PAULA FERNANDES

30 – Credicard Hall – São Paulo

Ela é linda. Só. Já suas canções são uma espécie de “versão feminina do Victor & Leo”, ou seja, é um amálgama de “sertanejo” com country, folk e uma pitada de MPB/pop. Tudo é criminosamente insípido, esterilizado, sem um pingo de rusticidade, planejado justamente para agradar pessoas “sensíveis”, apaixonadas e incapazes de sair do limbo da mediocridade sonora. Para piorar, ela virou chacota nacional depois de sua infame “Juntos e Shallow Now”. Pena…

 

THIAGUINHO

30 – Auditório Araújo Vianna – Porto Alegre

Embora seja um cara carismático em cima do palco, Thiaguinho desperdiça isto com um repertório de porcarias vexaminosas, que só entusiasma periguetes e candidatas a tal. Sem contar que, ao vivo, sua voz não é lá essas coisas, o que não ajuda em nada a tornar seu show um evento imperdível. Pelo contrário: é preferível ficar em casa assistindo ao videotape de Náutico x CRB, disputado em uma terça-feira chuvosa.

 

XANDE DE PILARES

30 – Imperator – Rio de Janeiro

Por ter boa presença de palco e carisma, ele até poderia ter uma carreira decente se resolvesse construir um repertório bacana, com canções influenciadas pelo samba do passado, e fizesse uma aulas de canto para deixar de desafinar tanto. Em vez disso, prefere chafurdar na vala da descartabilidade com músicas ridículas, que apenas são relevantes para ‘periguetes’ com os cabelos tingidos com água de salsicha e soltar sua voz de maneira ‘qualquer nota’.

 

TAVINHO MOURA

30 – SESC Belenzinho – São Paulo

Lançando seu mais recente trabalho, O Anjo na Varanda (2017), com canções feita em parcerias com Fernando Brant  e Ronaldo Bastos, entre outros, o ex-integrante do lendário Clube da Esquina vai mostrar um show eminentemente acústico, que certamente vai contar com músicas daquela época e outras que compôs para gente tão diferente quanto Milton Nascimento, Sérgio Reis, Almir Sater, Zizi Possi e Pena Branca & Xavantinho. Vale a pena uma espiada…

 

HERMETO PASCOAL

30 – SESC Vila Mariana – São Paulo

Não importa saber o que o grande bruxo sonoro vai tocar. Você tem apenas é que estar preparado para uma experiência sônica que vai fazer o seu cérebro rodopiar dentro da calota craniana. Serão shows absolutamente imperdíveis e imprevisíveis…

 

NUNO MINDELIS

30 – SESC Bom Retiro – São Paulo

Um dos maiores representantes do blues da América do Sul é angolano de nascimento e brasileiro de coração, toca muito, é um compositor de mão cheia e, sabe-se lá por qual motivo, desenvolve uma carreira — internacional, inclusive – muito aquém de seu talento. Se você é daqueles que despreza a linguagem nacional para gêneros estrangeiros, sugiro comparecer a este show e dar o braço a torcer para o som deste excelente guitarrista. Ótima pedida!

 

CALL THE POLICE

30 Teatro Positivo – Curitiba

31 – Opinião – Porto Alegre

Como é que é? O ex-guitarrista do Police, Andy Summers, tocando apenas músicas de sua ex-banda, com o ex-baixista do Barão Vermelho, Rodrigo Santos no baixo e nos vocais – afinadíssimos, diga-se de passagem – e o mais legal, que é ver e ouvir João Barone na bateria, tocando todas aquelas “encrencas rítmicas” do Stewart Copeland? Acredite: é um show divertidíssimo e com um desfile de hits simplesmente inacreditável. Pelo amor de Deus, não perca isso por nada neste mundo!

 

“BOURBON STREET FEST

30 e 31 – Bourbon Street – São Paulo

O tradicional evento vai contar este ano com atrações não tão famosas, mas igualmente interessantes, como o Bonerama, grupo que conta em sua formação com três trombonistas e que vai apresentar um show só com canções do… Led Zeppelin! Vai rolar tamb´pem a apresentação do cantor e acordeonista Dwayne Dopsie, um dos grandes nomes da nova geração do zydeco, um dançante estilo oriundo do sul dos Estados Unidos que mistura blues e o tradicional cajun de New Orleans. No setor nacional, o cultuado baterista Sergio Della Monica – conhecido principalmente por seu trabalho nos discos que Rita Lee lançou na década de 70 – vai exibir seu lado mais fusion latino misturado com o soul, enquanto que o também renomado baterista Yuri Prado vai unir ritmos brasileiros com a moderna música de New Orleans. No seu lugar, eu não perderia esse evento de maneira alguma!

 

VANESSA DA MATA

30/8 a 1/9 – SESC Pinheiros – São Paulo

Taí um daqueles shows que deixam todo mundo com sorriso no rosto e com vontade de cantar as músicas. Esqueça bobagens como “Ai Ai Ai”. Há uma delicadeza brejeira na voz de Vanessa que funciona perfeitamente dentro de suas canções. Suas apresentações são sempre corretas, com banda afiada e direção segura. É uma boa pedida para quem quer impressionar a(o) parceira(o) recém-conquistada(o), principalmente porque neste show ela vai mostrar o resultado de seu mais recente trabalho, o EP Quando Deixamos Nossos Beijos na Esquina.

 

VANGUART

31 – Cine Joia – São Paulo

Lançando seu quarto álbum, o fraco Beijo Estranho, o vocalista Helio Flanders continua se mostrando um primor na arte de desafinar, tanto no estúdio como, principalmente, ao vivo. É uma ‘regularidade’ impressionante. Fuja!

 

ROBERTA SÁ

31 – Imperator – Rio de Janeiro

Uma das poucas cantoras brasileiras que valem realmente a pena ver e ouvir nos dias de hoje, Roberta faz parte de uma safra musical que privilegia o samba com tintas “mpbezísticas”, mas com canções consistentes o suficiente para chamar a atenção. Seu espetáculo é enxuto e coeso, e agora traz as canções de seu mais recente trabalho, Giro, composto ao lado de Gilberto Gil e outros parceiros. Além disto, ela tem na excelente banda de apoio um suporte digno de nota para a sua bela voz. Recomendado!

 

THE MIST

31 – SESC Belenzinho – São Paulo

Depois de muito tempo parada, a banda do ex-guitarrista do Sepultura, Jairo Guedz, volta à ativa para comemorar uma pretensa existência de 30 anos da banda e certamente vai mostrar um repertório centrado em seu álbum mais celebrado, The Hangman Tree (1991), para muitos considerado um dos pontos altos da história do metal nacional. Se seus integrantes não tiverem perdido a pegada, será um show bem pesado, agressivo e divertido.

 

LULU SANTOS

31 – concha acústica do Teatro Castro Alves – Salvador

Show de Lulu Santo sempre é garantia de caminhão de hits bem tocados, performances energéticas e precisas, gente incapaz de ficar sentada na plateia e muita cantoria. Ele também vai apresentar algumas canções de seu mais recente projeto, o disco e o show Para Sempre. Quem é fã, deve conferir; quem nunca viu show dele e tem curiosidade, vai se se surpreender.

 

PLANTA E RAIZ

31 – Tropical Butantã – São Paulo

Se você não acredita quando digo que não há um grupo decente de reggae no Brasil, vá a este evento e comprove como vocais desafinados, instrumentação ‘perninha’ e canções medíocres são o retrato da “cena regueira” nacional. É de chorar de tão ruim…

 

SIDNEY MAGAL

31 – Tom Brasil – São Paulo

Não sei nem o que dizer… Sério. O cara é tão gente fina que nem dá vontade de escrever que a cafonice reinante em seus shows é um negócio que só vai agradar a quem for muito fã dele. Apesar de ele ter um repertório que vai muito além de “Sandra Rosa Madalena” e “Se Te Agarro com Outro”, o tratamento pasteurizado faz com que tudo soe como uma mistura do Daniel com o José Augusto. Que pena…

 

MASTERCARD JAZZ”

31/8 e 1/9 – área externa do Auditório Ibirapuera – São Paulo

Como desperdiçar a oportunidade de assistir gratuitamente a grandes nomes da moderna geração do jazz internacional, como o pianista Aaron Parks, o trompetista Christian Scott, o multiinstrumentista/rapper Terrace Martin, o sensacional guitarrista Robert Randolph com a sua Family Band, a saxofonista Lakecia Benjamin com a banda Soul Squad, a trompetista inglesa Lauara Jurd e seu grupo Dinosaur? Para melhorar ainda mais, o elenco nacional tem a ótima cantora ao lado do guitarrista Lourenço Rebetez e o sensacional Bixiga 70. Outro evento absurdamente imperdível!

 

EGBERTO GISMONTI

31/8 e 1/9 – SESC Bom Retiro – São Paulo

Assim como acontece com Hermeto Pascoal, as apresentações de Egberto não podem ser perdidas de maneira alguma, não importando o repertório que ele venha a apresentar. Sozinho no palco, alternado o violão e o piano, você vai entender por que ele é um dos mais aclamados artistas brasileiros no cenário internacional. Não deixe de ver!

 

FRANCIS HIME & OLIVIA HIME

31/8 e 1/9 – SESC Bom Retiro – São Paulo

Ele é um nome importantíssimo da Música Brasileira (sim, com maiúsculas mesmo), já comemorou meio século de carreira e agora o pianista/cantor/compositor se une a excelente cantora Olivia Hime para exibir um repertório centrado em suas canções mais famosas e explicando o processo de composição de cada uma delas, como se fosse uma mistura de workshop e show – o que chamamos de “workshow” no meio dos instrumentistas -, ou seja, será um evento bem intimista. Se você está a fim de ver um show classudo esta semana, pode apostar suas fichas neste aqui.

 

MANEVA

1/9 – SESC Itaquera – São Paulo

Esse grupo é mais uma das provas vivas de que o reggae no Brasil é tratado como se fosse um ritmo em que é permitido fazer um som totalmente asséptico, sem um pingo de rusticidade sônica, com letras tão poéticas quanto a bula de um remédio, perfeito para embalar romances de casais de namorados que não vêem a hora de abrir um crediário para começar a comprar as tralhas que vão equipar o apartamento em que irão morar assim que saírem das casas de seus respectivos pais. E ainda tem gente que fica brava quando digo/escrevo que o reggae brasileiro é uma piada muito sem graça…

 

PAULO ZINNER ORCHESTRA

1/9 – Teatro UMC – São Paulo

O grupo liderado pelo ótimo batera Paulo Zinner – que fez fama com o grupo Golpe de Estado e ao fazer parte de uma das formações da banda que acompanhava Rita Lee – vai mostrar um repertório bastante eclético, incluindo boas versões de classic rock. Vale por um bom workshop de bateria e é um espetáculo bastante divertido. Não perca!

 

KIKO LOUREIRO TRIO

2/9 – SESC Consolação – São Paulo

Outro show gratuito e imperdível! O atual guitarrista do Megadeth volta ao Brasil para ministrar vários workshops e também se apresentar com o seu próprio trio. Mostrando um lado bem diferente do que os seus fãs do metal estão acostumados. A mistura de jazz, rock e música brasileira que ele comanda é de uma qualidade tão exuberante que não dá para passar batido. Vá sem susto!

 

FAFÁ DE BELÉM

3 – Theatro NET – São Paulo

Dona de uma das vozes mais lindas da história da MPB, ela tem tudo para fazer um bom espetáculo. O problema será o repertório, coisa que Fafá nunca soube escolher muito bem ao longo de sua carreira. Torça para que ela esteja inspirada tanto na hora de abordar as canções de seu mais recente disco, do qual só ouvi uma horrível versão de “Toda Forma de Amor”, do Lulu Santos. Sinto que a plateia vai testemunhar toda a cafonice que sempre marcou grande parte de suas interpretações…

 

CPM 22

5/9 – Bolshoi Pub – Goiânia

Em seus shows, a banda sempre trata de dar uma repassada em  sua carreira com um repertório bastante irregular, em que boas canções – como aquelas do álbum Depois de um Longo Inverno, com uma maior influência de Social Distortion e ska punk – estão ao lado de outras fraquíssimas. É uma boa hora para a banda deixar de lado o seu público adolescente e partir para um som mais adulto, ainda mais que acabaram de soltar mais um álbum, Suor e Sacrifício.

 

PONTO DE EQUILÍBRIO

5/9 – Opinião – Porto Alegre

O cenário do reggae no Brasil é uma lástima, com dezenas de grupo fazendo um som chinfrim e com uma postura de palco tão carismática quanto um cacto seco. Este octeto carioca – que alega ter uma carreira de dezoito anos! – não é exceção. As letras são terríveis, o discurso “igualdade, amor e justiça” provoca vergonha alheia em quem realmente segue a “filosofia rasta” e som medíocre, que dá a impressão de ser uma única música tocada em “loop”, só não é pior que o timbre do vocalista Hélio Bentes, que canta como se tivesse engolido uma bexiga de aniversário não muito cheia de ar. Para quem, como eu, que adora o reggae de Bob Marley, Peter Tosh, Dennis Brown, Gregory Isaacs e de bandas como Steel Pulse, Big Youth, Aswad, Heptones e Gladiators, ouvir o Ponto de Equilíbrio faz os ouvidos sangrarem em esguicho. Na abertura, vai rolar apresentação da banda argentina Nonpaladice.

 

PLEBE RUDE

5 – SESC 24 de Maio – São Paulo

O repertório é ótimo, com a inclusão de algumas canções de seu mais recente álbum – Primórdios 1981-1983, gravado ao vivo em 2017 só com canções compostas durante aquele período, sendo que nove delas são inéditas -, e a execução em cima do palco é pesada, energética e digna, ainda mais com o reforço de Clemente, dos Inocentes. No seu lugar, eu não perderia isto em hipótese alguma!