ANA CAÑAS

31/5 – Auditório Ibirapuera – São Paulo

Outra boa representante da nova safra de cantoras brasileiras, Ana tem a seu favor um belo timbre de voz e uma postura até certo ponto ousada em termos musicais quando comparada com suas colegas contemporâneas. Isto faz com que seus shows sejam sempre surpreendentes – e no bom sentido. Vale a pena sacar o que ela vai aprontar no lançamento de seu mais recente álbum, Todxs. Outro show que vale uma espiada atenta…

 

JOHNNY HOOKER

31/5 – Opinião – Porto Alegre

Seus discos são pretensiosos e chatos pra cacete, sua tentativa em imitar o timbre de voz da Cássia Eller é irritante e… e… Quer saber? Hooker é daqueles caras que julgam que “esquisitice” é o caminho mais fácil para a adoração de baba-ovos – vide seu dois álbuns lançados até agora, os terríveis e afetados Eu Vou Fazer uma Macumba Pra Te Amarrar, Maldito! e Coração Nem a pau que eu indicaria um show desse sujeito para quem quer se divertir e ouvir um som bacana. Vá fazer outra coisa!

 

CEZAR DAS MERCÊS

31/5 – SESC Belenzinho – São Paulo

É como fundador do grupo O Terço que o cantor/compositor/instrumentista vai apresentar na íntegra as canções de um dos grandes álbuns de sua ex-banda, Mudança de Tempo, lançado originalmente em 1978, e contando com uma ótima banda de apoio – preste atenção ao sensacional tecladista Jimmy Pappon! -, além da participação de seu ex-colega de grupo, o guitarrista Sergio Hinds, mais a ótima cantora Rosa Marya. Se Cezar estiver com a voz OK, será um show bem interessante…

 

ZECA BALEIRO

31/5 – Teatro Castro Alves – Salvador

Apesar de seus detratores alegarem que ele não faz nada de novo, a verdade é que Zeca Baleiro – que agora vem divulgando seu mais recente trabalho, O Amor no Caos, lançado no ano passado – é um daqueles caras que podem ser acusados de qualquer coisa, menos de ser preguiçoso em relação ao seu trabalho musical. Sempre produzindo boas canções, com arranjos que muitas vezes fogem dos padrões tradicionais e com um discurso encorpado em termos poéticos, ele injeta certa dose de inconformismo dentro de uma cena que se mostra excessivamente passiva. Isto tudo sem contar a banda de apoio de primeiríssima qualidade. Pode arriscar que você vai se dar bem…

 

BRUNO & MARRONE

31/5 Teatro Positivo – Curitiba

Sem sombra de dúvidas, esta dupla – bem, “dupla” é modo de escrever, já que apenas um canta, ou melhor, grita, enquanto o outro apenas mexe os lábios – é um dos troços mais asquerosos que a música mundial já presenciou. É impressionante como Bruno & Marrone são artistas de uma regularidade impressionante: nada do que eles cantam e tocam é digno de um único elogio. No palco, então… As canções são arremedos do que de pior pode ser chamado de “romantismo”, com arranjos absurdamente manjados e interpretações canhestras. Quando a dupla cisma de colocar bailarinos fazendo coreografias de 18ª categoria, aí é o Apocalipse. Parece incrível, mas, perto eles, Vitor & Leo soavam como Simon & Garfunkel.

 

CAPITAL INICIAL

31/5 – Vivo Rio – Rio de Janeiro

Podem acusar a banda de qualquer coisa, menos de ser incompetente em cima do palco e de fraquejar na hora de propiciar um show animado. Por ser o único grupo remanescente da cena roqueira brasileira dos anos 80 que conseguiu reciclar o seu público, o quarteto certamente vai exibir um desfile de hits para todo mundo cantar junto e se esbaldar. Isso, claro, para quem tem idade mental inferior a dezessete anos e não se irrita ao ver o vocalista Dinho Ouro Preto falar a palavra “cara” em cada frase que pronuncie…

 

PREMEDITANDO O BREQUE

31/5 a 2/6 – SESC Pompeia – São Paulo

Um dos mais queridos grupos oriundos da chamada “Vanguarda Paulista” do início dos anos 80, a banda volta a colocar nos palcos o humor de suas letras e os arranjos interessantes das canções de seu álbum mais famoso, Quase Lindo, lançado em 1983. Para os saudosistas, será um prato cheio…

 

ALCIONE

1 – Auditório Araújo Vianna – Porto Alegre

A “Marrom” canta muito. Isto é fato. O problema é que ela parece ter tanta certeza disto que acha que pode cantar qualquer coisa e todo mundo irá babar. Ledo engano. Um repertório que privilegie o samba e não canções “dor de corno” fazem com que a qualidade de seus espetáculos aumente consideravelmente. Espero que isso ocorra agora.

 

SÉRGIO BRITTO

1 – Bolshoi Pub – Goiânia

Nesta apresentação, um dos remanescentes da formação clássica dos Titãs vai mostrar as canções de sua carreira solo, que alternam bons momentos com alguns temas bastante insípidos, mas nada que venha a causar qualquer tipo de sensação mais exarcebada. Muito diferente dos shows com seu grupo, o astral aqui será bem mais intimista.

 

ANELIS ASSUMPÇÃO e TULIPA RUIZ

1 – Circo Voador – Rio de Janeiro

A filha do falecido Itamar Assumpção tem boas canções e banda afiada. Só por isto o seu show já valeria a pena. Como “bônus”, há uma interessante mistura de ritmos e gêneros – samba, reggaehip hop e o que mais lhe der na telha. Como a base do show são as canções de seu mais recente álbum, o bom Taurina, recomendo uma boa espiada na apresentação. Já Tulipa é um dos grandes destaques da nova geração de cantoras brasileiras e vem se tornando um exemplo de como uma grande voz pode propiciar um belo show. O repertório é bacana – centrado agora em seu mais recente e ótimo álbum, Dancê -, Tulipa é carismática e a banda que a acompanha segura muito bem a onda. Você vai sair desse show em conjunto com vontade de comprar os discos de ambas…

 

DADO VILLA-LOBOS & MARCELO BONFÁ

1 – Espaço das Américas – São Paulo

Parece que a dupla não pode mais usar qualquer menção ao nome “Legião Urbana” por medida judicial impetrada pelo filho do falecido Renato Russo – fiquei sabendo por fonte segura que foi um pedido do próprio vocalista antes de morrer. O que ambos não podem fazer é cometer os erros bisonhos que apresentaram em cima do palco em todas as ocasiões em que se meteram a revisitar o repertório do grupo. Dito isto, espero que a plateia se divirta com o prometido – a execução na íntegra dos álbuns Dois e Que País é Este? – e não entre no clima histérico que acomete os fãs dos Los Hermanos, por exemplo.

 

TIM BERNARDES

1 – SESC Belenzinho – São Paulo

Integrante do chatíssimo grupo O Terno, o filho do Maurício Pereira (do Os Mulheres Negras, lançou…. lançou… zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz… ahn, lançou um disco-solo, Recomeçar, que deu muito, mas muito sono em quem se aventurou a ouvi-lo sem a preocupação de agradar aos amigos metidos a ‘indies de barba cheia de falhas e coques no alto da cabeça”. Imagine agora o quanto isso se transformara em…. em…  zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz.. ahn, se transformará em um pesadelo quando o garoto subir ao palco sozinho, com seu piano e sua guitarra, tocando…. tocando… zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz… ahn, tocando as músicas do disco iluminado apenas por um pequeno abajur para simular a atmosfera do seu próprio quarto, onde ele…. ele… zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz… ahn, compôs as músicas do álbum. Meu Deus, que sono… zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz..

 

MILTON NASCIMENTO

1 – Teatro Guaíra – Curitiba

O célebre cantor/compositor volta aos palcos com um novo show, no qual celebra as mais de quatro décadas de existência de dois álbuns emblemáticos na história da música brasileira: os dois volumes do Clube da Esquina, lançados respectivamente em 1972 e 1978.  Tomara que os músicos ofereçam ao repertório uma abordagem mais dinâmica, com um mínimo de ousadia, e que o velho “Bituca” tenha deixado seus tempos de performances sorumbáticas para trás…

 

VANESSA DA MATA

1 – Teatro Castro Alves – Salvador

Taí um daqueles shows que deixam todo mundo com sorriso no rosto e com vontade de cantar as músicas. Esqueça bobagens como “Ai Ai Ai”. Há uma delicadeza brejeira na voz de Vanessa que funciona perfeitamente dentro de suas canções. Suas apresentações são sempre corretas, com banda afiada e direção segura. É uma boa pedida para quem quer impressionar a(o) parceira(o) recém-conquistada(o), principalmente porque neste show ela vai o resultado de seu mais recente trabalho, o EP Quando Deixamos Nossos Beijos na Esquina.

 

BLACK ALIEN

1 e 2 – SESC Ipiranga – São Paulo

Se existe alguém que adquiriu um status de “cult/maldito” dentro da cena hip hop nacional é este cara. Ex-integrante do Planet Hemp em priscas eras e figura presente no encarte de discos de gente como Paralamas do Sucesso, Charlie Brown Jr., Fernanda Abreu e Raimundos, ele parece ter vencido uma batalha contra seus demônios internos e reapareceu depois de um longo tempo ausente, divulgando muito tardiamente as canções de seus Babylon by Gus Vol. 1 – O Ano do Macaco eBabylon By Gus Vol. 2 – No Princípio Era o Verbo. Ele agora inclui as composições de seu mais recente álbum, o estranho Abaixo de Zero: Hello Hell. É daqueles shows que tendem a ser tornar enfadonhos para os ‘não iniciados’.

 

LULU SANTOS

1 – Km de Vantagens Hall – Belo Horizonte

6 – Credicard Hall – São Paulo

Show de Lulu Santo sempre é garantia de caminhão de hits bem tocados, performances energéticas e precisas, gente incapaz de ficar sentada na plateia e muita cantoria. Ele também vai apresentar algumas canções de seu mais recente projeto, “Baby Baby!”, no qual aborda de maneira bem pessoal algumas canções do repertório de Rita Lee. Quem é fã, deve conferir; quem nunca viu show dele e tem curiosidade, vai se se surpreender.

 

HERMETO PASCOAL

2 – Centro Cultural São Paulo – São Paulo

Não importa saber o que o grande bruxo sonoro vai tocar. Você tem apenas é que estar preparado para uma experiência sônica que vai fazer o seu cérebro rodopiar dentro da calota craniana. Será um shows absolutamente imperdível e imprevisível! E melhor ainda: gratuito!

 

AVANTASIA, SHAMAN e REC/ALL

2 – Espaço das Américas – São Paulo

Liderado pelo vocalista do Edguy, Tobias Sammet, este projeto egocentricamente pomposo e repleto de convidados vez por outra exibe sua majestade de araque pelos palcos europeus e agora volta a aportar por aqui trazendo na bagagem um monte de músicos contratados e canções contando histórias as quais ninguém presta atenção. É daquele tipo de metal com vocalizações “dramáticas” que provocam risos em gente adulta, uns bons riffs de guitarras, algumas levadas de bateria tonitroantes e só. Se você se contenta com esta presepada… Já a reunião do Shaman com sua formação original vem sendo devidamente saudada pelos fãs. E só por eles, evidentemente que levará toda essa turma a uma sensação de orgasmo. Então, tá… Como não conheço o som do Rec/All, recomendo esse festival apenas para os babadores de ovos dessa moçada toda…

 

ALF SÁ

2 – SESC Interlagos – São Paulo

Ele se tornou conhecido ao integrar bandas como o Rumbora e até mesmo os Raimundos, mas agora está lançando seu primeiro álbum solo, o interessante Você Já Está Aqui. Tudo deve funcionar bem ao vivo…

 

MOMBOJÓ

2 – SESC Bom Retiro – São Paulo

Uma das bandas mais pretensiosas dos últimos tempos, este pessoal de Recife faz um som que parece uma mistura de Los Hermanos com Belle & Sebastian, ou seja, é um troço duro de engolir. Com as desafinações do vocalista e guitarrista Felipe S, a coisa então se transforma em uma verdadeira tortura para os ouvidos da plateia. Sair de casa para ouvir som ‘perninha’ e letras pseudopoéticas não dá, né?

 

AIRTO MOREIRA

3 – SESC Consolação – São Paulo

Uma das figuras mais emblemáticas do sucesso que músicos brasileiros conquistaram no exterior, o genial percussionista vai deixar muito claro nessa apresentação os motivos que levaram-no a ser contratado por gente do naipe de Miles Davis, só para citar o mais famoso. Centrando o repertório em seu mais recente álbum, o excelente Aluê, lançado no ano passado, ele vai dar uma verdadeira aula de criatividade percussiva, contando ainda com uma banda de apoio formada por músicos igualmente respeitados no Brasil, com destaque para o baixista Sizão Machado e o baterista Carlos Ezequiel. Não perca, ainda mais porque a apresentação será gratuita!

 

TOQUINHO

4 – Bourbon Street – São Paulo

Embora seja um exímio violonista e um cantor até que razoável, já faz muito tempo que Toquinho se acomodou musicalmente, sempre fazendo shows com o mesmíssimo repertório – “Tarde em Itapoã”, “Regra Três”, “Testamento”, “Como Dizia o Poeta”, “Meu Pai Oxalá”, “Que Maravilha”, “Caderno” e, claro, “Aquarela”. E é ainda mais lamentável saber que qualquer esperança de ousadia seja sepultada pelas próprias plateias, que querem sempre ouvir as mesmas coisas. Que pena… Ah, vão rolar as participações de inúmeros convidados: a excelente cantora Camilla Faustino – que conheci durante um concurso de calouros no “Programa Raul Gil” do qual ela foi a vencedora com justiça -, mais Diego Figueiredo, João Ventura, Kabelo, Papa Mute, Seadi e Terno Velho. Arrisque!

 

FAFÁ DE BELÉM

5 – Theatro NET – Rio de Janeiro

Dona de uma das vozes mais lindas da história da MPB, ela tem tudo para fazer um bom espetáculo. O problema será o repertório, coisa que Fafá nunca soube escolher muito bem ao longo de sua carreira. Torça para que ela esteja inspirada tanto na hora de abordar as canções de seu mais recente disco, do qual só ouvi uma horrível versão de “Toda Forma de Amor”, do Lulu Santos. Sinto que a plateia vai testemunhar toda a cafonice que sempre marcou grande parte de suas interpretações…

 

PAULA LIMA

6 – Bourbon Street – São Paulo

Sempre competente na hora de misturar soul musicr&b e música brasileira em suas canções, Paula reaparece com um novo show, embalado por duas novas e simpáticas canções, o samba/rock “Fiu Fiu” e a balada soul “Mil Estrelas”. Como a elegância sonora sempre foi uma de suas marcas registradas, assistir a um novo show dela pode – e deve – ser uma boa pedida!

 

MARINA DE LA RIVA

6 – Centro Cultural São Paulo – São Paulo

A boa cantora reaparece nos palcos com um novo show, Memórias de um Jardim, em que reforça sua relação com a música cubana com novas composições de sua autoria e interpretações curiosas de músicas de artistas tão díspares como o saudoso sambista Roberto Ribeiro e a cantora Gloria Stefan. Vale a pena ver até pela curiosidade…

 

CPM 22

6 – Opinião – Porto Alegre

Em seus shows, a banda sempre trata de dar uma repassada em  sua carreira com um repertório bastante irregular, em que boas canções – como aquelas do álbum Depois de um Longo Inverno, com uma maior influência de Social Distortion e ska punk – estão ao lado de outras fraquíssimas. É uma boa hora para a banda deixar de lado o seu público adolescente e partir para um som mais adulto, ainda mais que acabaram de soltar mais um álbum, Suor e Sacrifício.

 

JORGE DREXLER

6 – Teatro Bradesco – São Paulo

Queridinho das mulheres em diferentes estágios de idade e excitação, este cantor e compositor uruguaio sempre mostra nos palcos uma excelente performance em canções não mais do que medíocres, o que já é um tremendo mérito nos dias atuais. Junto com uma ótima banda de apoio, ele consegue disfarçar muito bem a derivativa sonoridade presente em todas as suas canções, contando com a pouca atenção de sua plateia eminentemente feminina e louca para tê-lo em seus braços. Passe longe!