Idoso Morto Levado p/ Fazer Empréstimo

Quando me deparei com o título dessa notícia que estava estampada em todos os portais de comunicação, juro por Deus, inicialmente pensei que se tratasse de algum tipo de protesto de alguém indignado com a não liberação da pensão do falecido, ou por algum outro problema qualquer, resolveu levar o tio morto ao banco como forma de protestar contra a criminosa burocracia que sempre existiu, ainda existe e provavelmente sempre existirá no Brasil quando se trata de obter qualquer benefício digno e merecido. Foi só ao ler a notícia completa que fui tomado por uma raiva e indignação tão grandes que quase tive um AVC na frente do computador.

Uma mulher foi a um banco em Bangu, no Rio de Janeiro, levando seu aparente tio morto, posteriormente identificado como Paulo Roberto Braga, de 68 anos, numa cadeira de rodas, fingindo que ele ainda estava vivo e tentando reanimá-lo para que ele assinasse um empréstimo de R$ 17.000 em nome dele para ela. Ela sabia que, sem a assinatura dele, o empréstimo não seria concedido. Você já deve conhecer essa história.

Nas redes sociais, que são um implacável universo de atrocidades, o tio Paulo teve seu cadáver exposto com o rosto pálido, boca aberta em uma expressão cadavérica explícita e desumana. Sua cabeça careca era movida impiedosamente para frente e para trás, como se fosse um boneco que a mulher tentava ressuscitar, sem demonstrar a mínima preocupação com o estado dele, apenas repetindo que ele precisava assinar o documento do empréstimo. Ela segurava a mão morta dele, empunhando uma caneta, pedindo para que ele a segurasse e apertasse, enquanto ressaltava que ele deveria fazer a mesma assinatura da carteira de identidade. Um comportamento absolutamente degradante e desrespeitoso.

Obviamente, essa mulher, que segundo a delegada do caso não demonstrou em nenhum momento a tristeza de perder alguém querido, vai responder por tentativa de furto mediante fraude e vilipêndio a cadáver. Os advogados, é claro, já trataram de declarar na imprensa que o tal tio Paulo na verdade não era tio dela, mas sim primo, que ele entrou no banco numa cadeira de rodas ainda vivo, empurrado por sua prima, que não sabia que ele estava morto. Também afirmam que ele morreu dentro da agência, minutos antes de assinar a papelada do empréstimo. São essas as coisas que os advogados fazem, não é mesmo?

Se você quer saber mais detalhes sobre essa história absurda e chocante, assista ao vídeo completo clicando no botão abaixo.

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