Jão – Shows Grandes, Músicas Pavorosas

Todo mundo na mídia trata agora esses shows do Jão como se fosse uma super turnê e garante que ele já tem o seu lugar garantido nas memórias afetivas de uma geração inteira. O Jão, que não é o guitarrista do Ratos do Porão, vem sendo tratado como um dos principais nomes do pop nacional do momento, e isso dá a real dimensão de como esse tipo de música no Brasil virou palco para artistas ruins e músicas pavorosas.

A argumentação de que esse tal de Jão fez dois shows lotados no Allianz Parque aqui em São Paulo, diante de 50.000 pessoas em cada um deles, é irrefutável, isso aconteceu mesmo. E sim, hoje o tal de Jão movimenta um público quantitativo impressionante. É claro que para apresentar a mega estrutura que ele mostrou nesses dois referidos shows é preciso muito dinheiro, e há muita grana correndo solta nos bastidores do show business do pop nacional, tanto que outros pseudo artistas, tipo Ludmilla, também já avisou que vai fazer umas turnês nababescas em termos de produção.

Ok, cada um faz o que quiser com o seu dinheiro, desde que esse dinheiro seja de origem honesta, tudo certo. E por curiosidade, eu assisti à transmissão ao vivo no Multishow, né, e passou também pela Globoplay, e o que eu vi me deixou ainda mais estarrecido em comprovar o quanto as plateias brasileiras que consomem esse tal pop nacional da atualidade, essa plateia inteira, ela parece ter alpiste no lugar do cérebro. Por mais que esse seja um momento ousado da carreira desse tal de Jão, as suas músicas, cara, são tão ruins que toda essa ostentação cenográfica na verdade não passa de uma cortina de fumaça colorida para disfarçar uma falta de conteúdo musical gritante, tudo embrulhado em uma espécie de papel celofane pseudo conceitualmente centrado nos quatro elementos da natureza: água, terra, fogo e ar.

Você tá entendendo? Principalmente por conta do seu mais recente álbum, que é um disco que foi lançado no ano passado, que é tão ruim quanto todos os outros anteriores: o “Lobos” de 2018, o “Anti-herói” de 2019 e o “Pirata” de 2021.

Para uma reflexão mais profunda sobre o estado atual da indústria musical brasileira e a qualidade das produções pop nacional, clique no botão abaixo e assista ao vídeo completo.

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