THE ADDICTS

8 – Carioca Club – São Paulo

Veteraníssima banda inglesa surgida em 1975 e que foi embalada dentro do universo punk desde os primórdios, o quinteto liderado pelo carismático vocalista Keith Monkey Warren continua na ativa e volta ao Brasil para divulgar seu álbum mais recente, o bom And It Was So!, lançado em 2017. Obviamente que o show vai ser preenchido com ótimas canções do passado e algumas mais atuais, mas o importante é presenciar tudo em cima do palco e, claro, com o visual “droog” de seus integrantes, cuja referência é obviamente a gang de vilões do antológico filme Laranja Mecânica, dirigido por Stanley Kubrick. Será daqueles shows divertidíssimos, para sair com a roupa encharcada de suor e um sorriso no rosto.

 

TIM BLAKE

8 – SESC Belenzinho – São Paulo

Para quem curte as maluquices progressivo/eletrônicas dos anos 70, seu nome é bem familiar, já que ele foi integrante do Gong anos 70, tendo gravado com o grupo alguns discos importantes para o estilo, como Flying Teapot e Angel’s Egg (ambos de 1973), e You (1975). Seu trabalho como tecladista continuou dois anos depois com seu projeto multieletrônico Crystal Machine, se alinhando a colegas como o pessoal do Tangerine Dream, e vem recentemente se apresentando como integrante do loucaço e redivivo Hawkwind. Dito isso, é preciso que você tenha a exata noção da importância dele quando estiver presenciando as experimentações sonoras que ele proporcionará ao público. Esteja preparado para o embarque e boa viagem!

 

RAÇA NEGRA e LEONARDO

8 – Espaço das Américas – São Paulo

Promover dois shows desse naipe na mesma noite e no mesmo local só poder ser um plano maligno de algum vilão que deseja controlar a Humanidade começando pela contaminação de olhos e ouvidos de quem presenciar esse troço. Deus me livre! Fujam todos para as montanhas!

 

JORGE BEN JOR

8 e 9 – Circo Voador – Rio de Janeiro

Olha, a verdade precisa ser dita: se você viu um show do Benjor, viu todos. A diferença aqui é que o grão mestre do balanço está com uma banda mais enxuta e isto certamente vai trazer uma sonoridade um pouquinho diferente ao caminhão de hits que ele costuma apresentar em suas animadas apresentações. Se você ainda não viu o “Babulina” em ação, talvez seja a hora…

GERALDO AZEVEDO

8 e 9 – SESC Pinheiros – São Paulo

Um dos grandes – e subestimados – nomes do que de melhor a música brasileira produziu a partir dos anos 70 vai dar um tempo em seu tradicional repertório e vai mostrar um show calcado em frevos, maracatus e outros estilos mais regionais. Pode ser uma experiência interessante vê-lo trafegando por outras paragens sonoras…

 

TULIPA RUIZ

8 e 9 – SESC Belenzinho – São Paulo

Um dos grandes destaques da nova geração de cantoras brasileiras, ela vem se tornando um exemplo de como uma grande voz pode propiciar um belo show. O repertório é bacana – centrado agora em seu mais recente e ótimo álbum, Dancê -, Tulipa é carismática e a banda que a acompanha segura muito bem a onda. Você vai sair do show com vontade de comprar o disco da garota. Pode apostar!

 

NEY MATOGROSSO

8 e 9 – Vivo Rio – Rio de Janeiro

Ele apresenta agora um novo espetáculo, Bloco na Rua, no qual vai mostrar um repertório que fica meio longe de seus tradicionais hits, incluindo versões de canções alheias, aliado a arranjos quase brilhantes. É ainda um show com uma abordagem mais pop, em que Ney resgata “Eu Quero é Botar Meu Bloco Na Rua”, clássico de Sergio Sampaio, “O Beco”, dos Paralamas do Sucesso e “Mulher Barriguda”, dos Secos & Molhados. É um show obrigatório para quem gosta de música como arte. Pena que tenha gente que não entenda isso e fique gritando “te amo”, “gostoso” e outras babaquices nos intervalos entre as canções e até mesmo durante as mesmas, o que é um porre…

 

FERNANDO & SOROCABA

9 – Credicard Hall – São Paulo

Apesar de a dupla anunciar que esse é um novo show, aposto quanto você quiser que não haverá nenhuma – sim, NENHUMA! – alteração digna de nota em relação ao que vinham apresentando até então em cima dos palcos, ou seja, continuará a se equiparar ao que de pior existe neste cenário horrível das duplas sertanejas. Sabe por que escrevo isto com total convicção? Porque falta aos dois um troço chamado “ousadia” para mudar o discurso de sempre, recheado de “hinos de cornos” e celebrações às “baladas”. Como a plateia é incapaz de pedir algo diferente, todos ficam felizes e contentes em sua estupidez, vestidos como cowboys que nunca sujaram as botas de lama na vida. Passe longe desta ‘gororoba’!

 

“LÓKI 4.5 – TRIBUTO AO CLÁSSICO DE ARNALDO BAPTISTA”

9 – Centro Cultural São Paulo – São Paulo

O baixista do finado Cachorro Grande, Rodolfo Krieger, resolveu organizar uma homenagem ao lendário álbum Lóki, de Arnaldo Baptista, montando uma banda com os amigos e chamando o tecladista Charlie Coombes – irmão do Gaz Coombes, ex-Supergrass – e o sempre desafinado Helio Flanders, do Vanguart. Se ficar com vontade de ir, estará por sua conta e risco. Depois não diga que não avisei…

 

DI MELO

9 – Itaú Cultural – São Paulo
Bastante cultuado por um círculo de fãs — que incluem DJs e adoradores de soul music de várias partes do mundo – de seu disco homônimo lançado em 1975, o cantor e compositor pernambucano vai mostrar também algumas canções de seu irregular O Imorrível. Só a presença das canções de seu primeiro álbum já faz este show valer a pena, mas torça para que Di Melo tenha parado de desafinar tanto ao vivo…

 

LEPROUS

10 – Carioca Club – São Paulo

A banda norueguesa conseguiu a proeza de encaixar vocalizações chorosas em uma espécie de prog metal bem tocado, mas tão inofensivo em termos de timbres e ousadia quanto um chihuahua anestesiado. Como estão promovendo um xaroposo disco lançado em 2017, Malina, a premissa é de um show que só vai contagiar aqueles que acham o Dream Theater muito agressivo. Tô fora!

 

NÁ OZZETTI e ZÉ MIGUEL WISNIK

10 – Auditório Ibirapuera – São Paulo

Ela ainda é uma ótima cantora e foi a primeira a interpretar e gravar as chatíssimas canções compostas por José Miguel Wisnik, um intelectual que pode até gostar muito de música, mas não sabe como fazê-la. É uma apresentação indicada apenas para quem quer fazer de conta que é ‘antenado’ com aquilo que Caetano Veloso dá a benção. Mesmo contando com as participações da cantora Jussara Silveira e do violonista Luiz Tatit, não dá para sentir vontade de sair de casa para ouvir as músicas do álbum Ná e Zé, que a dupla lançou em 2015.

 

PASSENGER

10 – Cine Joia – São Paulo

Esse é o nome artístico do cantor/violonista/compositor inglês Mike Rosenberg, que conseguiu um grande hit com uma canção bastante singela, “Let Her Go”, que mais parece uma daquelas músicas que fazem a alegria das moças que se derretem pelo Jack Johnson. Embora tenha uma discografia extensa, nenhum álbum se sobressai, já que sias canções são prejudicadas pelo irritante timbre de voz de Rosenberg, que parece um moleque de 14 anos depois de aspirar uma bexiga. É um showzinho indicado para casais de namorados que acabaram de fazer as pazes depois de um “dr”.

 

JOÃO BOSCO

10 – Imperator – Rio de Janeiro

Com mais de quatro décadas de carreira, um dos maiores violonistas do planeta – não, não estou brincando, é sério – vai dar uma repassada em seu imenso repertório de maneira técnica e brilhante, agora com uma abordagem mais intimista: apenas ele e seu violão. Vai tocar muitas de suas canções mais famosas e certamente vai conversar com a plateia, explicando detalhes a respeito dos arranjos, compositores e da maneira como ele pensou cada uma delas. Preste atenção ao domínio que ele tem do instrumento, algo próximo do assombroso. Imperdível!

 

FRANK SOLARI

10 – SESC Belenzinho – São Paulo

Quem é guitarrista faz sinal de reverência quando ouve o nome do extraordinário instrumentista gaúcho que hoje faz parte da banda da Baby do Brasil. Quem não é deveria fazer o mesmo. Não importa o que ele vai tocar neste show: rock, fusion, covers ou o diabo a quatro. Vá e saia do local com o queixo caído. Simples assim.

 

MARCELO GROSS

10 – Centro Cultural São Paulo – São Paulo

O ex-guitarrista do Cachorro Grande vai mostrar as canções de seus dois bons discos em carreira solo, Use o Assento Para Flutuar (2014) e Chumbo & Pluma (2017), ao lado de uma banda de apoio bem interessante. É uma boa pedida pelo simples fato de que ele consegue incutir em seu som as influências de Faces, Rolling Stones e de outros nomes do blues rock sem abrir mão de sua própria personalidade como guitarrista.

 

RICARDO VIGNINI

10 – Itaú Cultural – São Paulo
Conhecido por seu trabalho com o ótimo duo Moda de Rock e por ser um incansável produtor e pesquisador das sonoridades da verdadeira música sertaneja, o extraordinário violeiro vai lançar seu novo álbum, Viola de Lata, e dar uma verdadeira aula do instrumento, contando ainda com as participações especiais do guitarrista Tuco Marcondes e da cantora Socorro Lira. Não perca essa apresentação de maneira alguma, pois ela pode mudar sua vida para melhor!

 

TERRIE ODABI

13 – Bourbon Street – São Paulo

Os Estados Unidos são um verdadeiro celeiro de ótimas cantoras que, de tempos em tempos, aportam no Brasil e nos surpreendem positivamente. É o caso dessa moça, que vem constantemente sendo indicada a vários prêmios dentro do universo da nova cena do blues americano. Transitando também com grande desenvoltura pelo soul, ela consegue cativar qualquer plateia. Pode assistir sem susto!

 

ROGÉRIO BOTTER MAIO QUARTETO

13 – JazzB – São Paulo
O excelente contrabaixista, compositor, arranjador e produtor com uma carreira de quase quatro décadas tem no modo como mistura o jazz a uma infinidade de ritmos brasileiros um dos pontos altos da verdadeira aula de liberdade e improvisação musical que sempre apresenta nos palcos. Vale por um workshop!

 

SAXON

13 – Opinião – Porto Alegre

Apesar de ter lançado um bom disco no ano passado, Thunderbolt, todo mundo que vai a um show do grupo inglês quer mesmo ouvir os grandes clássicos do passado, um festival de canções antológicas que fazem escorrer uma lágrima no rosto de quem é saudoso da época da new wave of british heavy metal. De minha parte, já vi um bom número de apresentações da banda para sair de casa novamente para conferir mais um show, mas se você ainda não viu o quinteto em cima do palco, recomendo e muito!

 

ANDRÉ MEHMARI TRIO

14 – JazzB – São Paulo
O ótimo pianista, arranjador, compositor e multiinstrumentista vai apresentar com seu trio as canções do disco que lançou recentemente, Na Esquina do Clube com o Sol na Cabeça , uma homenagem explícita ao famoso “Clube da Esquina” com uma sonoridade mista de MPB e jazz de alta qualidade. Pode ir sem susto!

 

MARCELO D2

14 – Opinião – Porto Alegre

Podem falar o que quiserem, mas a fórmula “rap + samba” deste cara é muito bem temperada, com consistência instrumental e letras espertas, ideais para o estilo. Nos shows, isto costuma tomar uma proporção ainda mais contagiante, desde que D2 deixe lado os longos discursos e os papos furados que costumam permear suas apresentações e se concentre em cantar, ao lado de sua sempre competente banda de apoio. Se fizer isso, é showzão.

 

THE BAGGIOS

14 – Centro Cultural São Paulo – São Paulo

O som do agora trio sergipano – Julio Andrade (guitarra/vocal) e Gabriel Carvalho (bateria) adicionaram o tecladista Rafael Ramos – é uma das coisas mais legais surgidas no rock nacional nos últimos anos. E antes que você pense em fazer qualquer comparação com o Black Keys e, pior, com o finado White Stripes, pode parar: as canções dos caras têm uma pegada setentista com um verniz regional interessantíssimo. Além disso, os caras estão lançando um novo disco, Vulcão. Não deixe de assistir!