INFORMATION SOCIETY

6 – Credicard Hall – São Paulo

Poucas coisas são tão picaretas e tão desprovidas de qualquer traço de sinceridade do que uma apresentação deste grande engodo musical que ainda hoje arrasta correntes por aí, como se fosse um zumbi apodrecido embaixo de um lençol puído e igualmente fedorento. É um festival de playbacks, tendo à frente um grupo de músicos sem o menor carisma e o vocalista Kurt Harland, um dos sujeitos mais intragáveis do show business. Não desperdice a sua grana com patifarias musicais deste naipe.

 

LOS SEBOZOS POSTIÇOS

6 – Circo Voador – Rio de Janeiro

O projeto que reúne alguns integrantes da Nação Zumbi foi montado para fazer uma homenagem à música criada por Jorge Ben antes que este mudasse para Benjor. A coisa acabou rendendo um bom disco e agora cresceu a tal ponto que virou uma turnê. É uma daquelas apresentações que pode surpreender os mais incautos e, principalmente, para quem pensa que “Ben” e “Benjor” faziam o mesmo som.. Na abertura, vai rolar show do grupo pernambucano Eddie, um dos nomes pouco lembrados quando o termo “mangue beat” é citado.

 

JALOO

6 – Cine Joia – São Paulo

Prefiro beber em um gole só um pote inteiro de liquidificador lotado até a boca de uma vitamina de leite com linguiça calabresa apimentada do que a passar perto do local do show desse rapaz. Sério. Sugiro que você faça o mesmo…

 

SÉRGIO REIS

6 – Teatro Guaíra – Curitiba

Este é o típico show para quem ama a verdadeira “música sertaneja” e não esse bando de zé-ruelas chifrudos que montam duplas umas iguais às outras. Sempre calcando calças apertadas e botas com bico para matar barata em pleno vôo. O grande “Serjão” tem uma banda de apoio muito e vai soltar um monte de clássicos com o seu vozeirão característico. Viva a tradição!

 

NANDO REIS

6 Teatro Positivo – Curitiba

Mais conciso, sem as loucuras do passado, Nando vem dando provas de que finalmente aprendeu a valorizar seu trabalho, tendo novamente Os Infernais como sua (boa) banda de apoio. O problema é que ele está divulgando seu mais recente disco, o horrível Não Sou Nenhum Roberto, mas às Vezes Chego Perto, no qual se meteu a regravar canções de Roberto Carlos com resultados sofríveis e muito desafinados. É claro que ele vai apresentar também as suas próprias composições, o que significa que você está por sua conta e risco caso resolva encarar a parada…

 

FERRUGEM & XANDE DE PILARES

6 – Vivo Rio – Rio de Janeiro

Nunca tinha ouvido falar desse moço apelidado de “Ferrugerm”. Fui conferir suas músicas e tive a plena certeza que perdi preciosos minutos de minha vida. De sua parte, Xande chafurdar na vala da descartabilidade com músicas ridículas, que apenas são relevantes para ‘periguetes’ com os cabelos tingidos com água de salsicha e soltar sua voz de maneira ‘qualquer nota’. Imagine agora os dois juntos! Já sei onde NÃO estarei…

 

“SETEMBRO NEGRO”

6 a 8 – Carioca Club – São Paulo

Em três dias de “disgracêra” metálica, o tradicional festival traz um cast muito bom, com destaques para os shows do Exodus – com guitarrista Gary Holt e tudo, que encontrou uma pausa na atual turnê de despedida do Slayer -, Legion of the Damned, At War, Monstrosity, Vomitory e mais um monte de bandas internacionais, incluindo uma das piores de todos os tempos, o Cirith Ungol. É claro que bandas nacionais também estão escaladas, o que significa que a paulada será multinacional. Se você não sofre de “excesso de sensibilidade”, vai se divertir a valer…

 

“AMIGOS”

7 – Allianz Parque – São Paulo

O que eu posso dizer a respeito de um show cuja produção parece coisa do Pink Floyd, mas que serve apenas para disfarçar a tentativa de Chitãozinho & Xororó, Leonardo e Zezé Di Camargo & Luciano retornar uma antiga parceria nos palcos e mostrar que ainda são relevantes para um público que cada vez menos dá bola para o que eles fazem? Nem preciso escrever nada, né?

 

BELO

7 – Credicard Hall – São Paulo

Sempre penso que anos atrás ele passou uma temporada na cadeia pelos motivos errados: quem ‘cantava’ as ‘músicas’ que o sujeito mostrava nos shows não merecia outra coisa senão passar um bom tempo tomando água de caneca e tendo duas horas de sol por dia. Uma verdadeira aberração musical para quem gosta de samba, Belo continua impunemente nos dias de hoje a personificar o que de pior aquele troço que ficou conhecido como “pagode” propiciou. Suas péssimas canções fazem jus às interpretações que costuma cometer em cima dos palcos, o que torna cada um de seus shows – agora risivelmente batizados como “Belo In Concert” e com quase duas horas e meia de duração – uma espécie de castigo sonoro para quem se atreve a testemunhar essa presepada. Fuja disso!

 

LUAN SANTANA

7 – Km de Vantagens Hall – Rio de Janeiro

Cada época tem o ídolo popular que merece. Este garoto, dono de um repertório mais fraco que sopa de albergue noturno, com canções que trazem os piores clichês desse universo “dor-de-corno-sertaneja” e seus maneirismos em cima do palco, só consegue levar à histeria quem tem menos de quatro neurônios em funcionamento. É o exemplo máximo do ídolo que reina na estupidez da juventude descerebrada nacional. Mesmo que ele agora insista em mostrar um novo visual, com ternos bem cortados e fingindo uma elegância de plástico ao mostrar suas novas músicas, passe longe disso, pelo amor de Deus! Vá viajar, escalar uma montanha, voar de asa-delta. Faça um churrasco com os amigos, lave as suas cortinas, conserte seu chuveiro. Leve a patroa para um piquenique, surpreenda o namorado com uma lingerie bem sexy, lave suas cuecas no tanque. Leia um livro, jogue basquete com seus sobrinhos, assista a uma mesa redonda de futebol na TV. Pinte seu pijama de preto, bata um papo com o porteiro do seu prédio, faça uma galinhada com cerveja para os seus pais. Faça qualquer coisa, menos assistir a este show…

 

ARTHUR MOREIRA LIMA

7 – SESC Pinheiros – São Paulo

Não importa se o veteraníssimo pianista vai apresentar um repertório erudito ou popular. Realmente não importa, pois a sua absurda musicalidade o faz senhor de qualquer composição que venha a apresentar. É um espetáculo classudo que você não deve perder.

 

PINK AND THE BRAIN

7 – The Wall Café – São Paulo

Esse será um show em tributo ao Pink Floyd, com arranjos idênticos aos originais e até mesmo com os mesmos timbres dos instrumentos. E com jogo de luzes a laser e efeitos bem psicodélicos! Se você é fissurado pelo ex-grupo do Roger Waters, aposto que terá uma noite bem divertida…

 

BARANGA

7 – Jai Club – São Paulo

Uma de minhas bandas de rock and roll favoritas nos dias de hoje aqui no Brasil está com seu baterista original de volta – Paulão Thomaz – e vai continuar a metralhar a sua cabeça e ouvidos com um punhado de canções “cafajestes” de seus discos anteriores e mostrar as mais recentes, incluídas no novo CD, Motor Vermelho. Na abertura, vão rolar os shows dos grupos Válvera e Mattilha. Não perca!

 

SEU JORGE

7 – Teatro Castro Alves – Salvador

Meu Jesus Cristo na cruz, como este show – na linha “voz e violão” e com a participação de Pretinho da Serra – é chato. Se resolver encarar, leve alguns travesseiros forrados com penas de ganso e um bom cobertor. Tem feito frio nos últimos dias nas duas capitais. Sabe como é, depois você fica resfriado, não vai trabalhar, essas coisas…

 

MARIA RITA

7 – Teatro Bradesco – São Paulo

Demorou um pouco para que grande parte do público levasse a filha de Elis Regina a sério como cantora. E não há nada de errado com o mundo quando se percebe que ela melhorou muito como cantora e, principalmente, na escolha do repertório de seus shows. Há uma dose maior de espontaneidade em suas apresentações e o fato de fazer esses shows acompanhada apenas pelo pianista Tiago Costa vai mostrar uma faceta mais intimista. Para quem nunca a viu em cima do palco, vale a pena dar uma arriscada…

 

TOQUINHO & IVAN LINS & MPB-4

7 – Tom Brasil – São Paulo

Embora seja um exímio violonista e um cantor até que razoável, já faz muito tempo que Toquinho se acomodou musicalmente, sempre fazendo shows com o mesmíssimo repertório – “Tarde em Itapoã”, “Regra Três”, “Testamento”, “Como Dizia o Poeta”, “Meu Pai Oxalá”, “Que Maravilha”, “Caderno” e, claro, “Aquarela”. E é ainda mais lamentável saber que qualquer esperança de ousadia seja sepultada pelas próprias plateias, que querem sempre ouvir as mesmas coisas. E aqui ele irá se apresentar juntamente com seu amigos Ivan Lins e a turma do MPB-4. Se o seu lance é presenciar encontros de compadres, então vá.

 

AS I LAY DYING

7 – Tropical Butantã São Paulo

8 – Circo VoadorRio de Janeiro

Essas bandas que se autodenominam “metalcore” são o equivalente metal do “k-pop”: são fabricadas em série e trazem sempre a mesma sonoridade pesada, com vocais guturais ao longo das músicas com exceção dos refrãos, cantados com mais melodias e timbres mais limpos. E se você pensa que esse quinteto americano é uma exceção a essa fórmula, pode esquecer: é a mesmíssima coisa. Seus shows indicados para quem não se importa em passar o tempo todo com a impressão que está ouvindo a mesma música…

 

JOÃO PARAHYBA
8
– SESC Avenida Paulista – São Paulo

Um dos mais importantes bateristas/percussionistas da história da música brasileira, o ex-integrante do lendário Trio Mocotó comemora meio século de carreira ao lado de ótimos instrumentistas da nova geração: o baixista Marcelo Mariano e o pianista Marcos Romeira. É um daqueles espetáculos que vai dar um nó rítmico na sua cabeça…

 

JESUTON

8 – SESC Ipiranga – São Paulo

Descoberta nas ruas do Rio de Janeiro em 2012, esta cantora inglesa radicada no Brasil tem agora a oportunidade de mostrar que não foi apenas por caridade que alguns artistas resolveram levá-la para participações em shows e programas de TV. Aqui ela vai mostrar as canções de seu simpático álbum de estréia, Home, e a julgar por aquilo que ouvi, vale a pena dar uma espiada na apresentação da moça.

 

DANILO CAYMMI

8 – SESC Pinheiros – São Paulo

O multiinstrumentista/cantor/compositor faz delicada e interessante homenagem a seu pai, o lendário Dorival Caymmi, com um show baseado em seu último álbum, Don Don, resgatando várias canções antológicas de seu pai. É daquelas apresentações classudas, mas indicada apenas para quem está nessa mesma vibe baiana.

 

MADELEINE PEYROUX

12 – Auditório Araújo Viana – Porto Alegre

A tímida e desengonçada cantora tem uma proposta artística corajosa, espontânea e verdadeira, que não esconde sua predileção pelo jazz, blues e folk, a ponto de muita gente compará-la com a mitológica Billie Holiday, o que é um exagero estratosférico. Mesmo assim, ela volta ao Brasil com uma apresentação imperdível, pois além de divulgar seu mais recente álbum, o ótimo Anthem, ela vai apresentar outras belas canções extraídas de sua discografia. É um evento classudo e descompromissado ao mesmo tempo. Não perca!

 

ELBA RAMALHO

12 – Cine Theatro Brasil – Belo Horizonte

Ela continua a apresenta um show para promover seu mais recente trabalho, o álbum O Ouro do Pó da Estrada. Embora mostre que ainda é uma artista capaz de contagiar a plateia, Deus queira que ela continue a deixar para trás os tempos em que sua voz lembrava uma gralha com laringite…

 

SELVAGENS À PROCURA DE LEI

12 – Centro Cultural São Paulo – São Paulo

Uma das interessantes bandas da chamada “nova safra do rock nacional”, o quarteto cearense vai dar uma repassada nos repertórios de seus bons discos. Certamente propiciará um alento para quem ainda curte as bandas brasileiras do gênero. Arrisque!