SANDY

31 – Credicard Hall – São Paulo

Tentando buscar uma legitimidade em sua carreira solo, Sandy cercou-se de uma boa banda de apoio na hora de transpor as canções de seus discos para o palco.  Louve-se seu esforço em se afastar da imagem de menina bobinha do passado, mas ela ainda precisa comer muito feijão antes de se tornar uma referência musical digna de nota. É isto o que você verá e ouvirá nesse novo show, que traz um apanhado dos álbuns que ela lançou até agora e algumas canções inéditas. Tá a fim de ir? Aí é por sua conta e risco…

 

FRED FRITH TRIO

31 – SESC Pompéia – São Paulo

Para quem acompanha a história do jazz rock de vanguarda, o nome do guitarrista britânico provoca calafrios de excitação por conta de seus trabalhos experimentais desde os anos 70 com os grupos Henry Cow, Art Bears e Naked City. Ele vai tocar várias composições de seu mais recente álbum, Another Day in Fucking Paradise, de 2016, e terá como convidada especial a trompetista portuguesa Susana Santos Silva. Esteja preparado: não será um show para ouvidos medíocres.

 

MELISSA ALDANA QUARTET

31 – SESC Pompéia – São Paulo

Radicada nos Estados Unidos desde 2007, a saxofonista chilena é um dos bons nomes da nova safra de instrumentistas da América Latina, tendo sido agraciada com vários prêmios internacionais. Com uma discografia de quatro álbuns – o primeiro, Free Fall, de 2010, ainda é o meu favorito -, ela e seu grupo certamente farão uma apresentação absolutamente classuda. Assista e se surpreenda!

 

ZÉ BRASIL 

31 – SESC Belenzinho – São Paulo

Fundador do obscuro grupo Apokalypsis, nome bem menos conhecido dentro do cenário rock progressivo dos anos 70 no Brasil, ele foi parceiro de Arnaldo Baptista na canção “Cabelos Dourados”, uma óbvia homenagem a Rita Lee. Agora ele lança um autointitulado CD solo, com vários convidados daqueles tempos – como o guitarrista Sérgio Hinds, do Terço, o baixista Pedro Baldanza, do Som Nosso de Cada Dia, e o baterista Marinho Testoni, do Casa das Máquinas. Para quem é saudosista, é um prato cheio.

 

TOQUINHO e DEMÔNIOS DA GAROA

31 – Auditório Araújo Vianna – Porto Alegre

Embora seja um exímio violonista e um cantor até que razoável, já faz muito tempo que Toquinho se acomodou musicalmente, sempre fazendo shows com o mesmíssimo repertório –Tarde em Itapoã”, “Regra Três”, “Testamento”, “Como Dizia o Poeta”, “Meu Pai Oxalá”, “Que Maravilha”, “Caderno” e, claro, “Aquarela”. É ainda mais lamentável saber que qualquer esperança de ousadia seja sepultada pelas próprias plateias, que querem sempre ouvir as mesmas coisas. O mesmo vale para o veteraníssimo grupo – foi fundado em 1943!!! -, que continuam bastante entrosados e bem humorados, mesmo contando com apenas um integrante da formação consagrada, resgatando a velha sonoridade do choro e do samba de uma São Paulo que não existe mais. Toquinho e o grupo vão se apresentar separadamente e, no final, se reunirão para tocar “Trem das Onze” e “Saudosa Maloca”. Outro show indicado só para saudosistas…

 

LUEDJI LUNA + BIXIGA 70

31 – Circo Voador – Rio de Janeiro

A cantora baiana tem boa voz e é carismática, tendo lançado um disco surpreendente e cheio de malemolência “africanizada” em 2016, Um Corpo no Mundo. Junto com a celebrada banda nacional que tem no afrobeat a sua matriz sonora, a apresentação deve ser um festival de “sacolejos corpóreos” com sonoridades de alta categoria. Recomendo!

 

TERESA CRISTINA

31 – SESC Pinheiros – São Paulo

Apadrinhada por Caetano Veloso, ela é uma cantora de boa voz, sem sombra de dúvidas. Se neste espetáculo ela se propôs a revisitar o repertório de Noel Rosa, a probabilidade de você encontrar uma bela e delicada apresentação ao som do violão de Carlinhos Sete Cordas é muito grande. Arrisque!

 

GIOVANNI GUIDI

31 – JazzB – São Paulo
Apenas por ser um dos contratados do famosíssimo selo de jazz ECM já bastaria para que você prestasse atenção ao trabalho desse jovem pianista italiano. Melhor mesmo é conferir esta apresentação em um ambiente intimista, dividida em duas partes: um concerto solo e, na sequência, em formato de trio ao lado do contrabaixista João Taubkin e do baterista Sérgio Reze. Se você é admirador de Bill Evans e Keith Jarrett, terá uma ótima surpresa…

 

PITTY

31 – Opinião – Porto Alegre

Os shows da cantora e de sua boa banda sempre foram relevantes apenas para quem tinha idade mental inferior a dezessete anos. A questão agora é que ela está em uma nova fase, aberta a outras sonoridades, o que é um perigo no caso dela – vide a pavorosa música nova que ela lançou recentemente, “Contramão”. É óbvio que ela vai manter a pegada roqueira de seus trabalhos anteriores em cima do palco, mas… Bem, vá por sua conta e risco.

 

LUIZA POSSI convida DANIELA MERCURY

31 – Teatro Castro Alves – Salvador

Tudo o que Luiza quer ser é uma amálgama de Ana Carolina com Maria Rita. O problema é que sua falta de carisma vem sempre acompanhada de uma voz tremendamente irregular a serviço de canções bastante fracas. Talvez dividindo o palco com Daniela Mercury no formato “piano e voz” a coisa toda melhore um pouco, embora eu tenha lá minhas dúvidas que um repertório formado por canções de ambas e mais versões de clássicos do jazz, da MPB e do rock nacional segure a onda e evite bocejos na plateia…

 

MANEVA

31 – Tom Brasil – São Paulo

Esse grupo é mais uma das provas vivas de que o reggae no Brasil é tratado como se fosse um ritmo em que é permitido fazer um som totalmente asséptico, sem um pingo de rusticidade sônica, com letras tão poéticas quanto a bula de um remédio, perfeito para embalar romances de casais de namorados que não vêem a hora de abrir um crediário para começar a comprar as tralhas que vão equipar o apartamento em que irão morar assim que saírem das casas de seus respectivos pais. E ainda tem gente que fica brava quando digo/escrevo que o reggae brasileiro é uma piada muito sem graça…

 

BLITZ

31/8 e 1/9 – Imperator – Rio de Janeiro

Pouco importa que a banda hoje seja apenas um arremedo do que foi no passado e traga poucos integrantes da formação original. Liderado pelo sempre bem humorado vocalista Evandro Mesquita, o grupo vai mostrar aquelas velhas canções do passado que todo mundo sabe a letra de cor e algumas canções de uma safra mais recente, incluídas em seu mais recente álbum, Aventuras II. É show para diversão pura e simples, sem encanações.

 

TULIPA RUIZ

31/8 e 1/9 – SESC Santo Amaro – São Paulo

Um dos grandes destaques da nova geração de cantoras brasileiras, ela vem se tornando um exemplo de como uma grande voz pode propiciar um belo show. Nestes shows, o clima será mais tranquilo, pois ela estará acompanhada apenas pelo irmão multiinstrumentista Gustavo, mais o baterista Samuel Braga, e vai mostrar novos arranjos para suas canções e talvez inclua uma ou duas inéditas. Vale uma espiada…

 

WAGNER TISO & FLÁVIO VENTURINI em “Clube da Esquina 2 – 40 Anos”

31/8 a 2/9 – SESC Vila Mariana – São Paulo

Para comemorar o 40º aniversário do referido álbum, Wagner Tiso e Flávio Venturini resolveram reunir um excelente time de músicos – com destaques para o baterista Paulo Braga, o saxofonista/flautista Nivaldo Ornelas e o baixista Dudu Lima – e convidaram alguns músicos que participaram do disco, como o guitarrista Toninho Horta, o violonista Nelson Angelo e o cantor Zé Renato (cada um em um dia diferente), para transformarem o evento em uma grande celebração. Se você é saudoso daqueles tempos, vai se esbaldar…

 

PAULA LIMA

31/8 a 2/9 – SESC Ipiranga – São Paulo

Sempre competente na hora de misturar soul musicr&b e música brasileira em suas canções, Paula vai agora homenagear o bairro onde mora até hoje, Ipiranga, e colocar sua bela voz a serviço de canções que remetem ao seu passado e presente. Boa pedida!

 

“ENCONTRO DO SAMBA”

1 – Espaço das Américas – São Paulo

Imagine estar em um enorme espaço assistindo a shows de Thiaguinho, Turma do Pagode, Sorriso Maroto e Pixote, tudo na sequência e misturado em um “gran finale”. Meu Deus do céu, nem nos piores pesadelos alguém poderia supor que tal “encontro de pagode xexelento” acontecesse. De samba mesmo essa turma não tem nada! Passe longe desse “apocalipse sonoro

 

HERMETO PASCOAL

1 – SESC Pompeia – São Paulo

Não importa saber o que o grande bruxo sonoro vai tocar. Você tem apenas é que estar preparado para uma experiência sônica que vai fazer o seu cérebro rodopiar dentro da calota craniana. Serão shows absolutamente imperdíveis e imprevisíveis. Ele anunciou que vai mostrar as composições do álbum No Mundo dos Sons, no qual homenageia músicos como Miles Davis e Ron Carter, mas repito: tudo pode acontecer. E para melhor!

 

BARANGA

1 – Jai Club – São Paulo

Uma de minhas bandas de rock and roll favoritas nos dias de hoje aqui no Brasil está com seu baterista original de volta – Paulão Thomaz – e vai continuar a metralhar a sua cabeça e ouvidos com um punhado de canções “cafajestes” de seus discos anteriores e mostrar as mais recentes, incluídas no novo CD, Motor Vermelho. Na abertura, vão rolar apresentações dos grupos Masmorra e The Blue Riders Band. Não perca!

 

JIMMY “BO” HORNE

1 – Audio – São Paulo

Lembra do cara que cantava “You Get Me Hot” e “Dance Across the Floor”? Pois é, o subestimadíssimo cantor da época de ouro da disco music vai mostrar que ainda manja muito de funk setentista, soul e r&b. E não deixe de prestar atenção ao baixista Fernando Savaglia, uma das maiores autoridades do “verdadeiro funk” no Brasil. Se você está a fim de levar a patroa a um show para dar uma chacoalhada no esqueleto e uma ‘esquentada’ na relação, pode ir sem susto. É diversão garantida!

 

DZI CROQUETTES

1 – Teatro Augusta – São Paulo

Uma verdadeira lenda na história da contracultura nacional a partir do final dos anos 60, o grupo de dança renasce das cinzas com uma nova formação e comandado por Ciro Barcelos, único integrante da formação original, e vem agora acompanhado de uma banda musical e de um repertório bastante eclético. Para quem curte essa ‘praia’, deve ser um espetáculo deveras interessante…

 

PARADISE LOST

1 – Carioca Club – São Paulo

Divulgando seu mais recente álbum, o ótimo Medusa, o quinteto britânico não fará nada de diferente do habitual: um show beirando a perfeição técnica, aquela atmosfera que une tão bem o heavy metal mais cadenciado com fortes influências góticas. Showzaço simplesmente imperdível!

 

BELO

1 – Carioca Club – São Paulo

Sempre penso que anos atrás ele passou uma temporada na cadeia pelos motivos errados: quem ‘cantava’ as ‘músicas’ que o sujeito mostrava nos shows não merecia outra coisa senão passar um bom tempo tomando água de caneca e tendo duas horas de sol por dia. Uma verdadeira aberração musical para quem gosta de samba, Belo continua impunemente nos dias de hoje a personificar o que de pior aquele troço que ficou conhecido como “pagode propiciou”. Suas péssimas canções fazem jus às interpretações que costuma cometer em cima dos palcos, o que torna cada um de seus shows uma espécie de castigo sonoro. Fuja disso!

 

MOSKA

1 – Circo Voador – Rio de Janeiro

Ele tirou o “Paulinho” do nome artístico, mas em seus shows, ele só reforça a tese de que é um cara talentoso, mas que sempre apresenta um repertório bastante irregular. A falta de uma constante safra de boas canções é justamente o que atrapalha a sua carreira, o que fica ainda mais nítido com sua nova turnê, que promove o álbum Beleza e Medo, lançado recentemente. Na abertura vai ter Rodrigo Suricato – atual vocalista/guitarrista do Barão Vermelho – se apresentando sozinho…

 

BETH CARVALHO encontra FUNDO DE QUINTAL

1 – Km de Vantagens Hall – Rio de Janeiro

Recuperada de um seríssimo problema de saúde, uma das grandes damas do SAMBA (é, com letra maiúscula mesmo) volta aos palcos com o espírito renovado e, principalmente, com garra e vontade de mostrar para as novas gerações que este pagode xexelento que ainda se ouve por aí é tão consistente quanto um zumbido de moscas no ouvido. Quem sabe ela consiga até mesmo fazer com que o veterano Fundo de Quintal – na verdade, um dos primeiros grupos de samba a ingressar no universo do que passou a se chamar “pagode” – volte às suas raízes e deixe de fazer o sonzinho sem vergonha que vem fazendo há décadas só para derreter corações de ‘piriguetes’ com minissaias e cabelo tingido com água de salsicha. Que seja o início de uma parceria de qualidade…

 

CAPITAL INICIAL

1 – Km de Vantagens Hall – Belo Horizonte

Podem acusar a banda de qualquer coisa, menos de ser incompetente em cima do palco e de fraquejar na hora de propiciar um show animado. Por ser o único grupo remanescente da cena roqueira brasileira dos anos 80 que conseguiu reciclar o seu público, o quarteto certamente vai exibir um desfile de hits para todo mundo cantar junto e se esbaldar. Isso, claro, para quem tem idade mental inferior a dezessete anos e não se irrita ao ver o vocalista Dinho Ouro Preto falar a palavra “cara” em cada frase que pronuncie…

 

SKANK

1 – Credicard Hall – São Paulo

Canções bacanas, instrumentistas competentes, astral animado e simpatia espontânea. São exatamente estas características que sempre estão presentes em qualquer show do grupo mineiro, que agora se propõe a montar um repertório unicamente centrado em seus três primeiros álbuns: Skank (1993), Calango (1994) e Samba Poconé (1996). É inegável que você vai passar o tempo com um sorriso estampado no rosto. Vá e divirta-se!

 

AVA ROCHA

1 – SESC Campo Limpo – São Paulo

Ex-atriz do grupo de teatro capitaneado por Zé Celso Martinez Corrêa, esta cantora já está em seu terceiro álbum, Trança, lançado este ano por intermédio daqueles projetos Natura Musical, um clubinho fechado entre amigos que pouco acrescenta ao combalido cenário da “MPB elegante”. Sua voz horrível e desafinada certamente será perfeita para provocar um desarranjo auditivo tão intenso que você não conseguirá sequer prestar atenção às músicas pavorosas que ela irá apresentar. Show perfeito para masoquistas conscientes.

 

PEDRO MARIANO

1 – Teatro Castro Alves – Salvador

O grande problema deste cantor é a sua total falta de carisma. È um problema tão sério que isto acaba contagiando suas canções, que acabam soando como se o Jorge Vercillo resolvesse parar de imitar o Djavan e passar a fazer uma versão mais adocicada do Maurício Manieri. Nesse novo show ele vai mostrar o repertório de sempre e até mesmo tocar bateria e cantar ao mesmo tempo. Vale pela curiosidade…

 

TARJA

1 – Tom Brasil – São Paulo

A belíssima ex-vocalista do Nightwish soube aproveitar muito bem a traumática demissão de sua banda e vem desenvolvendo uma carreira muito mais coerente e espontânea que os seus ex-companheiros. Lógico que ainda há uma atmosfera de cafonice pseudosinfônica dentro do metal que ela apresenta – que continua a predominar em seu mais recente álbum, Act II -, mas se você não levar a coisa muito a sério, vai conseguir se divertir com a apresentação. Na abertura, vai rolar a apresentação do grupo Rec/All, que tem em sua formação dois integrantes atuais do Angra: o baixista Felipe Andreoli e o guitarrista Marcelo Barbosa.

 

TRIBALISTAS

1 – Estádio Mané Garrincha – Brasília

É inacreditável que depois do total fracasso do segundo e autointitulado álbum lançado no ano passado o trio formado por Marisa Monte, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes – secundado por inúmeros músicos contratados, incluindo Dadi, baixista da A Cor do Som – tenha a ousadia de se apresentar em grandes palcos espalhados pelo País. Não é possível que alguém se disponha a gastar uma grana preta para aire de casa e ouvir em cima do palco uma sucessão de canções horríveis e pretensiosas em sua “exibição de simplicidade”, um troço tão falso quanto uma nota de R$ 7. Passe longe desse ‘mamute apodrecido’!

 

ARCHIE SHEPP

1 e 2 – SESC Pompeia – São Paulo

Um dos maiores nomes do sax dentro do jazz em todos os tempos, ele vai aproveitar estas apresentações para mostrar sua parceria com o percussionista americano Kahil El Zabar e seu Ritual Trio em um tributo ao mitológico John Coltrane, com quem Shepp antes do falecimento dele em 1967, e com o apoio do Ritual Trio. Assistir a isso é presenciar um importantíssimo personagem da história do gênero em ação. Não perca!

 

VIJAY IYER SEXTET

1 e 2 – SESC Pompeia – São Paulo

O ecletismo deste pianista americano ao lado de seu sexteto é uma das muitas maneiras que o jazz encontra para reciclar perante as novas gerações. Os temas são ótimos é há muito espaço para improvisações que jamais soam monótonas. Será outro show positivamente surpreendente…

 

TARANCÓN

1 e 2 – SESC Belenzinho – São Paulo

Poucos grupos buscaram valorizar a sonoridade da América Latina mais tradicional em seu cancioneiro como essa banda. Lançando o DVD Tarancón ao Vivo em São Luís do Paraitinga, seus integrantes não têm medo de soarem datados em um mundo totalmente dominado pela efervescência cosmopolita. Para quem tem genuíno interesse pelo folclore sul-americano, é um show que vale como um workshop.

 

QUATERNAGLIA

1 e 2 – SESC Avenida Paulista – São Paulo

O quarteto formado pelos violonistas Sidney Molina, Chrystian Dozza, Fabio Ramazzina, Thiago Abdalla tem uma carreira com mais de meio século e esta apresentação vai trazer um repertório perfeito para capturar a sua atenção, com interpretações surpreendentes para composições de Astor Piazzolla, Leonard Bernstein Egberto Gismonti, Ronaldo Miranda, Paulo Bellinati e Marco Pereira, entre outros. Vá e se surpreenda!

 

RENATO TEIXEIRA & CHICO TEIXEIRA

1 e 2 – SESC Pinheiros – São Paulo

Em uma época em que qualquer dupla de zé-ruelas pode se vestir de caubói e sair por aqui grasnando canções pseudoromânticas e chamar de “sertanejo”, um show reunindo um dos “monstros” da autêntica “música de raiz” deveria ser saudado com o soar de milhares de trombetas. E ainda mais porque Teixeira estará acompanhado de seu filho, outro talentoso violonista, e de uma banda bastante eficiente, tocando belas canções como “Tocando Em Frente”, “Romaria”, “Amanheceu, Peguei a Viola” e “Cuitelinho”, em um formato predominantemente acústico. Não perca!

 

ELLEN OLÉRIA

1 e 2 – SESC Santana – São Paulo

Uma das cantoras mais incríveis e criminosamente subestimadas dos últimos tempos no Brasil, ela agora promete usar suas raízes jazz/funk/samba/hip hop para abordar o repertório de… Beyoncé!!! Tomara que ela consiga fazer isso com energia e balanço, com arranjos pessoais e impactantes. Caso contrário, o que poderia ser legal pode soar constrangedor…

 

CHUCHO VALDEZ & GONZALO RUBALCABA

2 – Auditório Ibirapuera – São Paulo

Um show que traga dois pianistas extraordinários, cada um representando vertentes distintas da música cubana, dividindo o mesmo palco em um espetáculo gratuito é o tipo de programa que tem que ser compartilhado por você e sua família de maneira obrigatória. Para melhorar ainda mais, na abertura vai rolar a apresentação do talentoso pianista/arranjador/compositor/multiinstrumentista André Mehmari, um dos grandes nomes da música brasileira da atualidade. Repito: é imperdível!

 

ICONILI

2 – SESC Pompeia – São Paulo

Junto com o Bixiga 70, esta big band mineira centra seu trabalho no resgate do afrobeat juntamente com uma abordagem sônica que funk, jazz e música brasileira tudo tocado de modo contagiante. Prepare-se para chacoalhar o esqueleto!

 

EMICIDA, RAEL & CAPICUA

2 – SESC Itaquera – São Paulo

Não faço a menor ideia do que pode resultar no palco a parceria entre dois dos maiores nomes do hip hop nacional com a rapper portuguesa Capicua. O disco que os três gravaram juntos, Língua Franca, é bem interessante e suingado, com uma produção caprichada. Se vão conseguir transmitir isso ao vivo, é outra história. Torça para que tudo seja tocado por uma banda de verdade…

 

ANITTA

2 – P12 Parador Internacional – Florianópolis
Nem preciso externar a minha opinião aqui a respeito das canções desta menina. Todas as músicas são simplesmente horríveis e representam o que há de pior dentro do que poderíamos chamar de “pop brasileiro”. Os fãs retardados é que devem aproveitar e assistir às suas apresentações antes que a carreira dela entre em declínio. O que irá acontecer em breve, dadas as suas infrutíferas tentativas em se tornar uma “artista internacional”. Quem avisa, amigo é…

 

ANAVITÓRIA

2 – concha acústica do Teatro Castro Alves – Salvador
Que sono… Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz

 

SUPLA

5 – Bolshoi Pub – Goiânia

O bom e velho canastrão punk está lançando um novo álbum, o duplo e bilíngue Ilegal/Illegal, e certamente vai intercalar as novas e divertidas canções com suas hilárias músicas do passado. Como a banda de apoio é boa e eficiente em propiciar aquele clima de “punk rock tropical” e o “papito” é extremamente carismático, a tendência é que o show seja descompromissado e bem divertido. Já tá bom, né?

 

TARYN DONATH

5 – Bourbon Street – São Paulo

Ninguém conhece esta pianista/cantora americana por aqui. Por isso, este show é uma boa oportunidade para tomar contato com uma figura carismática e com um estilo bastante vigoroso de mostrar suas canções baseadas em influências do blues, soul, boogie woogie e jazz. Será uma daquelas apresentações despretensiosas e divertidas que levantam o astral de qualquer pessoa.

 

MODA DE ROCK

5 – SESC 24 de Maio – São Paulo

Está aqui um bom exemplo de como a linguagem sonora da viola pode ser trabalhada nos mais diversos gêneros. Neste show, a dupla formada pelos violeiros Ricardo Vignini e Zé Helder mostra como empregar o instrumento em arranjos muito bem elaborados para recriar grandes clássicos da banda de Robert Plant e Jimmy Page, pois estão lançando um novíssimo álbum, Moda de Rock Toca Led Zeppelin. Imperdível!

 

YAMANDU COSTA

5 – SESC Consolação – São Paulo

O virtuosístico e adrenalizado violonista aparentemente deixou para trás os seus tempos de inconstância técnica e eliminou de sua espantosa habilidade as inúmeras notas “trastejadas” que sempre pontuavam seus shows e que todo mundo fingia ignorar. Será interessante assisti-lo e ouvir suas boas composições ao lado de interpretações de temas alheios com uma abordagem personalíssima.

 

PROJOTA

6 – Carioca Club – São Paulo

Dentro da cena atual do hip hop nacional, este cara faz um trabalho bastante digno e bem elaborado, passando longe da rusticidade sonora de alguns de seus pares. Torça para que neste show ele conte com uma banda ao lado de seu DJ, pois assim a coisa toda vai soar de modo mais intenso e pesado. Vale a pena dar uma espiada…

 

MATANZA

6 – Bolshoi Pub – Goiânia

O grupo já anunciou que está encerrando suas atividades com uma “turnê de despedida”. Assim, ainda dá tempo de comprovar que nos shows os caras ainda mandam bem e que as canções fazem muito mais sentido no palco do que aquilo que você ouve no CD. È claro que você precisa entrar na vibe “Johnny Cash metal caminhoneiro cafajeste” para se divertir, mas como o fim é eminente, vá também pela curiosidade…

 

ADRIANA CALCANHOTO

6 – SESC Pinheiros – São Paulo

Ela vai apresentar um novo show que, segundo ela, “foi idealizado como ‘concerto-tese’, ou seja, uma conclusão de minha residência artística na Universidade de Coimbra, em Portugal, onde estive nos últimos dois anos entre cursos e apresentações”. Seja lá o que isso signifique, uma coisa é certa: se tiver mais solta no palco e menos preocupada com sua performance, a cantora pode proporcionar uma experiência bem interessante para a plateia.

 

FERRUGEM

6 – Vivo Rio – Rio de Janeiro

Nunca tinha ouvido falar desse moço. Fui conferir suas músicas e tive a plena certeza que perdi preciosos minutos de minha vida só para ter a oportunidade de dizer a você: já sei onde NÃO estarei no próximo dia 6 de setembro…