Eu? Em “reality show”? Nem f….do!

Em quase todas as ocasiões em que encontro com um determinado grupo de amigos, o assunto sempre volta à tona: por que não aceitaria participar de qualquer tipo de reality show, principalmente dos famosos Big Brother Brasil, da Globo, e A Fazenda, da Record? Calma, eu explico…

Anos atrás fui sondado – sim, “sondado” e não “convidado” – para integrar o elenco de um reality show muito famoso de uma grande emissora de TV. Só que tal sondagem resultou em uma pequena decepção por parte da produtora quando, ao ser inquirido por ela a respeito de minha opinião a respeito desse tipo de atração televisa, disse a ela que não só detestava esse troço, mas que também julgava que isto era um desserviço à cultura brasileira. Ela então se despediu educadamente e o papo acabou por ali mesmo.

No ano passado, muita gente começou a ligar para mim avisando que eu era um dos nomes cotados para a atual edição da Fazenda. Claro que todas essas pessoas foram enganadas por algum desses vagabundos da internet que passam o dia inteiro fazendo montagens com fotos e alimentando toda uma rede de fake news. Mentira total!

A turma toda lamenta as minhas palavras, pois dizem que seria sensacional ter um cara como eu, “boca dura”, sem papas na língua, em um programa desse tipo e que acompanhariam diariamente o tal reality show caso ele tivesse a minha presença.

Como sempre faço exaustivamente, explico que jamais entraria em um programa no qual não pudesse ser eu mesmo, sem a liberdade de falar o que eu bem entendesse, que jamais faria parte de uma atração cujo cotidiano fosse completamente roteirizado, sem que nada de espontâneo pudesse ser dito ou feito. Para terminar, arremato que nunca seria cúmplice de uma atração emburrecedora, em que até mesmo as “brigas” e “romances” são tão verdadeiros quanto uma nota de R$ 7. Também me dou ao trabalho de explicar uma verdade incontestável: é muito difícil construir uma carreira com credibilidade, mas é muito fácil ter a mesma carreira desmoralizada e destruída por conta de escolhas e palavras erradas. Por mais que seja absurdamente tentador para qualquer pessoa ser uma “atração televisiva”, isso não pode ser obtido a qualquer preço. Aí, o que seria um sonho se torna um pesadelo…

Esses foram os motivos de minha recua. Sempre faço questão de manter a coerência que norteia minhas palavras e atitudes, que pode ser exemplificada pelo vídeo abaixo, quando, ao participar de um quadro do Programa Raul Gil anos trás, respondi a ele o que faria se fosse o Pedro Bial – na época, o apresentador do Big Brother Brasil – e qual a minha opinião a respeito de reality shows em geral:

https://www.youtube.com/watch?v=RdTQ4ND3yjc

 

Como dizia a minha saudosa mãezinha Dona Irene, “para bom entendedor, meia-palavra basta…”

8 respostas

  1. Oi Regis, boa tarde!

    Uma pena… ia ser bacana ver você destilando seu humor ácido nestes programas. Pelo menos ia dar um pouco mais de credibilidade…

    De qualquer forma, este post só demonstra que você é honesto com suas opiniões, não se vendendo por mixaria.

    Me permita fazer-lhe uma pergunta então: Se você tivesse que escolher entre virar político ou participar de reality shows, qual você escolheria?

    1. Eduardo, eu seria mandado embora do programa depois de dez minutos de participação.
      No caso das duas opções, eu escolheria me tornar o novo baterista do Manowar…

  2. Fico imaginando como seria um papo musical do Régis com algum participante:

    – Qual o seu disco favorito do Van Halen?

    – Desculpa, não conheço essa dupla sertaneja.

  3. Oi Regis, boa tarde!

    Eis que me deparo com a notícia de que a Madonna convidou a Anitta para uma parceria musical. A notícia, de fato, é essa mesmo? O que há por trás disso?

    Poderia, por favor, nos explicar melhor…

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