TITÃS

9 – Credicard Hall – São Paulo

Como é? O grupo vai tocar em trio e voltar fazer um show “acústico”? A essa altura dos acontecimentos? Depois de tanto tempo? Putz…

 

DEAD FISH

9 – Circo Voador – Rio de Janeiro

Erroneamente considerado como um grupo “emo” por fãs adolescentes retardados, esta banda capixaba faz um som bastante honesto em termos de peso, embora suas letras apresentem certa dose de ingenuidade engajada. Tudo bem que é um som que só entusiasma quem tem menos de dezessete anos de idade, mas como a banda está lançando um novo álbum, Ponto Cego, e não conta mais com a presença do carismático baixista Alyand, vale a pena dar uma conferida na nova fase da banda em cima dos palcos.

 

CÉU

9 – Auditório Araújo Vianna – Porto Alegre

Boa cantora em disco e um pouco irregular ao vivo, ela se tornou um dos mais celebrados nomes da nova safra de cantoras brasileiras. Neste show ela vai mostrar canções de seus bons álbuns – incluindo o mais recente, Tropix -, o que é uma excelente pedida para quem não acredita que a música nacional vai além das “Anittas da vida”. Na abertura, vai rolar o show de um tal de Rubel, do qual sinceramente nunca ouvi falar…

 

TURMA DO PAGODE

9 – Carioca Club – São Paulo

Quem se importa com mais um dos 3.769 grupos de “pagode chifrudo” que existem por aí? Quem se importa com um grupo que só sabe cantar “lelelê”, “laialaiá” e mais um monte de letras ginasianas a respeito de dor do corno? Eu não. E você?

 

ELLEN OLÉRIA

9 – SESC Belenzinho – São Paulo

Uma das cantoras mais incríveis e criminosamente subestimadas dos últimos tempos no Brasil, ela agora promete usar suas raízes jazz/funk/samba/hip hop para abordar o repertório de… Beyoncé!!! Tomara que ela consiga fazer isso com energia e balanço, com arranjos pessoais e impactantes. Caso contrário, o que poderia ser legal pode soar constrangedor…

 

MANEVA

9 – Tom Brasil – São Paulo

Esse grupo é mais uma das provas vivas de que o reggae no Brasil é tratado como se fosse um ritmo em que é permitido fazer um som totalmente asséptico, sem um pingo de rusticidade sônica, com letras tão poéticas quanto a bula de um remédio, perfeito para embalar romances de casais de namorados que não vêem a hora de abrir um crediário para começar a comprar as tralhas que vão equipar o apartamento em que irão morar assim que saírem das casas de seus respectivos pais. Agora, imagine presenciar tudo isso em um show de lançamento de um DVD acústico dessa banda? E ainda tem gente que fica brava quando digo/escrevo que o reggae brasileiro é uma piada muito sem graça…

 

RAUL DE SOUZA

9 – Blue Note – São Paulo

Um dos músicos mais talentosos que o Brasil já produziu, a ponto de ter sedimentado uma digna carreira internacional, o trombonista estará comemorando seu 85º aniversário com temas de seu mais recente CD, o ótimo Brazilian Samba Jazz, e obviamente não vai esquecer de sons de seus passado, o que vai engrandecer ainda mais tal apresentação. Vá sem susto!

 

LUPA SANTIAGO QUARTETO

9 – Blue Note – São Paulo

Excelente guitarrista, Lupa Santiago faz uma interessante ponte unindo o jazz e a MPB instrumental e é exatamente isto que ele costuma apresentar com maestria em seus shows. A “cancha” que adquiriu por ter tocado muito no exterior e ao lado de grandes nomes como Dave Liebman e até mesmo Hermeto Pascoal dão o devido gabarito à sua performance, sempre ao lado de um grande grupo de apoio. Pode ir sem susto…

 

BRUNO & MARRONE

9 e 10 – Espaço das Américas – São Paulo

Sem sombra de dúvidas, as canções da dupla – bem, “dupla” é modo de escrever, já que apenas um canta, ou melhor, grita, enquanto o outro apenas mexe os lábios – são dos troços mais asquerosos que a música mundial já presenciou. É impressionante como ambos são artistas de uma regularidade impressionante: nada do que eles cantam e tocam é digno de um único elogio. No palco, então… As canções são arremedos do que de pior pode ser chamado de “romantismo”, com arranjos absurdamente manjados e interpretações canhestras. Quando a dupla cisma de colocar bailarinos fazendo coreografias de 18ª categoria, aí é o Apocalipse. Parece incrível, mas, perto eles, Vitor & Leo soavam como Simon & Garfunkel.

 

MARIA GADÚ

9 e 10 – SESC Pompéia – São Paulo

Erroneamente chamada de “a nova Cássia Eller”, ela faz aquele tipo de som bem quadradinho, asséptico, sem risco, ideal para quem idolatra o Ivan Lins. O show costuma ter uma dinâmica meio arrastada e chega a dar sono em determinados momentos, pois fica a impressão de que ela passa o tempo inteiro cantando uma mesma música. Tomara que não inclua a pavorosa “Shimbalaiê” em suas apresentações. Vá por sua conta e risco…

 

CAPITAL INICIAL

10 – Auditório Araújo Vianna – Porto Alegre

Podem acusar a banda de qualquer coisa, menos de ser incompetente em cima do palco e de fraquejar na hora de propiciar um show animado. Por ser o único grupo remanescente da cena roqueira brasileira dos anos 80 que conseguiu reciclar o seu público, o quarteto certamente vai exibir um desfile de hits para todo mundo cantar junto e se esbaldar. Isso, claro, para quem tem idade mental inferior a dezessete anos e não se irrita ao ver o vocalista Dinho Ouro Preto falar a palavra “cara” em cada frase que pronuncie…

 

ZÉLIA DUNCAN

10 – Circo Voador – Rio de Janeiro

Cantora razoável com timbre de voz extremamente característico, ela vai mostrar nestes shows várias canções de seu mais recente trabalho, Tudo é Um. É daquelas apresentações simpáticas, que mostram que ainda é possível fazer música brasileira com um nível de qualidade acima da média. Na abertura, Qinho vai se apresentar cantando músicas da Marina. Aí é por sua conta e risco…

 

JOTA QUEST

10 – Km de Vantagens Hall – Belo Horizonte

Não há nada mais a dizer a respeito dos shows deste grupo: é o exemplo de como uma banda que poderia fazer um som sensacional se transformou em uma espécie de “Luciano Huck do pop/rock nacional”. E agora vão insistir em fazer mais um show no formato “acústico”! É, não tenho mesmo nada mais a escrever a respeito…

 

RAÇA NEGRA

10 – Km de Vantagens Hall – Rio de Janeiro

É uma pena ver que o grupo, outrora um digno representante da então “nova geração do samba”, não só acabou se transformando em um dos artífices desse pagode “mela-cueca”, chegando aos dias de hoje soando exatamente como seus imitadores. E não adianta colocar instrumentos diferentes e outras papagaiadas, porque as canções que o Raça Negra faz hoje são rasas e sem um pingo de originalidade.. Passe reto.

 

THIAGUINHO

10 – Credicard Hall – São Paulo

Embora seja um cara carismático em cima do placo, Thiaguinho desperdiça isto com um repertório de porcarias vexaminosas, que só entusiasma periguetes e candidatas a tal. Sem contar que, ao vivo, sua voz não é lá essas coisas, o que não ajuda em nada a tornar seu show um evento imperdível. Pelo contrário: é preferível ficar em casa assistindo ao videotape de Náutico x Guarani, disputado em uma terça-feira chuvosa.

 

SANTA CRUZ

10 – Manifesto Bar – São Paulo

Parece incrível, mas existe mesmo uma banda desse pavoroso universo do hard rock glam da Finlândia com esse nome! E não é apenas isso de terrível em relação ao quarteto: o som é simplesmente pavoroso, repleto dos mais surrados clichês do estilo e canções simplesmente medíocres. Perto deles, o Children of Bodom parece o Metallica na época do Master of Puppets. Ah, na abertura vai rolar show da banda brasileira Inluzt.

 

ANDRÉ ABUJAMRA

10 – SESC Pinheiros – São Paulo

Aqui o velho maluco – no bom sentido, claro – vai mostrar as canções de seu mais recente projeto musical. Omindá, em que mais uma vez se propôs a misturar a música brasileira com sonoridades da península dos Bálcãs e da Armênia, ritmos africanos e latinos, reggae, música indiana e o que mais pintar em sua cabeça doida. Não é um show para quem tem dificuldades em assimilar diversas informações sonoras e cênicas ao mesmo tempo, da mesma forma que as canções não são palatáveis para gostos redundantes. É sim indicado para quem tem a mente e os ouvidos abertos e sem preconceitos.

 

ALMIR SATER

10 – Teatro Guaíra – Curitiba

Um dos artistas mais dignos da história musical deste país continua sua incansável batalha para mostrar às pessoas que “música sertaneja” não é este festival de lamúrias bregas e choronas que se ouve por aí. Por intermédio de poesia genuinamente agreste e bela, da viola bem tocada e da sinceridade que pontuam canções tão simples quanto pungentes, Almir tem tudo para lhe ensinar a diferenciar as pérolas das bijuterias baratas. Entendeu a analogia?

 

HAMILTON DE HOLANDA QUARTETO

10 – Blue Note – São Paulo

Um dos mais extraordinários instrumentistas da nova geração, ele deu ao bandolim uma linguagem absolutamente nova, quase revolucionária, a ponto de estabelecer uma até então inesperada ponte entre o chorinho e o jazz. Ele certamente vai deixar a plateia de queixo caído nessas apresentações que marcam o lançamento de seu mais recente trabalho, Harmonize. É um show indispensável para quem quer fugir do comodismo musical que impera nos dias de hoje.

 

MOMBOJÓ

10 e 11 – SESC Avenida Paulista – São Paulo

Uma das bandas mais pretensiosas dos últimos tempos, este pessoal de Recife faz um som que parece uma mistura de Los Hermanos com Belle & Sebastian, ou seja, é um troço duro de engolir. Com as desafinações do vocalista e guitarrista Felipe S, a coisa então se transforma em uma verdadeira tortura para os ouvidos da plateia. Sair de casa para ouvir som ‘perninha’ e letras pseudopoéticas não dá, né? Ainda mais porque vão revisitar as canções do disco Nadadenovo, lançado quinze anos atrás…

 

FILIPE CATTO

10 e 11 – SESC Bom Retiro – São Paulo

Fico impressionado com as irregularidades de toda uma geração de ‘artistas’ incensados muito mais por seus posicionamentos ‘lacradores’ do que pela qualidade da música em si. É o caso desse cidadão, cuja voz é tão chata que faz qualquer pessoa assinar um documento em branco com a promessa de a audição de seus ‘gorgeios’ sejam imediatamente interrompidos. Para piorar, ela está sempre a serviço de canções cuja importância histórica no futuro será a mesma de um prato de alpiste mofado. Fuja desse show!

 

BOCA LIVRE

11 – SESC Pinheiros – São Paulo

O celebrado quarteto vocal volta às atividades depois de um longo hiato e com um novo disco, Amizade, lançado no final do ano passado. Independentemente do repertório apresentado, você pode ter a certeza de que o papo musical aqui é de alto nível, com belas vocalizações, instrumental enxuto e repleto de canções famosas. Se você sente saudade do espírito musical da música brasileira dos anos 70, é uma boa pedida!

 

LEO SANTANA

15 – Credicard Hall – São Paulo

Uma pessoa que sai de casa para assistir a um show desse moço – e nesse vai rolar gravação de DVD, com provável repetição de inúmeras músicas! – certamente perdeu o cérebro em alguma balada na semana passada. É uma profusão de músicas tão horríveis que chego a pensar que se trata de um algum tipo de evento organizado por uma entidade devotada a emburrecer ainda mais a Humanidade. Só pode ser isso…

 

GERALDO AZEVEDO

15 – Teatro do Bourbon Country – Porto Alegre

Um dos grandes – e subestimados – nomes do que de melhor a música brasileira produziu a partir dos anos 70 vai se apresentar sozinho, acompanhado de seu violão, um banquinho e um microfone. Pela qualidade de seu repertório, sugiro que você não deixe de assistir a este show.