse, Big Youth, Aswad, Heptones e Gladiators, ouvir o Ponto de Equilíbrio faz os ouvidos sangrarem em esguicho…

 

THOMAS STRONEN & TIME IS A BLIND GUIDE

24 – SESC Pompéia – São Paulo

O baterista norueguês e seu quinteto faz um tipo de jazz estranho e belo ao mesmo tempo. Algumas “atmosferas sônicas” lembram um amálgama de “ambiente jazz”, música cigana intimista e melodias meio japonesas. É difícil definir, mas extremamente instigante de se ouvir, desde que você tenha um bom número de neurônios em perfeito funcionamento, é claro. Recomendo!

 

NOW vs NOW

24 – SESC Pompéia – São Paulo

Jason Lindner é um tecladista nova-iorquino que começou a se destacar no cenário musical depois de fazer parte da banda da baixista/cantora Meshell Ndegeocello e, principalmente, depois de gravar em 2016 o álbum Blackstar, o epitáfio musical de David Bowie. Ele montou este trio para se dedicar a fazer uma música que oferece novas vertentes para o hip hop e a própria black music contemporânea, se aproximando bastante do jazz rock suingado que se fazia na primeira metade dos anos 70. Prestes a lançar seu terceiro disco, The Buffering Cocoon, o grupo merece bastante a sua atenção.

 

PAULA MORELENBAUM

24 e 25 – Cine Theatro Brasil – Belo Horizonte

Dona de uma voz bonita e afinada, a cantora carioca – mulher do multiinstrumentista Jaques Morelenbaum -, tem na beleza dos arranjos de suas canções uma forte aliada na tarefa de expandir os horizontes de sua carreira. E isto resulta em um show delicado e repleto de ótimas melodias, ainda mais porque será baseado nas músicas de Canção do Amor Demais, o lendário álbum de Elizeth Cardoso lançado em 1958, o primeiro contendo composições de Tom Jobim e Vinícius de Moraes e tendo como violonista um jovem chamado… João Gilberto. Além delas, vão rolar também temas de Astrud Gilberto, Nara Leão e Silvinha Telles. Será um autêntico tributo a bossa nova e Cristóvão Bastos. Não perca!

 

ROBERTO CARLOS

24 e 25 – Credicard Hall – São Paulo

Vamos encarar a verdade? Ok, lá vai: se você viu um show do Roberto Carlos, viu todos. Infelizmente, ele é incapaz de mudar um único detalhe de suas apresentações e esta postura já dura há décadas. As músicas são as mesmas, os arranjos são os mesmos, a comunicação com a plateia é a mesma, as rosas distribuídas para as senhoras tresloucadas que se sentam nas primeiras fileiras já são de praxe, a leitura descarada das letras em um teleprompter, o pieguismo romântico… Tudo rigorosamente igual. Se você não se incomoda com isso, bom proveito! Mas se é para saborear sempre a mesma iguaria, prefiro comer pastel de queijo na feira…

 

FLÁVIO VENTURINI

24 e 25 – Imperator – Rio de Janeiro

Depois de dar um tempo nas apresentações do (teoricamente) redivivo grupo O Terço, o tecladista retoma sua carreira solo promovendo um novo show, batizado como “Paisagens Sonoras”, no qual ainda toca horrorosas revisitações de antigos hits como “Todo Azul do Mar”, “Noites com Sol”, “Pierrot” e “Até Outro Dia” intercaladas com abordagens meio eruditas para temas como “Céu de Santo Amaro”, “Fotografia de um Amor” e “Retratos”. Torça para que ele pelo menos mostre algumas de suas interessantes composições instrumentais para dar uma aliviada na chatice…

 

FERNANDA TAKAI

24 a 26 – SESC Santana – São Paulo

Em carreira solo, a vocalista do Pato Fu guarda grande parte de sua delicadeza melódica para elaborar boas canções e outras nem tanto. Vale a pena dar uma arriscada e assistir a estas apresentações com uma “vibe” mais tranquila, baseadas em seu novíssimo disco, O Tom da Takai, produzido e arranjado por Roberto Menescal e Marcos Valle, só com músicas de Tom Jobim.

 

MART’NÁLIA & PAULINHO MOSKA

24 a 26 – SESC Ipiranga – São Paulo

A filha de Martinho da Vila canta bem, tem uma bossa meio ‘maloqueira’ no palco e está sempre acompanhada de bons músicos. Nos últimos tempos, abandonou uma momentânea pseudosofisticação e voltou a colocar espontaneidade em seu samba. Ao lado de Moska, um cara talentoso que peca sempre por apresentar um repertório bastante irregular, a premissa é que o show seja uma celebração da diversão pelo menos é isso o que eu espero…

 

DIOGO NOGUEIRA

24 a 26 – Theatro NET – Rio de Janeiro

Ele até tenta seguir os passos do pai – o lendário e falecido João Nogueira -, mas além de não ter voz condizente com o gênero, Diogo Nogueira tem carisma zero e faz um tipo de samba que não só passa a anos-luz de distância daquilo que Zeca Pagodinho e Jorge Aragão – estes sim representantes do “resgate do samba de raiz” -, como também soa como um Alexandre Pires mais rústico. Não perca seu tempo.

 

PITTY

24 – concha acústica do Teatro Castro Alves – Salvador

30 – Opinião – Porto Alegre

Os shows da cantora e de sua boa banda sempre foram relevantes apenas para quem tinha idade mental inferior a dezessete anos. A questão agora é que ela está em uma nova fase, aberta a outras sonoridades, o que é um perigo no caso dela – vide a pavorosa música nova que ela lançou recentemente, “Contramão”. É óbvio que ela vai manter a pegada roqueira de seus trabalhos anteriores em cima do palco, mas… Bem, vá por sua conta e risco. Ah, na abertura vai ter apresentação da cantora Larissa Luz.

 

CÉU

25 – The Week – São Paulo

Boa cantora em disco e um pouco irregular ao vivo, ela se tornou um dos mais celebrados nomes da nova safra de cantoras brasileiras. Neste show ela vai mostrar canções de seus bons álbuns – incluindo o mais recente, Tropix -, o que é uma excelente pedida para quem não acredita que a música nacional vai além das “Anittas da vida”. Vai rolar também uma apresentação do bom grupo Samuca e a Selva – que lançou um disco bem interessante em 2016, Madurar -, com participações especiais de Filipe Cato e Curumin. Deve ser um evento divertido.

 

O TERNO

25 – SESC Belenzinho – São Paulo

Juro por Deus: poucas vezes vi uma banda tão ruim na vida. Se os caras fossem apenas desengonçados em cima do palco, ainda vá lá. Só que presenciar um show destes caras é ser testemunha de um tsunami de vocais desafinados, músicas pavorosas, letras horríveis e uma presença de palco que chega próximo do retardamento mental. Mesmo assim, eram incensados pela turma da MTV, agraciados com prêmios, aquela patuscada toda. Bem, isto talvez explique porque a emissora desapareceu…

 

SEAN TYAS

25 – Audio – São Paulo

“Show” de DJ de pendrive e girador de botão desligado já é um troço insuportável. Agora, quando isso envolve um set de trance com QUATRO HORAS DE DURAÇÃO, aí já é caso de chamar a Defesa Civil e mandar cercar o local para que ninguém que se disponha a sacudir a carcaça ao som dessa porcaria tenha a chance de sair de fininho dessa “roubada master plus extra large XXX”. Vai ter que ficar até o final, para aprender a ter um mínimo de discernimento antes de torrar a sua grana…

 

ANELIS ASSUMPÇÃO

25 – Auditório Ibirapuera – São Paulo

A filha do falecido Itamar Assumpção tem boas canções e banda afiada. Só por isto o seu show já valeria a pena. Como “bônus”, há uma interessante mistura de ritmos e gêneros – samba, reggaehip hop e o que mais lhe der na telha. Como a base do show são as canções de seu mais recente álbum, o bom Taurina, recomendo uma boa espiada na apresentação, que vai contar ainda com a participação de Tulipa Ruiz.

 

BRUNO & MARRONE

25 – Espaço das Américas – São Paulo

Sem sombra de dúvidas, esta dupla – bem, “dupla” é modo de escrever, já que apenas um canta, ou melhor, grita, enquanto o outro apenas mexe os lábios – é um dos troços mais asquerosos que a música mundial já presenciou. É impressionante como os dois são artistas de uma regularidade impressionante: nada do que eles cantam e tocam é digno de um único elogio. No palco, então… As canções são arremedos do que de pior pode ser chamado de “romantismo”, com arranjos absurdamente manjados e interpretações canhestras. Quando a dupla cisma de colocar bailarinos fazendo coreografias de 18ª categoria, aí é o Apocalipse. Parece incrível, mas, perto eles, Vitor & Leo soam como Simon & Garfunkel.

 

CATEDRAL

25 – Opinião – Porto Alegre

Sair de casa para assistir a um show de uma banda que insiste em imitar a Legião Urbana há 452 anos não é bem um programa recomendável, ainda mais apresentando canções de poética mais fraca que sopa de albergue noturno. Para piorar, o trio usou o velho truque da “turnê de despedida pelo Brasil” em 2016 para vender mais ingressos e agora vem com a lorota “milhares de pedidos dos fãs nos fizeram voltar à ativa e comemorar trinta anos de carreira”, uma trapaça absolutamente intolerável. Fuja disso!

 

JORGE ARAGÃO

25 – SESC Parque Dom Pedro II – São Paulo

Assim como Zeca Pagodinho, o velho e bom Jorge faz samba legítimo e não esses pagodes xexelentos que empesteiam a atmosfera deste País. Faz muito tempo que não o vejo nos palcos, já que ele esteve por um bom tempo afastado deles por sérios problemas de saúde. Como tudo agora parece estar OK com ele, vale a pena dar uma checada em seu ótimo som.

 

COSMO GRÃO

25 – SESC Belenzinho – São Paulo

Nunca assisti a um show desse trio de rock barulhento instrumental de Recife, mas a julgar por aquilo que ouvi no ótimo disco que lançaram em 2016, Cosmograma, eu diria que vale a pena sai de casa para conferir o som pesado e quase claustrofóbico dos caras.

 

ALEXANDRE PIRES

25 – Teatro Positivo – Curitiba

Só tem uma coisa que é tão ruim quanto esse “pagode xexelento” que anda por aí: é alguém que faz um “pagode xexelento” ainda mais romântico e travestido de uma “classe” tão verdadeira quanto uma nota de R$ 30. Assim é um show do ex-vocalista do Só Pra Contrariar, um negócio tão açucarado que, para evitar acidentes, deveria ter um detector de diabéticos na porta do show. Deus me livre!

 

DOM SALVADOR SEXTETO

25 e 26 – SESC Pompéia – São Paulo

Sério: não dá para escrever palavras que definam a importância que o mitológico pianista tem dentro da história da música brasileira – sugiro que você assista aqui ao vídeo em que mostro os criadores do “verdadeiro funk brasileiro” e explico porque Salvador foi aquele que criou a linguagem que seria utilizada nas décadas posteriores com o seu Grupo Abolição. Agora, saber que o velho mestre vai se unir novamente ao baixista Sérgio Barrozo, companheiro no igualmente lendário grupo de samba/jazz Rio 65 Trio é de soltar lágrimas de emoção. Simplesmente imperdível!

 

THE SCIENTIST & NAÇÃO ZUMBI

25 e 26 – SESC Pinheiros – São Paulo

A união entre a banda brasileira e um dos maiores engenheiros de mixagem jamaicanos de todos os tempos – responsável por grande parte da bíblia do dub reggae – tem tudo para ser um show tão eletrizante quanto malemolente. Quem bolou essa dobradinha tem que receber um crédito extra em sua conta bancária pela sagacidade de criar tal encontro…

 

DUOFEL

25 e 26 – SESC Avenida Paulista – São Paulo

Este magistral duo de violonistas – formado por Fernando Melo e Luiz Bueno – está comemorando quatro décadas de carreira incessante e apresenta novamente o show em que utilizam uma série de violões e violas diferentes para exibir um repertório brilhante. É um espetáculo que você não pode perder caso tenha a mente aberta.

 

FATHER JOHN MISTY

25 – Marina da Glória – Rio de Janeiro

26 – Auditório Simón Bolívar do Memorial da América Latina – São Paulo

O codinome artístico do cantor/compositor/ violonista Josh Tillman é a capa perfeita para que ele envie ao mundo canções belíssimas, com letras quase indecifráveis e uma sonoridade que lembra o que aconteceria de Elton John e Beck resolvessem gravar vários discos. É um daqueles shows que precisa ser saboreada como uma iguaria fina e sem a “babação de ovo” de hipsters barbudos metidos a intelectuais. Vá sem medo!

 

RAÇA NEGRA & AMIGOS

25 e 28 – Km de Vantagens Hall – Rio de Janeiro

29 – Credicard Hall – São Paulo

Quando você pensa que nada pode tornar o Brasil um lugar pior, surge este show, em que o vocalista Luis Carlos e seus cúmplices vão receber convidados que sequer foram anunciados para que não provoquem uma debandada geral do público. Que a plateia esteja preparada para sentir tonturas e náuseas incessantes. Ou não, dependendo da falta de critério seletivo de cada um…

 

CUT COPY

25 – Marina da Glória – Rio de Janeiro

28 – Fabrique Club – São Paulo

29 – Opinião – Porto Alegre

Este duo australiano faz um synth pop bem legal em seus discos — o mais recente, Haiku From Zero, lançado no ano passado, é bem legal -, mas é preciso que você seja informado que os shows dos caras têm toneladas de sons pré-gravados, incluindo os vocais, tudo muito bem disfarçado. Se você é daqueles que pensa que qualquer show é uma “balada, uhuuu” e não se importa de ser trapaceado, tudo bem. Agora, quem é chegado no lance “ao vivo”, pode até pular com as músicas animadas do grupo, mas vai sentir o estranho gosto da fraude na boca.

 

TARJA

25 – Circo Voador – Rio de Janeiro

26 – Cine Theatro Brasil – Belo Horizonte

A belíssima ex-vocalista do Nightwish soube aproveitar muito bem a traumática demissão de sua banda e vem desenvolvendo uma carreira muito mais coerente e espontânea que os seus ex-companheiros. Lógico que ainda há uma atmosfera de cafonice pseudosinfônica dentro do metal que ela apresenta – que continua a predominar em seu mais recente álbum, Act II -, mas se você não levar a coisa muito a sério, vai conseguir se divertir com a apresentação.

 

LUÍSA MAITA

26 – SESC Interlagos – São Paulo

Quem ouve os discos dessa jovem cantora – o tradicional Lero-Lero (2010) e o mais recente, Fio da Memória (2016), bem mais ousado no experimentalismo eletrônico – saca que ela é bem influenciada por Gal Costa e que ela não fez feio nesses álbuns. Como ela anunciou que vai mostrar as canções incluídas nesses trabalhos no show, sugiro que você assista tudo com ouvidos bem abertos e desprovidos de preconceitos.

 

LAURA PAUSINI

27 – Teatro Positivo – Curitiba

Ela é uma boa cantora e uma mulher simpática e divertida, mas suas canções são tão saborosas quanto beber uma vitamina de atum, direto do pote do liquidificador, de um gole só. Não dá! Saber que ela é assistida por grandes plateias – provavelmente formada sempre pelas mesmas pessoas – toda vez que vem para cá é daqueles mistérios que só o público brasileiro pode proporcionar.

 

CALCINHA PRETA

27 – Tropical Butantã – São Paulo
Deus me livre!!! Já sei onde NÃO estarei!!! Pensando bem, no dia eu não passarei nem perto do bairro onde está localizada essa casa de show. Vade retro! Saravá, pé de pato, mangalô três vezes!! E vai rolar também a apresentação de um tal de “Paulo Junior”, de quem nunca ouvi falar. Jesus Cristo, que noite…

 

IZZY GORDON

28 – Bourbon Street – São Paulo

Uma das mais criminosamente subestimadas cantoras doas últimas décadas, ela está lançando mais um disco bastante interessante, Pra Vida Inteira, com uma pegada samba/jazz/soul. Não perca, pois você irá se surpreender!

 

ANIMAL COLLECTIVE

28 – Opinião – Porto Alegre

Nunca curti o som desses caras. Tenho certos limites para sons experimentais chatos, irritantemente barulhentos e que parecem ter sido feitos por pacientes de algum hospital psiquiátrico nas festas de fim de ano, quando recebem os parentes e estão todos felizes. Por isso, saber que irão tocar na íntegra o álbum Sung Tongs, de 2004, tem o mesmo impacto de uma pomba soltando um cocô na minha cabeça. Na abertura, vai rolar apresentação da cantora Letrux, o que certamente só aumenta a minha vontade de ficar em casa…

 

“OS FILHOS DOS CARAS”

29 – Theatro NET – São Paulo

Estava na cara que, mais cedo ou mais tarde, iria surgir a ideia de colocar os filhos de Wilson Simonal – Simoninha e Max de Castro – e o filho do Tim Maia, Leo, em cima do mesmo palco e revivendo os sucessos de seus respectivos progenitores. Apesar da boa banda de apoio – com destaque para o baixista Robinho Tavares -, eu simplesmente me recuso a tomar parte disso, seja na plateia ou recomendo essa ‘presepada’ por aqui. Passo!

 

SANDY

30 – Credicard Hall – São Paulo

Tentando buscar uma legitimidade em sua carreira solo, Sandy cercou-se de uma boa banda de apoio na hora de transpor as canções de seus discos para o palco, em uma roupagem sonora predominantemente acústica.  Louve-se seu esforço em se afastar da imagem de menina bobinha do passado, mas ela ainda precisa comer muito feijão antes de se tornar uma referência musical digna de nota. É isto o que você verá e ouvirá neste show, que traz um apanhado dos álbuns que ela lançou até agora e algumas canções inéditas. Tá a fim de ir? Aí é por sua conta e risco…

 

FRANCIS HIME & OLIVIA HIME

30 – Imperator – Rio de Janeiro

Ele é um nome importantíssimo da Música Brasileira (sim, com maiúsculas mesmo), já comemorou meio século de carreira e agora o pianista/cantor/compositor se une a excelente cantora Olivia Hime para exibir um repertório centrado em suas canções mais famosas e explicando o processo de composição de cada uma delas, como se fosse uma mistura de workshop e show – o que chamamos de “workshow” no meio dos instrumentistas -, ou seja, será um evento bem intimista. Se você está a fim de ver um show classudo esta semana, pode apostar suas fichas neste aqui.

 

FRED FRITH TRIO

30 – SESC Pompéia – São Paulo

Para quem acompanha a história do jazz rock de vanguarda, o nome do guitarrista britânico provoca calafrios de excitação por conta de seus trabalhos experimentais desde os anos 70 com os grupos Henry Cow, Art Bears e Naked City. Ele vai tocar várias composições de seu mais recente álbum, Another Day in Fucking Paradise, de 2016, e terá como convidada especial a trompetista portuguesa Susana Santos Silva. Esteja preparado: não será um show para ouvidos medíocres.

 

NOTHING BUT THIEVES

30 – Teatro Odisséia

O que mais tem surgido nos últimos tempos são uma “bandecas” fazendo um som tão genérico quanto choroso. Vez por outra aparecem uns grupinhos fazendo lá suas canções interessantes, como é o caso deste jovem quinteto inglês, que soa como se o Muse fosse formado por uns moleques chegados nos discos do Queens of the Stone Age. Divulgando seu mais recente álbum, o interessante Broken Machine, os rapazes podem surpreender com um show energético.