“É Show ou é Fria”: 7 a 13/12

JORDAN RUDESS

7 – Teatro Opus Shopping Villa-Lobos – São Paulo

10 – Theatro NET – Rio de Janeiro

Sem banda, só com o seu piano no palco, o tecladista do Dream Theater vai mostra seu enorme leque de influências e técnicas a um repertório com composições de Bach, e outros compositores eruditos, clássicos do rock e até mesmo músicas de sua banda em formato de peças musicais. Talento como instrumentista ele tem, mas conduzir um espetáculo inteiro com tal formato não é para qualquer um…

 

SIMONE & IVAN LINS

7 – Km de Vantagens Hall – Rio de Janeiro

Meu Deus do céu! Esse show é tão chato, tão desavergonhadamente açucarado, tão insosso, tão fora de propósito dentro do atual panorama da música brasileira, tão… tão… Ah, deixa pra lá! Vai quem quer ser testemunha dessa ‘roubada’ nababesca. Depois não digam que não avisei…

 

CHIMPANZÉ CLUBE TRIO

7 – SESC Santo Amaro – São Paulo

Um dos melhores grupos a surgir na cena underground nacional nos últimos anos, o trio paulistano já está em seu quinto álbum – lançaram recentemente o bom Zerânia – e afasta definitivamente os argumentos francamente mentirosos daqueles que apregoam uma crise de criatividade musical no Brasil. Muita gente precisa conhecer o som desses caras. Recomendo e muito!

 

DOUBLE YOU

7 – Bolshoi Pub – Goiânia

Eu tenho certeza que o cantor William Naraine, que carrega o nome do grupo desde que surgiu nos anos 90 com uma versão dançante da balada “Please Don’t Go”, do KC & The Sunshine Band, deve morar no Brasil e trabalhar em outro emprego. O cara parece vagar o tempo todo por aqui fazendo ‘trocentos’ shows nos lugares mais inóspitos de nossa terrinha, o que é uma façanha em tempos tão bicudos para as agendas de todos os artistas. É óbvio que o show é uma ‘roubada’ babilônica, né? Pelo amor de Deus, fique em casa…

 

ADRIANA CALCANHOTTO

7 – Imperator – Rio de Janeiro

Ela vai apresentar um novo show que, segundo ela, “foi idealizado como ‘concerto-tese’, ou seja, uma conclusão de minha residência artística na Universidade de Coimbra, em Portugal, onde estive nos últimos dois anos entre cursos e apresentações”. Seja lá o que isso signifique, uma coisa é certa: se tiver mais solta no palco e menos preocupada com sua performance, a cantora pode proporcionar uma experiência bem interessante para a plateia.

 

LULU SANTOS

7 e 8 – Auditório Araújo Vianna – Porto Alegre

Show de Lulu Santo sempre é garantia de caminhão de hits bem tocados, performances energéticas e precisas, gente incapaz de ficar sentada na plateia e muita cantoria. Ele também vai apresentar algumas canções de seu mais recente projeto, “Baby Baby!”, no qual aborda de maneira bem pessoal algumas canções do repertório de Rita Lee. Quem é fã, deve conferir; quem nunca viu show dele e tem curiosidade, vai se se surpreender.

 

ROUPA NOVA

7 e 8 – Km de Vantagens Hall – Belo Horizonte

É aquela velha história: os caras são músicos extraordinários, com total domínio de seus instrumentos, mas ficaram presos a um mercado que não aceita nada que contenha um mínimo de criatividade musical. Resignada, a banda então vem se rendendo há anos em tocar coisas abomináveis como “Dona” e “Whisky a Go Go”, feitas especialmente para agradar a um público muito pouco exigente. Infelizmente, o Roupa Nova é a prova que todo país tem o Toto que merece…

 

LEILA PINHEIRO

7 e 8 – Teatro Rival Petrobrás – Rio de Janeiro

Ainda uma excelente cantora, ela vai mostrar um repertório contendo belas canções de sua carreira e várias outras de gente que ajudou a moldar o seu próprio estilo, tudo no formato “voz e piano”. Pode apostar que será um espetáculo classudo.

 

ALMIR SATER

7 a 9 – SESC Bom Retiro – São Paulo

Um dos artistas mais dignos da história musical deste país continua sua incansável batalha para mostrar às pessoas que “música sertaneja” não é este festival de lamúrias bregas e choronas que se ouve por aí. Por intermédio de poesia genuinamente agreste e bela, da viola bem tocada e da sinceridade que pontuam canções tão simples quanto pungentes, Almir tem tudo para lhe ensinar a diferenciar as pérolas das bijuterias baratas. Entendeu a analogia?

 

LENINE

7 a 9 – SESC Belenzinho – São Paulo

Dentro do atual cenário da MPB, poucos são os artistas que apresentam um trabalho tão consistente, coerente e de alto valor artístico quanto ele. Sempre surpreendendo a plateia com repertórios diferentes e com uma banda de apoio muitas vezes pesada para o tipo de som que faz, Lenine transforma cada uma de suas canções em manifestos poéticos muitas vezes sacolejantes – algo ainda mais raro de se ver e ouvir. Seu novo show, Em Trânsito, vai revelar muitas surpresas e não pode ser ignorado, justamente pelas qualidades de seu autor acima citadas. Vá sem medo!

 

IVETE SANGALO

8 – Allianz Parque – São Paulo

Que ela é absurdamente carismática e se transformou em uma boa cantora, não há dúvidas disto. O que estraga ainda é o seu repertório, em que privilegia os momentos “vamos todos fazer ginástica aeróbica juntos” em detrimentos a outras boas canções de sua lavra. No mais, é aquela ‘babação de ovo’ de sempre por parte do público, um show sem surpresas. Logo, é chato pra c…

 

ARMANDINHO

8 – Audio – São Paulo

Só por saber que este cidadão é aquele que canta uma das mais asquerosas composições da História da música brasileira em todos os tempos – “Desenho de Deus” – já é motivo suficiente para você ficar em casa, lendo um livro e dando um pouco mais atenção ao seu amor e aos seus filhos.

 

“BRASIL GUITARRAS”

8 –Parque da Juventude – São Paulo

Para quem gosta de guitarras e mesmo para quem apenas aprecia boa música, esse evento – gratuito! – vai reunir dez dos mais representativos guitarristas brasileiros tocando em duplas: Marcelo Barbosa e Frank Solari, Faiska e Nuno Mindelis, Edu Ardanuy e Andreas Kisser, Edgard Scandurra e Luiz Carlini, e Armandinho e Robertinho do Recife. Sem contar algumas atividades paralelas, como até mesmo uma oficina de luthieria. Não deixe de levar seus filhos para que possam conhecer um universo deslumbrante e se tornarem melhores cidadãos no futuro.

 

MUMUZINHO

8 – Carioca Club – São Paulo

Na boa: quem é esse cara? O que ele faz? O que ele canta? Jogou onde? Já calçou uma chuteira na vida? Ah, ele uma vez atrapalhou um treino daquele timeco que perdeu de 7×1 para a Alemanha? E eu com isso?

 

MORAES MOREIRA

8 – Bolshoi Pub – Goiânia

Se tem um cara que tinha tudo para ainda manter um pique animado e um bom patamar de qualidade em suas apresentações era o bom ex-Novos Baianos. É uma pena que a voz de Moreira já tenha ido para o brejo e que seus shows hoje em dia sejam apenas espasmos das boas apresentações que ele costumava fazer no passado. No repertório há canções muito boas, mas a fraca performance de Moreira vem botando tudo a perder. Pena…

 

CÉU

8 – Circo Voador – Rio de Janeiro

Boa cantora em disco e um pouco irregular ao vivo, ela se tornou um dos mais celebrados nomes da nova safra de cantoras brasileiras. Neste show ela vai mostrar canções de seus bons álbuns – incluindo o mais recente, Tropix -, o que é uma excelente pedida para quem não acredita que a música nacional vai além das “Anittas da vida”…

 

DIOGO NOGUEIRA

8 – Km de Vantagens Hall – Rio de Janeiro

Ele até tenta seguir os passos do pai – o lendário e falecido João Nogueira -, mas além de não ter voz condizente com o gênero, Diogo Nogueira tem carisma zero e faz um tipo de samba que não só passa a anos-luz de distância daquilo que Zeca Pagodinho e Jorge Aragão – estes sim representantes do “resgate do samba de raiz” -, como também soa como um Alexandre Pires mais rústico. Não perca seu tempo.

 

MARIA BETHÂNIA & ZECA PAGODINHO

8 – Credicard Hall – São Paulo

Confesso que nunca fui fã da temperamental cantora baiana, mas ela agora surge com um novo show ao lado de uma figura que não poderia ser mais antagônica: Zeca Pagodinho! Os dois vão interpretar sucessos de seus respectivos repertórios e até mesmo algumas novas canções. É um encontro meio maluco, mas que pode trazer um pouco mais de leveza à cantora em cima do palco. Se ambos tiverem uma banda de apoio azeitada, pode ser uma experiência interessante…

 

JINJER

8 – Manifesto Bar – São Paulo

Considerada como a melhor banda de metal da Ucrânia – , a ponto de andarem abrindo os shows da última turnê do Arch Enemy -, esse jovem quarteto tem na vocalista Tatiana Shmailyuk uma figura bastante interessante dentro da proposta metalcore da turma por conciliar seus vocais obviamente femininos com linhas guturais na linha “vomitadora de presuntada podre”. Se você tem uma idade mental inferior a dezessete anos, é bem provável que fique bastante impressionado com o som deles. Se jogue!

 

EDUARDO ARAUJO

8 – SESC Osasco – Osasco (SP)

O veterano cantor/compositor que foi um dos nomes mais emblemáticos da Jovem Guarda antes de mergulhar de cabeça no universo da country music trata agora revisitar sua pluralidade musical ao resgatar temas sertanejos antigos, fazendo versões de clássicos de Tião Carreiro & Pardinho, Zé Rico, Renato Teixeira & Almir Sater, e também alguns de seus mais famosos sucessos dos tempos de “Goiabão” e “Rua Augusta”. Pode ser bem divertido…

 

LÉO JAIME & LEONI

8 – Teatro Bradesco – São Paulo

Este show – ironicamente batizado como “Leoni & Leonardo” – traz dois velhos parceiros se reunindo para mostrar canções de seus respectivos repertórios, o que pode ser perfeito para quem é saudosista do chamado “rock dos anos 80”. É outra daquelas apresentações do tipo “vá por sua conta e risco”…

 

MILTON NASCIMENTO

8 e 9 – SESC Pinheiros – São Paulo

O célebre cantor/compositor volta aos palcos com um novo show e respaldado por uma banda em que brilham as presenças do baterista Lincoln Cheib, do baixista Alexandre Ito e do pianista Kiko Continentino. Tomara que os músicos ofereçam ao repertório uma abordagem mais dinâmica, com um mínimo de ousadia, e que o velho “Bituca” tenha deixado seus tempos de performances sorumbáticas para trás.

 

TULIPA RUIZ

8 e 9 – SESC Pompéia – São Paulo

Um dos grandes destaques da nova geração de cantoras brasileiras, ela vem se tornando um exemplo de como uma grande voz pode propiciar um belo show. O repertório é bacana – centrado agora em seu mais recente e ótimo álbum, Dancê -, Tulipa é carismática e a banda que a acompanha segura muito bem a onda. Você vai sair do show com vontade de comprar o disco da garota. Pode apostar!

 

MARIA RITA

8 e 9 – Theatro NET – São Paulo

Demorou um pouco para que grande parte do público levasse a filha de Elis Regina a sério como cantora. E não há nada de errado com o mundo quando se percebe que ela melhorou muito como cantora e, principalmente, na escolha do repertório de seus shows. Há uma dose maior de espontaneidade em suas apresentações e o fato de fazer esses shows acompanhada apenas pelo pianista Tiago Costa vai mostrar uma faceta mais intimista. Para quem nunca a viu em cima do palco, vale a pena dar uma arriscada…

 

BOYCE AVENUE

8 – Fundição Progresso – Rio de Janeiro

9 – Tropical Butantã – São Paulo

O trio formado pelos irmãos Alejandro, Daniel e Fabian Manzano faz um dos sons mais irritantemente adocicados da atualidade. Só meninas que sonham com um príncipe encantado enquanto aprendem a se masturbar embaixo do edredom conseguem se emocionar com essa porcaria, que faz o Coldplay soar como o Slayer. Deus me livre indicar esses shows a quem quer que seja!

 

“EXTREME HATE FESTIVAL”

9 – Carioca Club – São Paulo

Em sua sexta edição, o evento tem como maior atração o ótimo grupo sueco de death metal Unleashed, que faz um som “casca grossa” do melhor nível que você possa imaginar, ainda mais porque acabaram de soltar outro bom álbum, The Hunt for White Christ. As outras bandas também são “de responsa”: o holandês Carach Angren, os americanos Abysmal Dawn e Master (EUA), mais os brasileiros Nervochaos e Gutted Souls. Não é programa para gente romântica…

 

GARAGE FUZZ

9 – Centro Cultural São Paulo – São Paulo

Não há dúvida de que este grupo santista foi um dos mais importantes nomes da cena punk/hardcore brasileira durante os anos 90, mas o som da banda mudou e hoje os caras estão mais próximos do senso melódico e harmônico de bandas como o Bad Religion, o que não é nada mal. Apesar disso, tenho lá minhas ressalvas em relação a esse show, pois ele será no formato “acústico”. Será que vai funcionar? Dê uma conferida no som dos caras e veja quem influenciou bastante o som do CPM 22. Não nas letras, claro…

 

CPM 22

9 – Circo Voador – Rio de Janeiro

Em seus shows, a banda sempre trata de dar uma repassada em sua carreira com um repertório bastante irregular, em que boas canções – como aquelas do álbum Depois de um Longo Inverno, com uma maior influência de Social Distortion e ska punk – estão ao lado de outras fraquíssimas. É uma boa hora para a banda deixar de lado o seu público adolescente e partir para um som mais adulto, ainda mais que acabaram de soltar mais um álbum, Suor e Sacrifício.

 

SANDY

9 – Espaço das Américas – São Paulo

Tentando buscar uma legitimidade em sua carreira solo, Sandy cercou-se de uma boa banda de apoio na hora de transpor as canções de seus discos para o palco.  Louve-se seu esforço em se afastar da imagem de menina bobinha do passado, mas ela ainda precisa comer muito feijão antes de se tornar uma referência musical digna de nota. É isto o que você verá e ouvirá nesse novo show, que traz um apanhado dos álbuns que ela lançou até agora e algumas canções inéditas. Tá a fim de ir? Aí é por sua conta e risco…

 

“METAL SINGERS” com Udo Dirkschneider, Blaze Bayley, Doogie White e André Matos

9 – Espaço 555 – São Paulo

Se existe um evento que parece uma grande “festa da firma do metal”, pode apostar que é esse, já que trará quatro vocalistas bem conhecidos do estilo em termos mundiais – Udo Dirkschneider (UDO), Blaze Bayley (ex-Iron Maiden), Doogie White (ex-Rainbow, atualmente na banda do guitarrista Michael Schenker) e André Matos -, cantando temas de suas respectivas carreiras e, no final, todo mundo reunido para uma grande jam sessions, com um interpretando músicas dos outros. Só vai faltar a gravata na cabeça! Ou melhor, o cinto de tachas…

 

ANDRU DONALDS

9 – Teatro Gazeta – São Paulo

O cantor jamaicano nunca fez feio nos poucos álbuns que lançou em sua carreira desde 1994. Seu som mezzo pop, mezzo reggae sempre teve como emblema boas canções, bem produzidas e arranjadas, perfeitas para a sua voz elegante. Por isso, se você resolver arriscar ir aos shows, a probabilidade de se decepcionar será bem pequena.

 

SEPULTURA

9 – SESC Santo André – Santo André (SP)

13 – SESC Pompéia – São Paulo

Essa é mais uma ótima oportunidade para você assistir a uma banda que, atualmente, é mais cultuada na Europa e Estados Unidos do que no Brasil – é, a burrice por aqui não é brincadeira. Além de apresentarem um repertório matador – incluindo as canções de seu mais recente e espetacular álbum, Machine Messiah -, o grupo ainda tem no baterista Eloy Casagrande uma atração à parte em termos de peso e técnica. Vai ser um showzaço!

 

VIVENDO DO ÓCIO

9 – Selva – São Paulo

A banda baiana tem lá seus bons momentos espalhados pelos álbuns Nem Sempre Tão Normal, O Pensamento é um Imã e pelo EP Som, Luzes e Terror, que costumam ficar bem melhores quando tocados ao vivo. Como andaram colocando um peso maior nas guitarras, é provável que o show tenha ficado mais energético. Na abertura, shows com Chuck & Os Crush, Bardo Sonhador e Violeta Soda. Dê uma conferida sem grandes expectativas…

 

BOCA LIVRE

9 – Imperator – Rio de Janeiro

O celebrado quarteto vocal volta às atividades depois de um longo hiato e com um novo disco, Amizade, lançado no final do ano passado. Independentemente do repertório apresentado, você pode ter a certeza de que o papo musical aqui é de alto nível, com belas vocalizações, instrumental enxuto e repleto de canções famosas. Se você sente saudade do espírito musical da música brasileira dos anos 70, é uma boa pedida!

 

MARTINHO DA VILA

9 – Teatro Bradesco – São Paulo

Que ele é um sambista de primeira grandeza, não qualquer dúvida, mas já faz tempo que os shows do malemolente Martinho carecem de algum tipo de novidade.  Tomara que tal estado de coisas mude nestas apresentações, nas quais ele vai mostrar algumas canções de seu mais recente álbum, De Bem com a Vida, além de inserir algumas canções clássicas de seu repertório. Arrisque!

 

LECI BRANDÃO

10 – SESC do Carmo – São Paulo

Neste show, a tradicionalíssima cantora vai interpretar sambas de sua autoria, que resgatam uma sonoridade há muito tempo deixada de lado pelas novas gerações, que vivem a cultuar “pagodeiros açucarados” cultuados por periguetes sem cérebro. Além disto, Leci vai dar aula de samba ao interpretar de composições de Tom Jobim, Cartola e Paulinho da Viola. Quer aprender o que é samba de verdade? Esta é uma boa oportunidade…

 

MARLEY MUNROE & ADAM LASHER

11 – Bourbon Street – São Paulo

Cantora oriunda de Nova Iorque e hoje radicada em Los Angeles, Munroe é daquelas cantoras com ótima voz que faz um tipo de soul que mais parece um rock pop suingado, o que só me leva a pensar que a comparação que andam fazendo dela com a Gladys Knight é coisa de quem andou fumando erva-cidreira estragada. Ela estará acompanhada de Adam Lasher, um cantor/guitarrista passou pelo American Idol em duas temporadas e que tem como fato significante – ou não – de ser sobrinho do lendário guitarrista Carlos Santana. Arrisque!

 

 

KLEITON & KLEDIR

12 – Imperator – Rio de Janeiro

Os dois irmãos apregoam uma carreira que dura quatro décadas, mas esquecem de dizer que grande parte dela foi vivida em intenso ostracismo. Também, não é para menos: quando suas canções mais conhecidas são porcarias “Deu Pra Ti” e “Paixão”, a aposentadoria seria mais que bem vinda. Só que agora a dupla resolveu arrecadar uns “caraminguás” das tias solteironas e cheias de amor para dar – para qualquer um -, que certamente cantarão a plenos pulmões os versos “Amo tua voz e tua cor/e teu jeito de fazer amor/revirando os olhos e o tapete/suspirando em falsete/coisas que eu nem sei contar/ser feliz é tudo que se quer/ah! esse maldito fecho éclair/de repente a gente rasga a roupa/e uma febre muito louca/faz o corpo arrepiar/depois do terceiro ou quarto copo/tudo que vier eu topo/tudo que vier, vem bem/quando bebo perco o juízo/não me responsabilizo/nem por mim, nem por ninguém”. Nem o Wando faria pior…

 

ULISSES ROCHA & UR3

12 – JazzB – São Paulo
Um dos mais extraordinários violonistas que este País já produziu, ele montou o trio UR3 para apresentar alguns dos temas que serão incluídos no álbum que vão lançar em breve. Ainda não ouvi qualquer som desse grupo, mas como conheço bem a obra de Ulisses, duvido que ele não venha com algo no mínimo sensacional. Pode ir sem susto e voltar para casa de queixo caído.

 

DIAS NÓRDICOS”

12 e 13 – SESC Avenida Paulista – São Paulo

Outro evento bastante interessante, esse festival vai apresentar artistas dos quais eu sinceramente nunca ouvi falar, como The Hearing (Finlândia), Wangel (Dinamarca), Hulda (Ilhas Faroe), Da Bartali Crew (Groelândia) e BirdPeople (Ilhas Åland). Se você for curioso como eu, já sabe o que fazer nos referidos dias.

 

 

 

 

ROBERTA CAMPOS

13 – Centro Cultural Unibes – São Paulo

Ela ainda está a caminho de se tornar uma artista diferenciada, embora suas canções passem longe da babaquice adolescente e ela nitidamente sabe o que fazer com seu violão. Roberta precisa apenas tomar cuidado com o excesso de doçura em cima do palco e terminar de vez com as desafinações que sempre marcam seus shows. Quem sabe nesta apresentação beneficente, na qual irá se apresentar sozinha no palco, ela tome um cuidado maior nesses quesitos…

 

RAÇA NEGRA & AMIGOS

13 – Auditório Araújo Vianna – Porto Alegre

Quando você pensa que nada pode tornar o Brasil um lugar pior, surge este show, em que o vocalista Luis Carlos e seus cúmplices vão receber convidados que sequer foram anunciados para que não provoquem uma debandada geral do público. Que a plateia esteja preparada para sentir tonturas e náuseas incessantes. Ou não, dependendo da falta de critério seletivo de cada um…

 

ED MOTTA

13 – Bourbon Street – São Paulo

Aqui também você tem garantia de boa música. Ed sabe das coisas, é uma enciclopédia ambulante e trata de colocar todo o seu conhecimento nas canções e arranjos que constrói. O repertório é repleto de canções internacionais de bandas e artistas razoavelmente obscuros para o povaréu brasileiro que tocaram muito nas rádios das décadas de 70 e 80 – tipo os ótimos Shalamar, McFadden &Whitehead, BB&Q Band e muitos outros -, juntamente com algumas poucas canções do próprio Ed, tudo tocado com um esmero de deixar qualquer um de queixo caído. Não perca esse show de forma alguma!

 

SÁ & GUARABYRA

13 – SESC Pompéia – São Paulo

Em mais de 40 anos de carreira, esta dupla foi fundamental para a sedimentação de um estilo que passou a ser conhecido como “rock rural”, uma mistura country, sertanejo “de raiz”, baião, xote e xaxados. Construíram um repertório repleto de ótimas canções, muitas delas verdadeiros exercícios de sofisticação harmônicas nordestinas e com letras com achados poéticos de primeira grandeza. Não perca!

5 respostas

  1. Prezado Regis, apenas uma correção em relação ao trecho sobre o show de Marley Munroe & Adam Lasher: a grande cantora Gladys Knight continua viva e em plena forma. No mais, outro excelente e sincero roteiro de shows. Abraços!

    1. Putz, que mancada a minha! É tanta gente importante morrendo no meio musical e eu acabei me confundindo… Obrigado pela correção e pelo elogio, Gereissat!

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