TETÊ ESPÍNDOLA

26 – Blue Note – São Paulo

Embora sempre esteja à margem do mainstream de influências destas cantoras que hoje infestam a MPB nos dias de hoje, Tetê jamais deixou de ter um trabalho acima da média desde o final dos anos 70. Neste novo show ela vai mostrar algumas canções que marcaram os grandes festivais dos últimos 50 anos, o que pode render ótimos momentos caso o repertório seja bem escolhido. Dê uma espiada…

 

ANA CAROLINA

26 e 27 – Tom Brasil – São Paulo

A cantora está presa dentro de uma fórmula sonora da qual não consegue sair, nem mesmo a ponto de deixar de soar como uma versão roqueira da Simone, mesmo no momento em que rompe um silêncio discográfico de seis anos ao lançar o horrível  Fogueira em Alto Mar. Ah, e se prepare para inúmeros momentos de “vergonha alheia”, propiciados por moçoilas lésbicas e desbocadas que ficam gritando obscenidades para a cantora o tempo todo. Com o perdão do trocadilho, “um tremendo pé no saco”.

 

ZÉ RAMALHO

26 e 28 – Espaço das Américas – São Paulo

Se existe um artista brasileiro com um repertório acima de qualquer suspeita na hora de montar um show, este é Zé Ramalho. Principalmente porque ele não é daqueles que deita nos louros do passado e está sempre compondo novas e instigantes canções. Pode apostar que o show será bem legal, com toneladas de hits e qualidade sonora impecável.

 

“Festival BBSeguros de Blues e Jazz”

27 – Parque Villa-Lobos – São Paulo
O evento gratuito é uma boa oportunidade de você assistir a bons shows junto com a família e os amigos. O destaque é o ótimo guitarrista norte-americano, Robert Cray, que faz um blues/pop de primeira categoria, mas o encontro de dois dos maiores guitarristas brasileiros – Sérgio Dias e Luiz Carlini – também deve ser prioritário no seu raio de ação visual e auditivo. Não perca!

 

SORRISO MAROTO

27 – Auditório Araújo Vianna – Porto Alegre

Meu Jesus na cruz… Isto é horrível. Como é que um grupo destas consegue desenvolver uma carreira inteira dependente de um meio musical que prima pelo vazio criativo e que inequivocamente dá seus últimos suspiros é algo que deveria ser estudado. Talvez a explicação esteja no fato de que sua música é feita para pessoas que acham que o amor é aquilo que se vê nas novelas da Globo. Meu Jesus na cruz…

 

5 A SECO

27 – Circo Voador – Rio de Janeiro

Quando assisti a um show do grupo tempos atrás, fiquei com a impressão que seria uma atração perfeita para festa de final de ano de grêmio estudantil de alguma faculdade de Letras, um tipo de evento que sempre fugi como os vampiros se afastam das cruzes e da luz do sol. Bem, só por isso já dá para sacar o que penso a respeito das apresentações da banda, né?

 

EDSON & HUDSON

27 – Credicard Hall – São Paulo

A vida é dura, né? Quando se separaram, os irmãos achavam que iriam se dar bem em suas respectivas carreiras solos. Ledo engano. Com a queda no volume de shows, os dois não tiveram outra coisa a fazer que deixar as brigas de lado e voltar a tocarem juntos. Então, volta aqui a sonoridade “sertanejo/roqueira” que sempre apresentaram, entremeadas por aquele “chororô” ressentido que toda dupla sertaneja tem. E arme-se de paciência extra, pois durante o espetáculo será gravado um DVD, ou seja, a probabilidade de repetirem músicas ao longo do show é enorme…

 

WESLEY SAFADÃO

27 – Espaço das Américas – São Paulo

Nem preciso comentar, né? De uma coisa você pode ter certeza: já sei onde NÃO estarei…

 

HAMMOND GROOVES

27 – JazzB – São Paulo

Aqui está um exemplo de apresentação que você não pode perder em hipótese alguma. Este trio – capitaneado por Daniel Latorre, um dos maiores experts em órgãos Hammond da América Latina – sempre faz shows espetaculares justamente tendo este lendário instrumento guiando baixo e bateria em levadas instrumentais sensacionais. Para “piorar”, o repertório é lotado de composições de Jimmy Smith, Booker T & The MG’s, Wes Montgomery, John Patton, Dr. Lonnie Smith, George Benson, Jimmy McGriff, Miles Davis, John Coltrane, Medeski, Martin &Wood e mais um monte de coisas bacanas do “jazz boogaloo”. Além disso, preste muita atenção aos sons do primeiro álbum dos caras, Funktastic. Simplesmente imperdível!

 

HUMBERTO GESSINGER

27 – SESC Parque Dom Pedro II – São Paulo

Não se engane: os shows da carreira solo do líder do extinto Engenheiros do Hawaii é exatamente uma extensão da carreira de sua ex-banda. A diferença é que ele não se cerca mais de músicos medíocres. As canções são as mesmas de sempre, com uma ou duas inéditas… Os shows servem apenas para quem já é “convertido” e é desaconselhado para quem nunca suportou as letras “qualquer nota” do cara. Ah, um detalhe: essa apresentação faz parte da turnê de seu mais recente DVD, Ao Vivo Pra Caramba, no qual apresentou várias canções do álbum A Revolta dos Dândis e outras inéditas. Então, já sabe…

 

ADRIANO GRINEBERG

27 – SESC Belenzinho – São Paulo

Poucos músicos no Brasil tratam o blues e seus estilos derivados com tamanha competência e qualidade quanto este tecladista especializado no órgão Hammond e em suas inúmeras sonoridades. Irreverente e chegado em uma interatividade com a plateia, ele certamente vai incluir em seu sempre ótimo repertório algumas canções de seu ótimo e mais recente trabalho, 108. Não perca isso de maneira alguma!

 

PARALAMAS DO SUCESSO

27 – Teatro Guaíra – Curitiba

O que mais pode ser dito a respeito de uma apresentação dos caras? Excelência técnica, performances arrebatadoras, toneladas de canções antológicas, sinergia entre banda e plateia, exemplo vivo da força de viver de um cara que poderia ter se conformado com sua tragédia pessoal, mas que preferiu lutar contra isso em cima de um palco, junto com seus “irmãos”. Pode ir ao show, que é diversão na certa. E ver João Barone tocando bateria é presenciar um workshop rítmico como bônus.

 

ZIZI POSSI

28 – Teatro Castro Alves – Salvador

Por sempre ter sido uma cantora elegante e jamais ter baixado o nível das composições presentes em seus discos, dá para cravar que este show é daquelas ocasiões raras para se conferir uma grande artista em ação. Para quem acompanha a história da MPB, é um capítulo que não dá para perder.

 

ROBERT CRAY

31 – Grande Teatro do Palácio das Artes – Belo Horizonte

Dizem que ele não faz blues e sim música pop. E quem disse que o blues tem que soar sempre com aquela abordagem sonora rústica e presa à tradição dos doze compassos? É por isso que um show desse ótimo guitarrista/vocalista americano precisa ser visto por quem está com suas raízes fincadas no passado. Será uma apresentação elegante e muito divertida. Não deixe de ver!

 

SEU JORGE

31 – Auditório Araújo Vianna – Porto Alegre

Esperto ele é. Consegue enganar muita gente com chatíssimas e terríveis canções de sua lavra, algumas com as letras mais constrangedoras dos últimos tempos. Para quem encara um show “voz e violão” como uma ‘balada’ qualquer, será um deleite, já que a paquera vai rolar solta, as pessoas vão cantar junto, se beijar loucamente, aquelas coisas de sempre… Meu Jesus Cristo na cruz, como esse show é chato. Se resolver encarar, leve alguns travesseiros forrados com penas de ganso e um bom cobertor. Tem feito frio nos últimos dias em São Paulo. Sabe como é, depois você fica resfriado, não vai trabalhar, essas coisas…

 

ZECA BALEIRO

28 – SESC Parque Dom Pedro II – São Paulo

1/8 – Bourbon Street – São Paulo

Apesar de seus detratores alegarem que ele não faz nada de novo, a verdade é que Zeca Baleiro é um daqueles caras que podem ser acusados de qualquer coisa, menos de ser preguiçoso em relação ao seu trabalho musical. No show do dia 28 ele vai mostrar um espetáculo infantil, intitulado “Zoró Zureta”, com canções para a criançada, histórias e brincadeiras. Leve seus filhos sem susto! Já no dia  1, Zeca vai apresentar seu divertido “Baile do Baleiro”, lotado de canções de repertório alheio – Novos Baianos, Wilson Simonal, Originais do Samba, Cassiano, Tim Maia, Hyldon, Belchior e muitos outros. Diversão na certa!

 

PAULA LIMA

29 – SESC do Carmo – São Paulo

Sempre competente na hora de misturar soul musicr&b e música brasileira em suas canções, Paula vai agora colocar sua bela voz acompanhada apenas do pianista Naldo Ramos em um repertório que revisita seu próprio repertório e também canções de Ella Fitzgerald, Chico Buarque, Roberto Carlos e João Donato que tiveram importância na construção de seus alicerces musicais. Boa pedida!

JAIR NAVES

30 – SESC 24 de Maio – São Paulo

Em carreira solo, o fundador do grupo Ludovic conseguiu a proeza de soar mais chato e desafinado que em sua banda. Depois de lançar discos fraquíssimos, ele aparece agora com um novo trabalho, Rente, que continua a mostrar que seu maior ponto fraco continua sendo as suas vocalizações. Se cantando em estúdio é ruim, ao vivo então a coisa assume ares de tortura. Ainda é uma roubada!

 

RATOS DE PORÃO

1/8 – SESC Pompéia – São Paulo

Uma das melhores bandas brasileiras de todos os tempos vai desfilar o seu tradicional festival de pancadaria sonora com a competência de sempre. E promete tocar na íntegra o ótimo álbum Brasil. É daqueles shows para não se perder, uma pancadaria indicada para ouvidos selecionados. Os amantes da sutileza devem passar longe. Ah, na abertura, vai rolar show da boa banda Surra. uma pancadaria indicada para ouvidos selecionados. Os amantes da sutileza devem passar longe.