“É Show ou é Fria”: 30/11 a 6/12

MORRISSEY

30 – Fundição Progresso – Rio de Janeiro
2 – Espaço das Américas – São Paulo

O cultuado cantor volta ao Brasil três anos depois dos ótimos shows que andou fazendo por aqui, só que agora divulgando tardiamente o interessante álbum que lançou no ano passado, Low in High School. É claro que toda a força de seu show está em seu próprio carisma e no repertório sempre excelente e, por vezes, surpreendente. Como está sempre acompanhado de ótima banda de apoio, eu diria que é um show imprescindível tanto para quem nunca o viu ao vivo como para quem acompanha sua carreira desde priscas eras.

 

ANAVITÓRIA

30 – Auditório Araújo Vianna – Porto Alegre

Meu Deus, que sono… que sono… que… zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz…

 

ANDRU DONALDS

30 – Cine Theatro Brasil – Belo Horizonte

2 – Teatro Lauro Gomes – São Bernardo do Campo (SP)

O cantor jamaicano nunca fez feio nos poucos álbuns que lançou em sua carreira desde 1994. Seu som mezzo pop, mezzo reggae sempre teve como emblema boas canções, bem produzidas e arranjadas, perfeitas para a sua voz elegante. Por isso, se você resolver arriscar ir aos shows, a probabilidade de se decepcionar será bem pequena.

 

MANEVA

30 – Opinião – Porto Alegre

Esse grupo é mais uma das provas vivas de que o reggae no Brasil é tratado como se fosse um ritmo em que é permitido fazer um som totalmente asséptico, sem um pingo de rusticidade sônica, com letras tão poéticas quanto a bula de um remédio, perfeito para embalar romances de casais de namorados que não vêem a hora de abrir um crediário para começar a comprar as tralhas que vão equipar o apartamento em que irão morar assim que saírem das casas de seus respectivos pais. Agora imagine tudo isso sendo tocado no “modo acústico”!!! Meu Deus do céu, que tortura! E ainda tem gente que fica brava quando digo/escrevo que o reggae brasileiro é uma piada muito sem graça…

 

SORRISO MAROTO

30 – Pepsi On Stage – Porto Alegre

Meu Jesus na cruz… Isso é horrível. Como é que uma banda destas consegue desenvolver uma carreira inteira dependente de um meio musical que prima pelo vazio criativo e que inequivocamente dá seus últimos suspiros é algo que deveria ser estudado. Talvez a explicação esteja no fato de que sua música é feita para pessoas que acham que o amor é aquilo que se vê nas novelas da Globo. Meu Jesus na cruz…

 

CURUMIN

30 – SESC Belenzinho – São Paulo

Ótimo baterista e um dos mais requisitados instrumentistas da atualidade, Curumin vai mostrar neste show boa parte de seu mais recente trabalho, o álbum Boca. Vá e prepare-se para uma excelente surpresa, já que as canções funcionam bem ao vivo e a dinâmica do espetáculo é quase contagiante.

 

MX

30 – SESC Belenzinho – São Paulo

Depois de um longo período inativo, o grupo de Santo André voltou a fazer metal de qualidade tanto no disco que marca esse retorno, o bom A Circus Called Brazil, como em cima do palco, como presenciei recentemente. É uma porrada sonora que não é para qualquer ‘zé-modinha’ que começou a ouvir Sepultura na semana passada. Portanto, considere-se avisado.

 

REACTORY e DAMN YOUTH

30 – SESC Pompéia – São Paulo

Pelo pouco que ouvi do grupo alemão – basicamente, o álbum Heavy, de 2016 – os caras do Reactory são bem chegados nos discos que o Testament gravou no passado e não escondem tal influência. Já o grupo brasileiro, do qual ouvi apenas o divertido e acelerado álbum Breathing Insanity, seguem uma linha ainda mais thrash metal. Resumindo: tem tudo para ser uma “noite metálica” bem descabelante. Eu recomendo!

 

SEPULTURA

30 – Praça Verde do Dragão do Mar – Fortaleza

Esta é uma ótima oportunidade para você assistir a uma banda que, atualmente, é mais cultuada na Europa e Estados Unidos do que no Brasil – é, a burrice por aqui não é brincadeira. Além de apresentarem um repertório matador – incluindo as canções de seu mais recente e espetacular álbum, Machine Messiah -, o grupo ainda tem no baterista Eloy Casagrande uma atração à parte em termos de peso e técnica. Vai ser um showzaço dentro do evento batizado como Ponto.CE, que vai contar ainda com os shows do Nervosa, Insanity, Jack the Joker, The Knickers e Obskure.

 

RUSS

30/11 – Arena Hub – Rio de Janeiro

1/12 – Audio – São Paulo

Esse jovem rapper americano é mais a ter o seu sucesso medido por visualizações de You Tube, o que para mim não quer dizer absolutamente nada. Seu som repete os mesmíssimos clichês do atual hip hop forasteiro que rola nos Estados Unidos: sotaque pseudojamaicano, batidas sem peso, melodias bem pop e tudo embalado por clipes que mais parecem comerciais de celulares ou de qualquer outra bugiganga eletrônica. Porra, já sou muito velho para engolir essas papagaiadas…

 

ZECA BALEIRO

30/11 – Km de Vantagens Hall – Rio de Janeiro

1/12 – Km de Vantagens Hall – Belo Horizonte

Apesar de seus detratores alegarem que ele não faz nada de novo, a verdade é que Zeca Baleiro é um daqueles caras que podem ser acusados de qualquer coisa, menos de ser preguiçoso em relação ao seu trabalho musical. Sempre produzindo boas canções, com arranjos que muitas vezes fogem dos padrões tradicionais e com um discurso encorpado em termos poéticos, ele injeta certa dose de inconformismo dentro de uma cena que se mostra excessivamente passiva. Recomendável!

 

BRUNO & MARRONE + CHITÃOZINHO & XORORÓ

30/11, 1 e 2/12 – Credicard Hall – São Paulo

É realmente necessário que eu faça algum comentário a respeito destes shows que trarão as duas duplas em cima do palco simultaneamente, cantando músicas horríveis? Não, né? Então tá… Próximo!

 

PLAYING FOR CHANGE

30 – concha acústica do Teatro Castro Alves – Salvador

1 – Bolshoi Pub – Goiânia

4 e 5 – Bourbon Street – São Paulo

O que começou como um projeto multimídia muito interessante – um documentário mostrando talentosíssimos músicos/cantores de rua espalhados pelos quatro cantos do planeta – agora virou uma turnê por vários países, com alguns dos participantes do vídeo e uma competente banda de apoio. Se o repertório é meio manjado, em compensação as apresentações são bem animadas. É daqueles shows descompromissados e com um tremendo alto astral.

 

ADRIANA CALCANHOTTO

30 – Teatro Bradesco – São Paulo

6 – Imperator – Rio de Janeiro

Ela vai apresentar um novo show que, segundo ela, “foi idealizado como ‘concerto-tese’, ou seja, uma conclusão de minha residência artística na Universidade de Coimbra, em Portugal, onde estive nos últimos dois anos entre cursos e apresentações”. Seja lá o que isso signifique, uma coisa é certa: se tiver mais solta no palco e menos preocupada com sua performance, a cantora pode proporcionar uma experiência bem interessante para a plateia.

 

“ANGRA FEST II”

1 – Tropical Butantã – São Paulo

O evento vai contar obviamente com a apresentação do Angra, antecedida pelos shows do Dr. Sin – que voltou à ativa com o guitarrista Thiago Melo substituindo o celebrado Edu Ardanuy -, dos bons grupos Project46 e Nervosa, mais a tal “banda Malta”, que tenta se reerguer depois de vencer reality show fracassado da TV Globo e perceber que tal ‘título’ pode ser uma maldição, isso sim. Se você for fã dessa turma, vai se divertir como um porco na lama…

 

BELO

1 – Carioca Club – São Paulo

Sempre penso que anos atrás ele passou uma temporada na cadeia pelos motivos errados: quem ‘cantava’ as ‘músicas’ que o sujeito mostrava nos shows não merecia outra coisa senão passar um bom tempo tomando água de caneca e tendo duas horas de sol por dia. Uma verdadeira aberração musical para quem gosta de samba, Belo continua impunemente nos dias de hoje a personificar o que de pior aquele troço que ficou conhecido como “pagode” propiciou. Suas péssimas canções fazem jus às interpretações que costuma cometer em cima dos palcos, o que torna cada um de seus shows – agora risivelmente batizados como “Belo In Concert” e com quase duas horas e meia de duração – uma espécie de castigo sonoro para quem se atreve a testemunhar essa presepada. Fuja disso!

 

“HOMENAGEM A CARTOLA”

1 – SESC Pompéia – São Paulo

Um evento que presta merecido tributo a um dos maiores compositores da história da música brasileira e que vai contar com as presenças ilustres de Elton Medeiros, Monarco, Moisés da Rocha e da boa cantora Adriana Moreira tem que ser prestigiado por qualquer pessoa que tenha uma mínima noção da importância de todos os envolvidos dentro do universo do samba. Simples assim.

 

PAULO ZINNER e NINA PARÁ

1 – SESC Belenzinho – São Paulo

Representantes de duas gerações diferentes de bateristas estarão demonstrando suas respectivas trajetórias dentro do evento denominado Baterias Brasileiras. O veterano Zinner estará no comando da sua Rockestra tocando sons que influenciaram e fizeram parte de sua carreira, enquanto a jovem instrumentista vai mostrar alguns temas de seu disco solo, Heartbeat. Vale uma boa espiada!

 

BIQUINI CAVADÃO

1 – Teatro Bradesco – São Paulo

Uma das mais medíocres bandas da história do rock brasileiro fazendo shows tão animados quanto uma quermesse em dia de chuva. Tô fora!

 

PENNYWISE

1 – Arena Barra Funda – São Paulo

O Pennywise faz aquele punk rock californiano de maneira bem redondinha, com boas canções e refrãos pegajosos. Não é tão bacana quanto o Bad Religion, mas dá para dar umas boas sacudidas no esqueleto. Como os caras contam novamente com o seu vocalista original, Jim Lindberg, as composições vão ganhar um verniz mais rústico e interessante. O grupo vai encerrar um evento que vai contar também com a presença de duas bandas canadenses bastante apreciadas pela molecada mais antenada – Comeback Kid e Belvedere – e mais um time nacional bem conhecido: Dead Fish, Garage Fuzz, Sugar Kane e Direction. Será uma noite “descabelante”!

 

MONICA SALMASO

1 e 2 – SESC Pinheiros – São Paulo

A ótima cantora vai apresentar um novo show, Corpo de Baile, no qual resgata as canções do disco com o mesmo título lançado em 2014 ao lado dos arranjadores daquele álbum – Nelson Ayres, Guinga, Teco Cardoso e Nailor Proveta, entre outros -, mais o Quarteto Carlos Gomes de cordas. Taí um espetáculo classudo e imperdível.

 

EDNARDO

1 e 2 – SESC Belenzinho – São Paulo

A rara ocasião de testemunhar o cultuado cantor/compositor cearense revisitar na íntegra o seu primeiro e mais famosos álbum, Romance do Pavão Mysterioso, de 1974, não pode ser desperdiçada de modo algum! Ainda mais porque na banda de apoio estará o lendário violeiro Manassés, que não apenas participou das gravações originais como se tornou uma das figuras mais reverenciadas do universo do instrumento. É daquelas apresentações imprescindíveis!

 

L7

1 – Circo Voador – Rio de Janeiro

2 – Tropical Butantã – São Paulo

4 – Opinião – Porto Alegre

Ainda em forma e fazendo um show divertido, pulsante e distorcido, as meninas – bem, hoje bem longe de serem “meninas’, vá lá – certamente farão jus ao sucesso que tiveram no passado como um dos maiores expoentes da cena underground que deu ao mundo o grunge e também a reverberação de toda uma geração de jovens que tentaram nada contra a corrente do bom mocismo musical dos anos 90. No show do Rio vai rolar abertura com Indiscipline e Lâmmia, enquanto que em São Paulo o convidado para abrir o show das meninas é o ótimo Soul Asylum – lembra dos hits “Runaway Train” e “Somebody to Shove”? -, ainda liderado pelo vocalista/guitarrista Dave Pirner, mais o cultuado grupo brasileiro Pin-Ups e o pessoal do Deb and the Mentals. Imperdível!

 

MOSKA

1 – Imperator – Rio de Janeiro

Ele tirou o “Paulinho” do nome artístico, mas em seus shows, ele só reforça a tese de que é um cara talentoso, mas que sempre apresenta um repertório bastante irregular. A falta de uma constante safra de boas canções é justamente o que atrapalha a sua carreira, o que fica ainda mais nítido com sua nova turnê, que promove o álbum Beleza e Medo, lançado recentemente.

 

CAMISA DE VÊNUS

1 – Teatro do Bourbon Country – Porto Alegre

Não me pergunte por que uma banda que interrompeu sua carreira por longos anos está comemorando “35 anos de existência”. Muito menos porque tais “festividades” envolvem apenas dois integrantes da formação original – o baixista Robério Santana e, claro, o vocalista Marcelo Nova – e mais alguns músicos contratados, incluindo o filho de Nova na guitarra. Se você não se incomoda com isto e está apenas a fim de curtir novamente as canções clássicas dos caras, vai fundo. Mas que é esquisito, é…

 

SARAH BRIGHTMAN

1 – Teatro Guaíra – Curitiba

Podem falar o que quiserem, mas não dá para engolir mais essa geração de cantoras que usam os conceitos da new age para vender musiquinhas sem vergonhas e shows embalados em muita fumaça, painéis coloridos e sussurros de fada madrinha. Esta moça então é tão brega que faz a Enya soar como a Joan Jett. Puta troço chato dos infernos!

 

SIMONE & IVAN LINS

1 – Teatro Castro Alves – Salvador

Meu Deus do céu! Esse show vai ser tão chato, tão desavergonhadamente açucarado, tão insosso, tão fora de propósito dentro do atual panorama da música brasileira, tão… tão… Ah, deixa pra lá! Vai quem quer ser testemunha dessa ‘roubada’ nababesca. Depois não digam que não avisei…

 

GAL COSTA

1 – Tom Brasil – São Paulo

A julgar por aquilo que ouvimos em seu mais recente álbum, A Pele do Futuro, é muito provável que ela subirá ao palco com uma energia renovada, com a voz ainda melodiosa e insinuante, mostrando canções com uma abordagem bem mais encorpada do que de costume. Vale a pena dar uma conferida…

 

JOTA QUEST

1 – Vivo Rio – Rio de Janeiro

Não há nada mais a dizer a respeito dos shows deste grupo: é o exemplo de como uma banda que poderia fazer um som sensacional se transformou em uma espécie de “Luciano Huck do pop/rock nacional”. É, não tenho mesmo nada mais a escrever a respeito…

 

SKANK

2 – Audio – São Paulo

Canções bacanas, instrumentistas competentes, astral animado e simpatia espontânea. São exatamente estas características que sempre estão presentes em qualquer show do grupo mineiro, que agora se propõe a montar um repertório unicamente centrado em seus três primeiros álbuns: Skank (1993), Calango (1994) e Samba Poconé (1996). É inegável que você vai passar o tempo com um sorriso estampado no rosto. Vá e divirta-se! Ah, quase ia esquecendo: foi anunciado que o show terá “convidados”, embora nenhum nome tenha sido divulgado…

 

HANGAR

2 – Opinião – Porto Alegre

Dentre seus inúmeros trabalhos, o excepcional baterista Aquiles Priester nunca abandonou a banda que montou assim que saiu do Angra anos atrás. Desde então, ela reaparece de tempos em tempos com discos e shows, como é o caso agora, em que vai divulgar – tardiamente, diga-se de passagem – seus mais recentes trabalhos, o CD Stronger Than Ever e o DVD Live in Brusque/SC, Brazil, ambos de 2016. Na abertura vão rolar shows dos grupos Rebaelliun e Panic. Indicado somente para fãs incondicionais…

 

DIOGO NOGUEIRA

2 – Teatro Castro Alves – Salvador

Ele até tenta seguir os passos do pai – o lendário e falecido João Nogueira -, mas além de não ter voz condizente com o gênero, Diogo Nogueira tem carisma zero e faz um tipo de samba que não só passa a anos-luz de distância daquilo que Zeca Pagodinho e Jorge Aragão – estes sim representantes do “resgate do samba de raiz” -, como também soa como um Alexandre Pires mais rústico. Não perca seu tempo.

 

ELLEN OLÉRIA & LUEDJI LUNA

2 – SESC Pompéia – São Paulo

Uma das cantoras mais incríveis e criminosamente subestimadas dos últimos tempos no Brasil, Ellen se alia a cantora baiana – cujo trabalho eu sinceramente desconheço – para mostrar um repertório de canções que pretende valorizar a alma da mulher negra. Certamente, será um espetáculo – gratuito, diga-se de passagem – engajado em uma boa causa, ideal para quem quer ir a um show e ouvir mais do que apenas músicas…

 

FITO PÁEZ

2 – Auditório Araújo Vianna – Porto Alegre

3 – Teatro Bradesco – São Paulo

5 – Teatro Bradesco Rio – Rio de Janeiro

Confesso que ainda não consigo entender o preconceito que os brasileiros têm com os artistas argentinos, muitos deles donos de carreiras excelentes. Uma boa oportunidade de tirar esta cisma é o show deste ótimo cantor, compositor, pianista, que vem ao Brasil divulgar mais um de seus bons discos, La Ciudad Liberada, lançado recentemente. Vá, pois você não irá se arrepender.

 

BRANFORD MARSALIS QUARTET

4 – Sala São Paulo – São Paulo

Não é preciso que você saiba com antecedência o que o sensacional saxofonista vai apresentar. Basta a presença dele com seu quarteto em cima de um palco e você terá a garantia de um show de jazz inesquecível, já que o repertório de seus álbuns é irrepreensível e a qualidade técnica dele e de seus companheiros beira o assombroso. Não perca de maneira alguma!

 

INNER CIRCLE

5 – Carioca Club – São Paulo

Quase meio século de carreira dentro do universo do legítimo reggae não é para qualquer um. Pena que a banda só passou a ser conhecida mundialmente depois que deu uma boa diluída no seu som a partir dos anos 90, quando estouraram com músicas ridículas como “Bad Boys” e a terrível “Sweat (A la la la la Song)”. Infelizmente, os dois hits devem dar a tônica do show…

 

CLAUDYA

5 – SESC Pompéia – São Paulo

Com mais de meio século de carreira e ainda cantando bem, ela certamente vai resgatar antigas canções de seu repertório dos anos 60 e 70 com galhardia e finesse. Para quem curtia a carreira dela no passado e aqueles que adoram o som daqueles tempos, pode ser uma boa pedida.

 

JUÇARA MARÇAL

5 – SESC Belenzinho – São Paulo

A boa cantora vai colocar sua interessante voz a serviço de um repertório que privilegia uma certa “paulistanidade”, ou seja, vão rolar canções de Itamar Assumpção e Tom Zé, dentre outras. Como estará acompanhada apenas da pianista Thais Nicodemo e vai rolar a participação especial da rapper Yzalú, deve ser um espetáculo mais intimista. Arrisque.

 

FILIPE CATTO

5 – Theatro NET – Rio de Janeiro

Eu fico impressionado com as irregularidades de toda uma geração de ‘artistas’ incensados muito mais por seus posicionamentos ‘lacradores’ do que pela qualidade da música em si. É o caso desse cidadão, cuja voz é tão chata que faz qualquer pessoa assinar um documento em branco com a promessa de a audição de seus ‘gorgeios’ sejam imediatamente interrompidos. Para piorar, ela está sempre a serviço de canções cuja importância histórica no futuro será a mesma de um prato de alpiste mofado. Fuja desse show!

 

JOSS STONE

5 – Tom Brasil – São Paulo

Ela sempre faz apresentações muito boas, mostrando que não é preciso mostrar a bunda para chamar a atenção das pessoas. Basta ter um repertório legal, uma boa banda de apoio e uma voz excelente. E é isto o que ela mostrou o tempo todo em cima do palco. Sim, ela é linda, sexy e eu adoraria convidá-la para a minha casa, para tomarmos um Jim Beam e ouvirmos uns discos da Motown, mas aí já é outra história…

 

CRIOLO

5 e 6 – Opinião – Porto Alegre

Ele batizou sua nova turnê como “Boca de Lobo”, título de uma música lançada recentemente que chamou mais a atenção por conta do clipe cheio de efeitos especiais do que pela excelência da canção em si. O que isso quer dizer? Nada, Vai ser o mesmo show de sempre.

 

SIDNEY MAGAL

6 – Auditório Araújo Vianna – Porto Alegre

Não sei nem o que dizer… Sério. O cara é tão gente fina que nem dá vontade de escrever que a cafonice reinante em seus shows é um negócio que só vai agradar a quem for muito fã dele. Apesar de ele ter um repertório que vai muito além de “Sandra Rosa Madalena” e “Se Te Agarro com Outro”, o tratamento pasteurizado faz com que tudo soe como uma mistura do Daniel com o José Augusto. Que pena…

 

ZÉ GERALDO e convidados

6 – JazzB – São Paulo
Que ele é um nome importante na história da MPB, não há dúvida, mas assistir a um show de Zé Geraldo traz uma conotação de nostalgia que só empolga quem passou grande parte da sua vida universitária tocando violão no meio de um monte de meninas vestidas com batas indianas e cheirando patchouli. Mesmo assim, vale a pena dar uma conferida no show em que ele convida novos nomes da música brasileira: Renato Godá e as duplas Duas Casas e Horses & Joy, principalmente se você está interessado em saber como funciona a ponte entre passado, presente e futuro na MPB.

2018-12-01T01:25:02+00:00

17 Comments

  1. Rei Pelé 30 de novembro de 2018 at 13:40 - Reply

    Assino embaixo tudo que o Régis falou sobre a Joss Stone.

    Régis, existem outras cantoras que você acha ” bonita ” ?

    Excelentes textos !

    • Regis Tadeu 30 de novembro de 2018 at 17:40 - Reply

      Obrigado!

  2. Eduardo Lima 30 de novembro de 2018 at 15:13 - Reply

    Boa tarde, Regis… obrigado pelas dicas dessa semana.

    De fato, o show do Fito Páez será imperdível. O último álbum que ele lançou, La Ciudad Liberada, é sensacional…

    Tenha um excelente final de semana.

    • Regis Tadeu 30 de novembro de 2018 at 17:39 - Reply

      Obrigado, Eduardo. Para você também.

  3. Fábio Fernandes 30 de novembro de 2018 at 15:32 - Reply

    “Prato de alpiste mofado”, HAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHHA Regis, o É show ou é fria está melhor que nunca! Eu assisti recentemente a um show do Sepultura e foi extraordinário, mas alguns idiotas na plateia ficaram gritando “Volta, Max!!l”. É mole? O que um retardado desses foi fazer lá?

    • Regis Tadeu 30 de novembro de 2018 at 17:38 - Reply

      Obrigado pelo elogio, Fábio. Esses caras são tão imbecis que gastam grana do ingresso para bancarem os idiotas… Patético!

  4. Vano Aguiar 30 de novembro de 2018 at 18:29 - Reply

    Uma pequena correção o show do PLAYING FOR CHANGE é na Concha Acústica do Teatro Castro Alves

    • Regis Tadeu 1 de dezembro de 2018 at 01:23 - Reply

      Obrigado.

  5. Dennis R.C. 30 de novembro de 2018 at 21:00 - Reply

    A nostalgia que não me larga me deixou curioso pra saber a quantas anda o Inner Circle. Bons anos atrás gastava um CD ao vivo com o Jacob Miller nos vocais, melhor reggae que escutei nos meus quase 40 anos.

    Valeu Régis, site tá bacana demais tô sempre de olho, parabéns !!!

    • Regis Tadeu 1 de dezembro de 2018 at 01:23 - Reply

      Valeu, Dennis.

  6. alex 1 de dezembro de 2018 at 11:35 - Reply

    Apenas um pequeno adendo, quando Aquiles Priester foi convidado a integrar o Angra, o Hangar já existia, inclusive já tendo dois discos lançados à época, inclusive por um tempo ele tocou nas duas bandas, até que os compromissos com o Angra o forçaram a colocar o Hangar na geladeira. Depois que saiu, remontou a banda, apesar que faz um tempo que não lançam nada de novo.

  7. Raphael Rodrigues 1 de dezembro de 2018 at 12:17 - Reply

    O show do Inner Circle no Carioca Club foi cancelado

  8. Eduardo Lima 2 de dezembro de 2018 at 12:47 - Reply

    Regis, boa tarde!

    Li que a Viacom (atual detentora dos direitos da extinta MTV Brasil), está com a ideia de voltar com o Acústico MTV.
    O que você sabe e o que acha a respeito disso?

    • Regis Tadeu 2 de dezembro de 2018 at 13:56 - Reply

      Boa tarde, Eduardo. Ideias são apenas ideias…

  9. Maurício 2 de dezembro de 2018 at 23:08 - Reply

    Regis, não sou seu fã, já que todo fã é um idiota.

    Gosto muito dos seus textos e videos, embora discorde, obviamente, de muita coisa. Faz parte.Devo às suas dicas grande parte do que conheço de bons discos da musica brasileira e cito muito o seu video para tentar evitar a mentira que ouço por ai sobre “successo internacional” de determinadas cantoras. Haja saco pra aguentar tanta desinformação.

    Como acompanho muito do seu trabalho, gostaria de fazer um pedido, se me for permitido. Voce ja escreveu um excelente texto a respeito do Hermeto Pascoal,que espero não seja perdido com as mudanças de plataformas do Yahoo, e outro sobre as “entranhas do showbizz” à epoca da confusão do Chorão e Champignon(mas ai é ja é um outro papo). Por isso te peço. Agora que voce está com um excelente canal no youtube, e em alguns videos o nome do velho bruxo(como no do samba jazz e ate mesmo num disco que voce citou dos melhores guitarristas do Brasil) é citado, gostaria de sugerir um dia algo sobre Hermeto Pascoal tambem em video. O velho bruxo merece, enquanto está vivo.

    Saudações

    • Regis Tadeu 3 de dezembro de 2018 at 00:25 - Reply

      Obrigado pelo elogio e pela boa sugestão. Vou pensar a respeito…
      Abraço!

  10. Lucio Souza 8 de dezembro de 2018 at 12:22 - Reply

    Caro Régis , sou leitor assíduo de seus textos ,quanto ao Belo acho que você tem toda razão ,discordo quanto ao comentário sobre a banda Biquini cavadão ,um abraço.

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