KING CRIMSON

4 – Espaço das Américas – São Paulo

É uma oportunidade única: presenciar uma das maiores bandas do rock progressivo de todos os tempos, ainda liderada pelo genial guitarrista Robert Fripp e com uma formação com três baterias! Não importa o que eles irão tocar. Você tem a obrigação de assistir!

 

“ROCK IN RIO”

4 a 6 – Parque Olímpico Rio de Janeiro

Dentro de um evento tão gigantesco e com um cardápio dos mais variados, recomendo que ao longo desses dias você não deixe de assistir – no local ou pela TV, como será o meu caso – os shows do Scorpions, Iron Maiden, Sepultura, Slayer, Anthrax, Torture Squad e Claustrofobia com Chuck Billy (vocalista do Testament), Nervosa, Pink, Os Paralamas do Sucesso e King Crimson. Bem, você já tem um roteiro. Agora se vire com a programação dos horários. Aí é por sua conta…

 

IZA

4 – Carioca Club – São Paulo

Lançando seu álbum Dona de Mim, ela certamente está tentando ocupar a mesma área da Anitta, só que com um trabalho bem melhor elaborado e mais próximo do hip hop. Ainda não conseguiu criar algo realmente consistente dentro da cena pop brasileira, mas está no caminho certo dentro do que se propõe a fazer. Basta ter o aconselhamento certo, que pode levá-la para outro patamar. Tente sacar isso neste show. Talvez você se surpreenda…

 

CAETANO VELOSO

4 – Km de Vantagens Hall – Belo Horizonte

Em um show chamado de “Ofertório”, ele se apresenta ao lado de seus filhos Moreno, Zeca e Tom. Ainda não tive a oportunidade de assistir a essa “reunião em família”, mas uma apresentação de Caetano Veloso jamais deve ser ignorada. Para o bem e para o mal…

 

ROBERTA MIRANDA

4 – Vivo Rio – Rio de Janeiro

Não dá para enganar: este é daqueles típicos shows em que uma boa cantora como Roberta afunda em um oceano de breguice estética/musical que chega a comover. Ela tinha tudo para ser uma artista diferenciada, mas sabe-se lá por que insiste em um repertório simplesmente pavoroso. É uma apresentação indicada apenas para pessoas com pouquíssima exigência musical.

 

SOM IMAGINÁRIO

4 – SESC Campo Limpo – São Paulo

Criado inicialmente para servir de banda de apoio a Milton Nascimento no início dos anos 70, o lendário grupo formado por Wagner Tiso ao lado do saxofonista Nivaldo Ornelas, do batera Robertinho Silva e do baixista Luiz Alves volta a se reunir – sem o violonista/guitarrista Tavito – para recriar os temas do álbum Milagre dos Peixes – Ao Vivo­, que gravaram o cantor mineiro em 1974. Será uma ótima oportunidade para você sacar de onde veio toda a influência de rock progressivo, jazz e até pitadas de música erudita que se ouvia na música do “Bituca” naqueles tempos. Outro show de primeira qualidade!

 

ALICE C AYMMI

4 – Teatro Castro Alves – Salvador

6 – SESC Pinheiros – São Paulo

Da doçura da família Caymmi a Alice não tem nada. Sua voz é repleta de uma intensidade quase agressiva e a sua marcante presença de palco faz com que suas boas canções ganhem um atrativo a mais. O som é pop, mas não é babaca. Ótima pedida, principalmente para quem não a conhece.

 

THE BAGGIOS

4 – SESC 24 de Maio – São Paulo

6 – SESC Interlagos – São Paulo

O som da banda sergipana é uma das coisas mais legais surgidas no rock nacional nos últimos anos. E antes que você pense em fazer qualquer comparação com o Black Keys e, pior, com o finado White Stripes, pode parar: as canções dos caras têm uma pegada setentista com um verniz regional interessantíssimo. Além disso, os caras estão lançando um novo disco, Vulcão. Não deixe de assistir!

 

PEDRO LUIS

4 e 5 – SESC Belenzinho – São Paulo

A extrema valorização do trabalho desse moço é um mistério para mim. Tanto com a sua associação com o grupo A Parede quanto com o coletivo carnavalesco Monobloco, Pedro nunca demonstrou qualquer coisa que valesse realmente a pena acompanhar em termos musicais e artísticos. E não é diferente em sua carreira solo. Por isso, nada vai justificar uma saída de casa para vê-lo e ouvi-lo assassinando na íntegra o cultuado álbum de estreia de Luiz Melodia, Pérola Negra, que é exatamente o que ele ameaça fazer nesse show. Credo!

 

JOYCE MORENO

4 e 5 – SESC Bom Retiro – São Paulo

Ótima e delicada cantora e compositora, Joyce vai certamente apresentar um repertório de altíssimo nível – já que recentemente regravou o seu álbum de estreia, Joyce, lançado originalmente em 1968 – e também um apanhado de sua extensa carreira, contando com uma banda de apoio excelente. Vale a pena presenciar esse show!

 

A COR DO SOM

4 – SESC Pinheiros – São Paulo

5 – SESC Guarulhos – Guarulhos (SP)

Sei que pode parecer incrível, mas a volta do grupo, com a sua formação original, é altamente recomendável. Não tanto pelas canções com vocais que vão apresentar – “Abri a Porta”, “Palco” etc -, mas principalmente pelos temas instrumentais que irão mostrar. Caso você não saiba, os caras são músicos de primeira linha e quando botam para quebrar nesta seara, sai de baixo! Como estão lançando o álbum A Cor do Som – 40 Anos e a apresentação de Guarulhos vai contar com a participação especial de Moraes Moreira, vale a pena dar uma conferida.

 

PAULA TOLLER

5 – Auditório Araújo Vianna – Porto Alegre

Deixando claro que o Kid Abelha acabou mesmo e que iria se dedicar à carreira solo, a cada vez mais linda Paula Toller continuava com sua vozinha pequenina e claudicante a serviço das canções de seu despretensioso disco, Transbordada. Agora ela reaparece com um novo show e prometendo incluir no repertório várias releituras de Mutantes, Charlie Brown Jr e outros menos cotados, além de canções de sua ex-banda, obviamente. É daqueles shows indicados para quem não tem muito critério na hora de sair de casa: divertido e mais nada. Para quem se contenta com pouco, já está bom.

 

MARIA BETHANIA

5 – Km de Vantagens Hall – Rio de Janeiro

Confesso que nunca fui fã da temperamental cantora baiana, mas ela agora surge com um novo show, no qual comemora meio século de carreira. Seu repertório deve apresentar uma retrospectiva de sua safra de canções amealhadas ao longo deste tempo. Torça para ela tenha um mínimo de bom senso e deixe de lado alguns registros constrangedores de seus álbuns passados e saiba aproveitar a excelência instrumental de sua banda de apoio, sempre competente, sem abusar daqueles maneirismos histriônicos que levam qualquer um à loucura.

 

CAPITAL INICIAL

5 – Km de Vantagens Hall – Belo Horizonte

Podem acusar a banda de qualquer coisa, menos de ser incompetente em cima do palco e de fraquejar na hora de propiciar um show animado. Por ser o único grupo remanescente da cena roqueira brasileira dos anos 80 que conseguiu reciclar o seu público, o quarteto certamente vai exibir um desfile de hits para todo mundo cantar junto e se esbaldar. Isso, claro, para quem tem idade mental inferior a dezessete anos e não se irrita ao ver o vocalista Dinho Ouro Preto falar a palavra “galera” em cada frase que pronuncie…

 

ROBERTO CARLOS

5 – Espaço das Américas – São Paulo

Vamos encarar a verdade? Ok, lá vai: se você viu um show do Roberto Carlos, viu todos. Infelizmente, ele é incapaz de mudar um único detalhe de suas apresentações e esta postura já dura há décadas. As músicas são as mesmas, os arranjos são os mesmos, a comunicação com a plateia é a mesma, as rosas distribuídas para as senhoras tresloucadas que se sentam nas primeiras fileiras já são de praxe, a leitura descarada das letras em um teleprompter, o pieguismo romântico… Tudo rigorosamente igual. Se você não se incomoda com isso, bom proveito! Mas se é para saborear sempre a mesma iguaria, prefiro comer pastel de queijo na feira…

 

PITTY

5 – Pepsi On Stage – Porto Alegre

Os shows da cantora e de sua boa banda sempre foram relevantes apenas para quem tinha idade mental inferior a dezessete anos. A questão agora é que ela está em uma nova fase, aberta a outras sonoridades, o que é um perigo no caso dela – vide as pavorosas músicas novas que ela lançou recentemente, “Contramão” e “Te Conecta”. É óbvio que ela vai manter a pegada roqueira de seus trabalhos anteriores em cima do palco, mas… Bem, vá por sua conta e risco.

 

CAMARONES ORQUESTRA GUITARRÍSITICA com MANOEL CORDEIRO

5 – SESC Pompéia – São Paulo

Uma das melhores bandas de rock nacional da atualidade se apresenta aqui com um dos maiores nomes da “guitarrada” do Pará, com quem gravaram recentemente o álbum Surfers, com um som tão inclassificável quanto legal. Aposto que será um show memorável para quem curte a música brasileira em todas as suas vertentes.

 

IRA! FOLK

5 – Teatro do Bourbon Country – Porto Alegre

Não tive ainda a oportunidade de ver Nasi e Edgard Scandurra novamente em ação, mas a julgar pela comoção causada pelo reatamento da amizade e da parceria musical entre ambos, não tenho dúvida que a curiosidade fala mais alto em uma hora destas. Só que este espetáculo traz uma peculiaridade: no palco estarão apenas os dois, sem banda de apoio, fazendo uma apresentação “voz e violão”. Recomendado apenas para os mais fanáticos…

 

ADRIANA CALCANHOTTO

5 – Theatro NET – São Paulo

Seu novo show reúne um repertório formado por canções pinçadas de seus álbuns que, de certa forma, podem ser chamados de “trilogia marinha”: Maritmo (1998), Maré (2008) e o mais recente, Margem, lançado há pouco tempo. Uma coisa é certa: se tiver mais solta no palco e menos preocupada com sua performance, a cantora pode proporcionar uma experiência bem interessante para a plateia.

 

ANDRÉ MEHMARI

5 e 6 – SESC Vila Mariana – São Paulo

Este ótimo pianista, arranjador, compositor e multiinstrumentista vai se apresentar um show ousado, com os temas do recentemente lançado álbum duplo Música Para Cordas, reunindo composições autorais voltadas para o universo erudito. Dada a excelência de seus trabalhos anteriores, afirmo que você pode ir sem susto!

 

PAULO ZINER ORCHESTRA

6 – Teatro UMC – São Paulo

O grupo liderado pelo ótimo batera Paulo Zinner – que fez fama com o grupo Golpe de Estado e ao fazer parte de uma das formações da banda que acompanhava Rita Lee – vai mostrar um repertório bastante eclético, incluindo boas versões de classic rock. Vale por um bom workshop de bateria e é um espetáculo bastante divertido. Não perca!

 

BRUNO & MARRONE

8 – Auditório Araújo Vianna – Porto Alegre

Sem sombra de dúvidas, as canções da dupla – bem, “dupla” é modo de escrever, já que apenas um canta, ou melhor, grita, enquanto o outro apenas mexe os lábios – são dos troços mais asquerosos que a música mundial já presenciou. É impressionante como ambos são artistas de uma regularidade impressionante: nada do que eles cantam e tocam é digno de um único elogio. No palco, então… As canções são arremedos do que de pior pode ser chamado de “romantismo”, com arranjos absurdamente manjados e interpretações canhestras. Quando a dupla cisma de colocar bailarinos fazendo coreografias de 18ª categoria, aí é o Apocalipse. Parece incrível, mas, perto eles, Vitor & Leo soavam como Simon & Garfunkel.

 

RICHARD MARX

8 – Tom Brasil – São Paulo

Se você não sabe quem é esse cara, tente se lembrar do final dos anos 80, quando Marx exibia sua canastrice cheia de baba em canções abomináveis como “Right Here Waiting” e “Satisfied”. Pois bem, sabe-se lá por qual motivo, resolveram trazê-lo para o Brasil para fazer esse show, que é um dos troços mais bregas que você pode imaginar. Pode apostar que ele irá aparacer nos “Faustões da vida” mostrando que continua a cantar as mesmas porcarias do passado. Deus do céu…

 

“SESC JAZZ”

8 a 10 – SESC Pompeia – São Paulo

A segunda edição do festival vai rolar até o próximo dia 27, com uma programação bem eclética para quem curte o gênero, com atrações nacionais e internacionais de alto nível. Nos dias e local apresentados aqui, recomendo que você não perca de forma alguma a maluca Sun Ra Arkestra – que visa perpetuar o legado sonoro de seu fundador, o falecido saxofonista Sun Ra – e a baterista Terri Lyne Carrington com o seu grupo Social Science Community. Vale a pena!

 

RACIONAIS MC’S

10 – Credicard Hall – São Paulo

Se você for daquelas pessoas com a mente aberta em termos musicais, certamente vai gostar de ver a maior banda de rap do Brasil em cima do palco. Evidentemente, é preciso que se deixe de lado certos parâmetros cênicos do que significa um show para sacar os grooves muito bem escolhidos e as letras certeiras de Mano Brown. Deixe de lado o preconceito e encare esta apresentação como uma “experiência sonoro/literária”. Aí o lance tomará outra – e melhor – proporção… Atenção: vai rolar gravação de DVD, o que pode fazer com que o grupo repita algumas canções.

 

KARD

10 – Vivo Rio – Rio de Janeiro

O que você acha que eu posso escrever a respeito de mais uma dessas “salsichas musicais” do k-pop? Sério. Pense bem…