“É Show ou é Fria”: 9 a 15/11

DIMMU BORGIR

9 – Tropical Butantã – São Paulo
Divulgando seu mais recente álbum, o interessante Eonian, lançado meses atrás, o grupo norueguês de black metal vai mostrar como colocar ideias sinfônicas dentro do estilo com um raro senso melódico e harmônico. É uma pena que um show deste tipo não possa ter a presença constante de uma orquestra. Para quem conhece o som do grupo, será um prato cheio; para quem não conhece, é uma boa pedida para derrubar certos preconceitos sonoros.

 

MARIA RITA

9 – Theatro NET – São Paulo

Demorou um pouco para que grande parte do público levasse a filha de Elis Regina a sério como cantora. E não há nada de errado com o mundo quando se percebe que ela melhorou muito como cantora e, principalmente, na escolha do repertório de seus shows. Há uma dose maior de espontaneidade em suas apresentações e o fato de fazer esses shows acompanhada apenas pelo pianista Tiago Costa vai mostrar uma faceta mais intimista. Para quem nunca a viu em cima do palco, vale a pena dar uma arriscada…

 

TERESA CRISTINA

9 – SESC Pompéia – São Paulo

Apadrinhada por Caetano Veloso, ela é uma cantora de boa voz, sem sombra de dúvidas. Se neste espetáculo ela se propôs a revisitar o repertório de Noel Rosa, a probabilidade de você encontrar uma bela e delicada apresentação ao som do violão de Carlinhos Sete Cordas é muito grande. Arrisque!

 

MATHEUS & KAUAN

9 – Credicard Hall – São Paulo

Qual motivo faria qualquer pessoa com uma mínima capacidade cerebral sair de casa para assistir a mais uma dessas 3.259 duplas que existem por aí fazendo o mesmo som, cantando as mesmas letras horríveis e fazendo as mesmas coreografias patéticas em cima de um palco? Sério, faça essa pergunta a si mesmo…

 

ALEXANDRE PIRES

9 – Auditório Araújo Vianna – Porto Alegre

Só tem uma coisa que é tão ruim quanto esse “pagode xexelento” que anda por aí: é alguém que faz um “pagode xexelento” ainda mais romântico e travestido de uma “classe” tão verdadeira quanto uma nota de R$ 30. Assim é um show do ex-vocalista do Só Pra Contrariar, um negócio tão açucarado que, para evitar acidentes, deveria ter um detector de diabéticos na porta do show. Só que agora ele percebeu que isso não cola mais e resolveu piorar ainda mais as coisas com um tal de “Bailão do Nego Veio”, no qual ele resgata canções dos anos 90, tipo “O Canto da Cidade da Daniela Mercury, “Liberar Geral” do Terra Samba, “Cheia de Mania” do Raça negra” e “Domingo” de sua ex-banda, o Só Pra Contrariar! E ainda promete fazer três horas de show!!! Se isso não for o Apocalipse, não sei mais o que será…

 

TONINHO FERRAGUTTI

9 – JazzB – São Paulo

Um dos melhores acordeonistas da música brasileira, ele será acompanhado de seu quinteto para mostrar as boas composições de seus discos, sempre influenciados pela mistura de chorinho e jazz com sonoridades até certo ponto exóticas de outras culturas. Será um show bastante “classudo”, repleto de sofisticação e improvisos.

 

CHITÃOZINHO & XORORÓ

9 – Teatro Positivo – Curitiba

Se você estiver esperando por novidades, nem passe perto da porta deste show. Agora, se você nunca foi a uma apresentação deles e tem certa curiosidade, esta é uma boa oportunidade. Acontece que a dupla está mais do que nunca se afastando daquelas baladas “dor de corno” horrorosas do passado e investindo em uma sonoridade bastante próxima do country rock, o que não deixa de ser uma boa notícia. Isso sem contar que a banda de apoio é uma das melhores da praça. Se você não for um cara preconceituoso, a hora é agora…

 

CÉU

9 e 10 – SESC Pompéia – São Paulo

Boa cantora em disco e um pouco irregular ao vivo, ela se tornou um dos mais celebrados nomes da nova safra de cantoras brasileiras. Neste show ela vai mostrar canções de seus bons álbuns – incluindo o mais recente, Tropix -, o que é uma excelente pedida para quem não acredita que a música nacional vai além das “Anittas da vida”…

 

KREATOR e ARCH ENEMY

9 – Opinião – Porto Alegre

11 – Armazém – Fortaleza

14 – Studio 5 – Manaus

Não é sempre que presenciamos as apresentações de duas bandas de primeira linha dentro da cena do metal mundial em uma única noite. Os alemães do Kreator estão melhores do que nunca em cima do palco, entregando um show absurdamente poderoso, com um repertório de pauladas capazes de entortar os pescoços de todo mundo. O mesmo vale para o quinteto sueco, que não perdeu nada e sua potência com a entrada da vocalista Alissa White-Gluz. Pode crer que será um evento imperdível!

 

BRITISH LION

9 – Circo Voador – Rio de Janeiro

11 – Cine Joia – São Paulo

13 – Opinião – Porto Alegre

A julgar por aquilo que ouvi no único álbum-solo que o líder incontestável do Iron Maiden gravou e pelos vídeos dos shows que assisti na internet, Steve Harris terá na plateia apenas alguns de seus mais fanáticos “torcedores”. O baixista já avisou que não vai tocar nada de sua banda principal e sim concentrar o repertório nas fraquíssimas canções que originaram esse equivocado trabalho. Para quem resolver ir, um aviso: tente se divertir, se for capaz…

 

MARCELO D2 & GABRIEL O PENSADOR

10 – Audio – São Paulo

Muito provavelmente, os dois vão fazer apresentações isoladas para se unirem no final, em alguma tentativa de final apoteótico de hip hop. Para quem é chegado na sonoridade dos dois, pode ser uma noite bem divertida. Arrisque!

 

FÁBIO JR.

10 – Auditório Araújo Vianna – Porto Alegre

Não adianta anunciar a estreia de um “novo show”. Da mesma forma como acontece com Roberto Carlos, Fábio Jr. também vem há muito tempo apresentando um show bastante burocrático. Mas ao contrário do “Rei”, o pai do tal de Fiuk é um roqueiro enrustido e sacana, que sabe que um pouco de espontaneidade é caminho certo para cativar ainda mais as suas fãs, que nunca cessam de gritar em suas apresentações. De uma coisa você pode ter certeza: a banda de apoio do cantor é sempre um time de primeira grandeza em termos instrumentais. Já as músicas…

 

THIAGUINHO

10 – Carioca Club – São Paulo

Pouco importa que ele esteja lançando um novo disco/DVD. Embora seja um cara carismático em cima do placo, Thiaguinho desperdiça isto com um repertório de porcarias vexaminosas, que só entusiasma periguetes e candidatas a tal. Sem contar que, ao vivo, sua voz não é lá essas coisas, o que não ajuda em nada a tornar seu show um evento imperdível. Pelo contrário: é preferível ficar em casa assistindo ao videotape de Guarani x Náutico, disputado em uma terça-feira chuvosa.

 

PITTY

10 – Teatro Positivo – Curitiba

Os shows da cantora e de sua boa banda sempre foram relevantes apenas para quem tinha idade mental inferior a dezessete anos. A questão agora é que ela está em uma nova fase, aberta a outras sonoridades, o que é um perigo no caso dela – vide as pavorosas músicas novas que ela lançou recentemente, “Contramão” e “Te Conecta”. É óbvio que ela vai manter a pegada roqueira de seus trabalhos anteriores em cima do palco, mas… Bem, vá por sua conta e risco.

 

JOYCE MORENO

10 – Cine Theatro Brasil – Belo Horizonte

Ótima e delicada cantora e compositora, Joyce vai certamente apresentar um repertório de altíssimo nível, fazendo um apanhado de sua extensa carreira e ainda contando com uma banda de apoio excelente, com destaque para o seu marido, o cultuado baterista Tutty Moreno. Vale a pena presenciar esse show!

 

JOÃO BOSCO

10 – Cine Theatro Brasil – Belo Horizonte

Com mais de quatro décadas de carreira, um dos maiores violonistas do planeta – não, não estou brincando, é sério – vai dar uma repassada em seu imenso repertório de maneira técnica e brilhante, agora com uma abordagem mais intimista: apenas ele e seu violão. Vai tocar muitas de suas canções mais famosas e certamente vai conversar com a plateia, explicando detalhes a respeito dos arranjos, compositores e da maneira como ele pensou cada uma delas. Preste atenção ao domínio que ele tem do instrumento, algo próximo do assombroso. Imperdível!

 

ARI BORGER

10 – SESC Belenzinho – São Paulo

Toda vez que alguém me diz que não há mais jovens talentos na música brasileira, respondo que rola justamente o contrário e cito o nome deste extraordinário tecladista, especialista em órgão Hammond B3 no blues e no jazz, que já tem uma discografia excelente. Lançando seu mais recente trabalho — o ótimo Rock ‘n’ Jazz -, Borger vai impressionar pelo grande som que faz com seu trio e honrar as influências de Jimmy Smith e Ramsey Lewis. Showzaço!

 

IRA!
10 – Circo Voador – Rio de Janeiro

Aqui está uma ótima oportunidade para quem ainda viu a dupla Nasi e Edgard Scandurra novamente em ação, pois ambos e mais alguns músicos de apoio vão apresentar na íntegra o – tardiamente – celebrado álbum Psicoacústica, que completou recentemente seu 30º aniversário de lançamento. E na abertura vai rolar um show do DeFalla com a sua nova formação, Vá com tudo!

 

HAMMOND GROOVES

10 – JazzB – São Paulo

Aqui está um exemplo de apresentação que você não pode perder em hipótese alguma. Este trio – capitaneado por Daniel Latorre, um dos maiores experts em órgãos Hammond da América Latina – sempre faz shows espetaculares justamente tendo este lendário instrumento guiando baixo e bateria em levadas instrumentais sensacionais. Para “piorar”, o repertório é lotado de composições de Jimmy Smith, Booker T & The MG’s, Wes Montgomery, John Patton, Dr. Lonnie Smith, George Benson, Jimmy McGriff, Miles Davis, John Coltrane, Medeski, Martin &Wood e mais um monte de coisas bacanas do “jazz boogaloo”. Além disso, preste muita atenção aos sons do primeiro álbum dos caras, Funktastic. Simplesmente imperdível!

 

OSWALDO MONTENEGRO

10 – Teatro do Bourbon Country – Porto Alegre

Já vi muitos músicos ruins na vida. Ruins, muito ruins. Mas talvez seja pior ver um artista chato, que faz canções chatas, com letras chatas, que prega um discurso chato e faz arranjos chatos. Músicos ruins podem ser engraçados, mas o artista chato é apenas… chato. Ninguém personifica isso como Oswaldo Montenegro. Não importa que ele esteja estreando um novo show, batizado como Serenata. Ele sempre é capaz de fazer adormecer uma manada de rinocerontes enfurecidos, de fazer gente dormir plantando bananeiras nas cadeiras dos teatros. Deus, como isto é chato…

 

NOEL GALLAGHER’S HIGH FLYING BIRDS

10 – Km de Vantagens Hall – Belo Horizonte

Estava na cara que o ex-guitarrista do Oasis iria mandar muito bem em sua carreira solo. Vem lançando álbuns excelentes, está com uma banda afiada nas apresentações ao vivo e sempre capricha no repertório. Vai ser um belo show!

 

CAETANO VELOSO

10 – Km de Vantagens Hall – Rio de Janeiro

14 – Credicard Hall – São Paulo

Em um show chamado de “Ofertório”, ele se apresenta ao lado de seus filhos Moreno, Zeca e Tom. Ainda não tive a oportunidade de assistir a essa “reunião em família”, mas uma apresentação de Caetano Veloso jamais deve ser ignorada. Para o bem e para o mal…

 

EDUARDO COSTA

10 – Credicard Hall – São Paulo

14 Teatro Positivo – Curitiba

Esse cantor é mais um destes “sertanejos” a infestar o show business com músicas dor-de-corno e aquele romantismo piegas que só impressiona quem tem miolo mole. Para piorar, o cara tenta imitar o Leonardo na cara dura. Deus do céu, quando este tipo de praga vai acabar?

 

JUDAS PRIEST, ALICE IN CHAINS e BLACK STAR RIDERS

10 – Allianz Parque – São Paulo

11 – Km de Vantagens Hall – Rio de Janeiro

14 – Km de Vantagens Hall – Belo Horizonte

Nem preciso escrever que é absurdamente obrigatório presenciar as apresentações dessas três bandas em um mesmo local, mesmo que o Judas não conte mais com a presença de seu líder incontestável, o guitarrista Glenn Tipton, que padece do mal de Parkinson e que vem sendo substituído por Andy Sneap, o produtor do mais recente álbum do grupo, Firepower. Tem que assistir!

 

ANDRÉ ABUJAMRA

11 – Unibes Cultural – São Paulo

Aqui o velho maluco – no bom sentido, claro – vai mostrar as canções de seu mais recente projeto musical. Omindá, em que mais uma vez se propôs a misturar a música brasileira com sonoridades da península dos Bálcãs e da Armênia, ritmos africanos e latinos, reggae, música indiana e o que mais pintar em sua cabeça doida. Não é um show para quem tem dificuldades em assimilar diversas informações sonoras e cênicas ao mesmo tempo, da mesma forma que as canções não são palatáveis para gostos redundantes. É sim indicado para quem tem a mente e os ouvidos abertos e sem preconceitos.

 

ROSA DE SARON

11 – Carioca Club – São Paulo

Os integrantes são bons músicos, aquela coisa toda, mas canções deste grupo gospel são muito, mas muito chatas. É um chororô que beira o insuportável, ainda mais porque o grupo anda agora sendo muito influenciado em termos sonoros pelo pavoroso Creed. Jesus Cristo, que troço chato… Ah, na abertura vai rolar show de um tal de Colo de Deus.

 

THE RASMUS

11 – Tropical Butantã – São Paulo
Imagine se os Jonas Brothers fossem um quinteto e resolvessem imitar o som do Coldplay. É mais ou menos isso que você vai encontrar caso cometa a insanidade de sair de casa para assistir a esse grupelho finlandês. Pelo amor de Deus, vá fazer outra coisa…

 

ROBERTA CAMPOS

11 – Bourbon Street – São Paulo

Ela ainda está a caminho de se tornar uma artista diferenciada, embora suas canções passem longe da babaquice adolescente e ela nitidamente sabe o que fazer com seu violão. Roberta precisa apenas tomar cuidado com o excesso de doçura em cima do palco e terminar de vez com as desafinações que sempre marcam seus shows. Quem sabe nesta apresentação, na qual irá se apresentar acompanhada apenas pelo ótimo pianista Yaniel Matos – que vai tocar apenas um violoncelo! – ela já tenha driblado tais dificuldades…

 

FERRUGEM

11 – Km de Vantagens Hall – Rio de Janeiro

Nunca tinha ouvido falar desse moço. Fui conferir suas músicas e tive a plena certeza que perdi preciosos minutos de minha vida só para ter a oportunidade de dizer a você: já sei onde NÃO estarei…

 

A COR DO SOM

12 – Vivo Rio – Rio de Janeiro

Sei que pode parecer incrível, mas a volta do grupo, com a sua formação original, é altamente recomendável. Não tanto pelas canções com vocais que vão apresentar – “Abri a Porta”, “Palco” etc -, mas principalmente pelos temas instrumentais que irão mostrar. Caso você não saiba, os caras são músicos de primeira linha e quando botam para quebrar nesta seara, sai de baixo!

 

MGMT

13 – Auditório Araújo Vianna – Porto Alegre

14 – Circo Voador – Rio de Janeiro

Quando enveredavam pela psicodelia eletro-rock dançante, o MGMT era um dos troços mais insuportáveis desde os tempos em que homens de Neandertal batucavam com pedaços de ossos dentro das cavernas. Como a banda mudou o som e ficou ainda mais dançante, com influências de synthpop, veio a surpresa; tudo piorou muito! Assistir a dupla Andrew VanWyngarden e Ben Goldwasser é o mesmo que ir a uma balada só de gente com sérios problemas de coordenação motora tentando fazer as coreografias para um clipe do Kraftwerk. Que roubada!

 

VINNY APPICE

13 –Grainne´s Pub – Campinas (SP)

14 – Villa Blues – Botucatu (SP)

15 – Manifesto Bar – São Paulo

O ex-baterista do Black Sabbath e do Heaven & Hell vem ao Brasil para fazer “show cover de luxo”, pois vai se apresentar ao lado de uma ótima banda de apoio – o ex-guitarrista do Dr. Sin, Edu Ardanuy, mais o vocalista Nando Fernandes (ex-Hangar) e o baixista Fernando Giovannetti, do Armored Dawn – para tocar na íntegra um dos melhores e mais subestimados álbuns de sua ex-banda, Mob Rules, de 1981. Vale pela curiosidade…

 

BLOCO DA PRETA

14 – Audio – São Paulo

Como é que é???????? “Bloco” da Preta Gil???????? HAHAHAHA HAHAHAHA HAHAHAHA HAHAHAHA HAHAHAHA HAHAHAHA HAHAHAHA HAHAHAHA HAHAHAHA HAHAHAHA HAHAHAHA HAHAHAHA HAHAHAHA HAHAHAHA HAHAHAHA HAHAHAHA HAHAHAHA!!!

 

ELZA SOARES

14 – Cine Joia – São Paulo

Assistir a uma apresentação desta outrora grande cantora é testemunhar o quão bizarro pode ser o show business brasileiro. Até concordo que a voz dela é inconfundível. Só que a esta altura do campeonato, isto não significa algo agradável. Pelo contrário. Elza continua exagerando absurdamente em suas cantorias, desafinando horrores e nem mesmo o fato de apresentar neste show algumas canções de seu mais recente álbum, o estranho A Mulher do Fim do Mundo pode atenuar este defeito. Vergonha alheia em grau master, principalmente por sempre haver bobalhões “baba ovos” na plateia. Fuja disso!

 

STEEL PULSE

14 – Espaço das Américas – São Paulo

Dentro do festival Reggae Live Station que vai rolar no dia, a banda inglesa será a mais importante atração, já que tem uma longeva e digna carreira, recheada de discos sensacionais e com a fama de fazer apresentações arrasadoras. Vão rolar também shows do Groundation e da Dezarie, mas não perca a banda liderada pelo carismático vocalista/guitarrista David Hinds!

 

PAULINHO DA VIOLA convida VELHA GUARDA DA PORTELA e CRIOLO

14 – Fundição Progresso – Rio de Janeiro
Se você é daqueles que grita a palavra “samba” toda vez que assiste a um desses ‘trocentos’ grupos de pagode xexelentos que andam por aí, recomendo que pegue a sua ‘patroa’ e vá a este show. Nele, o “Príncipe do Samba” vai dar uma verdadeira aula a respeito do significado real do gênero musical, resgatando canções de uma época em que cada letra era praticamente um poema e trazendo de volta os integrantes de uma comunidade de músicos, cantores e compositores quase lendários. Pode apostar que Criolo, que fará uma participação especial, vai se ajoelhar perante essa turma.

 

PONTO DE EQUILÍBRIO

14 – Imperator – Rio de Janeiro

O cenário do reggae no Brasil é uma lástima, com dezenas de grupo fazendo um som chinfrim e com uma postura de palco tão carismática quanto um cacto seco. Este octeto carioca – que alega ter uma carreira de dezoito anos! – não é exceção. As letras são terríveis, o discurso “igualdade, amor e justiça” provoca vergonha alheia em quem realmente segue a “filosofia rasta” e som medíocre, que dá a impressão de ser uma única música tocada em “loop”, só não é pior que o timbre do vocalista Hélio Bentes, que canta como se tivesse engolido uma bexiga de aniversário não muito cheia de ar. Para quem, como eu, que adora o reggae de Bob Marley, Peter Tosh, Dennis Brown, Gregory Isaacs e de bandas como Steel Pulse, Big Youth, Aswad, Heptones e Gladiators, ouvir o Ponto de Equilíbrio faz os ouvidos sangrarem em esguicho…

 

EMICIDA

14 – SESC Bom Retiro – São Paulo

Indo em uma direção oposta ao mau humor de certa corrente do rap nacional, Emicida procura usar da poesia inteligente, com uma qualidade muito acima do se ouve por aí. Para melhorar ainda mais, seu DJ manda ver em bases pesadas, bem na linha “old school”, lembrando uma época em que o hip hop ainda usava o som da caixa de bateria e não palmas para marcar o ritmo. Só que nestes shows a tônica será dada pelo mais recente trabalho do cara, o DVD 10 Anos de Triunfo. Experimente derrubar o seu preconceito!

 

JOHNNY HOOKER

15 – Auditório Ibirapuera – São Paulo

Seus discos são pretensiosos e chatos pra cacete, sua tentativa em imitar o timbre de voz da Cássia Eller é irritante e… e… Quer saber? Hooker é daqueles caras que julgam que “esquisitice” é o caminho mais fácil para a adoração de baba-ovos – vide seu mais recente álbum, o terrível e afetado Eu vou Fazer uma Macumba Pra Te Amarrar, Maldito! Nem a pau que eu indicaria um show desse sujeito para quem quer se divertir e ouvir um som bacana. Vá fazer outra coisa!

 

ARTO LINDSAY

15 – SESC Avenida Paulista – São Paulo

Multiinstrumentista inquieto em termos artísticos, este americano sempre teve sua atenção voltada ao Brasil, pois sempre se mostrou intrigado com a riqueza bruta de nossa música e constantemente se propôs a fazer uma ponte disto com o resto do mundo, desde os tempos de seu grupo Ambitious Lovers. Neste show, ele continua a exercitar seu experimentalismo, até mesmo quando resolve tocar sambas de compositores como Batatinha, Wilson Batista e Paulinho da Viola. Pode apostar que é um daqueles espetáculos sem meio termo: ou se ama ou se detesta.

 

ANELIS ASSUMPÇÃO

15 – SESC Santana – São Paulo

A filha do falecido Itamar Assumpção tem boas canções e banda afiada. Só por isto o seu show já valeria a pena. Como “bônus”, há uma interessante mistura de ritmos e gêneros – samba, reggaehip hop e o que mais lhe der na telha. Como a base do show são as canções de seu mais recente álbum, o bom Taurina, recomendo uma boa espiada na apresentação, que vai contar ainda com a participação de Tulipa Ruiz.

 

DI MELO

15 – SESC Pompéia – São Paulo

Bastante cultuado por um círculo de fãs — que incluem DJs e adoradores de soul music de várias partes do mundo – de seu disco homônimo lançado em 1975, este cantor e compositor pernambucano vai mostrar também algumas canções inéditas, sendo que neste “bolo” há parcerias com Jair Rodrigues e Geraldo Vandré. Só a presença das canções de seu primeiro e único álbum já faz este show valer a pena, mas torça para que ele tenha parado de desafinar tanto ao vivo…

 

“POPLOAD FESTIVAL”

15 – Memorial da América Latina – São Paulo

Não dá para negar que será um evento que não se deve perder, já que estarão em ação bandas sensacionais que jamais tocaram por aqui – Blondie, Death Cab for Cutie e At the Drive In -, mais a irregular cantora neozelandesa Lorde e o terrivelmente chato MGMT. Na abertura, vai rolar o som chato da cantora carioca Letrux e um encontro especial – certamente tramado por alguma entidade maligna – entre Mallu Magalhães & Tim Bernardes. A diversidade é tão grande que chega a ser tentadora, não?

 

 

 

7 respostas

  1. Entendo que há uma infinidade de shows e que é impossível falar de tudo, mas bem que poderia ter citado o Lô Borges no SESC Palladium, em BH.
    No mais, só tenho a agradecer pelas dicas!

  2. Regis, boa tarde!

    Uma sugestão de tema, se me permite:
    Essa semana fez 30 anos da Greve da CSN em Volta Redonda, onde 3 trabalhadores morreram no confronto com a polícia.

    Os Garotos Podres fizeram a musica “Aos Fuzilados da C.S.N.”, em homenagem aos operários mortos. Alguma curiosidade bacana sobre essa música, ou sobre o álbum Canções para Ninar, que você poderia dividir com a gente? Lembrando que a greve terminaria no dia 20 de novembro de 1988…

    No mais, obrigado por mais uma coluna “É show ou É Fria”, que sempre faz nossas semanas terminarem com chave de ouro.

    1. Obrigado pelo elogio, Eduardo. De cabeça, não lembro de qualquer curiosidade a respeito da música ou do álbum. Se lembrar de algo, avisarei…

  3. Boa tarde Regis. Gostaria de saber a sua opinião sobre a música pop atual, o que você acha do cenário atual que está infestado de cantores e cantoras que quando abrem a boca parecem apenas cópias do que estamos acostumados a ouvir. Esse sertanejo universitário então, centenas de cantores que soam os mesmos a voz é tudo igual você não consegue distinguir quem é quem. E ainda tem funk e pagode. Graças a Deus que ouço rock, heavy metal, hard rock, mpb antigo, blues, etc senão estaria perdido. No aguarde para o próximo ‘ é show ou é fria’. Abraço

    1. Boa tarde, Fábio.
      Se você deseja que eu elabore uma resposta completa e explicativa a respeito desse e outros assuntos, seja sócio do meu “Grupo Secreto”. Mais informações no “Plano de Assinaturas e Recompensas” aqui mesmo em meu site.

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