PATO FU

25 – Carioca Club – São Paulo

As apresentações da banda são a prova de que é possível fazer um som “bacaninha” e alegre com um frescor sonoro bem vindo, ainda mais quando estão comemorando uma carreira que já dura 27 anos. As composições são muito acima da média do que a gente ouve por aí na cena pop/rock nacional, a turma manda bem em cima do palco e a plateia sempre é receptiva às canções. Resumindo: show alto astral e competente.

 

MILTON NASCIMENTO

25 – Auditório Araújo Vianna – Porto Alegre

O célebre cantor/compositor volta aos palcos com um novo show, no qual celebra as mais de quatro décadas de existência de dois álbuns emblemáticos na história da música brasileira: os dois volumes do Clube da Esquina, lançados respectivamente em 1972 e 1978.  Tomara que os músicos ofereçam ao repertório uma abordagem mais dinâmica, com um mínimo de ousadia, e que o velho “Bituca” tenha deixado seus tempos de performances sorumbáticas para trás…

 

YOGA NIGHT CLUB, PEPE BUENO e VENTO MOTIVO

25 – Teatro West Plaza – São Paulo

Boa oportunidade para você conferir os sons de gente talentosa da nova safra do rock nacional se encontrando em um lugar digno e com ótimo som, algo raro nas casas noturnas brasileiras. E ainda vão rolar as participações especiais de Participação especial de Ciro Pessoa (ex-integrante da primeira formação dos Titãs) e Chico Suman. Pode conferir, pois você irá se surpreender positivamente.

 

TERESA CRISTINA

25 – Circo Voador – Rio de Janeiro

Apadrinhada por Caetano Veloso, ela é uma cantora de boa voz, sem sombra de dúvidas. Se neste espetáculo ela se propôs a revisitar o repertório de Noel Rosa, a probabilidade de você encontrar uma bela e delicada apresentação ao som do violão de Carlinhos Sete Cordas é muito grande. Arrisque!

 

ANDREAS KISSER e convidados

25 – Blue Note – São Paulo

O incansável líder do Sepultura via fazer um show bastante despojado e divertido, resgatando grandes canções do heavy metal em um formato acústico/instrumental e com uma banda de apoio excelente – os guitarristas Márcio Sanches e Yohan Kisser, o baixista Luiz Mariutti (ex-Angra, ex-Shaman) e o baterista Amilcar Christófaro, do Torture Squad. Vá e assista de modo descompromissado.

 

IL VOLO

25 – Unimed Hall – São Paulo

27 – Vivo Rio – Rio de Janeiro

Realmente, a imensa gama de picaretagens no universo do show business não tem fim. Veja o caso destes “Jonas Brothers em versão Três Tenores”, formados por um trio de adolescentes reunidos por algum empresário ‘picaretaço’ tentando faturar em cima de gente incauta e sem cérebro. Além do ridículo da coisa em si, o repertório é um daqueles troços constrangedores até mesmo se fossem apresentados em uma cantina/pizzaria italiana. Imagine assistindo isto sentado na plateia. Credo!!!

 

LUPA SANTIAGO

25 – JazzB – São Paulo

Excelente guitarrista, Lupa Santiago faz uma interessante ponte unindo o jazz e a MPB instrumental e é exatamente isto que ele costuma apresentar com maestria em seus shows. A “cancha” que adquiriu por ter tocado muito no exterior e ao lado de grandes nomes como Dave Liebman e até mesmo Hermeto Pascoal dão o devido gabarito à sua performance, sempre ao lado de um grande grupo de apoio. Pode ir sem susto…

 

CIDADÃO INSTIGADO

25 – SESC Vila Mariana – São Paulo

O fato deste grupo ser liderado por um guitarrista brilhante – Fernando Catatau -, só que dotado de uma das vozes mais desafinadas do planeta, nunca passa despercebido por quem assiste aos shows. Já há certo alívio em saber que eles irão tocar na íntegra o álbum Uhuuu!, de 2009. Resta saber se tudo foi corrigido para as apresentações ao vivo. Torça, mas torça MUITO mesmo para que isto tenha acontecido…

 

EAGLE-EYE CHERRY

25 Teatro Positivo – Curitiba

Filho do cultuado trompetista Don Cherry e irmão da espevitada cantora Neneh Cherry, ele é dono de uma carreira muito digna, com bons discos – como aquele de sua estreia, Desireless (1997) – e shows vibrantes e extremamente melódicos, sempre apoiados em canções bem legais como “Falling in Love Again”, “Streets of You” e, claro, “Save Tonight”. Se isso não lhe motivar a sair de casa para conferir a apresentação dele, então vá dormir e não encha o saco…

 

CAETANO VELOSO

25 e 26 – Teatro Castro Alves – Salvador

Em um show chamado de “Ofertório”, ele se apresenta ao lado de seus filhos Moreno, Zeca e Tom. Ainda não tive a oportunidade de assistir a essa “reunião em família”, mas uma apresentação de Caetano Veloso jamais deve ser ignorada. Para o bem e para o mal…

 

“PORÃO DO ROCK”

25 e 26 – Estádio Mané Garrincha – Brasília

A 22ª edição do evento vai reunir uma escalação bem eclética, sendo que as atrações mais conhecidas são Criolo, Rincón Sapiência, Ratos de Porão, Edu Falaschi, Dead Fish, a banda pesadaça americana Escape The Fate, Raimundos, Dead Fish, Project46, Supercombo, Rumbora e Jimmy & Rats. Se tiver disposição física para aguentar esse tipo de maratona, se jogue.

 

NANDO REIS

25 e 26 – Espaço das Américas – São Paulo

Mais conciso, sem as loucuras do passado, Nando vem dando provas de que finalmente aprendeu a valorizar seu trabalho, tendo novamente Os Infernais como sua (boa) banda de apoio. O problema é que ele está divulgando seu mais recente disco, o horrível Não Sou Nenhum Roberto, mas às Vezes Chego Perto, no qual se meteu a regravar canções de Roberto Carlos, com resultados sofríveis e muito desafinados. É claro que ele vai apresentar também as suas próprias composições, o que significa que você está por sua conta e risco caso resolva encarar a parada. Ah, no primeiro show, vai rolar participação especial de Samuel Rosa, enquanto que no segundo o convidado será Arnaldo Antunes.

 

CREEDENCE CLEARWATER REVISITED

25 – Tom Brasil – São Paulo

26 – Auditório Araújo Vianna – Porto Alegre

Todo mundo sabe que o cérebro e o coração por trás do Creedence Clearwater Revival era o John Fogerty – tanto que a banda acabou quando ele deixou seus companheiros. Acontece que dois dos integrantes – o baixista Stu Cook e o baterista Doug “Cosmo” Clifford – não se cansaram de passar anos e anos arrancando uns trocados tocando músicas que eles jamais criaram, canções nas quais foram meros coadjuvantes. No fundo, é um “show cover de luxo”, que agora chega ao fim com a aposentadoria da “cozinha rítmica”. Portanto, é a ultima oportunidade de presenciar isso. Decida-se.

 

HAMMOND GROOVES

26 – JazzB – São Paulo

Aqui está um exemplo de apresentação que você não pode perder em hipótese alguma. O trio capitaneado por Daniel Latorre, um dos maiores experts em órgãos Hammond da América Latina, sempre faz shows espetaculares justamente tendo este lendário instrumento guiando baixo e bateria em levadas instrumentais sensacionais. Para “piorar”, o repertório é lotado de composições de Jimmy Smith, Booker T & The MG’s, Wes Montgomery, John Patton, Dr. Lonnie Smith, George Benson, Jimmy McGriff, Miles Davis, John Coltrane, Medeski, Martin &Wood e mais um monte de coisas bacanas do “jazz boogaloo”. Além disso, preste muita atenção aos sons do primeiro álbum dos caras, Funktastic. Simplesmente imperdível!

 

GOLPE DE ESTADO

26 – Woodstock – São Paulo

Contando apenas com o baixista Nelson Brito de sua clássica formação original, esse é daqueles shows mostram que os integrantes atuais – o vocalista João Luiz (ex-King Bird, atualmente com o Casa das Máquinas), o guitarrista Marcello Schevano, também do Carro Bomba, CaSch e ex-Patrulha do Espaço; e o baterista Roby Pontes, que já estava na banda nas gravações do último disco dos caras, o fraco Direto do Fronte, de 2012 – buscam “condições carismáticas” de manter a banda em atividade depois da morte do guitarrista Hélcio Aguirra. A julgar por aquilo que ouvi no ótimo CD ao vivo que a banda lançou recentemente, eu aposto que sim…

 

LUAN SANTANA

26 – Unimed Hall – São Paulo

Cada época tem o ídolo popular que merece. Este garoto, dono de um repertório mais fraco que sopa de albergue noturno, com canções que trazem os piores clichês desse universo “dor-de-corno-sertaneja” e seus maneirismos em cima do palco, só consegue levar à histeria quem tem menos de quatro neurônios em funcionamento. É o exemplo máximo do ídolo que reina na estupidez da juventude descerebrada nacional. Mesmo que ele agora insista em mostrar um novo visual, com ternos bem cortados e fingindo uma elegância de plástico ao mostrar suas novas músicas, passe longe disso, pelo amor de Deus! Vá viajar, escalar uma montanha, voar de asa-delta. Faça um churrasco com os amigos, lave as suas cortinas, conserte seu chuveiro. Leve a patroa para um piquenique, surpreenda o namorado com uma lingerie bem sexy, lave suas cuecas no tanque. Leia um livro, jogue basquete com seus sobrinhos, assista a uma mesa redonda de futebol na TV. Pinte seu pijama de preto, bata um papo com o porteiro do seu prédio, faça uma galinhada com cerveja para os seus pais. Faça qualquer coisa, menos assistir a este show…

 

ROUPA NOVA

26 – Km de Vantagens Hall – Belo Horizonte

É aquela velha história: os caras são músicos extraordinários, com total domínio de seus instrumentos, mas ficaram presos a um mercado que não aceita nada que contenha um mínimo de criatividade musical. Resignada, a banda então vem se rendendo há anos em tocar coisas abomináveis como “Dona” e “Whisky a Go Go”, feitas especialmente para agradar a um público muito pouco exigente. Infelizmente, o Roupa Nova é a prova que todo país tem o Toto que merece…

 

PITTY

26 – Fundição Progresso – Rio de Janeiro

Os shows da cantora e de sua boa banda sempre foram relevantes apenas para quem tinha idade mental inferior a dezessete anos. A questão agora é que ela está em uma nova fase, aberta a outras sonoridades, o que é um perigo no caso dela – vide as pavorosas músicas novas que ela lançou recentemente, “Contramão” e “Te Conecta”. É óbvio que ela vai manter a pegada roqueira de seus trabalhos anteriores em cima do palco, mas… Bem, vá por sua conta e risco.

 

LINIKER & OS CARAMELLOWS

26 – SESC Parque Dom Pedro II – São Paulo

Um dos principais nomes da “lacration music” dos últimos tempos, ele e sua banda padecem do mesmo problema de seus colegas de ‘estilo’: canções fraquíssimas são apenas pretextos para um posicionamento mais contundente perante uma sociedade cada vez mais reacionária e conservadora. E quando a música é ruim, o discurso perde muito da força…

 

MELIM

26 Teatro Positivo – Curitiba

Meu Deus do céu! Era só o que faltava: uma “versão Jack Johnson” do duo Anavitória!!! Jesus Cristo, que troço ruim do caralho! As canções são tão bobas e inofensivas que fazem a Mallu Magalhães soar como o Siouxsie & The Banshees no auge do pós-punk. Meu Jesus Cristo, quem criou esse troço?

 

JÃO

26 – Vivo Rio – Rio de Janeiro

Não, não é o guitarrista do Ratos de Porão em carreira solo. É mais um desses moleques que algum empresário esperto tenta emplacar como a “nova esperança do pop brasileiro”, mas que só atrai a atenção de meninas que estão aprendendo a se masturbar. O fato de ter sido vencedor de um ‘prêmio’ como o MTV MIAW na categoria “Revelação” diz bem a respeito do tipo de som ridículo que esse moço faz. Nem pense em deixar sua filha assistir a esse troço…

 

JOYCE MORENO

26 – Blue Note – São Paulo

Ótima e delicada cantora e compositora, Joyce vai certamente apresentar um repertório de altíssimo nível – já que recentemente regravou o seu álbum de estreia, Joyce, lançado originalmente em 1968 – e também um apanhado de sua extensa carreira, contando com uma banda de apoio excelente. Vale a pena presenciar esse show!

 

THE ART ENSEMBLE OF CHICAGO

26 e 27 – SESC Pompéia – São Paulo

Um dos grandes nomes da vertente mais vanguardista do jazz americano, o grupo está comemorando meio século de existência com apenas dois de seus integrantes originais há cinco décadas na estrada – o saxofonista Roscoe Mitchell e o baterista/percussionista Famoudou Don Moye -, mas ainda capazes de entortar os c[cérebros presentes nas plateias de suas apresentações com uma performance e sons desconcertantes. É um evento cujos experimentalismos sônicos não são indicados para qualquer “zé mané” que pensa que jazz quem faz é o Kenny G. Considere-se avisado!

 

CLARICE FALCÃO

26 e 27 – SESC Vila Mariana – São Paulo

Por favor, me acordem quando este show chatíssimo terminar, sim? Obrigado. Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz… Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz…. Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz…

 

“SAMSUNG BEST OF BLUES”

26 – Anfiteatro Pôr do Sol – Porto Alegre

27 – Auditório Ibirapuera – São Paulo
Um evento que reúna os guitarristas Zakk Wylde (parceiro constante de Ozzy Osbourne e líder do Black Label Society) e Kenny Wayne Shepherd não deve ser perdido de forma alguma. E ainda vão rolar as apresentações das talentosas irmãs Tatiana e Nina Pará, mais o grupo gaúcho Stone Blues Band, em Porto Alegre. Não deixe de assistir!

 

EPICA

26 – Tropical Butantã – São Paulo

27 – Circo Voador – Rio de Janeiro

Poucas coisas são tão chatas e ridiculamente enfadonhas quantos estas bandinhas pretensamente rotuladas como “symphonic metal”. Pior ainda quando estes grupelhos trazem vocalistas que pensam cantar como ninfas, mas que na verdade soam como sereias engasgadas com mariscos podres. Este é precisamente o caso deste patético grupo holandês. Como é possível alguém realmente gostar de um troço destes? Credo!

 

CESAR CAMARGO MARIANO SEPTETO

27 – Bourbon Street – São Paulo

Neste espetáculo, o grande pianista e compositor vai dar continuidade ao seu trabalho com um septeto -, com a qual vai mostrar composições próprias e recriações para clássicos como “Odeon” (de Ernesto Nazareth), “Blues Walk” (do saxofonista Sonny Stitt) e “Avião”, de Djavan, mais outras ótimas composições de gente como Marcus Miller, Clifford Brown e João Bosco, entre outros. Imperdível!

 

ANITTA

27 – Unimed Hall – São Paulo

Nem preciso externar a minha opinião aqui a respeito das canções dessa moça. Todas as músicas são simplesmente horríveis e representam o que há de pior dentro do que poderíamos chamar de “pop brasileiro”, mesmo quando se apresenta com uma picaretagem intitulada “Show das Poderosinhas” – que é o caso aqui -, com a pretensa intenção de cativar a criançada. Os fãs retardados é que devem aproveitar e assistir às suas apresentações antes que a carreira dela entre em declínio – o que irá acontecer em breve. Quem avisa, amigo é…

 

NELSON AYRES BIG BAND

27 – SESC Pompéia – São Paulo

Quando surgiu na primeira metade dos anos 70, muita gente não entendeu a proposta do excelente pianista em montar uma orquestra que não era indicada para casais dançarem e sim para que as plateias ficassem sentadas e tomando contato com belos temas de jazz e de música brasileira, tudo meio misturado. Só que o sucesso foi tamanho que esta big band ficou quase dez anos em cartaz e tocando direto em diversas casas noturnas de São Paulo. Reativada recentemente, faz um espetáculo tão belo quanto abrangente em suas influências. E o melhor de tudo é que essa apresentação é gratuita! Faça um favor á sua família e leve seus filhos.

 

DADO VILLA-LOBOS & MARCELO BONFÁ

25 – Vivo Rio – Rio de Janeiro

27 – Teatro Castro Alves – Salvador

Parece que a dupla não pode mais usar qualquer menção ao nome “Legião Urbana” por medida judicial impetrada pelo filho do falecido Renato Russo – fiquei sabendo por fonte segura que foi um pedido do próprio vocalista antes de morrer. O que ambos não podem fazer é cometer os erros bisonhos que apresentaram em cima do palco em todas as ocasiões em que se meteram a revisitar o repertório do grupo. Dito isto, espero que a plateia se divirta com o prometido – a execução na íntegra dos álbuns Dois e Que País é Este? – e não entre no clima histérico que acomete os fãs dos Los Hermanos, por exemplo.

 

TUNAI & WAGNER TISO

28 – SESC do Carmo – São Paulo

O duo formado pelo cultuado cantor/compositor e o lendário pianista/tecladista se concentra em apresentar um repertório composto por canções eternizadas na voz de Elis Regina. Não tenha dúvida que será um show bem elegante…

 

BANDA MANTIQUEIRA

29 – Bourbon Street – São Paulo

Fundado em 1991 pelo clarinetista Nailor Proveta, este grupo voltou à ativa há alguns anos depois de um longo hiato. Desde então faz jus á fama que obteve no passado por conta da excelência musical de cada integrante e, principalmente, pela abordagem “big band” que os caras fazem para composições de Tom Jobim, Pixinguinha, Noel Rosa, Cartola e João Bosco. Se você não conhece, vai ter uma agradável surpresa em todos os sentidos. Pode ir que é sonzaço!

 

THE OFFSPRING e BAD RELIGION

29 – Espaço das Américas – São Paulo

Bela dobradinha! O Offspring é mais um daqueles casos de banda que rende muito mais em cima dos palcos do que nos estúdios. É de se ficar espantado em ver como as canções que soam bem medíocres nos discos deste grupo se transformam em ‘petardos’ quando são tocadas ao vivo, quando recebem altas doses de adrenalina e peso. Já o Bad Religion não tem erro: é sempre showzaço! É incrível, mas o punk rock da banda fica melhor à medida que seus integrantes vão envelhecendo, sempre com mudanças no repertório, mas sem o abandono de clássicos como “American Jesus”, “Cyanide” e “21st Century Digital Boy”. Se você nunca viu os caras ao vivo, não perca; ser já viu, não perca do mesmo jeito!

 

ADRIANO GRINEBERG

30 – Bourbon Street – São Paulo

Poucos músicos no Brasil tratam o blues e seus estilos derivados com tamanha competência e qualidade quanto este tecladista especializado no órgão Hammond e em suas inúmeras sonoridades. Irreverente e chegado em uma interatividade com a plateia, ele certamente vai incluir em seu sempre ótimo repertório algumas canções de seu ótimo e mais recente trabalho, 108. Não perca isso de maneira alguma! Nem mesmo a participação especial do chatíssimo Filipe Catto vai estragar o show.

 

JOÃO CARLOS MARTINS & MARIA BETHÂNIA

30 – Espaço das Américas – São Paulo

Nem sei o que dizer… Sério.

 

MERCENÁRIAS

31 – SESC Pompéia – São Paulo

Uma das mais criminosamente subestimadas bandas do rock nacional volta com nova formação e com aquele repertório de ótimas canções – como esquecer “Me Perco Nesse Tempo”, “Santa Igreja” e “Polícia”? – que tiveram a audácia de não envelhecer um segundo sequer. Não perca isto de jeito algum! Na abertura, vai rolar show da banda Charlotte Matou um Cara.

 

ANGELA RO RO

31 – Blue Note – São Paulo

A cantora de voz inconfundível continua a divulgar o pavoroso álbum que lançou no ano passado, Selvagem, que evidenciou o quanto ela está cantando mal mesmo dentro do ambiente de um estúdio, em que desafinações e semitonações podem ser corrigidas – no caso dela, até certo ponto. Como ela também deve mostrar no show algumas de suas versões para canções de Cazuza, Caetano Veloso, João Donato e até Cole Porter, e prepare para uma experiência: pode acontecer de tudo, para o bem ou para o mal. Arrisque!