“É Show ou é Fria”: 28/12 a 3/1

MANO BROWN

28 – SESC Belenzinho – São Paulo

A julgar por aquilo que ouvi em seu primeiro álbum solo, o bom Boogie Naipe, lançado no ano passado, o líder incontestável dos Racionais MCs busca um distanciamento do engajamento sonoro que marcou toda a sua carreira. Agora ele quer se divertir com sons inspirados em fontes tão distintas como Tim Maia, Jorge Ben, Marvin Gaye, Leon Ware, Cassiano, Clara Nunes, Bebeto, Isaac Hayes e Fundo de Quintal, segundo ele mesmo. Certamente não dá para ficar indiferente a esta proposta. Ainda mais de quem vem…

 

BARÃO VERMELHO

28 – Circo Voador – Rio de Janeiro

Quando a banda resolveu prosseguir em atividade a partir do momento em que Cazuza caiu fora, pouca gente acreditou que o guitarrista Roberto Frejat seguraria a onda de “frontman”. Não só segurou, como o fez com imensa dignidade e competência. Agora que o próprio Frejat se foi e o saudoso percussionista Peninha anda batucando em paragens celestiais, os talentosos integrantes remanescentes escalaram Rodrigo Suricato como cantor/guitarrista e o resultado não ficou ruim como se imaginava. Quem é fã vai continuar se esbaldando…

 

JORGE & MATEUS

28 – P12 Parador Internacional – Florianópolis
Você já ouviu em demasia estas duplas sertanejas que empesteiam os nossos ouvidos de uns tempos para cá? Já não aguenta mais ouvir falar em Bruno & Marrone e outras porcarias? Está cansado de ver gente vestida de cowboys que só vê terra úmida quando chove no bairro onde mora? Tem vontade de esganar alguém quando ouve músicas que falam “da paixão que sinto por você” e outras “mimimis de dor-de-corno”? Então passe longe do show desta dupla, pois eles apresentam o que de pior pode haver dentro de deste universo sertanejo de araque. Cruz credo!

 

PLANTA E RAIZ & MATO SECO

29 – Circo Voador – Rio de Janeiro

Se você não acredita quando digo que não há um grupo decente de reggae no Brasil, vá a este evento e comprove como vocais desafinados, instrumentação ‘perninha’ e canções medíocres são o retrato da “cena regueira” nacional. É de chorar de tão ruim…

 

ALOK

29 – P12 Parador Internacional – Florianópolis

O fato desse moço ser o DJ preferido do cast de atores e atrizes da Globo diz muito a respeito da qualidade do som que ele coloca em seu pendrive na hora de animar seus shows, sempre contando com plateias mais ocupadas em pular e beijar desenfreadamente do que em prestar atenção ao que rola no palco. Tenha um pouco de dignidade ao terminar o ano e fuja dessa presepada…

 

WESLEY SAFADÃO

1/1 – P12 Parador Internacional – Florianópolis
Minha Nossa Senhora! Show desse sujeito logo no primeiro dia de 2019? Quem for vai certamente começar o ano com quatro patas esquerdas.  Nem preciso comentar, né? De uma coisa você pode ter certeza: já sei onde NÃO estarei…

 

NATIRUTS

3/1 – P12 Parador Internacional – Florianópolis
Como eu escrevi acima, é imperdoável que não tenhamos bandas de reggae decentes em um país tropical como o nosso. A melhorzinha delas é justamente este grupo, que tem lá suas qualidades na parte instrumental, mas que peca justamente no discurso, já que as letras são mais fracas que óleo de máquina de costura. Se você for chegado num “fumacê” e acha que reggae é Bob Marley e mais ninguém, pode até se divertir neste show. Se tiver um pouco mais de tutano, vai segurar a sua grana e esperar para gastá-la quando uma boa atração internacional aportar por aqui.

 

JORGE ARAGÃO

3/1 – SESC Pompéia – São Paulo

Assim como Zeca Pagodinho, o velho e bom Jorge faz samba legítimo e não esses pagodes xexelentos que empesteiam a atmosfera deste País. Faz muito tempo que não o vejo nos palcos, já que ele esteve por um bom tempo afastado deles por sérios problemas de saúde. Como tudo agora parece estar OK com ele, vale a pena dar uma checada em seu ótimo som.

 

BLUES ETÍLICOS

3/1 – Teatro Rival Petrobrás – Rio de Janeiro

Uma dos bons nomes da cena blues/rock que temos no Brasil, o grupo carioca está comemorando três décadas de existência com o lançamento de mais um CD gravado ao vivo. Tomara que a irregularidade de suas apresentações em cima dos palcos tenha ficado para trás e que este show marquem uma nova etapa na errática carreira dos caras. Repertório para isto eles têm. Ah, a banda Laranjeletric será a atração de abertura.

 

2018-12-28T11:25:52+00:00

23 Comments

  1. Antonio Celso Barbieri 28 de dezembro de 2018 at 11:58 - Reply

    Parabéns! Gostei! A grande distância me separa destes eventos mas é sempre muito bom saber o que anda acontecendo! Obrigado!

    • Regis Tadeu 28 de dezembro de 2018 at 12:25 - Reply

      Valeu!

  2. Marcos Fraga 28 de dezembro de 2018 at 12:00 - Reply

    Mano Brown perdeu a credibilidade com a periferiria. Se levantou nela, e agora virou o típico ” nego doce”, que ele tanto criticava nos seus primeiros discos. Sem moral nenhuma pra representar a quebrada

    • João Paulo 28 de dezembro de 2018 at 15:27 - Reply

      A questão é justamente essa Marcos, ele esta tentando se distanciar um pouco do som que o fez famoso, caminhar por outras áreas. Nem sempre ficar preso a um só tipo de público é legal para um artista. A acomodação musical é perigosa e nem sempre é válida, principalmente um sujeito que aparenta ser inquieto como ele.

      • Marcos Fraga 29 de dezembro de 2018 at 20:39 - Reply

        Isso que você escreveu é uma bobagem gigantesca . É o mesmo que dizer que o Bruce Dickinson não vai mais ficar preso ao público do Rock, e vai partir para o Samba ou Sertanejo . A cena HIP-HOP brasileira é gigantesca pra ele ficar “acomodado”. A questão é que a favela não quer mais curtir o som deles, porque cantavam que eram contra os Boys, e colavam na quebrada de Mercedes e cheio de ouro…. A periferia levatou os Racionais MC’s em uma época em que eles eram marginalizados, e agora ele virou as costas pra ela. Vem um dia aqui no Capão Redondo e pergunta o que o pessoal da quebrada acha do “Sr. Pedro Paulo Soares” , vulgo Mano Brown. É tirado de Chacota. O pessoal tem uma puta bronca dele ….Ele perdeu o respeito da própria quebrada, por isso que faz essas pataquadas, de se sujeitar a fazer esses showzinho ridículo . Ele vem aqui filmar de vez em quando pra falar que é da quebrada, mas mora num puta apartamento no Morumbi…..Esse cara mudou pra caralho, mano…….É o exemplo do que o dinheiro faz com a pessoa……Vira as costas pra quem te criou.

        • João Paulo 2 de janeiro de 2019 at 11:23 - Reply

          Respeito sua opinião Marcos, tentei ver as coisas de uma outra forma, a comparação com o Bruce foi meio exagerada, mas entendi a mensagem. Quanto a “bobagem gigantesca” continuo não achando tão errado assim a mudança de som… mas lembre-se que meu comentário foi apenas sobre a mudança do som dele e não sobre a mudança de comportamento ou das atitudes. Grande abraço.

          • Marcos Fraga 3 de janeiro de 2019 at 15:07

            Preisei fazer essa comparação exagerada , pois ao ler tamanha bobagem , pensei que era uma criança de 7 anos que estava escrevendo .Sinto muito, mas não respeito a opinião de quem não mora na quebrada e não viu os caras se levantarem nas nossas costas.

          • Marcos Fraga 3 de janeiro de 2019 at 18:15

            Cola aqui no Jardim Eledy e pede pra me chamar, aí a gente troca uma idéia de homem, firmeza ?

        • André Luiz 2 de janeiro de 2019 at 19:48 - Reply

          Que azedume, interpretação e absorção delirante e errônea do denvolvimento ou mudança artística e pessoal alheia. Onde foi parar o eu lírico de um álbum?! Isso é arte , não Franciscano. Bruce Dickinson e Mano Brown,hã?!(sis). Pelo menos fugiu da clássica: ” sou mais o Facção… Eduardo Taddeo”. Vai ver nem do Capão é. Não conheço Fraga como nome de alguém da periferia. Bom, o bairro é grande e nos meus 36 anos aqui nunca vi mais verde.Nos movimentos culturais da periferia da região o artista citado tem seus créditos. Sarau da Cooperifa? Bimbo?…Fala isso lá. É um grupo musical não o grupo da ONU. Periferia de São Paulo? Falar por todos? Esses aí da periferia, boa parte, colocaram um facista, extrema direita no governo do Estado e na presidência a mando da mídia lixo, empresas e seus pastores.De resto o artista não ficou preso no Rap gangster lá do final da década de 80 começo dos 90. Já havia gravado samba lá no começo um álbum que gastou nas vitrolas de periféria. Você deve saber sendo do Capão (sis). Álbum do Negritude Júnior. Não parou por aí: Jorge Ben, Arthur Verocai…etc.
          “O artista não acredita em sistemas abstratos; ele lida com sentimento e ideais emocionais ordenados e acredita que a ordem é alcançada através das contradições, as unidades tensas da experiência cotidiana. Assim, o próprio artista pode ser instável, um changeling, e isso é uma ameaça para qualquer estabelecimento”.
          Deveria é louvar pela sensibilidade do dono do blog por citar artistas que provavelmente não são do seu estilo favorito e muito menos origem social. Espaços de qualidade são tão raros.

          • Marcos Fraga 3 de janeiro de 2019 at 15:05

            Volte pra dentro do seu barraco e fique lá . Não adianta morar na quebrada e ficar entocado…..Conseguiu escrever mais bobagens que o camarada acima …..Típico chacota que quer pagar de quebrada….Se vc não conhece ” Fraga como nome de alguém da periferia” , vem aqui no Jardim Eledy e manda me chamar. Comédia……

          • João Paulo 3 de janeiro de 2019 at 17:49

            Meu Deus… o Marcos “das quebradas” precisa urgentemente escutar um pouco mais de música… “bobagens” será eu mesmo quem as escreveu?

    • André Luiz 3 de janeiro de 2019 at 17:23 - Reply

      Rapaz, supere esse ranço pessoal com terceiros. Pare de precisar de um pai coerente e linear para toda a vida. Você é muito raso e colérico. No seu bairro tem o CEU/Canto do amanhecer. Procure o Educador Luís ou a diretora Maria Rita. Eles podem te ajudar no seu desenvolvimento mesmo se você for um jovem adulto. Lidando com várias vertentes de arte, coletivos, educadores você vai ficar menos vazio e errôneo na visão sobre arte e pessoas.Em sua região mesmo. Custo zero. A geração costa leste vs costa oeste é no EUA. E acabou tendo fins trágicos para os maiores nomes: The Notorius B.IG e 2Pac.

      • Marcos Fraga 3 de janeiro de 2019 at 18:22 - Reply

        Ah, mano….volta pro seu apartamento e depois vem dar idéia em mim, seu comédia….Nem sabe que a Maria Rita não tá mais de diretora…….Procurou no Gogle e quer dar uma de malandro ??? Outro chacota de condomínio que quando passa em frente a favela fecha os vidro e se encolhe no banco do carro……Quer levar uma idéia de homem ? Cola aqui no Jardim Eledy e pergunta sobre o Mano Brown…..

  3. Rubens 28 de dezembro de 2018 at 13:44 - Reply

    Regis boa tarde, você fala que nossos músicos de reggae não representam o estilo, poderia me dar exemplos de bandas de reggae?
    talvez escrever sobre isso.

    • Regis Tadeu 28 de dezembro de 2018 at 22:42 - Reply

      Ouça os discos de bandas como Steel Pulse, Heptones e Gladiators.

  4. Piter 28 de dezembro de 2018 at 15:05 - Reply

    Só um detalhe: Jorge e Mateus estão brigados, e só tem feito shows juntos por força de contratos… Além da ruindade da dupla, ainda tem mais essa! 😛

  5. Alan Piauy 28 de dezembro de 2018 at 16:29 - Reply

    Sempre acompanho suas dicas. Gosto muito do álbum solo do Mano. Me lembra muito os anos 80 e os bailes black. Regis, estou aguardando o anúncio do primeiro show do Muzak…Abs

    • Regis Tadeu 28 de dezembro de 2018 at 22:44 - Reply

      Obrigado, Alan. O anúncio vai rolar em breve. Antes, há um outro lance que tem que rolar. Em estúdio… Mais que isso não posso contar.

  6. Paulo Roberto 29 de dezembro de 2018 at 11:17 - Reply

    “Quem for vai certamente começar o ano com quatro patas esquerdas.”
    Hahahaha

  7. Carlos 6 de janeiro de 2019 at 00:36 - Reply

    Desculpa me intrometer na discussão dos amigos ai de cima, mas Mano Brown não representa mais nada. Quem é de SP zona sul sabe muito bem. Paga de periferia, mas não passa de um “socialista de iphone ” ou como tá na moda “Esquerda caviar”. Seu discurso se tornou vazio.

  8. Carlos 6 de janeiro de 2019 at 06:19 - Reply

    E outra….chega de vitimismo. Vocês queriam o que? Que o mano Brown andasse de fuscão azul e vendesse churrasquinho no capão? O cara ganhou o dinheiro dele e caiu fora. Tá certo ele. Ninguém quer morar na favela. Quem mora na favela mora por necessidade e não por prazer. Agora se ele se mudou e não ajuda mais a favela em projetos sociais, aí sim ele tá errado.

  9. Guilherme 10 de janeiro de 2019 at 22:01 - Reply

    Você detona o Belo, mas o Chico Barney já disse que ele vai ser o sucessor do Roberto Carlos… Não que goste de nenhum dos três… Você escrevia na Biz?

    • Regis Tadeu 10 de janeiro de 2019 at 23:24 - Reply

      Guilherme, todo mundo no meio jornalístico sabe que esse cidadão é metido a ‘humorista’. NADA do que ele escreve é para ser levado a sério. Não seja ingênuo… E eu nunca escrevi na “Bizz”.

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