ANITTA

4 – P12 Parador Internacional – Florianópolis
Nem preciso externar a minha opinião aqui a respeito das canções dessa moça. Todas as músicas são simplesmente horríveis, ela desafina horrores e representa o que há de pior dentro do que poderíamos chamar de “pop brasileiro”. Os fãs retardados é que devem aproveitar e assistir às suas apresentações antes que a carreira dela entre em declínio – o que irá acontecer em breve. Quem avisa, amigo é…

 

XANGAI

4 – SESC Bom Retiro – São Paulo

Ele sempre foi um especialista em resgatar em seus discos e show um tipo de sonoridade fortemente influenciada por ritmos como forrós, cocos, emboladas e xotes. Por isso, ele tem autoridade para subir ao palco e realizar uma bela homenagem ao centenário de nascimento de Jackson do Pandeiro. Será uma boa oportunidade para você tomar contato com um universo musical contagiante.

 

KRISIUN

4 e 5 – SESC Belenzinho – São Paulo

A banda brasileira que mais shows faz no exterior tem como tradição sonora mandar uma paulada death metal que assusta até mesmo os já iniciados no estilo, embora seus mais recentes discos – como o extraordinário Forged in Fury (2015) e o mais recente, igualmente sensacional Scourge of the Enthroned – tenham adquirido uma cadência menos veloz, mas extremamente poderosa. É showzaço que você não deve perder e não recomendado para quem acredita que música é instrumento da paz e da alegria campestre.

 

JORGE ARAGÃO

4 e 5 – SESC Pompéia – São Paulo

Assim como Zeca Pagodinho, o velho e bom Jorge faz samba legítimo e não esses pagodes xexelentos que empesteiam a atmosfera deste País. Faz muito tempo que não o vejo nos palcos, já que ele esteve por um bom tempo afastado deles por sérios problemas de saúde. Como tudo agora parece estar OK com ele, vale a pena dar uma checada em seu ótimo som.

 

TOQUINHO

4 e 5 – Teatro Rival Petrobrás – Rio de Janeiro

Embora seja um exímio violonista e um cantor até que razoável, já faz muito tempo que Toquinho se acomodou musicalmente, sempre fazendo shows com o mesmíssimo repertório – “Tarde em Itapoã”, “Regra Três”, “Testamento”, “Como Dizia o Poeta”, “Meu Pai Oxalá”, “Que Maravilha”, “Caderno” e, claro, “Aquarela”. E é ainda mais lamentável saber que qualquer esperança de ousadia seja sepultada pelas próprias plateias, que querem sempre ouvir as mesmas coisas. Que pena…

 

GUILHERME ARANTES

4 a 6 – SESC Belenzinho – São Paulo

Com mais de 40 anos de carreira, um dos mais brilhantes compositores da história da música brasileira mostra um show alto astral, recheado de canções legais. Pode apostar que você vai se pegar cantando um monte delas! Pena que ele não estará acompanhado de sua excelente banda de apoio – com destaques para o guitarrista Luiz Carlini e o baixista Willy Verdaguer – e sim apenas usando um piano, sozinho, o que vai transformar a apresentação em um encontro musical mais intimista.

 

PEPEU GOMES

4 a 6 – SESC 24 de Maio – São Paulo

Um dos maiores guitarristas da história musical brasileira + banda excelente, com a “cozinha rítmica” formada por seus talentosíssimos irmãos – o baixista Didi e o baterista Jorginho Gomes, e mais o filho do homem, o também guitarrista Pedro Baby – + repertório lotado de canções legais espalhadas ao longo de uma carreira de mais de 40 anos + simpatia contagiante + som pesado e melodioso ao mesmo tempo + mistura perfeita de rock, samba, fusion e o cacete a quatro = show imperdível.

 

BNEGÃO
4 a 6 – SESC Ipiranga – São Paulo

Dizendo-se extremamente impactado pela música de Dorival Caymmi desde a adolescência, ele resolveu sair de sua “zona de conforto” e montou um show só com canções do lendário cantor/compositor baiano, acompanhado apenas pelo violonista Bernardo Bosisio. Não assisti ao show, mas a coragem dele em embarcar nessa jornada musical que já derrubou muita gente é extremamente louvável. Vale uma arriscada…

 

FAFÁ DE BELÉM

4 a 6 – SESC Pinheiros – São Paulo

Dona de uma das vozes mais lindas da história da MPB, ela tem tudo para fazer um bom espetáculo cantando apenas músicas do repertório de Chico Buarque. Torça para que ela esteja inspirada tanto na hora de abordar as canções como na própria escolha das mesmas. Se ele acertar a mão, será um showzaço!

 

PÉRICLES

5 – Carioca Club – São Paulo

Ele é um cara carismático e dono de uma bela voz. Com o fim do Exaltasamba, Péricles iniciou sua carreira solo e eu torço sinceramente para que ele se afaste completamente do som que fazia com seu finado grupo, voltando a fazer um samba de raiz com letras que tenham uma maior profundidade poética. A julgar pela música mais recente que lançou, “Até que Durou”, que estará presente em seu novo disco, infelizmente parece que isto não vai acontecer tão cedo. Pena…

 

MART’NÁLIA

5 – Circo Voador – Rio de Janeiro

A filha de Martinho da Vila até que canta bem, tem bossa meio ‘maloqueira’ no palco e está sempre acompanhada de bons músicos. Nos últimos tempos, abandonou uma momentânea pseudosofisticação e voltou a colocar espontaneidade em seu samba. Melhor assim… Ah, na abertura, vai rolar show de Doralyce, de quem sinceramente nunca ouvi falar.

 

PAULA TOLLER

5 – Vivo Rio – Rio de Janeiro

Deixando claro que o Kid Abelha acabou mesmo e que iria se dedicar à carreira solo, a cada vez mais linda Paula Toller continuava com sua vozinha pequenina e claudicante a serviço das canções de seu despretensioso disco, Transbordada. Agora ela reaparece com um novo show e prometendo incluir no repertório várias releituras de Mutantes, Charlie Brown Jr e outros menos cotados, além de canções de sua ex-banda, obviamente. É daqueles shows indicados para quem não tem muito critério na hora de sair de casa: divertido e mais nada. Para quem se contenta com pouco, já está bom.

 

MORAES MOREIRA

5 e 6 – SESC Pompéia – São Paulo

Se tem um cara que tinha tudo para ainda manter um pique animado e um bom patamar de qualidade em suas apresentações era o bom ex-Novos Baianos. É uma pena que a voz de Moreira já tenha ido para o brejo e que seus shows hoje em dia sejam apenas espasmos das boas apresentações que ele costumava fazer no passado. No repertório há canções muito boas, mas a fraca performance de Moreira vem botando tudo a perder. Pena…

 

LEILA PINHEIRO

5 e 6 – SESC Vila Mariana – São Paulo

Ainda uma excelente cantora, ela vai mostrar um novo show, com um repertório contendo belas canções de sua carreira e várias outras de gente que ajudou a moldar o seu próprio estilo – Paulinho da Viola, Caetano Veloso são os destaques -, tudo no formato “voz e piano”. Pode apostar que será um espetáculo classudo.

 

CLEBER & CAUAN e KEVINHO

6 – P12 Parador Internacional – Florianópolis

Responda com sinceridade: o que faz alguém sair de casa para assistir a um show de uma das piores “duplas sertanejas” surgidas nos últimos tempos e, de quebra, assistir a um moleque cujas canções são mais desagradáveis que tomar uma vitamina de linguiça? Possessão masoquista? Ácido estragado? Promessa? Autoflagelação auditiva? Ou tudo isso junto? Responda, por favor…

 

PEDRO LUIS

6 – SESC Bom Retiro – São Paulo

A extrema valorização do trabalho desse moço é um mistério para mim. Tanto com a sua associação com o grupo A Parede quanto com o coletivo carnavalesco Monobloco, Pedro nunca demonstrou qualquer coisa que valesse realmente a pena acompanhar em termos musicais e artísticos. E não é diferente em sua carreira solo. Por isso, nada vai justificar uma saída de casa para vê-lo e ouvi-lo assassinando na íntegra o cultuado álbum de estreia de Luiz Melodia, Pérola Negra, que é exatamente o que ele ameaça fazer nesse show. Credo!

 

E A TERRA NUNCA ME PARECEU TÃO DISTANTE

8 – SESC 24 de Maio – São Paulo

Outra banda que faz um som bem interessante dentro da nova cena do rock nacional, o quarteto usa de experimentalismos sônicos e de timbres inusitados para fazer um som instrumental ‘viajandão’ que jamais resvala para a chatice. É um das melhores guitar bands em atividade nos dias de hoje no Brasil. Não deixe de assistir!

 

KAROL KONKA

10 – SESC Pompéia – São Paulo

Já sei onde NÃO estarei…