BACO EXU DO BLUES

7 – Audio – São Paulo

De vez em quando a mídia e alguns “mudérnussss” – principalmente os “caetanos velosos da vida”- elegem umas figuras queridinhas que passam a ser adorados por uma parcela “mudérnna” de um tipo de público que baba-ovo para qualquer coisa ‘antenada’, ‘mudéerna’. A bola de vez é esse sujeito metido a “rapper”, dono de um repertório formado por canções com a mesma batida e letras “ishpértas” mais fracas que café com leite de orfanato. Um troço simplesmente horrível. Felizmente, o ‘hype’ vai durar pouco…

 

DADO VILLA-LOBOS & MARCELO BONFÁ

7 Teatro Positivo – Curitiba

Parece que a dupla não pode mais usar qualquer menção ao nome “Legião Urbana” por medida judicial impetrada pelo filho do falecido Renato Russo – fiquei sabendo por fonte segura que foi um pedido do próprio vocalista antes de morrer. O que ambos não podem fazer é cometer os erros bisonhos que apresentaram em cima do palco em todas as ocasiões em que se meteram a revisitar o repertório do grupo. Dito isto, espero que a plateia se divirta com o prometido – a execução na íntegra dos álbuns Dois e Que País é Este? – e não entre no clima histérico que acomete os fãs dos Los Hermanos, por exemplo.

 

JORGE VERCILLO

7 – Vivo Rio – Rio de Janeiro

O maior imitador de Djavan da América Latina tem uma carreira que incrivelmente já dura duas décadas – o que só mostra como tem gente sem critério na hora de ouvir música – com todas aquelas canções para “pentear os ouvidos” dos mais incautos, tudo adocicado com letras que mais parecem “poesia de escada de faculdade” e arranjos que não oferecem o menor sinal de ousadia e criatividade. É um daqueles shows ideais para se assistir bebericando uísque falsificado e comendo uma porção de provolone à milanesa com data de validade vencida…

 

ROUPA NOVA

7 e 8 – Espaço das Américas – São Paulo

É aquela velha história: os caras são músicos extraordinários, com total domínio de seus instrumentos, mas ficaram presos a um mercado que não aceita nada que contenha um mínimo de criatividade musical. Resignada, a banda então vem se rendendo há anos em tocar coisas abomináveis como “Dona” e “Whisky a Go Go”, feitas especialmente para agradar a um público muito pouco exigente. Infelizmente, o Roupa Nova é a prova que todo país tem o Toto que merece…

 

FÁBIO JR.

7 e 8 – Tom Brasil – São Paulo

Não adianta anunciar a estreia de um “novo show”. Da mesma forma como acontece com Roberto Carlos, Fábio Jr. também vem há muito tempo apresentando um show bastante burocrático. Mas ao contrário do “Rei”, o pai do tal de Fiuk é um roqueiro enrustido e sacana, que sabe que um pouco de espontaneidade é caminho certo para cativar ainda mais as suas fãs, que nunca cessam de gritar em suas apresentações. De uma coisa você pode ter certeza: a banda de apoio do cantor é sempre um time de primeira grandeza em termos instrumentais. Já as músicas…

 

RIO – MONTREUX JAZZ FESTIVAL

7 a 9 – Pier Mauá – Rio de Janeiro

A franquia do famoso festival suíço aportou ontem no Brasil, quando rolaram shows que, aparentemente, foram muito bons – o pianista Amaro Freitas, Quarteto Jobim com Maria Rita, os guitarristas Al Di Meola e Steve Vai – e prossegue de hoje até domingo. Se eu pudesse escolher, assistiria as apresentações de Stanley Clarke, Hermeto Pascoal, Corinne Bailey Rae e de John Scofield com o Combo 66. Faça seu próprio cardápio…

 

JORGE DREXLER

7 – Teatro Bradesco – São Paulo

8 – Teatro Guaíra – Curitiba

Queridinho das mulheres em diferentes estágios de idade e excitação, este cantor e compositor uruguaio sempre mostra nos palcos uma excelente performance em canções não mais do que medíocres, o que já é um tremendo mérito nos dias atuais. Junto com uma ótima banda de apoio, ele consegue disfarçar muito bem a derivativa sonoridade presente em todas as suas canções, contando com a pouca atenção de sua plateia eminentemente feminina e louca para tê-lo em seus braços. Passe longe!

 

BOOGARINS

7 – Circo Voador – Rio de Janeiro

13 – Opinião – Porto Alegre

Essas são boas oportunidades para você conferir que a “babação de ovo” em cima do quarteto é absolutamente injustificada, seja pelas canções chatíssimas, pelos vocais desafinados, pela execução instrumental capenga e pela fluência sonora que nunca se consuma. Típico caso de “hype hipster” que já deu no saco, né?

 

THE VIBRATORS

8 – Jai Club – São Paulo

A veteraníssima banda inglesa da primeira geração do punk britânico – fundada em 1976! – continua na ativa e com um show tremendamente energético, divertidíssimo para quem acompanha a trajetória desde aqueles tempos. Não perca de forma alguma! E o evento terá ainda bons como representantes nacionais na abertura, como Flicts, Lixomania, Corazones Muertos, Rejeitados e Os Brutus.

 

ULTRAJE A RIGOR

8 – Audio – São Paulo

A banda de Roger Moreira, que estava prestes a encerrar a carreira do grupo quando foi contratada para ser coadjuvante no novo programa de TV do pseudohumorista Danilo Gentili, tem em sua formação atual uma boa e azeitada máquina sonora, além de um caminhão de hits sensacionais, alto astral, gozações e transmissão de energia para a plateia de modo incontestável. Vá sem susto: é programaço!

 

NANDO REIS

8 – Auditório Araújo Vianna – Porto Alegre

12 – Km de Vantagens Hall – Rio de Janeiro

Mais conciso, sem as loucuras do passado, Nando vem dando provas de que finalmente aprendeu a valorizar seu trabalho, tendo novamente Os Infernais como sua (boa) banda de apoio. O problema é que ele está divulgando seu mais recente disco, o horrível Não Sou Nenhum Roberto, mas às Vezes Chego Perto, no qual se meteu a regravar canções de Roberto Carlos com resultados sofríveis e muito desafinados. É claro que ele vai apresentar também as suas próprias composições, o que significa que você está por sua conta e risco caso resolva encarar a parada…

 

TURMA DO PAGODE

8 – Carioca Club – São Paulo

Quem se importa com mais um dos 3.769 grupos de “pagode chifrudo” que existem por aí? Quem se importa com um grupo que só sabe cantar “lelelê”, “laialaiá” e mais um monte de letras ginasianas a respeito de dor do corno? Eu não. E você?

 

CAPITAL INICIAL

8 – Credicard Hall – São Paulo

Podem acusar a banda de qualquer coisa, menos de ser incompetente em cima do palco e de fraquejar na hora de propiciar um show animado. Por ser o único grupo remanescente da cena roqueira brasileira dos anos 80 que conseguiu reciclar o seu público, o quarteto certamente vai exibir um desfile de hits para todo mundo cantar junto e se esbaldar. Isso, claro, para quem tem idade mental inferior a dezessete anos e não se irrita ao ver o vocalista Dinho Ouro Preto falar a palavra “cara” em cada frase que pronuncie…

 

BLITZ

8 – Imperator – Rio de Janeiro

Pouco importa que a banda hoje seja apenas um arremedo do que foi no passado e traga poucos integrantes da formação original. Liderado pelo sempre bem humorado vocalista Evandro Mesquita, o grupo vai mostrar aquelas velhas canções do passado que todo mundo sabe a letra de cor e algumas canções de uma safra mais recente, incluídas em seu mais recente álbum, Aventuras II. É show para diversão pura e simples, sem encanações.

 

PROJOTA

8 – Opinião – Porto Alegre

Dentro da cena atual do hip hop nacional, esse cara faz um trabalho bastante digno e bem elaborado, passando longe da rusticidade sonora de alguns de seus pares. Torça para que neste show ele conte com uma banda ao lado de seu DJ, pois assim a coisa toda vai soar de modo mais intenso e pesado. Vale a pena dar uma espiada…

 

WADO

8 – SESC Belenzinho – São Paulo

Dono de uma discografia bastante irregular, ele resolveu revestir seu mais recente álbum, Precariado, com uma abordagem musical que ressalta ainda mais a impressão que Wado atira em todas as direções, mas acerta em poucos alvos. Talvez nesse novo show as coisas soem um pouco menos hesitantes…

 

JOÃO BOSCO

8 – Teatro Castro Alves – Salvador

Ao ultrapassar quatro décadas de carreira e lançar mais um disco com novas canções, Mano que Zuera, um dos maiores violonistas do planeta – não, não estou brincando, é sério – também vai dar uma repassada em seu imenso repertório de maneira técnica e brilhante. Preste atenção ao domínio que ele tem do instrumento, algo próximo do assombroso.

 

SKANK

8 – Vivo Rio – Rio de Janeiro

Canções bacanas, instrumentistas competentes, astral animado e simpatia espontânea. São exatamente estas características que sempre estão presentes em qualquer show do grupo mineiro, que agora se propõe a montar um repertório unicamente centrado em seus três primeiros álbuns: Skank (1993), Calango (1994) e Samba Poconé (1996). É inegável que você vai passar o tempo com um sorriso estampado no rosto. Vá e divirta-se!

 

PLEBE RUDE

8 – Jokers – Curitiba

O repertório é ótimo, com a inclusão de algumas canções de seu mais recente álbum – Primórdios 1981-1983, gravado ao vivo em 2017 só com canções compostas durante aquele período, sendo que nove delas são inéditas -, e a execução em cima do palco é pesada, energética e digna, ainda mais com o reforço de Clemente, dos Inocentes. No seu lugar, eu não perderia isto em hipótese alguma!

 

JARDS MACALÉ

8 e 9 – SESC Pompéia – São Paulo

Um dos mais irrequietos compositores da História da música brasileira, ele vai apresentar grandes canções de sua carreira e algumas de seu mais recente CD, Besta Fera. Só que isto não significa que o velho Jards vai deixar de mexer com a cabeça e os sentidos da plateia. E isso é bem legal…

 

MAD MONKEES

9 – Associação Cultural Cecília – São Paulo

Uma das melhores bandas de rock surgidas nos últimos tempos no Brasil, esse quarteto cearense definitivamente está pronto para ser catapultado ao cenário internacional, visto a extrema qualidade do som pesado e agressivo de seu autointitulado álbum de estreia, produzido pelo saudoso Carlos Eduardo Miranda e lançado no ano passado. Agora estão lançando um EP, Guerra. Não deixe de assistir!

 

PERIPHERY

9 – Carioca Club – São Paulo

O som dessa banda americana é mais uma derivação daquele metal progressivo com vocais de quem acabou de ser operado das amígdalas, um troço mais chato que assistir a uma competição de natação com pessoas que não sabem nadar. Os caras chegam ao Brasil divulgando seu mais recente álbum, Periphery IV: Hail Stan, que soa exatamente como os anteriores: você termina de ouvir e não lembra de uma música sequer!

 

RENATO BRAZ

9 – Auditório Ibirapuera – São Paulo

As apresentações do talentoso cantor/violonista oferecem muito mais que canções decentes e uma performance correta. Se você tiver um mínimo de sensibilidade, vai se perguntar por que Braz não mereceu até hoje uma atenção maior por parte da crítica e, principalmente, do público. Nesse show ele receberá alguns convidados – dentre os quais o ótimo pianista Cristovão Bastos – e vai interpretar canções próprias e outras compostas em parcerias. Vale a pena dar uma espiada se você curte a boa MPB.

 

VERONICA FERRIANI

9 – Centro Cultural São Paulo – São Paulo

Ótima cantora da nova safra da MPB, ela vai mostrar em seu novo show algumas canções de seu mais recente disco, Aquário, além de outras de seus ótimos trabalhos anteriores. Você vai sair deste show com as esperanças renovadas a respeito da qualidade da música brasileira feita nos dias de hoje.

 

RAUL DE SOUZA

9 – SESC Pinheiros – São Paulo

Um dos músicos mais talentosos que o Brasil já produziu, a ponto de ter sedimentado uma digna carreira internacional, este trombonista está divulgando seu mais recente CD, o ótimo Brazilian Samba Jazz. É claro que Raul vai tocar outros temas do passado, o que vai engrandecer ainda mais esta apresentação. Vá sem susto!

 

RENATO E SEUS BLUE CAPS

9 – Teatro do Bourbon Country – Porto Alegre

É claro que o grupo merece verbetes na história do rock brasileiro, mas a verdade precisa ser dita: este é daqueles shows em que só os músicos em cima do palco se divertem. Pode apostar que a coisa vai parecer aquele churrasco de tiozões roqueiros meio ‘borratchos’, cantando e tocando músicas mais manjadas que pastel de queijo na feira. Se você for daqueles saudosistas dos tempos do Chacrinha, é provável que assista à apresentação com um sorriso nos lábios; caso contrário, fique em casa.

 

ANA CAÑAS

9 – Blue Note – São Paulo

Outra boa representante da nova safra de cantoras brasileiras, Ana tem a seu favor um belo timbre de voz e uma postura até certo ponto ousada em termos musicais quando comparada com suas colegas contemporâneas. Isto faz com que seus shows sejam sempre surpreendentes – e no bom sentido. Vale a pena sacar o que ela vai aprontar no lançamento de seu mais recente álbum, Todxs. Outro show que vale uma espiada atenta…

 

ANAVITÓRIA

9 – Teatro Castro Alves – Salvador

11 – Vivo Rio – Rio de Janeiro

12 Teatro Positivo – Curitiba

13 – Auditório Araújo Vianna – Porto Alegre

Meu Deus, que sono… que sono… que… zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz….

 

HAMMOND GROOVES & WEJAM AUDIO BIG BAND

11 – Bourbon Street – São Paulo

Aqui está um exemplo de apresentação que você não pode perder em hipótese alguma. O trio – capitaneado por Daniel Latorre, um dos maiores experts em órgãos Hammond da América Latina – sempre faz shows espetaculares justamente tendo este lendário instrumento guiando baixo e bateria em levadas instrumentais sensacionais. Para “piorar”, o repertório é lotado de composições de Jimmy Smith, Booker T & The MG’s, Wes Montgomery, John Patton, Dr. Lonnie Smith, George Benson, Jimmy McGriff, Miles Davis, John Coltrane, Medeski, Martin &Wood e mais um monte de coisas bacanas do “jazz boogaloo”. Além disso, preste muita atenção aos sons do primeiro álbum dos caras, Funktastic. E o show será ainda muito especial mesmo, pois o trio estará acompanhado de uma big band! Simplesmente imperdível!!!

 

DARYL HALL & JOHN OATES

11 – Espaço das Américas – São Paulo

Uma das mais importantes duplas da história do pop em todos os tempos, Hall e Oates sempre tiveram algo que eu REALMENTE penso ser essencial: canções irrepreensíveis! Se você decidir mergulhar fundo na obra dos caras, vai encontrar uma canção melhor que a outra. Para tornar este show ainda mais especial, a maturidade que ambos apresentam no palco, mais um repertório lotado de hits, tem tudo para transformar o evento em uma celebração inesquecível. Não perca de modo algum!

 

CHITÃOZINHO & XORORÓ

12 – Credicard Hall – São Paulo

Se você estiver esperando por novidades, nem passe perto da porta deste show. Agora, se você nunca foi a uma apresentação deles e tem certa curiosidade, esta é uma boa oportunidade. Acontece que a dupla está mais do que nunca se afastando daquelas baladas “dor de corno” horrorosas do passado e investindo em uma sonoridade bastante próxima do country rock, o que não deixa de ser uma boa notícia. Isso sem contar que a banda de apoio é uma das melhores da praça. Se você não for um cara preconceituoso, a hora é agora…

 

MAURÍCIO MANIERI

12 – Teatro do Bourbon Country – Porto Alegre

Nunca consegui entender muito bem porque ele não se tornou um legítimo “artista pop” – no melhor sentido do termo – aqui no Brasil. O cara é talentoso, não é um zé-mané na hora de compor, algumas de suas canções têm um apelo pop/soul bacana… O que acontece? Talvez seja uma boa hora de descobrir, pois seu repertório vai abranger todas as fases de sua estranhamente ignorada carreira na grande mídia. O cantor e pianista mostra seu som agora de modo meio intimista, ou seja, você vai ouvir coisas como “Minha Menina” e mais um monte de versões de canções de outros artistas, nacionais e internacionais, em arranjos mais sutis. O fato de ele contar com uma boa banda de apoio ajuda muito em momentos como este.

 

THE EXPLOITED

12 – Jokers – Curitiba

Na boa: nem vou escrever nada. Tudo o que você tem que saber que está é uma das mais lendárias bandas de punk hardcore legítimo de todos os tempos e que os caras continuam fazendo um show arrasador. Sem mais. Ah, na abertura vão rolar as apresentações dos grupos Repelentes, Bloqueio Mental e Wolfgang Ink.

 

ALCIONE

12 e 13 – Imperator – Rio de Janeiro

A “Marrom” canta muito. Isto é fato. O problema é que ela parece ter tanta certeza disto que acha que pode cantar qualquer coisa e todo mundo irá babar. Ledo engano. Um repertório que privilegie o samba e não canções “dor de corno” fazem com que a qualidade de seus espetáculos aumente consideravelmente. Espero que isso ocorra agora que ela promete resgatar várias canções que raramente apresentou nos palcos e em um formato “acústico”…

 

LIVING COLOUR

13 – Circo Voador – Rio de Janeiro

Não há a menor importância que a banda esteja no Brasil sem a preocupação de divulgar seu mais recente disco de estúdio – o bom Shade, de 2017 -, pois você vai ter a oportunidade de ver o extraordinário quarteto em ação tocando na íntegra o seu cultuadíssimo álbum de estreia, Vivid. As performances individuais são arrebatadoras e bem-humoradas e o fato de tocarem em um lugar relativamente “pequeno” vai ser uma ótima pedida para o público. Será um showzaço, daqueles imperdíveis!

 

VANESSA JACKSON

13 – Bourbon Street – São Paulo

Um exemplo de talento desperdiçado oriundo desses reality shows televisivos, a ótima cantora tem todas as condições de relembrar a ouvidos medíocres que a disco music era muito mais que “música de discoteca”, e que era preciso ter muito gogó e som instrumental caprichado para tocar clássicos como “It’s Raining Men”, “I Will Survive”, “Last Dance” e tantas outras canções legais pra caralho. Se estiver no pique de sacudir o esqueleto ao som de boa música, pode se jogar na pista!

 

NAÇÃO ZUMBI

13 – Cine Joia – São Paulo

A verdade é uma só: se você assistiu uma única ao grupo em cima de um palco, pode apostar que viu todos, pois as suas apresentações sempre guardam pouquíssimas surpresas. É bem provável que você, que teve a oportunidade de assistir a algum show anterior, perceba isso mesmo que a banda avise que vai tocar na íntegra o fraco álbum Rádio S.AMB.A: Serviço Ambulante de Afrociberdelia, lançado em 2000 e o primeiro sem Chico Science, com Jorge Du Peixe nos vocais. Considere-se avisado!

 

MIRO DE MELO & OS BREGAPUNKS

13 – SESC Pompéia – São Paulo

Capitaneado pelo ex-baterista do cultuado grupo 365, esse projeto pretende derrubar a barreira que existe entre a música rotulada como “brega” e o punk, com resultados até que divertidos. Para quem procura diversão compromissada, pode ser uma boa pedida ouvir antigas canções de Reginaldo Rossi, Odair José, Paulo Sergio, Peninha e Evaldo Braga com uma roupagem mais roqueira.

 

THE NEIGHBOURHOOD

13 – Tom Brasil – São Paulo

Nunca tinha ouvido falar desse grupo californiano. Fui dar uma ouvida nos álbuns e o som deu a impressão de ser uma “versão feliz” do Interpol. Lamento, mas isso tipo de “vibe” jamais conseguirá me tirar de casa. Na abertura vai rolar de um tal de Health, do qual eu também nunca tinha ouvido falar e que soa como uma versão eletrônica do… Interpol! Aí não dá, né?

 

NENHUM DE NÓS

13 – Bolshoi Pub – Goiânia

Perto de algumas bandinhas indie mixurucas que são incensadas por críticos com interesses escusos, o som do Nenhum de Nós soa como o U2. Algumas de suas canções são bastante subestimadas – como é o caso da boa “Camila, Camila” – e a banda costuma não fazer feio em cima do palco. Só que para essa apresentação o grupo avisou que vai privilegiar as canções de dois de seus álbuns anteriores, Paz e Amor e Paz e Amor – Acústico. Sei não…