HALSEY

5 – Cine Joia – São Paulo

Essa cantora é mais uma daquelas vozes insuportáveis que assolam o universo pop com canções medíocres apoiadas em um som eletrônico cadenciado chupado do “hip hop dor de corno” americano. Soa igual a 452 outras garotas que parecem proliferar como uma praga de gafanhotos sonoros nos ouvidos adolescentes. Não pense em sair de casa para assistir a essa merda…

 

HAMMOND GROOVES & WEJAM AUDIO BIG BAND

5 – JazznosFundos – São Paulo

Esse é um exemplo de apresentação que você não pode perder em hipótese alguma. Este trio – capitaneado por Daniel Latorre, um dos maiores experts em órgãos Hammond da América Latina – sempre faz shows espetaculares justamente tendo este lendário instrumento guiando baixo e bateria em levadas instrumentais sensacionais. Para “piorar”, o repertório é lotado de composições de Jimmy Smith, Booker T & The MG’s, Wes Montgomery, John Patton, Dr. Lonnie Smith, George Benson, Jimmy McGriff, Miles Davis, John Coltrane, Medeski, Martin &Wood e mais um monte de coisas bacanas do “jazz boogaloo”. Além disso, preste muita atenção aos sons do primeiro álbum dos caras, Funktastic. E o show será ainda muito especial mesmo, pois o trio estará acompanhado de uma big band! Simplesmente imperdível!!!

 

5 A SECO

5 – Teatro do Bourbon Country – Porto Alegre

Quando assisti a um show do grupo tempos atrás, fiquei com a impressão que seria uma atração perfeita para festa de final de ano de grêmio estudantil de alguma faculdade de Letras, um tipo de evento que sempre fugi como os vampiros se afastam das cruzes e da luz do sol. Bem, só por isso já dá para sacar o que penso a respeito das apresentações da banda, né?

 

FUNDO DE QUINTAL

5 – Vivo Rio – Rio de Janeiro

Embora seja bastante veterano – na verdade, um dos primeiros grupos de samba a ingressar no universo do que passou a se chamar pagode -, esta rapaziada se contenta em apenas fazer aquele sonzinho sem vergonha para derreter corações de ‘piriguetes’ com mini-saias e cabelo tingido com água de salsicha. Samba que é bom mesmo… Nada!

 

LEILA PINHEIRO

5 – Teatro Rival Petrobrás – Rio de Janeiro

Ainda uma excelente cantora, ela vai mostrar repertório contendo belas canções de sua carreira e várias outras de gente que ajudou a moldar o seu próprio estilo, tudo no formato “voz e piano”. Pode apostar que será um espetáculo classudo.

 

BIXIGA70

5 e 6 – SESC Belenzinho – São Paulo

Outro show imperdível, já que se trata de um dos grupos brasileiros mais legais da atualidade. Os caras resgataram a sonoridade afrobeat de artistas africanos dos anos 70 – que misturavam jazz, rock e a típica sonoridade daquele continente – e acrescentaram um “molho” brasileiro estonteante. E ainda estão lançando um novo álbum, Quebra-Cabeça.  Showzaço!

 

PARALAMAS DO SUCESSO

5 a 7 – SESC Vila Mariana – São Paulo

O que mais pode ser dito a respeito de uma apresentação dos caras? Excelência técnica, performances arrebatadoras, toneladas de canções antológicas, sinergia entre banda e plateia, exemplo vivo da força de viver de um cara que poderia ter se conformado com sua tragédia pessoal, mas que preferiu lutar contra isso em cima de um palco, junto com seus “irmãos”. Pode ir ao show, que é diversão na certa, ainda mais porque eles prometem apresentar algumas novíssimas canções. E ver João Barone tocando bateria é presenciar um workshop rítmico como bônus.

 

ALMIR SATER

5 a 7 – SESC Belenzinho – São Paulo

Um dos artistas mais dignos da história musical deste país continua sua incansável batalha para mostrar às pessoas que “música sertaneja” não é este festival de lamúrias bregas e choronas que se ouve por aí. Por intermédio de poesia genuinamente agreste e bela, da viola bem tocada e da sinceridade que pontuam canções tão simples quanto pungentes, Almir tem tudo para lhe ensinar a diferenciar as pérolas das bijuterias baratas. Entendeu a analogia?

 

VANGUART

5 a 7 – SESC Santana – São Paulo

Deus me livre de indicar este show a você. O motivo? Simples: se em disco o vocalista Helio Flanders se mostrou um primor na arte de desafinar – vide o pavoroso álbum Boa Parte de Mim Vai Embora -, imagine ouvir isto ao vivo só com canções do Bob Dylan? Fuja!

 

ZÉLIA DUNCAN

5 a 7 – SESC Pinheiros – São Paulo

Cantora razoável com timbre de voz extremamente característico, ela vai mostrar nestes shows várias canções de seu mais recente trabalho, Tudo é Um. É daquelas apresentações simpáticas, que mostram que ainda é possível fazer música brasileira com um nível de qualidade acima da média.

 

MONOBLOCO

6 – Audio – São Paulo

É um dos troços mais sem personalidade do momento. A mistura de Carnaval, escola de samba, mangue beat, rock, chorinho, pagode, música brega… é feita apenas para impressionar playboys e patricinhas metidas a “descoladas”. É uma “micareta para gente bronzeada com Tang de tangerina e com sorriso de plástico”. Apesar de bem tocado, o som o Monobloco é a extensão dessa onda “o novo samba da Lapa” que o Rio de Janeiro vem tentando levar a outros Estados, ou seja, um troço chato pra cacete, que serve apenas para dar uma aura de intelectualidade a algo que mais se assemelha a uma micareta com pose de grã-fina. Evidentemente, é o show ideal para playboys e pseudogaranhões pegarem umas “periguetes patricinhas”. E ainda por cima batizaram esse show como “Arraiá”, ou seja, você já sabe o que esperar…

 

ZÉ GERALDO

6 – Auditório Ibirapuera – São Paulo

Que ele é um nome importante na história da MPB, não há dúvida. Mas assistir a um show de Zé Geraldo traz uma conotação de nostalgia que só empolga quem passou grande parte da sua vida universitária tocando violão no meio de um monte de meninas vestidas com batas indianas e cheirando patchouli. Mesmo assim, vale a pena dar uma conferida no show que promove o mais recente disco dele, Hey, Zé, que será lançado agora no segundo semestre. Nem que seja para dar umas risadas da plateia “maluco beleza”. Ah, o show vai contar com a  participação do cantor/compositor/guitarrista/violeiro Francis Rosa.

 

CACHORRO GRANDE

6 – Cine Joia – São Paulo

Sim, é o show de despedida dos caras, pois o grupo acabou e eles só estão cumprindo datas previamente agendadas. É a última oportunidade que você terá para comprovar que as canções crescem em termos de intensidade e qualidade quando são transpostas para o palco, uma característica essencial para uma boa banda de rock, certo? Por isto, vale a pena dar um drible no preconceito e conferir o “canto do cisne” do quinteto gaúcho.

 

LULU SANTOS

6 – Credicard Hall – São Paulo

Show de Lulu Santo sempre é garantia de caminhão de hits bem tocados, performances energéticas e precisas, gente incapaz de ficar sentada na plateia e muita cantoria. Ele também vai apresentar algumas canções de seu mais recente projeto, “Baby Baby!”, no qual aborda de maneira bem pessoal algumas canções do repertório de Rita Lee. Quem é fã, deve conferir; quem nunca viu show dele e tem curiosidade, vai se se surpreender.

 

CURUMIN

6 – Opinião – Porto Alegre

Ótimo baterista e um dos mais requisitados instrumentistas da atualidade, Curumin provavelmente vai mostrar nesse show algo inusitado: um repertório só com canções de Stevie Wonder. Dada à sua excelência musical, sugiro que você vá e se prepare para uma excelente surpresa, já que as músicas são ótimas e Curumin não deve fazer feio. Na abertura, vai rolar show do Renascentes, do qual nunca ouvi falar.

 

MARIANA AYDAR

6 – SESC Santo Amaro – São Paulo

Tendo lançado recentemente um bom disco, Cavaleiro Selvagem Aqui Te Sigo, a cantora vai mostrar um espetáculo que pretende fazer um grande “anel rodoviário-musical” a interligar a MPB e o pop com searas inusitadas de sua personalidade musical, o que torna ainda mais explícito o caráter experimental de sua “MPB esquisita”. Se não tem a menor ideia do que escrevo aqui, então eu recomendo que você veja este show e tire suas próprias conclusões.

 

JOTA QUEST

6 Teatro Positivo – Curitiba

Não há nada mais a dizer a respeito dos shows deste grupo: é o exemplo de como uma banda que poderia fazer um som sensacional se transformou em uma espécie de “Luciano Huck do pop/rock nacional”. É, não tenho mesmo nada mais a escrever a respeito…

 

TERESA CRISTINA

6 – Theatro NET – Rio de Janeiro

Apadrinhada por Caetano Veloso, ela é uma cantora de boa voz, sem sombra de dúvidas. Se neste espetáculo ela se propôs a revisitar o repertório de Cartola, a probabilidade de você encontrar uma bela e delicada apresentação ao som do violão de Carlinhos Sete Cordas é muito grande. Arrisque!

 

ISABELLA TAVIANI

6 – Tom Brasil – São Paulo

Não dá para engolir mais um clone da Ana Carolina, agora em versão “atração de diretório acadêmico de faculdade”. Tão espontâneo quanto um cacto seco, seu som – agora reduzido a voz e violão, em mais uma daquelas presepadas ditas “intimistas” – busca desesperadamente encontrar espaço dentro de um nicho de público que idolatra o engajamento musical dentro do universo da diversidade sexual. Deu para entender o que eu quis dizer, né? É um show indicado para quem curte as canções da Simone, Zélia Duncan, Maria Gadú e da própria Ana Carolina. Bem entendido?

 

LÔ BORGES

6 e 7 – SESC Pompéia – São Paulo

Esta é uma rara oportunidade de tomar contato com a obra de um dos melhores artistas da música brasileira. Oriundo do famoso Clube da Esquina, ele tem uma discografia curta e excelente, cheia de canções maravilhosas que nem mesmo a sua voz irregular consegue tirar o brilho. Como está lançando um novo disco, Rio da Lua, e certamente vai incluir no repertório algumas canções dos ótimos “Disco do Tênis” e Via Láctea, pode ir sem susto…

 

ORQUESTRA TABAJARA

7 – Imperator – Rio de Janeiro

A mais lendária das orquestras brasileiras em todos os tempos continua na ativa, acredite, desde a 1934!!! Embora não conte mais com seu indiscutível líder, o falecido maestro Severino Araújo, ela continua dando conta do recado em sua abordagem popular com os integrantes da atual formação. Show essencial para quem tem saudades dos gloriosos tempos da música brasileira e para a molecada que precisa tomar contato com esse tipo de sonoridade.

 

SHADOWSIDE

7 – Manifesto Bar – São Paulo

É inegável que essa banda brasileira era uma daquelas que mais faziam  shows no exterior tempos atrás. Tal postura acabou dando um upgrade no som da turma, que foi ficando mais pesado e interessante com o passar do tempo. Só que é um tipo de “heavy metal com vocal feminino” que não é capaz de me tirar de casa para assisti-los – ao contrário do Arch Enemy, por exemplo -, ms eles estão melhorando… Quem sabe um dia, não?

 

CLARICE FALCÃO

7 – SESC Pompéia – São Paulo

Por favor, me acordem quando esse show chatíssimo terminar, sim? Obrigado. Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz… Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz…. Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz…

 

JAQUES MORELENBAUM

8 – SESC Consolação – São Paulo

O violoncelista é um dos mais renomados músicos brasileiros e nesse show gratuito ele anunciou que vai tocar alguns sambas instrumentais, algo que vindo dele deve soar bem interessante. Deverá ser um espetáculo sério e classudo, recomendado apenas para ouvidos mais acostumados à música de qualidade.

 

E A TERRA NUNCA ME PARECEU TÃO DISTANTE

9 – SESC Santana – São Paulo

Outra banda que faz um som bem interessante dentro da nova cena do rock nacional, o quarteto usa de experimentalismos sônicos e de timbres inusitados para fazer um som instrumental ‘viajandão’ que jamais resvala para a chatice. É umas melhores guitar bands em atividade nos dias de hoje no Brasil. Não deixe de assistir!

 

SÁ & GUARABYRA

9 – SESC Vila Mariana – São Paulo

Em mais de 40 anos de carreira, esta dupla foi fundamental para a sedimentação de um estilo que passou a ser conhecido como “rock rural”, uma mistura country, sertanejo “de raiz”, baião, xote e xaxados. Construíram um repertório repleto de ótimas canções, muitas delas verdadeiros exercícios de sofisticação harmônicas nordestinas e com letras com achados poéticos de primeira grandeza. Não perca!

 

BYAFRA

10 – Imperator – Rio de Janeiro

Parece incrível, mas o cantor e compositor está celebrando uma carreira de quatro décadas com um novo disco, 40, e vai usar o show para mostrar seu novo material e, claro, aquelas canções do passado que estavam sempre presentes em trilhas de novelas da Globo, como “Helena”, “Vinho Antigo”, “Seu Nome” e, obviamente, seus dois maiores sucessos, . “Leão Ferido” e “Sonho de Ícaro”. Como nunca curti o som dele, você vai estar por sua conta e risco caso queira encarar essa apresentação.

 

BLUES ETÍLICOS

11 – Bourbon Street – São Paulo

Uma dos bons nomes da cena blues/rock que temos no Brasil, o grupo carioca vai agora apresentar um show com canções do Eric Clapton. Tomara que a irregularidade de suas apresentações em cima dos palcos tenha ficado para trás e que este show marquem uma nova etapa na errática carreira dos caras. Repertório para isso eles têm…

 

O TERNO

11 – SESC Vila Mariana – São Paulo

Juro por Deus: poucas vezes vi uma banda tão ruim na vida. Se os caras fossem apenas desengonçados em cima do palco, ainda vá lá. Só que presenciar um show desses caras é ser testemunha de um tsunami de vocais desafinados, músicas pavorosas, letras horríveis e uma presença de palco que chega próximo do retardamento mental. Fuja!

 

LINIKER & OS CARAMELLOWS

11 – Teatro Castro Alves – Salvador

Um dos principais nomes da “lacration music” dos últimos tempos, ele e sua banda padecem do mesmo problema de seus colegas de ‘estilo’: canções fraquíssimas são apenas pretextos para um posicionamento mais contundente perante uma sociedade cada vez mais reacionária e conservadora. E quando a música é ruim, o discurso perde muito da força…