ROBERTA CAMPOS

28 – Auditório Ibirapuera – São Paulo

Ela ainda está a caminho de se tornar uma artista diferenciada, embora suas canções passem longe da babaquice adolescente e ela nitidamente sabe o que fazer com seu violão. Roberta precisa apenas tomar cuidado com o excesso de doçura em cima do palco e terminar de vez com as desafinações que sempre marcam seus shows. Quem sabe nesta apresentação, na qual irá se apresentar sozinha no palco, ela tome um cuidado maior nesses quesitos…

 

“ENCONTRO MARCADO” e “NÓS DO ROCK RURAL”

28 – Allianz Park Hall – São Paulo

Reunindo dois projetos em um único evento, será uma boa oportunidade de assistir às apresentações do 14 Bis, Sá & Guarabyra, Flávio Venturini, Ricardo Vignini e Zé Geraldo, todos tocando juntos. Pode ser uma noite bem divertida se você for daqueles saudosistas da MPB dos anos 70 e 80.

 

BOOGARINS

28 – Cine Joia – São Paulo

Essa é uma boa oportunidade para você conferir que a “babação de ovo” em cima do quarteto é absolutamente injustificada, seja pelas canções chatíssimas – incluindo aquelas presentes em seu mais recente álbum, Sombrouduvida -, pelos vocais desafinados, pela execução instrumental capenga e pela fluência sonora que nunca se consuma. Típico caso de “hype hipster” que já deu no saco, né?

 

NAÇÃO ZUMBI

28 – Circo Voador – Rio de Janeiro

A verdade é uma só: se você assistiu uma única ao grupo em cima de um palco, pode apostar que viu todos, pois as suas apresentações sempre guardam pouquíssimas surpresas. É bem provável que você, que teve a oportunidade de assistir a algum show anterior, perceba isso mesmo que a banda avise que vai tocar na íntegra o fraco álbum Rádio S.AMB.A: Serviço Ambulante de Afrociberdelia, lançado em 2000 e o primeiro sem Chico Science, com Jorge Du Peixe nos vocais. Considere-se avisado!

 

PEPE BUENO & OS ESTRANHOS

28 – SESC Belenzinho – São Paulo

Baixista do bom grupo paulistano Tomada, Pepe vai apresentar várias canções de sua carreira solo, incluindo aquelas lançadas no novíssimo álbum, Preces e Tentações. É daqueles shows despretensiosos, mas que terminam cativando a plateia pela qualidade do repertório e pela boa performance dos músicos envolvidos. Vá e se surpreenda!

 

AMELINHA

28 – SESC Santo Amaro – São Paulo

Depois de quase uma década de afastamento do show business e retornar com um disco bem interessante, Janelas do Brasil, exibindo uma voz ainda potente e bonita, ela continua a fazer shows divulgando o bom trabalho que lançou no ano passado, De Primeira Grandeza – As Canções de Belchior. Portanto, esteja preparado para ouvir boas versões de “Paralelas”, “Alucinação”, “A Palo Seco” e “Mucuripe” em alternância com canções de seu próprio repertório, como as já clássicas “Foi Deus que Fez Você”, “Mulher Nova Bonita e Carinhosa…” e “Frevo Mulher”, obviamente.

 

DJAVAN

28 Teatro Positivo – Curitiba

Sempre muito rigoroso com relação aos seus shows, Djavan certamente vai apresentar um espetáculo de alto nível, com músicos de apoio ultracompetentes, cenografia e iluminações caprichadas e com som de qualidade. O problema pode ser o repertório, que sempre traz excelentes canções ao lado de outras de nível muito inferior. A diversidade será dada pelas músicas do novo álbum, o irregular Vesúvio. Nesse sentido, o show é uma loteria. A não ser que você seja pouco exigente e trate apenas de saborear o que o artista lhe apresentar. Neste caso, boa sorte!

 

MPB-4 & DUO GISBRANCO

28 – Theatro NET – Rio de Janeiro

Um dos importantes grupos vocais da história da música brasileira está de volta e esbanjando categoria. Ainda afinadíssimos, o grupo mostra grandes composições do passado e alguns clássicos da MPB. Tudo bem, o repertório é meio datado, mas ver quatro senhores de idade dando verdadeiras aulas de canto deveria ser uma lição obrigatória para esta molecada indie dos dias de hoje, que parece ter uma cacatua morta no lugar das amígdalas. Aqui eles se apresentarão com o ótimo duo de pianistas Claudia Castelo Branco e Bianca Gismonti – filha do extraordinário Egberto Gismonti – que sempre fazem um som excelente, apresentam uma mistura de jazz, MPB e música erudita de primeira grandeza, e o repertório será formado apenas com canções de Milton Nascimento. Considero primordial que você não perca esse show!

 

JORGE VERCILLO

28 – Tom Brasil – São Paulo

O maior imitador de Djavan da América Latina tem uma carreira que incrivelmente já dura duas décadas – o que só mostra como tem gente sem critério na hora de ouvir música – com todas aquelas canções para “pentear os ouvidos” dos mais incautos, tudo adocicado com letras que mais parecem “poesia de escada de faculdade” e arranjos que não oferecem o menor sinal de ousadia e criatividade. É um daqueles shows ideais para se assistir bebericando uísque falsificado e comendo uma porção de provolone à milanesa com data de validade vencida.

 

LULU SANTOS

28 e 29 – Km de Vantagens Hall – Rio de Janeiro

Show de Lulu Santo sempre é garantia de caminhão de hits bem tocados, performances energéticas e precisas, gente incapaz de ficar sentada na plateia e muita cantoria. Ele também vai apresentar algumas canções de seu mais recente projeto, “Baby Baby!”, no qual aborda de maneira bem pessoal algumas canções do repertório de Rita Lee. Quem é fã, deve conferir; quem nunca viu show dele e tem curiosidade, vai se se surpreender.

 

ELYMAR SANTOS

28 e 29 – Imperator – Rio de Janeiro

Os anúncios dos shows sempre dizem que “o cantor apresentará grandes sucessos de seu repertório”. Hein??? Como é que é??? Meu Deus do céu, quem em sã consciência sai de casa, paga ingresso para assistir a um troço destes.  Meu Deus…

 

JORGE ARAGÃO

28 – Vivo Rio – Rio de Janeiro

30 – SESC Itaquera – São Paulo

Assim como Zeca Pagodinho, o velho e bom Jorge faz samba legítimo e não esses pagodes xexelentos que empesteiam a atmosfera deste País. Faz muito tempo que não o vejo nos palcos, já que ele esteve por um bom tempo afastado deles por sérios problemas de saúde. Como tudo agora parece estar OK com ele, vale a pena dar uma checada em seu ótimo som.

 

BELO

29 – Carioca Club – São Paulo

Sempre penso que anos atrás ele passou uma temporada na cadeia pelos motivos errados: quem ‘cantava’ as ‘músicas’ que o sujeito mostrava nos shows não merecia outra coisa senão passar um bom tempo tomando água de caneca e tendo duas horas de sol por dia. Uma verdadeira aberração musical para quem gosta de samba, Belo continua impunemente nos dias de hoje a personificar o que de pior aquele troço que ficou conhecido como “pagode” propiciou. Suas péssimas canções fazem jus às interpretações que costuma cometer em cima dos palcos, o que torna cada um de seus shows uma espécie de castigo sonoro para quem se atreve a testemunhar essa presepada. Fuja disso!

 

JAZ COLEMAN

29 – Centro Cultural São Paulo – São Paulo

Não faço a menor ideia de como será essa apresentação solo do carismático e malucaço vocalista do Killing Joke, apenas ao piano e contando histórias e reflexões a respeito dua carreira. Parece-me que será uma apresentação bem intimista. Como ele é compositor/arranjador de primeira categoria – inclusive dentro do universo erudito -, creio que vale a pena dar uma boa arriscada e conferir o que ele tem a tocar e dizer…

 

EMICIDA

29 – Circo Voador – Rio de Janeiro

Indo em uma direção oposta ao mau humor de certa corrente do rap nacional, Emicida procura usar da poesia inteligente, com uma qualidade muito acima do se ouve por aí. Para melhorar ainda mais, seu DJ manda ver em bases pesadas, bem na linha “old school”, lembrando uma época em que o hip hop ainda usava o som da caixa de bateria e não palmas para marcar o ritmo. Só que nesse show a tônica será dada pelo lançamento do DVD 10 Anos de Triunfo. Experimente! Ah, na abertura vai rolar a apresentação de Marissol Mwaba, de quem nunca ouvi falar…

 

SILVA

29 – SESC Parque Dom Pedro II – São Paulo

Depois de lançar um quarto álbum interessante – Júpiter, em 2015 – e tentar dar um golpe de popularidade midiático ao revisitar o repertório de Marisa Monte com uma abordagem bem diferente das canções originais no disco seguinte, o fraquíssimo Silva canta Marisa (2016), ele reaparece insistindo novamente no erro de tentar aumentar a amplitude de seu público a qualquer preço com o álbum Brasileiro. Nem que tenha que cantar de modo cada vez mais ‘adocicado’ e fazer duetos com Anitta ou quem mais for famosa nos dias atuais. Que decepção…

 

BADI ASSAD

29 – SESC Avenida Paulista – São Paulo

Talentosíssima violonista brasileira com carreira internacional, ela vai fazer uma rara aparição por terras nacionais mostrando um repertório com músicas de outras etnias do planeta. Seu domínio sobre o instrumento é absurdo, embora deixe um pouco a desejar quando começa a fazer firulas vocais. Torça para que ela tenha abandonado isso e se concentre apenas em cantar o que cada canção pede e manter o foco no violão. Aí sim será showzaço!

 

ROBERTA SÁ

29 – Teatro do Bourbon Country – Porto Alegre

Uma das poucas cantoras brasileiras que valem realmente a pena ver e ouvir nos dias de hoje, Roberta faz parte de uma safra musical que privilegia o samba com tintas “mpbezísticas”, mas com canções consistentes o suficiente para chamar a atenção. Seu espetáculo é enxuto e coeso, e agora traz as canções de seu mais recente trabalho, Giro, composto ao lado de Gilberto Gil e outros parceiros. Além disto, ela tem na excelente banda de apoio um suporte digno de nota para a sua bela voz. Recomendado!

 

VANESSA DA MATA

29 – Vivo Rio – Rio de Janeiro

Taí um daqueles shows que deixam todo mundo com sorriso no rosto e com vontade de cantar as músicas. Esqueça bobagens como “Ai Ai Ai”. Há uma delicadeza brejeira na voz de Vanessa que funciona perfeitamente dentro de suas canções. Suas apresentações são sempre corretas, com banda afiada e direção segura. É uma boa pedida para quem quer impressionar a(o) parceira(o) recém-conquistada(o), principalmente porque neste show ela vai mostrar o resultado de seu mais recente trabalho, o EP Quando Deixamos Nossos Beijos na Esquina.

 

CURUMIN

29 – Blue Note – São Paulo

Ótimo baterista e um dos mais requisitados instrumentistas da atualidade, Curumin vai mostrar neste show algo inusitado: um repertório só com canções de Stevie Wonder. Dada à sua excelência musical, sugiro que você vá e se prepare para uma excelente surpresa, já que as músicas são ótimas e Curumin não deve fazer feio.

 

PEDRO LUIS

29 e 30 – SESC Pompéia – São Paulo

A extrema valorização do trabalho desse moço é um mistério para mim. Tanto com a sua associação com o grupo A Parede quanto com o coletivo carnavalesco Monobloco, Pedro nunca demonstrou qualquer coisa que valesse realmente a pena acompanhar em termos musicais e artísticos. E não é diferente em sua carreira solo. Por isso, nada vai justificar uma saída de casa para vê-lo e ouvi-lo assassinando na íntegra o cultuado álbum de estreia de Luiz Melodia, Pérola Negra, que é exatamente o que ele ameaça fazer nesse show. Credo!

 

BANDA BLACK RIO

30 – SESC Pinheiros – São Paulo

Embora esteja completamente descaracterizada em relação a sua formação original, esta reencarnação do lendário grupo dos anos 70 faz um show até que animado, mas feito para agradar apenas a quem não faz a menor ideia da história da banda. Quem conhece o som “das antigas” vai simplesmente odiar o que estes caras estão fazendo. Sugiro uma olhadela para que você se posicione.

 

FAFÁ DE BELÉM

30 – Theatro NET – Rio de Janeiro

Dona de uma das vozes mais lindas da história da MPB, ela tem tudo para fazer um bom espetáculo. O problema será o repertório, coisa que Fafá nunca soube escolher muito bem ao longo de sua carreira. Torça para que ela esteja inspirada tanto na hora de abordar as canções de seu mais recente disco, do qual só ouvi uma horrível versão de “Toda Forma de Amor”, do Lulu Santos. Sinto que a plateia vai testemunhar toda a cafonice que sempre marcou grande parte de suas interpretações…

 

STEVE HOGARTH

1 – Teatro Opus – São Paulo

2 – Theatro NET – Rio de Janeiro

O vocalista do Marillion desembarca no Brasil sem a sua banda, já que pretende mostrar as canções de sua carreira solo, tocar algumas músicas de david Bowie e dos Beatles, além de outras de se seu chatíssimo grupo, ou seja, é mais um daqueles shows caça-níqueis que pretendem contar com fãs ‘baba-ovos’ como cúmplices. Para piorar, ele avisa que será uim espetáculo bem intimista, no qual vai contar histórias e conversar com a plateia. Já sei onde NÃO estarei…

 

DEFALLA

4/7 – Bolshoi Pub – Goiânia

Sim, a cultuada banda gaúcha voltou à ativa após um longuíssimo hiato, soltou um interessante álbum em 2016, Monstro, e andou fazendo apresentações bastante irregulares por aí. Aparentemente, parece que a formação mudou de novo e eu não obtive qualquer informação recente a respeito disso. Vá por sua conta e risco, pois tudo pode acontecer quando Edu K está em cima do palco…

 

PARALAMAS DO SUCESSO

4/7 – SESC Vila Mariana – São Paulo

O que mais pode ser dito a respeito de uma apresentação dos caras? Excelência técnica, performances arrebatadoras, toneladas de canções antológicas, sinergia entre banda e plateia, exemplo vivo da força de viver de um cara que poderia ter se conformado com sua tragédia pessoal, mas que preferiu lutar contra isso em cima de um palco, junto com seus “irmãos”. Pode ir ao show, que é diversão na certa, ainda mais porque eles prometem apresentar algumas novíssimas canções. E ver João Barone tocando bateria é presenciar um workshop rítmico como bônus.